– E se o Palmeiras fosse desclassificado, como a torcida reagiria à expulsão de Felipe Melo?

A irresponsável atitude de Felipe Melo numa entrada violentíssima contra seu adversário nos minutos iniciais (apenas 3 minutos) resultou em justa expulsão. Nada a contestar.

Os companheiros “minimizaram” publicamente o fato. Mas… e se o Palmeiras (que perdeu de 1×0) fosse eliminado da Libertadores da América (afinal, jogou com um atleta a menos praticamente o jogo todo)? Os sorrisos (como o de Moisés) seriam os mesmos?

O lance ridículo, fora a expulsão, foi Deyverson comemorando uma falta cometida, dessas de se “matar o lance”. Aí não dá…

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem entre Internacional x Paulista

Uma promessa foi escalada em Bebedouro para apitar no Estádio Sócrates Stamato o confronto entre o Lobo Vermelho x Galo Tricolor: Lucas Canetto Bellote.

Lucas é professor de Educação Física, já apitou a série A1 e tem apenas 28 anos. Está somente na sua 6a temporada como árbitro (a 3a em torneios profissionais). Tem atuado nas categorias “menores” do Brasileirão e apitou muito bem no Jayme Cintra, na sua única oportunidade em Jundiaí: a vitória por 5×1 contra o Batatais em 2017, pela Copa São Paulo, onde o avaliamos in loco.

Relembre esse jogo em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/22/analise-da-arbitragem-de-paulista-5×1-batatais/

Nos 4 jogos dessa Rodada da Segunda Divisão Sub23, os 4 árbitros escalados têm o mesmo perfil: jovens, em ascensão e com bandeiras experientes para auxiliarem seus trabalhos.

Árbitro: Lucas Canetto Bellote
Árbitro Assist 1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Árbitro Assist 2: Rafael Tadeu Alves de Souza
Quarto Árbitro: Edson Alves da Silva

– Corinthians eliminado. Mas… a culpa é do juiz?

Que dias passa o Alvinegro do Parque São Jorge!

O presidente do Timão, Andrés Sanches, se encontra com problemas na Justiça, quase apanhou na festa do arquirrival Palmeiras e acabou por ser eliminado da Libertadores da América pelo chileno Colo-Colo (do conhecido Valdívia e do bom Zaldívia).

Mais do que isso, é não reconhecer os próprios erros! Gosto do atacante Roger como pessoa (até pela sua bonita história de vida), mas o acho um jogador de futebol comum. Só que ao final da partida, em entrevista ao FOX Sports, disse que um dos grandes problemas foi a ARBITRAGEM!

Ué, nos dois jogos, o Corinthians jogou contra um time e contra o árbitro? Nada disso. É apenas um mantra que não deve colar mais.

Aproveitando: o Deputado Federal Andrés Sanches não deveria estar se dedicando ao seu trabalho em Brasília? Como consegue conciliar tão bem o cargo de representante do povo no Congresso e presidente da equipe mais popular do Estado?

  1. Não era ele que renunciaria ao mandato de deputado no Carnaval? Ou logo pós-festejos?
  2. E essa história das Eleições internas fraudadas? Comprovou-se a fraude, mas continua no exercício da função e só se paga uma multa?

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– A teimosia inglesa e o VAR na Europa afora.

Nota da coluna de André Kfouri no jornal Lance desta segunda-feira: vale a pena ler (sobre a Inglaterra não usar ainda o recurso do árbitro de vídeo)!

Aqui:

– A diferença de comportamento na repercussão da expulsão de Richarlison

Precisamos aprender demais com a Premier League. Quer um exemplo?

Na Inglaterra, aos 41 minutos do 1o tempo, o brasileiro Richarlison (agora no Everton) se estranhou com Smith (do Bournemouth). O árbitro viu ambos se ameaçando, encarando e colocando cabeça a cabeça, mas entendeu que o causador foi o atacante brazuca. Na sequência, o expulsa e Smith permanece em campo sem ser punido.

As mídias inglesas repercutiram o erro do árbitro, alegando que os dois atletas deveriam ser punidos pelo unfair-play (tão zelado na terra da Rainha). Porém, muito curioso foi o fato da diretoria do clube e o treinador de Richarlison entenderem que o atleta está se adaptando ao futebol inglês, mas ainda assim não o pouparam de culpa.

E o árbitro? Passou batido. Não se discute a preponderância do erro dele no empate de 2×2 (O Everton estava na frente, quando a partida era jogada 11 contra 11), mas sim a necessidade de educar o jogador expulso para não cometer um novo erro.

Se fosse no Brasil, passaríamos a discutir o quanto a não-expulsão de Smith influenciou na derrota, os cartolas do clube que se sentiu prejudicado passariam a mão na cabeça do expulso, e, certamente, iriam à imprensa pedir afastamento do juizão. Ou você vê enredo diferente?

Richarlison se desculpa por expulsão no empate do Everton:

– Análise da Arbitragem para Paulista 3×0 Primavera

Para esse jogo, será necessário dividir em duas partes a avaliação da arbitragem:

  • Parte 1 desta análise: leia considerando o jogo até 69 minutos (24 do 2º tempo). A sequência estará em outra parte, mais abaixo.

