– Foi tudo bem para evitar o Rebaixamento?

As “divisões inferiores” do futebol brasileiro são preocupantes. Times falidos, suscetíveis a esquemas e arranjos.

Não assisti ao jogo relatado abaixo, mas conheço a integridade do pessoal dos “Jogos Perdidos”, que retuitou a notícia. Vergonha!

Aliás, o que teve de ambulância indo embora do estádio, problemas para início de jogo e outras tantas coisas na última rodada…

Segue na imagem:

– O futebol está me desencantando. Assistir pra quê?

Nasci no meio do futebol. Respiro futebol. Amo futebol. Mas… que futebol?

Preciso confessar algumas coisas importantes, e uma delas (talvez a principal) é a de que cada vez mais aceito a ideia de que o futebol, tão querido esporte, é uma bobagem sem fim. É uma idiotice apaixonante, viciante e intrigante.

Digo isso pois sempre comunguei com a ideia do italiano Arrigo Sacchi, na qual “das coisas menos importantes que existe, o futebol é a mais importante delas”. Concordo. Ou melhor: em partes!

O futebol gera emprego, reservas financeiras, traz saúde e outras tantas situações. É ciência também (no ano 2000, em minha dissertação de mestrado, cunhei o termo “futebolologia” para falar dos novos caminhos dele). E apesar de tudo isso, lamento que a ignorância esteja tomando conta desse outrora sadio ambiente.

Estudar futebol para alguns? Bobagem, não combina (dizem). Quem fala bonito não entende nada, segundo os críticos. Mas no outro extremo, a academia está estudando tudo, até mais do que poderia ou deveria. É um tal de futebolês racionalístico rocambolesco que ninguém aguenta.

Torcer? Como? Saio na rua e vejo crianças e jovens com camisas do mundo inteiro, menos as dos times brasileiros. Quando pequeno, a gente ficava maluco pelo novo uniforme que seria lançado de cada clube brasileiro. Mas a intolerância fez com que tenhamos mais torcedores do PSG, do Barça, da Juve ou do Real do que de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. É só pesquisar: você tinha o time pequeno da sua cidade e o outro grande. Hoje você tem em 1º lugar (para muitos adolescentes) o time do Exterior e o seu time brasileiro como opção. Tenha certeza: os estrangeiros globais terão a maior torcida entre os clubes natos brasileiros. Pudera, na década de 80 e 90, eu sabia as escalações de todos os grandes. Hoje, um time começa janeiro com determinado elenco e acaba dezembro com outro totalmente diferente.

E a Seleção?

Ora, é um grupo de jogadores de uma entidade privada, todos endinheirados e que se esforçam conforme seus interesses. Não tenho apreço algum pela CBF, uma empresa de entretenimento historicamente acusada de corrupção. Aliás, os clubes de futebol são privados; treinadores, diretores e outros envolvidos têm seus interesses. E há coitados que pensam que o atleta “joga por amor à camisa”. Que ingenuidade! Tem ainda aquele molecão de 18 anos, vagabundo, que não estuda e nem trabalha, fuma maconha o dia inteiro e vai no estádio “porque o time é a sua vida” – e lá briga com os outros por qualquer coisa, se já não o fizer na rua. Que sem noção! E ainda quer encher o saco dos outros nas redes sociais se achando mais sabido e entendido do que adultos trabalhadores do meio, que só de vivência no futebol têm mais idade do que o imbecil de vida. Aliás, como discutir com garoto que não tem memória futebolística?

Sem contar as polêmicas atuais: VAR e sua demagogia por partes das Federações, árbitros que confundem autoridade com arrogância, campeonatos deficitários e cartolas eternos. Lembrando, e o Sindicato dos Árbitros de SP, que coisa, hein? Um reflexo perfeito das outras entidades: ninguém quer largar o osso do poder e as eleições por lá não acontecem.

Pra quê brigar pelo futebol daqui e por esses caras? Há família para se curtir, outros lazeres mais baratos, seguros e atrativos para se divertir. Opções é o que não faltam!

Repito: escrevo esse texto sendo apaixonado por futebol. Mas sem fanatismo, com lucidez e enojado pelo atual momento desgastado, manchado e de radicalismos.

Me pergunte se eu prefiro trocar a diversão com minhas crianças assistindo a Peppa Pig, colhendo flores no jardim ou brincando de pega-pega, do que assistir a alguns dos jogos do final de semana?

Se calhar de assistir, o faço. Se tiver interessante, permaneço no canal (até o acesso pela mídia está mais difícil). Mas ser a 1ª das opções, esqueça!

