– Mais uma etapa do VAR no Brasil

Por mais que se queira ter boa vontade com a implantação do Árbitro de Vídeo no Brasil, as pessoas envolvidas são as mesmas que já demonstraram brutal incompetência na condução do futebol brasileiro. Por quê a qualidade do trabalho desses cartolas mudaria agora?

Estou muito a vontade para dizer que, apesar de torcer para o sucesso do VAR em nosso país, os meios estão errados. Por quê usar as imagens das geradoras de TV que transmitirão o jogo? Devem ser de geradora independente, para que em um lance duvidoso contra Flamengo ou Corinthians, não se caia no erro de dizer que a Globo ou a FOX tem interesse para que os clubes de massa passem à frente. Se bobear, se dirá que o árbitro esperou o comentário do Arnaldo ou do Simon para decidir… (os comentaristas de arbitragem mais importantes dessas emissoras).

Outra preocupação é acreditar que o VAR resolverá o problema da arbitragem brasileira. Que não se crie esse cenário! Quem utiliza os equipamentos são seres humanos, falíveis dentro e fora de campo. Os erros continuarão, embora possam ser minimizados.

Nos dois jogos em que o VAR foi usado no país (no Campeonato Pernambucano), a experiência foi horrorosa, com erros graves mesmo existindo o árbitro de vídeo e muito longe do Padrão FIFA. Se nessas rodadas da Copa do Brasil (onde se é possível usar o equipamento eletrônico, já que no Brasileirão só se poderá usar da Rodada 1 até a 38, pois, afinal, deve-se ter equidade na disputa entre jogos e a Regra não permite), o fato de tentar um bom resultado já é algo positivo. O medo, insisto, será o mau uso da ferramenta e as reclamações dos jogadores. Lembrando: pelas Regras do Futebol, onde se acrescentou oficialmente o VAR, o atleta que “correr acompanhando o árbitro até o monitor deverá ser punido com o cartão amarelo”. E se esse atleta quiser ver as imagens do monitor, “dever-se-á aplicar o Cartão Vermelho”.

Aguardemos. Aliás, o histórico do adiamento e das enrolações oficiais do VAR no Brasil podem ser lidos no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/09/18/de-novo-a-cbf-promete-usar-o-arbitro-de-video-em-breve-eu-duvido/

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– O pênalti inexistente em Santos 0x1 América-MG

Se você achou tranco legal o lance de Ricardo Oliveira em Edu Dracena no meio de semana (como eu achei), impossível discordar que Alison repetiu o mesmo lance em Marquinhos na Vila Belmiro neste domingo. Em ambos os lances a arbitragem errou.

No domingo, Rafael Tracci, árbitro paranaense, entendeu como falta a disputa de bola e marcou pênalti a favor do Coelho contra o Peixe (mesmo estando bem posicionado). E esse equívoco técnico da arbitragem custou a derrota para o Santos FC.

Ah, se tivéssemos o VAR no Brasileirão… (tão prometido de maneira demagógica e nunca desejado de verdade).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Itapirense

Para a Rodada 17 do Campeonato Paulista 2a divisão Sub 23, no importante jogo entre Paulista Futebol Clube x Sociedade Esportiva Itapirense, apitará José Guilherme Almeida e Souza. Contador, natural de Bofete, 33 anos de idade e há 7 temporadas na FPF, ele vem se firmando bem numa carreira sólida, melhorando a graduação das suas escalas paulatinamente. Nunca trabalhou em jogos profissionais no Jayme Cintra.

Paulo de Souza AmaralRafael Tadeu Alves de Souza, bem experientes, serão os bandeiras.  Alex Leite Palmira será o Quarto Árbitro. 

Desejo boa sorte à arbitragem e grande partida aos clubes!

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x SE Itapirense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– O lance tão reclamado de Palmeiras 3×2 Atlético Mineiro

O Galo de Minas Gerais reclama do gol sofrido aos 48’40” do segundo tempo no Allianz Parque, no jogo contra o Palmeiras, e que decidiu a partida em 3×2 para o Alviverde Paulista.

Reclamações com ou sem razão?

Com razão. Não dá para discutir muito e nem dizer que era “tão interpretativo” o lance chiado.

Vamos lá: nos acréscimos, estando 2×2, a zaga atleticana chuta a bola do campo de defesa em direção ao ataque, e no meio de campo, Ricardo Oliveira dá um tranco legal em Edu Dracena disputando a bola. O atacante mineiro fica com o domínio e o zagueiro paulista cai. O árbitro Péricles Bassols marca a falta, que é cobrada rápida e na sequência sai o gol do Palmeiras.