Por eu ter criticado Salim Fende Chaves há dois anos pela má postura em Paulista x Mirassol na série A2, acho justo registrar o elogio: melhorou muito! Os erros de comportamento daquela atuação foram totalmente corrigidos. Parabéns. Também confirmou a evolução de seu trabalho, como afirmamos em outra oportunidade.

Mostrou bom condicionamento físico e autoridade. Acertou em dar Cartão Amarelo a Carlinhos (PAU) por uma desnecessária falta quase na lateral de campo, e a Wesley (PRI) por carrinho em Nathan. Um acerto muito bom e de conhecimento tecnico-disciplinar se deu aos 51 minutos: Francis (PRI) faz falta em Barbosa (PAU), ele espera a vantagem se concretizar, isso não acontece, e ele volta atrás na sua marcação, marcando a infração a aplicando amarelo ao infrator. Os outros cartões aplicados também foram corretos.

Dois erros apenas, um técnico e outro disciplinar, pouco relevantes:

Aos 17m, um erro técnico: Francis, o camisa 4 do Primavera, espanou a bola que bateu despretensiosamente no braço do centroavante Barbosa do Paulista. Lance normal, mas Salim bobeou e marcou toque intencional. Errou.

Aos 20m, Barbosa (PAU), após perder a bola para Caíque (PRI), se jogou descaradamente. Acertou o árbitro em nada marcar, mas deveria dar cartão amarelo ao atacante jundiaiense pela simulação, diga-se de passagem, extremamente canastrã.

O Bandeira 1 Paulo de Souza Amaral quase não trabalhou no 1º tempo, embora, aos 40 minutos inverteu um lateral claríssimo em frente a nossa cabine. Mas no 2o tempo foi exigido e mostrou bastante atenção e vibração. Ótimo!

Bandeira 2 Vladimir Nunes da Silva trabalhou bastante e foi bem. Nada que se ressalve a mais no trabalho de ambos.

  • Parte 2 – dos 70 em diante…

Aqui o árbitro começou a se perder – Aos 70 minutos: Wesley fez falta em Nathan, típica para cartão amarelo. Como já tinha, era consequentemente para o Vermelho. Estando muito bem na partida, correndo bastante, jogo sob controle e fácil para se apitar, Salim resolveu fazer vista grossa e só marcou a falta, acomodando-se. Falhou feio! Seria para não ficar alguns minutos a mais no vestiário para confeccionar a súmula (já que uma expulsão consome mais tempo na papelada pós-jogo?). Tanto errou que, aos 73 minutos, Ian (PAU) atinge temerariamente seu adversário 8 Euler (PRI) e não aplicou a advertência necessária. Uma visível e indevida compensação? Talvez… E, finalizando, aos 80 minutos, à beira do campo, Barbosa está lesionado, caído, e recebe uma bronca do árbitro – jogador teve que ser substituído, mancando bastante.

Público: 847 pagantes

Renda: R$ 6.932,00

Faltas: 18×10

Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro Assist 1: Paulo de Souza Amaral
Árbitro Assist 2: Vladimir Nunes da Silva
Quarto Árbitro: Junior Lima dos Santos

 

– Análise Pré Jogo da Arbitragem para Paulista x Primavera

Abrindo a nova fase da Segundona Sub 23, a FPF sorteou Salim Fende Sanchez para o importante confronto entre o Galo da Serra do Japi contra o Fantasma da Ituana.

Salim está na sua 13a temporada como árbitro (há 3 na primeira divisão estadual), tem 34 anos e será a sua 34a partida como árbitro central em 2018 (trabalhou ao todo 48 vezes, entre a função de AAA e 4o árbitro). Já apitou no Jayme Cintra por duas vezes:

1. A primeira (2016), precoce e forçosamente escalado para Paulista 1×1 Mirassol na A2, onde foi muito ruim sua apresentação. Relembre em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/02/28/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-mirassol/

2. A segunda (2017), já mais calejado, melhorando bastante, em Paulista 1×0 Chapecoense pela Copa São Paulo: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×0-chapecoense/

Evoluiu bastante como árbitro, tendo neste ano apitado vários jogos importantes da série A1 do Paulistão (envolvendo os times grandes), além de ter trabalhado nas séries D, C e B do Brasileirão. Destacando dois jogos:

1. O inusitado Macapá /AP x Manaus /AM no famoso estádio “Zerão”, cujo gramado é cortado pela Linha do Equador. Metade do campo está no Hemisfério Norte e metade no Hemisfério Sul.

2. O confronto entre Avaí / SC 1×0 Juventude / RS na última 3a feira, onde soube deixar o difícil jogo correr nos momentos corretos.

Por estar numa sequência boa de escalas, vem “tinindo” quanto ao ritmo de jogo e confiante por ter melhorado na questão de postura (um defeito no início da carreira). além de ter aprendido a se posicionar bem em campo, ajudando a melhorar a questão técnica e disciplinar. Em comparação aos outros árbitros escalados nesse ano, é um pouco mais comedido na aplicação dos cartões.