Registre-se: o futebol brasileiro está refém da ignorância, da sede de poder, da ganância e da auto-suficiência. Enquanto isso tudo for aceito passivamente, só perderemos dinheiro, importância e… torcedores (que são consumidores).

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– O pênalti anulado em São Paulo 0x0 Palmeiras

Muita confusão sobre o lance do pênalti marcado de Reinaldo (SPFC) em Dudu (SEP). O árbitro Vinícius Furlan entendeu que o são-paulino empurrou o palmeirense e marcou tirou penal. Errou, foi simulação, Dudu se jogou. Raphael Claus, o VAR, avisou o árbitro da dúvida e ele foi rever no monitor, desmarcando-o.

Tudo certo no procedimento?

Tirando a demora, sim. Os lances de pênaltis estão no Protocolo do VAR, e devem ser sempre revistos. Ele, na dúvida, informa o árbitro do lance em questão, e é o próprio árbitro quem confirma ou não o que marcou na sua interpretação.

Houve uma certa confusão pois o comentarista da Rede Globo, Sandro Meira Ricci, disse que não deveria chamar o VAR em lances de interpretação. Errou no comentário, já que em penais, deve sim!

Já disse que a demora foi ruim, mas algumas outras coisas a serem ditas: Vinícius Furlan deveria ter experiência suficiente para interpretar corretamente na primeira visualização tal lance, em especial por estar perto da jogada (veja como ele marca convicto o pênalti).

Confesso que não vi a sequência. Mas Dudu simulou a queda (queda involuntária não foi, ele se jogou) e deveria receber o Cartão Amarelo. Recebeu?

Aprendemos a ver no estádio um novo momento: a comemoração de pênalti desmarcado. Vai ser frequente no Brasileirão…

 

– Por mais Tadeus em todas as áreas do Futebol!

Apenas 1’46” de muito sentimento e razão!

Tadeu, goleiro da Ferroviária, disserta sobre consciência tática, disposição, respeito à camisa, profissionalismo, torcida e… gratidão.

Em um vídeo curto, tudo o que um torcedor gosta (e precisa, pois tais palavras e ideias andam escassas) ouvir:

Assista em: t.co/pJ9YgxdyP3

https://t.co/pJ9YgxdyP3?ssr=true

 

– A empatia é uma forma de conquista!

Escrevi em meu Blog “Discutindo Contemporaneidades” sobre a busca da confiança dos torcedores por parte de Tite. Mas isso não é uma questão comportamental restrita aos treinadores de futebol. Ela é real no mundo da Arbitragem!

Digo isso pois vejo tanto árbitro que acaba transmitindo “falsas imagens” de arrogância, antipatia ou até mesmo de descrédito. É possível mudar. A eles, vale lembrar: postura e humildade são importantes

Dessa forma, compartilho o texto abaixo (que originalmente é voltado para a reflexão de Adenor Bacchi) mas que pode ser perfeitamente adaptado para a realidade dos juízes de futebol:

TITE E A RECONQUISTA DA EMPATIA

Sempre gostei muito do trabalho do treinador Tite. Porém, sejamos justos que as contestações que está recebendo neste momento como treinador da Seleção Brasileira, muitas delas, são justas (mesmo com o excepcional índice de aproveitamento, acima de 80%, embora contra adversários nem sempre incontestáveis).

Quando o técnico Carlos Alberto Parreira, indiscutivelmente um estudioso do futebol, respeitadíssimo no Exterior e entre seus pares, disse que no futebol “o gol somente é um detalhe” (dentro de um contexto onde explicava seus conceitos), o mundo caiu-lhe sobre a cabeça. Não é o linguajar que o torcedor gosta de ouvir, pois traz antipatia

Tite, quando ganhava o Mundial de Clubes pelo Corinthians, estava sendo considerado um “semi-Deus”. E com justiça! Com mérito, chegou a Seleção. Se o time joga bem, ninguém se importa com termos como “treinabilidade”, incorporados ao vocabulário do esporte por ele. Mas quando o time joga mal (como está jogando, independente dos placares e dos testes de novos nomes), tudo conspira contra. Evitar certas demonstrações de superioridade, se fazer próximo e aberto às críticas, se faz necessário para não se perder a simpatia. Só que, num sábado à tarde, quando você vê a Seleção Pentacampeã do Mundo (que, sabemos, diminuiu sua qualidade nos últimos anos) empatar com o humilde Panamá, não se pode em hipótese alguma dar entrevistas usando justificativas de que observou o funcionamento das “sinapses no último terço”, que o time ousou com “extremos desequilibrantes” e o importante é “performar com resultado”.

