– A teimosia inglesa e o VAR na Europa afora.

Nota da coluna de André Kfouri no jornal Lance desta segunda-feira: vale a pena ler (sobre a Inglaterra não usar ainda o recurso do árbitro de vídeo)!

Aqui:

– A diferença de comportamento na repercussão da expulsão de Richarlison

Precisamos aprender demais com a Premier League. Quer um exemplo?

Na Inglaterra, aos 41 minutos do 1o tempo, o brasileiro Richarlison (agora no Everton) se estranhou com Smith (do Bournemouth). O árbitro viu ambos se ameaçando, encarando e colocando cabeça a cabeça, mas entendeu que o causador foi o atacante brazuca. Na sequência, o expulsa e Smith permanece em campo sem ser punido.

As mídias inglesas repercutiram o erro do árbitro, alegando que os dois atletas deveriam ser punidos pelo unfair-play (tão zelado na terra da Rainha). Porém, muito curioso foi o fato da diretoria do clube e o treinador de Richarlison entenderem que o atleta está se adaptando ao futebol inglês, mas ainda assim não o pouparam de culpa.

E o árbitro? Passou batido. Não se discute a preponderância do erro dele no empate de 2×2 (O Everton estava na frente, quando a partida era jogada 11 contra 11), mas sim a necessidade de educar o jogador expulso para não cometer um novo erro.

Se fosse no Brasil, passaríamos a discutir o quanto a não-expulsão de Smith influenciou na derrota, os cartolas do clube que se sentiu prejudicado passariam a mão na cabeça do expulso, e, certamente, iriam à imprensa pedir afastamento do juizão. Ou você vê enredo diferente?

Richarlison se desculpa por expulsão no empate do Everton: