– Dinamarca x Irã mostra a cordialidade que deveria sempre existir no futebol!

É de 2003, mas merece aplausos em todo tempo: o time europeu perdia por 1×0 até o último lance, quando teve um pênalti assinalado a seu favor (marcado por uma situação inusitada, relatada abaixo). E não é que preferiram perder com elegância do que empatar com os iranianos de uma forma injusta?

Veja só o que aconteceu no link de: https://almanaqueesportivo.wordpress.com/2012/10/30/futebol-pelo-mundo-historias-de-verdadeiro-fair-play-em-gols-e-penaltis/

DINAMARCA X IRÃ – TORNEIO AMISTOSO CARLSBERG CUP 2003

O capitão dinamarquês Morten Wieghorst agiu de maneira admirável em um torneio amistoso de 2003. Quase no final do primeiro tempo de um jogo contra o Irã, válido pela competição amistosa Carlsberg Cup em Copenhague, o defensor iraniano Alireza Nikbakht Vahdi pegou a bola com a mão na grande área após ouvir o apito final do juiz. Porém o apito havia vindo da arquibancada, confundindo o atleta, que acabou tendo uma penalidade contra si marcada pelo árbitro Albert Chiu Sin Chuen, que não tinha outra escolha.

Após consultar o técnico Morten Olsen, Wieghorst propositadamente bateu o pênalti para fora por considerar injusta esta vantagem. Deste lance, não tenho imagens mas pesquisei que a partida encerrou-se em 1×0 para os iranianos. Sobre isto, um dirigente iraniano disse: “Os dinamarqueses não ganharam o jogo. Mas ganharam a nossa admiração”.

Em: https://youtu.be/mKPBIS3_BSo

– O pênalti irregular marcado na final da Recopa: River Plate x Athético Paranaense

Dias atrás, questionamos e observamos como na Conmebol os clubes brasileiros estão desprestigiados frente aos argentinos em respeito. A razão para isso foi a derrota com erros de arbitragem do Athlético Paranaense frente ao Boca Jrs.

Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/10/com-pesar-tenho-que-admitir-na-duvida-apito-amigo-ao-hermano-sobre-boca-juniors-2×1-athletico-paranaense/

Ontem, a história se repetiu contra o mesmo Athético, agora contra outro hermano, o River Plate. Vamos lá:

Estando 0x0 (resultado favorável ao time brasileiro na conquista do titula da Recopa Sul-americana), Pinola (RIV) chutou para o gol e Lucho Gonzáles (CAP) espalmou a bola antes de atingi-la no rosto. O árbitro chileno Roberto Tolbar, sugestionado pelo VAR, reviu o lance e resolveu marcar pênalti. Errou. E explico o motivo:

Nos casos de mão deliberada, existem as nuances de proximidade, força do chute, intencionalidade e movimento antinatural. Tudo isso deve ser avaliado antes de marcar um pênalti. Porém, existe algo esquecido por alguns (árbitro da FIFA não pode esquecer) que é a mão para proteção!

No futebol feminino se vê bastante: as atletas colocam a mão à frente dos seios para não se lesionarem com bolada forte. Nas barreiras, os homens protegem as suas partes íntimas. Uma bola que venha forte e rápida, que possa bater no rosto e machucar, como reflexo a mão tende a ser o primeiro fator de proteção. NÃO É INFRAÇÃO.

Reveja o lance: Lucho Gonzáles deliberadamente quis cometer uma infração ou se protegeu?

Insisto: árbitro FIFA não pode cometer um erro assim…

 

– Gutemberg! Lembram dele?

Ôpa, acabo de ler que o possível novo Ministro do Turismo do Governo Bolsonaro é um “conhecido” nosso: lembram da entrevista do jornalista Fernando Sampaio à Rádio Jovem Pan, que repercutiu demais no meio do futebol, quando o árbitro Gutemberg de Paula Fonseca escancarou os acordos para indicação de Árbitros ao quadro FIFA e falou de assédio moral contra os árbitros por parte da CBF (citou até um caso envolvendo jogo do Corinthians), além de acusar o então presidente da CA-CBF (e hoje dirigindo o VAR), Sérgio Correa da Silva (chamando-o de “Mentiroso, mariquinha e corrupto”)?