Entenda: a queixa é que o gol saiu de uma falta inexistente, e foi inexistente mesmo. Tranco legal se define em: uma disputa de bola com contato físico, ombro-a-ombro, sem força excessiva – e é isso o que ocorreu. Ricardo Oliveira não fez falta em Edu Dracena, mas ganhou a bola de maneira limpa. Portanto, errou o juizão.

Pense: e se esse lance ocorre dentro da área palmeirense (portanto, a favor do Atlético Mineiro), estando 2×2? Bassols marcaria o pênalti para o Galo?

Sinceramente, me pareceu mais um lance apitado para “matar o jogo no meio de campo”, onde a interpretação do árbitro foi equivocada e influenciada pelo cansaço da partida e pelo tempo final de jogo (lamentavelmente).

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– De sete critérios para desempate no futebol, qual deveria ser a ordem correta a se priorizar?

Li no site Esporte Jundiaí, do jornalista Thiago Baptista de Olim, a informação de que o 2º critério de desempate no Campeonato Amador da Segunda Divisão da Cidade de Jundiaí será o número de Cartões Vermelhos. O número de Cartões Amarelos será o 6o.

A matéria está acessível em: https://www.esportejundiai.com/2018/03/serie-b-do-amador-de-jundiai-com-39-dos.html

A ordem será a seguinte:

  • maior número de pontos;
  • menor número de cartões vermelhos;
  • melhor saldo de gols;
  • maior número de gols marcados;
  • confronto direto;
  • menor número de cartões amarelos; e
  • sorteio

Ora, sou defensor número 1 do “Jogo Limpo”, pregando a prática do Fair Play em qualquer atividade esportiva e social. Mas não posso achar lógico no futebol que o número de expulsões e advertências seja critério de desempate, por um motivo bem claro: a falta da uniformização de critérios!

Se na Copa do Mundo, onde a elite da arbitragem mundial é treinada para que, respeitando suas características como árbitros, tenham coerência na aplicação da Regra e punições com os cartões, imagine no futebol amador que ocorre todo final de semana, sem a condição de treino mínimo e/ou reciclagens a contento. Aliás, os juízes de futebol do amador aprendem “na marra” a apitar nos campos de várzea, diante de tantas dificuldades que encontram.

Sei que quem sugeriu tal ideia fez com boa intenção. Mas é impossível (embora necessário) uniformizar a contento os critérios nos principais torneios profissionais. Quanto mais nos não-profissionais! Além disso, se o futebol busca o gol, é o número de vitórias / gols ou confronto direto os itens a serem priorizados.

O grande risco é: o time X ter árbitros rigorosos escalados, enquanto que o time Y costuma ter árbitros um pouco mais “frouxos” na disciplina. É, de fato, um equívoco, pois a distorção inevitavelmente ocorrerá!

Que não se precise usar tal expediente para definir os classificados para a outra fase!

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– Flamengo 0x1 São Paulo e Santos 1×1 Palmeiras: as más arbitragens voltaram…

Que rodada de meio de semana contrastante para quem ficou “mal acostumado” com os últimos jogos da Copa do Mundo, não?

Do nível técnico à arbitragem (passando pela invasão da ratazana no jogo do Vasco), a diferença é brutal. Mas duas coisas quero salientar:

FLA x SPFC: Paulo Roberto Alves Jr apitou (muito mal) o jogo do Maracanã. Mas os jogadores também colaboraram com o jogo ruim: viram o ridículo cartão amarelo que Everton tomou por cera? Dava para o são-paulino evitar…

SFC x SEP: no “Clássico da Saudade”, 10 cartões amarelos e ausência de autoridade e advertência verbal do paraense da FIFA Dewson Freitas da Silva, o “compatriota do Cel Nunes”. Lucas Lima fez o gol, comemorou e levou Cartão Amarelo por comemoração próximo à torcida do Santos (mas era torcida única!). Aos 17m, Gabriel nem tocado foi por William, se jogou e o árbitro marcou falta. Só que aos 18m, Marcos Rocha deu um pontapé em Rodrygo, e nada o juizão marcou. Pode?

Será que nada aprendemos com a Copa do Mundo? Um Mundial que se cobrou comprometimento dos atletas e lisura (tudo contra a simulação) e onde vimos a não vulgarização dos cartões (contra os excessos daqui), nada nos deixou de aprendizado?