Pô, Tite, nem todo mundo vai te entender. É claro que esse vocabulário não altera o placar do jogo, mas modifica o apoio ou a repulsa do torcedor e aumenta ou diminui a pressão. É EVITÁVEL usar tais vocábulos.

Me recordo que um dia discuti sobre “como todo grande pensador pode ter o ego massageado ao criar um termo, um modismo ou um conceito”. Trazendo isso ao futebol: Rinus Michel criou o Carrosel Holandês que assombrou os anos 70; Guardiola o Tik-Tak mais recentemente. Se voltarmos na história, o (na época) revolucionário WM de Herbert Chapman (treinador do Arsenal) que mudou os conceitos naquele momento histórico. E ao falar com palavras não usuais e termos fora do futebol (não condeno isso, apenas questiono), Adenor Bacchi estaria querendo mostrar a criação de  um novo modelo ou conceito de futebol, no qual futuramente lembraremos dele? O do modelo de “sinapses rápidas desequilibrastes”?

Tomara que, usando a linguagem mais formal, não seja somente “diálogo flácido para acalentar bovino: (conversa mole para boi dormir). Torço pelo Tite, vejo que a equipe melhorou nesta apresentação contra a República Tcheca (embora nunca se possa avaliar um trabalho pelos dois últimos jogos), mas buscar a empatia e evitar a subida a um pedestal é importante. Nesse momento difícil de remontagem da Seleção e de futebol contestável, o quanto menos colocar o “bumbum na janela”, melhor.

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– Sumiram?

Procurando por aí as informações sobre o Resultado das Eleições do Sindicato dos Árbitros Paulistas (SAFESP) e… nada!

Sumiram?

Que “nada mesmo”; elas não ocorreram.

Basicamente (entre outras coisas que estão na Justiça), não foi aceita a chapa da oposição  pois o candidato Aurélio Sant’Anna Martins não reside na capital paulista, e sendo de Jacareí, não poderia se dedicar a causa (além da questão de ser árbitro atuante). Mesmo o Estatuto de 2004 dizendo que tudo isso era bobagem, o comitê eleitoral do Sindicato fez valer o de 2003 (que colocava essas condições). A chapa, se assinou ele, bobeou. Insisto: deveria fazer pressão para valer na oportunidade o correto, de 2004, a fim de evitar isso.

Mas como justificar que o outro candidato, o situacionista e atual presidente, Arthur Alves Junior, está na Paraíba (um pouco longe da capital paulista, creio eu) e trabalha como Presidente da Comissão de Árbitros da Federação Paraibana de Futebol? Não é pelo sindicato de lá, mas pelo “patrão”.

Ou anula as duas chapas ou aceita-se as duas. Afinal, não são situações similares de dedicação exclusiva exigidas e compatibilidades?

O que será que a FPF está pensando sobre tudo isso, não?

Hum…

Resumindo: as Eleições estão suspensas até que se decida pela Justiça.

Ops: apenas a Coluna do seu Euclydes Zamperetti Fiori, no Blog do Paulinho, tem tratado do assunto (e com muita imparcialidade e correção, faça-se o registro). Soube até que está sendo atacado por covardes diante da sua isenção e honestidade. Mas me questiono: os meios isentos de jornalismo esportivo, voltados à arbitragem, não existem ou abdicaram da cobertura? Olha só que nicho a ser explorado e que não é: o  de escrever sobre a arbitragem de futebol, já que existe essa lacuna

Em tempo: não sou jornalista esportivo, tenho um blog opinativo dada à minha formação e sou dedicado a outras atividades profissionais.

Meu texto anterior sobre esse assunto pode ser acessado aqui: https://professorrafaelporcari.com/2019/03/05/carta-aberta-de-um-nao-eleitor-nao-militante-nao-sindicalizado-e-nao-entusiasta-do-safesp-nem-de-coafesp-ou-orgao-apocrifo/

Acrescento também essa interessante matéria do Blog Olhar Olímpico, do UOL, sobre esse mesmo assunto: https://olharolimpico.blogosfera.uol.com.br/2019/03/25/justica-suspende-eleicao-do-sindicato-dos-arbitros-apos-acusacao-de-fraude/

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– Genilson contra Pepê: era futebol?

Que lance violentíssimo vimos no Sul do Brasil, hein? 

Genilson (do Juventude de Caxias) acertou Pepê (do Grêmio) com uma tesoura perigosíssima. Ao assistí-lo, pense: vale apenas a suspensão automática por 1 jogo?

