– O Fair Play Japonês valeu a pena!

Quer dizer que o “jogo limpo”, menos faltoso e mais respeitoso do Japão fez com que, por ter menor número de cartões, avançasse às oitavas de Final da Copa do Mundo da Rússia?

Viva o futebol! Gosto demais desse critério de desempate, pois, afinal, o esporte é disciplina, ludismo, diversão e não guerra!

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– A ótima colaboração de Neymar com a arbitragem. Pois evoluir (meio que na marra) é preciso…

Neymar enfim amadureceu: não encheu o saco da arbitragem no jogo contra a Sérvia, não caiu / simulou e soube sair das confusões. Já tinha melhorado contra a Costa Rica (onde ele apanhou demais, tanto quanto no jogo contra a Suíça).

Que continue assim, sem dar trabalho aos árbitros, focado no que sabe fazer bem: jogar bola! Afinal, evoluir é necessário!

Aliás, justiça seja feita neste jogo: que grande arbitragem tivemos do iraniano Alireza Faghani (ao contrário do já citado aqui Enrique Cáceres, que tem muito mais nome e fez lambança com o árbitro de vídeo. Vide postagem anterior).

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– O VAR está dando certo ou não?

Na Copa do Mundo de Futebol, torneio que é vitrine para qualquer iniciativa por ser a maior competição do planeta, a utilização do árbitro de vídeo mostrou três coisas importantes até agora:

  1. A Tecnologia ajuda, mas não elimina a injustiça no futebol. O VAR é inevitável para o futuro.
  2. A Polêmica (tão necessária para alguns) continuará existindo no esporte, por conta das questões interpretativas.
  3. Há muito o que se aprimorar ainda.

Sempre defendi que toda forma eletrônica para a legitimação de resultados é válida. Entretanto, ao mesmo tempo sempre alertei de que nada adiantará tal aparato se não tivermos a capacitação de quem o usa: o elemento humano.

Digo tudo isso pois vimos o uruguaio Andrés Cunha usar com perfeição a ajuda eletrônica (solicitando a repetição de imagem ou sendo instigado a rever pela cabine) na partida entre França 2×1 Austrália. Ao mesmo tempo, vimos um verdadeiro “circo dos horrores” em Portugal 1×1 Irã, onde o paraguaio Enrique Cáceres e a equipe do árbitro de vídeo vulgarizaram a ideia.

Ao assistir essa última partida citada, questiono-me:

  1. Cáceres mostrou-se tão inseguro que precisou utilizar tantas vezes o VAR?
  2. O VAR, o AVAR e os demais integrantes quiseram aparecer mais do que deveriam, tentando “apitar o jogo” da central instalada em Moscou?
  3. A FIFA estaria forçando o uso do equipamento para “vender a ideia” de modernidade (por isso tantos pedidos de imagem televisiva)?

Tenho medo de que o mau uso do VAR faça com que a ideia seja detonada. Imagine tal arbitragem como a de ontem num Palmeiras x Corinthians ou em um Boca Jrs x River Plate? Impensável!

Se tivesse poder de sugestão, três medidas a serem aplicadas:

  1. Treinamento intensivo nos jogos de categorias de base;
  2. Som aberto às emissoras de TV e público para entender o que se discute a fim de maior clareza no entendimento da interpretação da arbitragem;
  3. Permissão de número limitado de “desafios” às equipes, sendo solicitados pelos capitães.

E você, o que está achando da iniciativa do árbitro de vídeo na Copa do Mundo Rússia 2018? 

Penso que o ideal era ter deixado a utilização de tudo isso para o Mundial do Catar 2022, a fim de mais aprimoramento do seu uso mundo afora.

Aliás, viram o marroquino se dirigindo à uma câmera, fazendo o gesto da tela de TV e xingando o VAR?

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– O pênalti de Suécia 1×2 Alemanha

A Suécia reclama – e com razão – sobre um pênalti não marcado de Boateng em Berg.

Claro que o VAR veio para ajudar (e tem ajudado muito na Copa do Mundo). Acontece que quando há falhas humanas como essa, não há tecnologia que sustente!

Insisto: não adianta o vídeo-árbitro se quem decide ou informa não é capacitado.

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– O pênalti em impedimento no Inglaterra 6×1 Panamá. Correto ou não?

Não pude assistir ao lance, mas fui questionado que, supostamente, um dos pênaltis a favor do English Team estivesse em posição de impedimento do atacante. Pode ou não?

Saiba: ocorreram alterações sobre isso há dois anos. Antes, se um jogador estivesse impedido ou em posição de impedimento e sofresse uma falta, não se marcava o tiro direto ou penalidade pois ele estava “fora de jogo” (mas podia se aplicar a punição disciplinar: cartão amarelo ou vermelho para o defensor, dependendo da gravidade / violência do ato).