É preocupante que esse abismo que está se formando no futebol btasileiro com o resto do mundo aumente paulatinamente…

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– O que esperar da Arbitragem para Comercial x Paulista?

Rafael Gomes Félix do Nascimento, natural de Guarulhos, 35 anos de idade, há 12 temporadas trabalhando no futebol profissional, apitará o confronto do Bafo contra o Galo nesse grande clássico do Interior Paulista.

Bom árbitro, não costuma dar muitos cartões e é sereno dentro de campo: é esse o perfil (de muita tranquilidade).

Ele apitou a Final da Copa São Paulo Jrs entre Corinthians 2×2 Flamengo (2016); no ano passado, apitou vários jogos da A1, incluindo a eliminação do Santos no Mata-Mata do Paulistão diante da Ponte Preta no Pacaembu. Nesse ano trabalhou em diversos jogos do Brasileirão séries D, C e B, com uma partida bem longínqua para contar história: Real Ariquemes (Rondônia) 2 x 2 São Raimundo (Roraima).

Para Rafael Gomes, depois dessa viagem, Ribeirão Preto é “logo ali”…

Mauro André de Freitas e Marco Andrade Motta Jr, experientes bandeiras, serão os seus assistentes.

Espero uma boa arbitragem para esse importante jogo.

Obs: Aparentemente, a expectativa pela partida é muito grande por lá: haverá sorteio de ingressos na Califórnia Paulista, conforme a publicidade local:

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– Quantas infrações cometidas nesse lance?

Futebol amador sempre nos reserva boas gargalhadas…

Vejam só esse lance do Campeonato de Várzea Paulista/SP: invasão dupla na cobrança de pênalti, tirou a camisa na comemoração do gol, pulou o alambrado e foi se aplaudir no meio da torcida!

Caprichou o artilheiro, hein?

Vídeo: Fala Boleiro

– O erro de Nestor Pitana em França 4×2 Croácia, a emoção na cabine da Globo e o impensável Catar 2022!

Sabidamente, Massimo Bussaca e Pierluigi Colina (presidente da CA-FIFA e responsável pelo VAR, respectivamente), com pesar, orientaram os árbitros a duas coisas que recrimino totalmente:

Evitar “dar cartões” para tirar os astros do espetáculo. Ora, desde quando o juiz tem que “pajear” atleta? Se merece o Amarelo ou o Vermelho, tem que levar! Se vai ficar fora de uma final de Copa do Mundo( por exemplo) o problema é do jogador. E muito se viu de “poupar” cartões.

Valorizar o VAR. É muita infantilidade crer que com tal alto investimento, o equipamento seria deixado de lado. Na verdade, só foi duas vezes desprezado: no Brasil x Suíça e em alguns momentos de Brasil x Bélgica. Teria sido pelo desprestígio político da CBF e pela marra de Neymar / ou má vontade dos árbitros com ele? Não duvido.

Dito isso, afirmo: o pênalti de “bola na mão” foi ridículo em França x Croácia. Pitana errou em final Copa do Mundo! E aqui não faço juízo se isso determinou a história do jogo, mas não foi uma “mão na bola intencional”, tampouco movimento disfarçado / antinatural.

O fato de ver, rever e demorar a tomar a decisão de marcar o tiro penal é outro ponto a ser criticado. Teria sido uma forma de valorizar o Árbitro de Vídeo?

Repito o que eu disse no nosso pré-jogo do Campeonato Paulista da 2ª divisão pela Rádio Difusora: O VAR É ÓTIMO PARA O FUTEBOL, DESDE QUE O MATERIAL HUMANO (QUEM USA AS IMAGENS) TENHA COMPETÊNCIA.

Para mim, muito abaixo do esperado a atuação do árbitro argentino. A propósito, insisto: se Ricardo Teixeira estivesse na CBF com o prestígio de outrora, era “bola cantada” a escalação do brasileiro Sandro Meira Ricci na decisão, que apitou muito bem o Mundial (e independente da força política ou não da CBF, Ricci fez por merecer ter tido tal honraria).

Quatro observações rápidas da final:

1- Fiquei feliz pela vitória do time miscigenado da França. Nós, brasileiros, somos formados por imigrantes de todo o mundo, e os franceses, em outro contexto histórico e geopolítico, idem. A vitória dessa equipe multirracial é uma conquista da igualdade social.

2- Foi de arrepiar Casagrande, na Globo, dizer: venci por me manter sóbrio”! Quem nunca usou drogas, não deve experimentar, pois a luta é grande. Casagrande foi gigante!

3- Arnaldo César Coelho vai se aposentar, e a lógica será a promoção de Leonardo Gaciba a número 1 da Vênus Platinada. Quem será o novo ex-árbitro a ser contratado pela emissora? E não nos esqueçamos: Arnaldo abriu as portas para essa nova função no Brasil e dele e por ele surgiram dois bordões: “A Regra é clara” (mas nem tanto) e “Pode, Arnaldo”?

4- Enfim, que venha o Catar, que continuo achando algo inimaginável… o que os catarianos farão com tantos estádios depois da Copa? E a rede hoteleira do pequeno país para hospedar tanta gente? Sobra dinheiro por lá, é sabido, mas… os EUA conhecem bem a história de como deve ter sido a escolha da nação do bilionário sheik Tamim bin Hamad Khalifa Al Thani (que faz do Catar uma pátria com proprietário).

Aliás, sabia que a distância máxima de um estádio a outro será de apenas 55km, e a distância mínima de 4,5km? Dará para assistir vários jogos da Copa do Mundo em um mesmo dia, em arenas diferentes. Impensável na Rússia ou no Brasil, países de tamanhos continentais.

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– Análise da Arbitragem de Paulista 1×0 Bandeirante

Tenso ou não?

Cinco Cartões Amarelos, sendo 4 para o Paulista  (Léo, Carlinhos, Pablo e Vinícius Fleck, este último estava no banco) e 1 para o Bandeirante (Lucão). Três cartões vermelhos, sendo 2 para o Paulista (Carlinhos e Nathan) e 1 para o Bandeirante (China). Aliás, na súmula consta que Nathan e China foram expulsos por desferirem socos fora da disputa de bola. Fora os atletas, o auxiliar técnico do Paulista foi expulso por reclamação.

Apesar dessa grande carga de relatos de advertências / expulsões, Paulista 1×0 Bandeirante não foi um jogo violento. Foi um jogo pegado, corrido, catimbado e ressalto que, se fosse um árbitro inexperiente, a história seria outra.

Gostei muito da arbitragem de Leandro Carvalho da Silva, que tão bem trabalhou com os demais integrantes da equipe. E se vale a máxima que “a primeira impressão é a que fica”, isso foi verdade nesta tarde no Jayme Cintra.

Aos 3 minutos, Matheus Aquino (BEC) está no ataque e divide com Zulu (PFC). Não foi pênalti, e o árbitro estava bem próximo da jogada, imediatamente sinalizando para o jogo seguir. Dois minutos depois, um lance mais viril das equipes no qual ele mandou dar sequência fez com que os atletas percebessem a segurança que estava transmitindo.

É essa a dica que vale para jovens árbitros: estar vibrante, participativo, em cima da jogada e não marcar as “supostas faltinhas” (as que são cavadas por contato físico). Deixou de marcar uma ou outra falta real, mas não marcou nenhuma cavada. Soube se impor.

Tanto no primeiro quanto no segundo tempo aplicou bem a lei da vantagem. Vibrou bastante, não ficou conversando / dando satisfação a jogadores (que precisam ter mais equilíbrio emocional) e, se cometeu um erro, foi o de não dar um cartão amarelo por simulação a China (BEC) pelo ato canastrão de pular, abrir os braços e cair na área pedindo pênalti numa bola levantada contra a defesa do Paulista.

Nada a criticar no critério dos cartões. Se não deu Amarelo numa falta de determinada intensidade de um lado do campo, usou o mesmo critério do outro. Coerente na questão disciplinar.

Dois fatos a destacar de que se deve fazer à arbitragem preventiva: o 1º, aos 33 minutos, quando Mykaell (BEC) e Cuadrado (PFC) se desentenderam e o árbitro os chamou, corretamente aplicando a advertência verbal. Morreu ali a pendenga, graças a efetiva intervenção do juiz. Mais tarde, o 2o lance, quando Carlinhos e Lucão bateram boca, se ameaçaram, e Leandro acertadamente entrou no meio, encerrou a discussão e deu cartão amarelo aos dois. EXCELENTE, muito seguro.

Apenas uma ressalva: no segundo tempo, o jogador Mikaell (BEC), fora do lance de bola, ficou se estranhando com Jonathan Brito (PFC), à vista do quarto-árbitro que não avisou. Deveria ter comunicado ao árbitro para que se fizesse a prevenção (como feita no lance citado do parágrafo acima).

Enfim: grande jogo com grande arbitragem – e espera-se mais controle emocional dos atletas. Claro que a juventude pode influenciar nesse nervosismo, mas deve-se evitá-lo.

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