– Análise da Arbitragem de Paulista 1×1 Porto

Jogo chato para se apitar por conta da má condução da partida; assim, considero uma arbitragem ruim no Jayme Cintra, que precisava ter mais presença em campo e que foi determinante para transformar o jogo num grande unfair play.

O juiz Samuel Aguilar de Lima correu bastante no começo do jogo, mas senti que cansou no segundo tempo. Esteve muito bem colocado em campo (tem ótima noção de posicionamento), mas me pareceu um pouco sem ritmo de jogo no início.

Disciplinarmente, foi razoável, acertando os principais cartões amarelos, em especial aos 23 minutos quando Pedrão (POR) travou temerariamente a perna de Borges, segurando-a no solo. Também a Cícero (PFC), aos 31m, após impedir com o braço a projeção de Caio (POR). Mas faltou aplicar cartões para Maurício (POR) quando Daniel (PFC) foi cobrar rapidamente uma falta, veio por trás e bloqueou o chute que armaria o contra-ataque.

Tecnicamente, nos 3 lances capitais, acertou 2 e errou em 1: aos 43 minutos, após Emerson (PFC) chutar a bola e ela bater na mão de um atleta do Porto dentro da área, acertou ao não marcar pênalti reclamado ao Paulista; também acertou aos 45 minutos ao nada marcar na dividida dentro da área penal entre Vitinho (PFC) e Felipe Mota (POR). Porém, aos 68 minutos, errou ao não marcar pênalti após Herbert (POR) claramente evitar o gol levando o braço à bola deliberadamente.

Posturalmente, péssimo! Não conseguiu mostrar a autoridade na partida, permitindo muitas reclamações e simulações. Foram incontáveis quedas por cãibras, algumas nitidamente para matar o tempo. Às vezes chamou a maca, às vezes permitiu o atendimento em campo, mas nunca interpretou como retardamento e queda proposital. Com 40 anos de idade, já precisava ter muito mais malícia.

Sobre Antonio Ibiapina Alvarenga, o bandeira 1: aos 3 minutos, não ajudou o árbitro para marcar uma falta de Tailson (POR) em Borges (PFC). Errou pela omissão. Só que aos 4 minutos, do outro lado do campo em lance idêntico, Luciana Ramos fez corretamente seu trabalho ajudando o árbitro ao marcar a falta de Ricardo (POR) em Daniel (PFC). Esse relato diz tudo. Acrescentando que aos 15 minutos, o mesmo bandeira não marcou impedimento de Caio (POR) que foi, mas marcou aos 42m de Herbert (POR) que não foi! Precisa ter mais atenção…

A desatenção: após o gol do Porto aos 54 minutos, o árbitro reiniciou o jogo com o atacante Caio (POR), que foi comemorar com sua torcida, na grande área do Paulista! Ninguém viu que havia um atleta de branco no reinício da partida sozinho no campo adversário?

– Há 6 anos, perdíamos o Claudionor…

Como o tempo passa… republico essa saudosa memória de 05/01/2013, publicada nesse blog:

FALECEU CLAUDIONOR STRANGUETTI

Com tristeza, soube do falecimento do ex-árbitro jundiaiense da FPF Claudionor Stranguetti. Por triste coincidência, na madrugada, estava no velório de minha tia Inês Pansarin e acabei encontrando o corpo do amigo sendo lá velado.

Dias atrás perdemos o também ex-árbitro jundiaiense Ademir de Lima, com pouco mais de 40 anos. Agora, Claudionor, vítima de infarto fulminante. Ambos esportistas, atletas praticantes, saudáveis e que cuidavam de boas práticas. O que dizer?

Fiquei estarrecido ao saber que ele houvera sentido dores no peito no Reveillon e não tinha conseguido atendimento de um cardiologista, devido a boa parte dos médicos estarem de folga devido as datas festivas. Insistindo, nada conseguiu. Ontem, ele foi com o próprio carro ao Pronto-Socorro disposto a esperar um médico, e lá mesmo sofreu o ataque cardíaco!

Quando comecei a apitar, Marinaldo Silvério e Claudionor Stranguetti eram os dois bandeiras experientes que representavam Jundiaí, e eu e Ademir de Lima eram os dois jovens árbitros da cidade que se aconselhavam com eles. No final da década de 90, Claudionor resolveu pendurar a bandeira mas continuava a apitar jogos em partidas amadoras pelo prazer da atividade. Foi Secretário de Esportes em Itupeva e lecionava Educação Física em diversas escolas.

Que descanse em paz. É o que podemos desejar.

Ah – e fica o alerta: que nós, mesmo com boa condição atlética, não nos esqueçamos de realizar as baterias de exames médicos. Podemos ser surpreendidos como esses amigos foram.

Falecimento

(foto: arquivo do site: Esporte Jundiaí)