Agora, se um jogador está em posição de impedimento e sofre uma infração, esta deve ser marcada caso o impedimento não tenha sido confirmado (e será confirmado caso exista o toque efetivo do atacante). Ou seja: se impedido, não há pênalti; se está em posição de impedimento (ainda não tocou a bola), a nova orientação é dar pênalti.

Como escrevi, não assisti ao jogo, mas fica a Regra para que se tire as conclusões.

[Inglaterra atropela Panamá, garante classificação e vai definir liderança com a Bélgica]

– Um novo Neymar do último domingo à sexta: Brasil 2×0 Costa Rica

Quando entrou em campo contra a Suíça, pensei: Neymar deve ter arranjado um patrocinador e usou o novo penteado para desviar o foco e as pressões, como foi a estratégia usada por Ronaldo Fenômeno em 2002. E os memes pipocaram: se R9 usou o corte Cascão, Njr10 usou o corte Cascuda!

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Como para a maior parte das pessoas o corte ficou extravagante demais, surgiram várias brincadeiras. Eric Cantoná, por exemplo, brincou com o penteado Miojo:

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O certo é que, dentro de campo, todos nós vimos que Neymar apanhou bastante. E mesmo prendendo a bola demais, mostrando ser “fominha”, não abdicou da vaidade em querer resolver individualmente. Claro que foi criticado e suas posições no chão viraram outro meme…

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Só que na 2a rodada, contra a Costa Rica, justiça seja feita: Neymar não foi o garoto mimado e exibicionista pintado pelos seus críticos (com doses de certa razão). Nada vazou de extra-campo que pudesse trazer polêmica a ele durante esses dias! Com a bola rolando, mostrou-se muito empenhado, dedicado, jogando pelo coletivo, chamando a responsabilidade como membro de uma equipe! 

Gostei bastante do que vi. NJr10 jogou como um verdadeiro craque que luta pelo prêmio The Best da Fifa. Lógico, apanhou de novo em campo – e embora o árbitro holandês Bjorn Kuiper tenha feito uma boa arbitragem, pecou duas vezes: em permitir o rodízio de faltas no atacante brasileiro, e ao corrigir a marcação equivocada do pênalti em Neymar – corrigido pelo VAR. Aliás, um acerto muito grande, já que houve simulação (e é por lances assim que os adversários criticam o brasileiro).

Inegável falarmos hoje que, não só Neymar, mas todo o selecionado brasileiro jogou com a garra que os torcedores desejam, além dos lampejos do famoso futebol-arte. Aliás, a mesma garra que faltou à Argentina e o mesmo ímpeto decisivo que faltou a Lionel Messi.

E aqui uma observação do ponto de vista da arbitragem: por mais que se procure o Equilíbrio Emocional em campo, não é fácil Neymar apanhar o jogo inteiro com a manjada estratégia do rodízio de faltas; porém, as também manjadas simulações devem ser evitadas. É um toma-la-da-cá, e como bem lembrou o comentarista da FOX Sports, Paulo Vinícius Coelho, é uma história de “Pedro e o Lobo: de tanto falar que o Lobo viria de mentirinha, quando veio de verdade, ninguém acreditou. Assim, Neymar precisa saber sair das faltas e não forçá-las, pois quando elas ocorrerem de fato, lembrar-se-ão dos gestos de simulação!

Enfim: se no 1o tempo a Seleção deu uma patinada, mostrou no 2o que é candidata ao título (aliás: que atuação do goleiro costarriquenho Keylor Navas). Mais do que isso: que Neymar pode vir a ser o brilhante jogador responsável, maduro e técnico tão desejado. 

É por isso que depois de tantos memes, valem os aplausos:

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– Escala da Arbitragem para Flamengo x Paulista

Daniel Bernardes Serrano, 32 anos, professor de Educação Física, que há 9 anos faz parte do quadro da FPF, apitará Flamengo x Paulista pela 12ª rodada da Segunda Divisão Sub 23.

Apesar de não ter apitado a série A1 ainda (tem muitos jogos na A2 e A3), entrou no Quadro da CBF e está atuando no Brasileirão como 4º árbitro em jogos da Série B, C e D. No Paulistão da Segundona, trabalhou apenas uma vez: Catanduvense 0x0 Catanduva FC. Enfim: uma aposta da FPF pela idade e pelos jogos trabalhados.

Seus bandeiras são todos experientes: Marco Antonio Andrade Motta Jr e Bruno Silva de Jesus atuaram em muitos jogos e André Luiz Ribeiro Cozzi.