É esporte, minha gente. Não é guerra!

O lance em: https://es.pn/2ur8E05

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– FLAxFLU com VAR desprezado.

Que “Engana-Mané” vimos no Maracanã domingo! Uma vergonha o que vimos no  tempo final do clássico carioca. 

Bruno Henrique (FLA) pegou pelo pescoço (literalmente) Caio Henrique (FLU) e o bate-boca começou. O jogo estava nos acréscimos e o árbitro João Batista de Arruda fez uma tremeeeeenda vista grossa. Estando com o VAR, era só chamá-lo para tirar a dúvida dos principais incitadores da confusão. Não o fez. Ou melhor: fez média!

Depois disso, Abel Braga, bem esperto, sacou o Bruno Henrique (FLA) para não ser expulso. Eu faria o mesmo sendo o treinador do Flamengo. 

Mas na sequência, infantilmente Pablo Dyego (FLU) atinge o adversário Léo Duarte (FLA) com uma patada no rosto. Colocou o pezão na cara do adversário, e aí quem se deu mal foi o Fluminense, pois ficou impossível não dar o cartão vermelho na Luta Livre que estava virando. 

Confesso: a ação de não expulsar os jogadores que se envolveram na confusão, estando no Maracanã e com o VAR, foi uma pipocada (ou “feitura de média”) muito grande. Constrangedor!

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– O sofrimento em opinar nas Redes Sociais… os 5 “tipos de discordantes da Web”.

Quando falamos em “Dar Opiniões no Mundo Virtual” sabemos das várias formas (a maioria agressiva) de como discordar de quem pensa diferente de você. 

Elenquei as 5 mais comuns que percebo:

A) A pessoa pode não ter entendido o que você escreveu e reclama veementemente (mesmo sendo ignorante);

B) Faz de conta que não entendeu (e quer te minimizar disfarçadamente);

C) Entendeu seu ponto de vista e expõe educadamente o seu entendimento (concordando, sendo alternativo ou discordando), sempre respeitando-o;

D) Apesar de ter observado atentamente suas colocações, discorda prontamente e quer que você concorde com ela “na marra” (pois só ela é “dona da verdade”);

E) Nem lê, mas se é contra o que ela pensa, já te xinga (as opiniões desses radicais devem sobrepujar a de todos outros, dispensando qualquer conhecimento).

No mundo ideal, a alternativa C, infelizmente, está em baixa… não só no tripé dito popularmente difícil de discutir (religião, política e futebol), mas na sociedade em geral… Vivemos um mundo de pouca tolerância e de muita ignorância. Somente a Educação há de mudar isso (começando pela dada pelos pais – se é que ela ainda é a correta de muitos, afinal, há muitos pais que “deseducam” hoje em dia e incentivam a discórdia desrespeitosa).

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Para mais textos, visite meu blog de Assuntos Contemporâneos Gerais, o Discutindo Contemporaneidades, em: https://ProfessorRafaelPorcari.com

– O gol corretamente anulado pelo VAR em Santos 2×0 Red Bull e… a comparação com um filme!

Vou assistir com minhas garotas Capitã Marvel no Cinema (calma, é postagem do Santos FC mesmo). Tenho possibilidades de vários horários (tarde, noite), de salas (2D e 3D), de áudio (original e legendado) e em vários cinemas (Cinépolis, Cinemark, Moviecom e Kinoplex na minha região). 

Preço? Variando de 30,00 a 40,00 dependendo da escolha. E são várias opções…

Quer dizer que o Santos jogou no Pacaembu numa partida eliminatória em uma noite agradável para 20.000 pessoas aproximadamente, com o custo médio de R$ 26,60 / ingresso?

Mas é um evento único, não várias opções como o Cinema! Deveria custar mais caro… O futebol está desvalorizado ou o cinema está caro?

No bom jogo deste sábado, fica os parabéns para o Bandeira de Vídeo Emerson Augusto de Carvalho (o nosso árbitro assistente da Copa do Mundo), que anulou corretamente o que seria o 1o gol do Santos!

Como disse numa postagem anterior, usar o equipamento do VAR é para os competentes!

Aliás, e o Dionísio? O homem que foi criticado por estar no campo e passar informação externa na final do Paulistão 2019 (Palmeiras x Corinthians que rende até hoje) estava escalado (por ele mesmo?) como Avaliador de Campo no Paulo Machado de Carvalho. E estará no confronto da volta no Moisés Lucarelli. Gozado, não estaria no Palestra Itália nunca?

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