– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Red Bull (Rodada 01 da Copa São Paulo)

Muita coisa poderá mudar nas escalas de árbitros e nos rumos do apito na Copa São Paulo de Futebol Jr, já que José Henrique de Carvalho, o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, foi demitido do cargo horas antes do fechamento da FPF para os festejos de final de ano. O diretor da entidade, Dionísio Roberto Domingos, assumiu as funções dele (que muitos dizem, já era “bola cantada” tal fato).

A questão é: José Henrique já houvera deixado prontas as escalas das duas rodadas iniciais da Copa São Paulo, onde foram escalados árbitros com pouca experiência, evidenciando o trabalho de formação de juízes e renovação do quadro da FPF. A partir da rodada 3, teremos alguma mudança na filosofia de trabalho a ser implantada por Dionisio? Penso que sim.

Feito esse comentário inicial, vamos à ficha do confronto entre Galo x Toro Loko:

Árbitro: André Luiz Ribeiro Cozzi – 5 anos de carreira na arbitragem, trabalhou nas categorias Sub 20 e Sub 23 profissional. Será apenas o seu 2º ano de Copa SP. Vem de Praia Grande e é Professor de Educação Física (37 anos de idade).

Árbitro Assistente 1: Gilmar Alves da Silva – também com só 5 anos de carreira na arbitragem, é empresário, trabalhou em 2017 nos campeonatos profissionais da FPF, mas em 2018 caiu para divisões amadoras.

Árbitro Assistente 2: Felipe Camargo Moraes – 25 anos de idade, igualmente 5 anos de carreira apenas, não apitou jogos profissionais em 2018.

Quarto Árbitro: Cledson Gahio.

Desejo uma boa arbitragem e um grande jogo a todos!

Acompanhe a transmissão de Paulista x Red Bull pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Vagner Alves; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Quarta-Feira às 17h15 – mas a jornada esportiva começa a partir das 16h15 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

 

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– Sobre a Copa São Paulo em 2019. Qual o propósito do torneio DE VERDADE?

Estamos a poucos dias do início do calendário esportivo de 2019 com a tradicional competição do início de janeiro: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Antes, a nobre “Copinha”, como carinhosamente é chamada, agregava os grandes clubes da cidade para celebrar o aniversário da Capital Paulista. Posteriormente, somou-se a eles clubes do Interior do Estado e outros grandes do país, como cariocas, mineiros e gaúchos.

Dizia-se que a Copa SP sempre revelava talentos, como Zico e Falcão. Mas se ela não existisse, tais craques não apareceriam? A mesma Copinha já “revelou” João Fumaça, Sérgio Mota, Chumbinho…

O problema é: a Copinha não revela mais ninguém! Kaká e Neymar foram reservas no torneio, quando chamados a participar da competição. Aí valem os questionamentos:

– Os treinadores dessas equipes são realmente talhados para tal?

– Jogador-talento no juvenil vira craque no profissional?

– Quem disse que garoto coadjuvante não vira profissional protagonista?

Participei por 9 anos apitando jogos da Copa SP. Antes, ela servia para revelar árbitros e dar oportunidade aos iniciantes. Meu primeiro jogo no torneio foi em 1998 – Santos do Amapá x Desportiva do Espírito Santo no estádio que precedeu a Arena Barueri.

Hoje, a Copa São Paulo serve para colocar em atividade árbitros que foram “esquecidos” durante o ano e para treinar o pessoal da série A1. Revelar talentos também parece ter sido deixado de lado pela Comissão de Arbitragem. No meu tempo, quem apitava a final da Copinha era árbitro da A2 ou A3 e que seria nome certo para ter oportunidade na A1. Boa época da arbitragem paulista…

Enfim: Farah começou o processo de inchaço da competição, diminuindo o nível técnico com fases irrelevantes e times montados para vender atletas. Só que ele era inovador: trouxe o Milan-ITA, o Kashima-JAP… Já Marco Polo Del Nero escancarou de vez: aumentou ainda mais o número de clubes de empresários e inexpressivas equipes. Reinaldo Carneiro não está fugindo disso: veja quantas e de onde são as equipes do torneio (FF Sports – AL, Babaçu – MA, CSP – PB, Trem – AP, Ricanato – TO, Visão Celeste – RN, entre outras)! Não era melhor ter uma seletiva antes da entrada dos grandes na competição? Nada impede um grande qualify envolvendo clubes da Roraima, Acre, Rondônia…

Para mim, a Copinha infelizmente se tornou um catado que não revela mais ninguém. E para você? Seria tão legal que ela fosse composta de poucos, bons e tradicionais clubes… O nível técnico aumentaria e se tornaria mais atrativa.

Aliás, 3 últimas observações quanto ao naipe dos clubes:

– Já apitei clube que era bancando por magnata estrangeiro. Um garoto coreano, aficionado por futebol brasileiro, convenceu o pai (um rico industrial), “alugou a vaga” em um time do interior, bancou as despesas na Copa SP só para ter o prazer de jogar. E jogou!

– Muitos clubes “vendiam” intercâmbio para japoneses. Os jovens pagavam caro por uma vaga (e esse valor era significativo para os times), vinham para a competição, jogavam 10 ou 15 minutos em jogos que nada valiam na ultima rodada e o golpe, ou melhor, o acerto estava cumprido. Mas aprendizado mesmo… Fica só na experiência para o nipônico.

– Algumas equipes tem psicólogo, coach, professor de mandarim e… não tem professor de regras de futebol. Pode? Saber das regras do ofício que estão investindo na carreira se faz extremamente necessário!

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– Deverá ser muito bom apitar por aqui, hein?

Um estádio para 80 mil pessoas que está sendo construído JUNTO COM UMA CIDADE! É mole?

Eu sempre tive o pé atrás com a Copa do Catar 2022, cercada de corrupção, mas há coisas que não dá para deixar de ficar boquiaberto e para isso o príncipe local não vai economizar. Está erguendo o Estádio de Lusail, juntamente com um município ao redor dele! 

O ponto positivo é: depois do Mundial, como ficará ocioso, o Lusail Stadium vai virar um hospital, escola e shopping integrados!

Sobre essa coisa incrível (e um vídeo da tradição, cultura e tecnologia de lá, abaixo),

Extraído de: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,catar-revela-projeto-do-estadio-mais-importante-da-copa-do-mundo-de-2022,70002647869

CATAR REVELA PROJETO DO ESTÁDIO MAIS IMPORTANTE DA COPA DO MUNDO DE 2022

Lusail Stadium terá capacidade para receber até 80 mil torcedores e tem previsão de ficar pronto em 2020

O projeto do estádio mais importante da Copa do Mundo de 2022, no Catar, foi oficialmente apresentado neste sábado, em um evento de gala realizado na Marina de Lusail, cidade que fica a 15 quilômetros ao norte de Doha, a capital do país.

A arena, que terá capacidade para receber até 80 mil torcedores, tem previsão de ficar pronta em 2020. E neste sábado o Comitê Organizador do Mundial permitiu o acesso de alguns jornalistas convidados às obras de construção do local, que deverá abrigar o jogo de abertura, a grande decisão da Copa e vários outros jogos da competição que ocorrerá daqui a quatro anos.

Inspirado na antiga tradição do artesanato do Oriente Médio, o projeto do estádio revelou que o mesmo terá formas arredondadas, será predominantemente dourado em seu exterior e contará com um teto branco com um design moderno. O estádio Lusail será uma das oito arenas que abrigarão partidas da Copa, sendo que, no ano passado, o Khalifa International Stadium se tornou o primeiro a ficar pronto para a competição.

De acordo com a previsão dos organizadores, outros dois estádios estão programados para terem as suas obras finalizadas no começo do próximo ano: o Al Wakrah Stadium e o Al Bayt Stadium.

“Já se passaram oito anos desde que conquistamos os direitos de sediar a Copa do Mundo de 2022 e pedimos ao mundo que esperasse algo incrível. Com este impressionante design do nosso estádio (de Lusail), hoje estou orgulhoso de mais uma vez estar cumprindo essa promessa”, afirmou o secretário-geral do Comitê Organizador da Copa de 2022, Hassan Al Thawadi, durante o evento deste sábado, no qual também destacou que a arena principal do Mundial fica no coração de uma nova cidade que está sendo erguida em função do Mundial.

“Lusail é uma cidade para o futuro, e uma vez que a Copa do Mundo acabar, será como cada um dos nossos outros sete estádios – uma parte crucial do legado do torneio, que se transforma para se tornar o coração de uma nova comunidade”, reforçou.

Após a Copa, as 80 mil cadeiras do estádio de Lusail serão retiradas e doadas. E a arena deixará de servir para o futebol para ser transformada num espaço que contará com escolas, lojas, instalações esportivas e clínicas médicas. Será a consequência óbvia para dar utilidade a um local que não possui tradição futebolística importante e nem clubes de relevância no cenário mundial.

A secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, também exibiu empolgação com o projeto do principal estádio da Copa durante o evento deste sábado. “Estou muito feliz por ver o compromisso continuado do Catar com a excelência no espetacular estádio Lusail”, ressaltou a dirigente. “Os estádios do Catar estão entre os mais atraentes já vistos e o local desejado para a final é absolutamente lindo. Eu particularmente aprecio o fato de que a cultura do Oriente Médio é refletida em vários outros projetos de Lusail e estou ansiosa para ver os fãs de futebol de todo o mundo descobrirem a cultura e a história desta região”, reforçou.

A Copa do Mundo de 2022 está marcada para ocorrer entre os dias 21 de novembro e 18 de dezembro, sendo que a Fifa planeja poder ampliar o número de seleções da competição de 32 para 48 a partir desta próxima edição do evento.

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Assista o vídeo abaixo:

– Renato Gaúcho, mesmo sem licença, dirigirá o Grêmio sim!

Pode Arnaldo?

Renato Gaúcho não poderá ficar na área técnica como treinador em jogos do Campeonato Brasileiro, segundo a CBF Academy, pois reprovou por faltas no curso de capacitação e formação exigido pela entidade.

E ele está preocupado? Algum árbitro impedirá ele?

Que nada! Lá na Praia, jogando futvôlei, já sabe que poderá muito bem estar no banco de reservas inscrito como qualquer outro membro do Grêmio – como diretor do time, por exemplo, ou ainda massagista – bastando apenas apresentar o seu RG.

Ninguém o impedirá de dirigir sua equipe nos jogos, nem a falta da Licença PRO exigida pela CBF. Neste país, e em especial no futebol, há de se arranjar (infelizmente) jeitinho para tudo.

 

– Que pisada do Rosemberg! A troco de quê?

Os caras falam bobagem, e depois o árbitro tem que aguentar os jogadores raivosos dentro de campo e a PM os hooligans brasileiros nas ruas da capital paulista!

O diretor do Corinthians, Luís Paulo Rosemberg, causou polêmica ao dar uma entrevista à Rádio Bandeirantes (onde trabalhou como comentarista econômico até há pouco) neste último domingo.

Falando que a dívida do Timão em relação ao estádio não é de mais de 1 bilhão de reais, como se tem cobrado, mas sim próxima a R$ 650 mil, na conta que o clube acha mais correta (e que brigará na Justiça), resolveu gratuitamente atacar seu co-irmão Palmeiras alegando que o Estádio do rival era um “Pneu Deitado da WTorre”, e que felizmente no Parque São Jorge não existia uma imperadora [dona Leila da FAM / Crefisa] como no Parque Antártica.

Pra quê criar tal cizânia?

Claro que os ânimos estarão acirrados, e o Verdão vai lembrar que a Arena Corinthians é ironizada em formato de impressora HP, que o dono é a Odebrechet ou a Caixa Econômica Federal, além de que ocorreram imperadores por lá, como a MSI de Kia, Banco Excel, Fundo HTMF …

Totalmente desnecessário falar isso. Onde está a responsabilidade do cartola em não incitar a violência no futebol? Falar isso para gente séria em torno de brincadeira é uma coisa; falar isso como ironia para fanático, é outra…

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– Política, Futebol e Religião se discutem? Sobre e o Presidente e a Taça.

Tomo muito cuidado ao escrever essa postagem, mas ao mesmo tempo convicto do que estou redigindo por já ter estudado outrora o tema a fundo: Política e Religião no futebol são permitidas pela FIFA?

E a resposta é: NÃO!

São assuntos espinhosos, é sabido. Mas não é por isso que devem ser esquecidos, ignorados e evitados ao extremo. Devem ser, sim, RESPEITADOS!

Mas vamos ao ponto: a FIFA, em 2008, ficou muito preocupada com as manifestações religiosas, políticas, sexistas e racistas que surgiam nos estádios de futebol. Poucas providencias foram tomadas efetivamente, a não ser o pedido de que as federações alertassem as Seleções e os clubes de tais cuidados nas partidas.

Somente em 2009, quando a International Board foi pontual, proibindo manifestações de tal ordem no campo de jogo e as incorporando nas Regras do Futebol, é que essas situações foram levadas mais a sério.

Vamos a um exemplo bem específico: logo na primeira competição sob a vigência destas normas organizadas pela FIFA, a Copa das Confederações 2009, viu-se a conquista da Seleção Brasileira e a comemoração efusiva dos jogadores brasileiros. Os integrantes do grupo “Atletas de Cristo”, por exemplo, de joelhos dobrados em campo num mini-culto de louvor a Jesus pela vitória contra o adversário. Pois bem, a Federação da Dinamarca, um país onde o Estado é Laico e que há muita concentração de ateus, pediu para que providências fossem tomadas por tal proselitismo religioso, segundo o órgão. Cabe sempre ao árbitro relatar o que acontece em campo ANTES, DURANTE e DEPOIS do apito inicial e do apito final (punindo com cartões, ou, como foi dito, relatando). A FIFA apenas advertiu a CBF por tal fato. 

Imagine se ocorresse o jogo Israel (que profeta o judaísmo) x Irã (que crê no islamismo). Qualquer manifestação a Iaweh ou a Alá (que são o mesmo Deus Criador, chamado de Pai pelos cristãos) durante uma comemoração de gol geraria um desconforto absurdo. Lembrando que, camisas ou faixas como “I Love Jesus” são proibidas por tal respeito interreligioso. Aqui, discorde ou não das orientações da Regra, ela funciona desse jeito.

(Já escrevi sobre tal fato em: https://professorrafaelporcari.com/2012/11/24/manifestacoes-religiosas-no-futebol-pode/)

Vamos ao campo político: pode o presidente eleito Jair Bolsonaro entrar no gramado e entregar a Taça de Campeão ao Palmeiras? 

NÃO! Nem se fosse o atual presidente Michel Temer ao seu São Paulo Futebol Clube (notório torcedor não praticante), nem a ex-presidente Dilma com sua dupla paixão colorada-atleticana (ela é Inter-RS e Atlético-MG, declaradamente). Pode-se anunciar pelo microfone a presença de autoridade presente (que deve ficar na arquibancada / tribuna de honra / camarote), mas não descer ao campo de jogo, por conta de se evitar contestações de proveito ideológico / político / eleitoral. É uma situação diferente de um pronunciamento de abertura como Copa do Mundo ou Jogos Olímpicos, onde o Chefe da Nação fala às delegações e a seus pares internacionais, por convite do organizador do evento.

Escrevo sem ler o relatório do árbitro (ele tem que citar o acontecimento). Mas cá entre nós: a CBF puniu o Atlético Paranaense por fazer campanha de apoio político ao então Bolsonaro? E não fará agora, pois ela sempre está alinhada (ou tenta estar) com o Poder. Vide as ótimas relações com os últimos governos e a evidente tentativa de aproximação com o atual).

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