A Ficha completa:

Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro Assist 1: Paulo de Souza Amaral
Árbitro Assist 2: Vladimir Nunes da Silva
Quarto Árbitro: Junior Lima dos Santos

Desejo uma boa arbitragem e um grande jogo a todos!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Primavera pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte

– Existe suspensão de 1 1/2 jogo?

Que confusão está acontecendo por conta do uruguaio Carlos Sanchez, não?

O atleta do Santos foi expulso anos atrás quando jogou na Copa Sulamericana pelo River Plate, e numa partida contra o Huracan, agrediu um gandula e foi suspenso pela Conmebol por 3 partidas. Entretanto, a entidade anistiou os atletas pela metade das penas (durante evento comemorativo em 2016). A pergunta é: o atleta que levou gancho de 3 jogos e teria que cumprir apenas 1,5 jogo? 

Como assim? Ficaria 45 minutos de uma partida punido?

O certo é que o Peixe alegou que ele só tinha que cumprir 1 jogo, justifica que consultou o sistema eletrônico da Conmebol e as queixas do adversário, o Independiente, não têm fundamento.

O que vai acontecer, não?

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– VAR e GUM, Andrés e TV!

Tá todo mundo louco, ôba“, como um dia cantou Sílvio Brito.

Sim, afinal, na partida entre Fluminense x Corinthians, o zagueiro Gum pós-jogo parabenizou a arbitragem e a participação do … VAR (o árbitro de vídeo)! Lembrando que o Campeonato Brasileiro não conta com esse membro da equipe de arbitragem.

A quem será que Gum se referia? Ao Paulo César de Oliveira? Ao Leonardo Gaciba? Ou algum outro ex-árbitro que comenta na Rede Globo, que detém os direitos de transmissão, e por lógica “aparece no vídeo”, ou melhor, na tela?

Papelão maior fez Andrés Sanches, que prefere dar “patada” no repórter da FOX que fez pertinente pergunta e foi maltratado pelo presidente corintiano. A propósito: não era ele que renunciaria ao cargo de Deputado Federal assim que fosse eleito (IMEDIATAMENTE, como enfatizava)? E que depois postergou para a semana posterior ao Carnaval? Depois da Quaresma? Da Festa Junina… Ou seria preocupação em manter a imunidade parlamentar a qual muitos políticos se salvaguardam nesse país?

Por fim: deve custar caro aos cofres do Andrés sair de Brasília, onde trabalha arduamente para fazer jus ao voto dos seus eleitores e ao dinheiro público, e que depois do expediente na Câmara dos Deputados pega um vôo para o Rio de Janeiro acompanhar o seu time. Será que conseguiu chegar de volta hoje às 8h da matina para picar o cartão no Congresso?

Ou não é nada disso?

Com a palavra, aqueles que, como eu, pensam ser impossível trabalhar nessas duas atividades (Deputado em Brasília e Presidente de time paulista) simultaneamente.

De fato, todo mundo deve estar louco mesmo quando não fica boquiaberto com essas coisas…

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– A falta de experiência (ou de competência) na arbitragem brasileira mostrada em Cruzeiro x Santos

Nesta semana, vimos uma falha grotesca por falta de experiência do árbitro Rodolpho Toski Marques no Mineirão. Como tais erros ainda acontecem?

A propósito, más atuações dele aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/11/22/o-penalti-inexistente-em-corinthians-1×0-internacional/

Aqui não se deve discutir: o acréscimo que você dá tem que ser durante o minuto. Por exemplo: se deu 5 minutos, o jogo vai dos 50’00” até 50´59″ (e se precisar dar 1 minuto a mais por tempo perdido no acréscimo, não há problema, desde que sinalize). O que não pode é acabar antes, nem terminar o jogo sem permitir uma cobrança de tiro de penal. Do restante, sim.

Pode acabar no escanteio? 

Sim.

No ataque?

Claro que sim.

Na cobrança de uma falta?

Idem.

Aí você entra no bom senso e na inteligência: se você tem a elasticidade de acabar entre o tempo 00′ até o 59′, POR QUE ACABAR NO ATAQUE DE UMA EQUIPE? Pode acabar no ataque sim; mas… deve-se acabar no ataque? 

Ninguém o orientou (e olha o escudo dele no peito!!!… Fifa?)

Discuta então o seguinte: quem é o incompetente da históriao que apita dessa forma ou quem prestigia o árbitro escalando-o sistematicamente, mesmo com um histórico ruim?

Aliás, gostaria de ouvir Thiago Neves, que reclamou durante a semana que o Cruzeiro é sistematicamente prejudicado no Mineirão e usou termos muito fortes.

Para ler a declaração do jogador, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2018/08/14/a-ousada-e-polemica-declaracao-de-thiago-neves-sera-punido/

Não vai adiantar VAR, 9 árbitros em campo, 30 câmeras e drone sem um elemento fundamental: a competência!

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