– As Eleições do Sindicato dos Árbitros foram para o “Vinagre”?

Não me surpreendo: pela enésima vez, a Presidência do Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo será disputada somente por Arthur Alves Jr, que adotou o nome de “Arthurzinho do Sindicato” há algum tempo. A chapa oposicionista de Aurélio Sant’Anna Martins foi impugnada pela Comissão Eleitoral.

Caramba, será que o atual / antigo / provavelmente “novo presidente” do Safesp não cansou de ser dirigente-chefe? O poder é tão gostoso assim? Que amor à causa sindical!

Duas coisas a dizer:

1- Aurélio não poderá ser candidato (nem sua vice, Regildênia, nem seu tesoureiro, Fabrício) pois não reside na Capital e, em tese, teria que se dedicar ao Sindicato morando na cidade (mesmo que o outro candidato seja interventor da Federação Paraibana e exerça outros cargos que peçam a ausência da Capital). Aliás, obrigar a morar especificamente na cidade de São Paulo é uma bobagem sem fim.

2- Regildênia, que eu pensei ter encerrado a carreira na arbitragem, não encerrou totalmente, continuando a apitar jogos amadores. Se a questão é o afastamento da carreira, talvez uma licença plena funcionasse mas fazê-la somente dos jogos profissionais, aí é discutível. Embora, lembremo-nos: o presidente atual trabalhou por muito tempo em outras atividades relacionadas à arbitragem, contraditoriamente até ao patrão que deveria contestar, a FPF.

Isso faconteceu pois assinaram o Regulamento de 2003 do Sindicato, que prevê essas coisas (por mais contestáveis que sejam). Entretanto, em 2004 esse regulamento foi atualizado e dispensaria essas queixas.

Se faz necessário, dessa forma, duas questões:

1- Por quê se desejou realizar o pleito com o regulamento ANTIGO, e não o NOVO? Em tese, um bom advogado consegue provar que é um equívoco colocar o regulamento que já não vale mais.

2- A chapa oposicionista de Aurélio resolveu concorrer mesmo sabendo que o documento de 2003 deveria ser contestado? Por quê não entrou ANTES do pleito reivindicando que deveria ser com o atual? Se existe um documento assinado concordando com o de 2003, parece ter sido uma bobeada de quem bolou a campanha. Deveria fazê-lo sob as condições de que estaria sob judice.

Quando mais falamos em renovação nos caminhos do futebol (dentro ou fora de campo, com estudo / ciência / evolução), fazemos questão de aceitar passivamente que as coisas continuem exatamente as mesmas (ou involua).

O 7×1 que levamos no Mineirão de nada adiantou…

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