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– O mico do VAR em Brasil 1×1 Suíça e um detalhe pertinente!

Eu defendo a tecnologia para ajudar a legitimar os resultados nas disputas esportivas, especialmente no futebol. Mas sempre ressalto: não adianta o VAR como a salvação dos erros de arbitragem, se o elemento humano que o opera não tem a competência adequada.

Escrevi sobre o menosprezo do árbitro italiano Rocchio em utilizar o vídeo no jogo Portugal 3×3 Espanha. Deu um pênalti inexistente aos portugueses e compensou com um lance faltoso a favor dos espanhóis, onde ambos resultaram em gols. Agora, vê-se a polêmica em Rostov, onde a Seleção Brasileira reclama do árbitro Mexicano César Ramos.

Vamos lá: no gol da Suíça, Miranda foi empurrado e o árbitro nada fez. Estaria com a visão encoberta? Talvez. O fato é que as imagens da equipe do VAR eram nítidas quanto à falta, e deveria-se chamar o juiz de campo. 

Quem era o “VAR ‘chefe’ da equipe”? O italiano Paolo Valeri (não consegui obter os nomes dos demais membros auxiliares / reservas da equipe de vídeo-árbitros do jogo).

Há outro lance, no qual Gabriel Jesus é agarrado e quando começa a ser desequilibrado,  na sequência força a queda para valorizar o pênalti. Eu, dentro do campo, não marcaria também. Com as imagens, deveria decidir se daria Cartão Amarelo por simulação ao atacante ou marcaria a penalidade. O certo é: aquele lance é interpretativo, o VAR não deveria chamar o árbitro central, mas sim o mexicano chamar o VAR, em caso de dúvida. Se ele não tinha tanta certeza do lance, não poderia esnobar o uso da imagem.

Meu pai, coincidentemente, está na Itália e assistiu ao jogo do Brasil com nossos primos em Pomézia, próximo a Roma. Segundo ele (que ama futebol como eu), lá na “Bota”, os jogadores, treinadores, torcedores, árbitros e clubes CRITICAM DEMAIS o VAR e usam a contragosto. No começo das experiências italianas, o tempo perdido para as decisões era muito grande, e depois foi diminuindo. E sabem quem é o “Rei da utilização do árbitro de vídeo”? O próprio Valeri, sendo um dos árbitros mais contestados e confusos da Itália, segundo nossos parentes aficcionados pelo calcio. Como a Seleção Italiana não está na Copa, um grande número de italianos está trabalhando na arbitragem do Mundial.

Por ironia, o responsável pela área do VAR na Copa da Rússia é outro italiano, bem conhecido nosso: Pierluigi Colina, o ex-árbitro de Brasil 2×0 Alemanha em 2002.

Para a cartolagem brasileira que há 3 anos promete que usará o VAR no Brasileirão e só enrola, o jogo de ontem foi um prato cheio para contestar a utilização por aqui (em que pese, claro, as falhas dos próprios jogadores brasileiros: destacando-se para mim a não-saída do gol de Alisson no tento suíço, o egoísmo de Neymar em não tocar a bola, a inoperância de Gabriel Jesus e as substituições de Tite, entre outros problemas demonstrados).

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– Análise da Arbitragem de Paulista 0x2 Guarulhos e os problemas relatados na súmula!

Arbitragem muito ruim neste sábado no Estádio Jayme Cintra. Particularmente, me decepcionei com o que assisti, pois o árbitro apitou de uma maneira diferente do que sempre faz, frustrando minha expectativa.

Cléber Luís Paulino, que apitou a série A1 e também foi o juiz da final da Copa SP entre Corinthians x Batatais, foi bem tecnicamente. Entretanto, disciplinarmente e na questão postural foi péssimo!

Digo isso pois foi omisso quanto às diversas simulações e retardamentos de jogo da equipe do Guarulhos. Tal fato deixou o jogo nervoso, pois o árbitro, ao invés de coibir a cera com o cartão amarelo (é o que manda a regra) quis compensar com os 8 minutos de acréscimo (cera não se compensa com acréscimos, cera se coibi com o cartão – essa é a Regra do Jogo, embora muito árbitro dá esse “migué” de dizer que acrescentará, preferindo não dar cartões).

Na questão técnica, começou bem, estando atento e correndo bastante. Deu uma vantagem importante aos 7 minutos a favor do Paulista; entretanto, antes dela se concretizar (vantagem não é posse de bola necessariamente) há na sequência uma falta a favor do Guarulhos que não foi marcada também. Com o jogador guarulhense no chão, o árbitro parou o jogo no contra-ataque. No bola-ao-chão, a bola foi chutada para a linha de fundo do Paulista, virando de um ataque promissor um mero tiro de meta. Do mais, houve apenas uma certa dificuldade no entendimento de “trancos mais viris”, por conta dos jogadores usarem muito o corpo. Acertou na maior parte ao não marcar faltas, mas uma ou outra jogada (interpretativa) acabou passando. Ainda tecnicamente falando, acertou aos 31m, quando Zunquinha (PFC) chutou a bola para o gol, ela desviou no braço de Guilherme (GUA), e o árbitro corretamente não marcou o pênalti.

Na questão disciplinar, a tarde foi muito infeliz para o juizão. Mendes, o garoto camisa 11 do Guarulhos, caiu ao todo 5 vezes pedindo atendimento médico e/ou simulando ter sido agredido. Nitidamente, em todas foi para retardar o jogo e incrivelmente não teve a atenção chamada (ser cinco vezes o mesmo atleta é para o árbitro “se mancar”). Mas se as diversas simulações e retardamentos foram persistentes e contaram com a omissão do árbitro, a lamentar quase no final do jogo um verdadeiro circo ocorrido: Ian (PFC) vai disputar uma bola com seu adversário Willian (GUA); a bola sai para a linha lateral, não há falta, mas Bruno cai simulando ter sido agredido no rosto (o clima já estava ruim entre ambas equipes devido à omissão de Cleber). Ato contínuo, o “bololô” de jogadores se faz – dos atletas do Paulista pedindo punição pela simulação, e dos atletas do Guarulhos reclamado de uma suposta (mas inexistente) agressão. Na discussão, Magno (PFC) perdeu a cabeça e cuspiu em Bruno (GUA), sendo corretamente expulso.

Ainda disciplinarmente falando, o jogo, que já estava com o clima ruim, tornou-se insuportável. Nervoso, Rafael Sena (PFC) deu um carrinho violento em Custódio (PFC) e não foi expulso. Na continuidade do lance, Marcelo (PFC) revidou da mesma forma com um carrinho de igual intensidade em Cuadrado (PFC). Por fim, aos 53m, Nathan (PFC), ao perder a bola, deu um tapa na cabeça do atacante Alan (GUA). Todos esses citados por infração deveriam receber o Cartão Vermelho.

Sem dúvida alguma, tal ambiente se formou pela postura do árbitro: pareceu-me omisso, “calmo demais” e sem vibração alguma. Seria menosprezo ao jogo? Creio que não. Para mim, faltou estar ligado e presente nas situações de conflito.

O bandeira 1 Mauro André de Freitas teve boa participação nos impedimentos; já o bandeira 2 Luís Alexandre Nielsen, muito atento nos lances e ajudando na marcação de faltas. Também foi atuante o quarto-árbitro Rodrigo Santos.

Importante ressaltar duas anotações em súmula:

Sobre a expulsão de Magno, relatou:

Expulso por atingir com uma cusparada o braço direito de seu adversário de n° 08 Sr Bruno Rafael Silva Santos, quando a partida estava paralisada.”

Algo que pode complicar demais o Paulista (e, infelizmente, fazer com o que o Galo possa perder o mando de jogo), foi o fato de jogarem rojões contra o vestiário do Guarulhos (o policiamento foi chamado pelos diretores do clube). A própria FPF presenciou e avisou o árbitro, que relatou:

Informo que após o termino da partida o fiscal de apoio (FPF) o senhor Edson Correia Primo portador do RG:144732427, foi ao vestiário da equipe de arbitragem e comunicou que presenciou torcedores da equipe do Paulista F.C. Ltda soltando rojões próximo ao vestiário da equipe visitante. Fato esse que não foi presenciado pela equipe de arbitragem.”

Tomara que o Departamento Jurídico do Galo esteja atento a suas situações (certamente está) e que o Paulista FC não seja punido com severidade.

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– Espanha 3×3 Cristiano Ronaldo

Como joga bola o CR7, não? Aliás, já pensou em um time com ele, Neymar e Messi?

Sobre os erros de arbitragem na partida de ontem, entre Espanha 3×3 Portugal (com 3 gols de Ronaldo): dois erros relevantes!

O 1o: pênalti inexistente para Portugal, pois é Cristiano Ronaldo quem busca cavar indo com o pé na perna do adversário. O árbitro italiano Gianluca Rocchi bobeou e marcou.

O 2o: o gol de Diego Costa para a Espanha, após uma braçada irregular na cara do seu marcador Pepe. Para mim, o juizão quis compensar pois estava com a consciência pesada do lance duvidoso anterior.

Enfim: onde estava o VAR naquele jogo?

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