Pois bem: segundo a Revista Época, o Gutemberg será o “escolhido” para o Ministério.

Lembrando da confusão que ele revelou na ocasião com as graves acusações (já que nosso assunto é futebol e não política), aqui o longo depoimento,

em: https://professorrafaelporcari.com/2012/01/07/gutemberg-de-paula-conta-tudo-a-fernando-sampaio-as-denuncias-contra-a-comissao-de-arbitros/

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– A Manipulação de Resultados no Futebol da Espanha

E o escândalo de Manipulação de Resultados da Espanha, envolvendo “gente grande?”

Só lá que acontece?

E aqui no Brasil, com a pindaíba que clubes, cartolas, árbitros e atletas andam?

Confie desconfiando…

Extraído de: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/policia-prende-jogadores-por-manipulacao-de-resultados-na-espanha/

POLÍCIA PRENDE ESPORTISTAS POR MANIPULAÇÃO DE RESULTADOS NA ESPANHA

Os detidos são acusados de fazer parte de uma organização criminosa

Vários jogadores de futebol foram presos por suposto envolvimento em um esquema de manipulação de resultados na Espanha, informou nesta terça-feira (28) a La Liga, entidade que organiza o Campeonato Espanhol, por meio de um comunicado divulgado em seu site oficial.

A Polícia Nacional da Espanha confirmou que realizou uma operação para prender 11 pessoas em diferentes locais do país, em um desdobramento de uma investigação pedida pelo órgão que dirige os torneios das principais divisões espanholas. Os detidos são acusados de fazer parte de uma organização criminosa, que também estaria lavando dinheiro neste processo no qual visava se beneficiar com possíveis armações nas partidas em solo nacional.

Segundo a Agência Efe, entre os detidos estão ex-jogadores como Raúl Bravo, que jogou no Real Madrid, e Borja Fernández, que na última temporada vestiu a camisa do Real Valladolid, do brasileiro Ronaldo.

A La Liga procurou as autoridades policiais após a denúncia de manipulação de um jogo da segunda divisão espanhola realizado em maio do ano passado, mas não forneceu detalhes sobre as equipes envolvidas no confronto e nem sobre os jogadores acusados de cometer este tipo de prática ilegal.

A entidade disse ter informado a polícia sobre oito casos suspeitos de “fatos relacionados” com partidas da temporada 2018/2019 cujos resultados teriam sido arranjados em categorias inferiores, não profissionais e em amistosos internacionais.

Dois dos atletas detidos aparentemente jogam por times da primeira divisão espanhola, sendo que nenhum deles defenderia clubes mais importantes da elite nacional, segundo informou nesta terça-feira a agência de notícias Europa Press.

A La Liga também “enviou alertas” sobre a possibilidade de terem ocorrido 18 partidas em que os jogadores poderiam ter apostado o resultado dos confrontos válidos por categorias inferiores e não profissionais.

Na nota que divulgou nesta terça-feira, a La Liga destacou que a operação policial desarticulou “um grupo organizado dedicado a uma atividade criminal dedica à obtenção de benefícios econômicos mediante a pré-determinação (dos resultados) dos jogos de futebol” na Espanha. A entidade ainda qualificou o trabalho da Polícia Nacional como “extraordinário” e enfatizou que esta operação evidencia que “os sistemas de proteção de integridade implementada pela LaLiga, a fim de proteger a limpeza de todas as competições do futebol espanhol, têm sido eficazes”.

A Polícia Nacional disse que a investigação identificou “pelo menos três” jogos na primeira, segunda e nas divisões menores do futebol espanhol nos quais as autoridades acreditam que houve manipulação de resultados. A suspeita de arranjo de um jogo da segunda divisão aconteceu também na esteira do fato de que houve um aumento maciço na quantidade de apostas feitas em uma placar do duelo, que foram 14 vezes maior que a média, segundo a polícia.

Ex-jogador do Real Madrid, Raúl Bravo está entre os acusados (LOUISA GOULIAMAKI / AFP

– Motivo principal para NÃO existir a anulação de Botafogo 0x1 Palmeiras por suposto Erro de Direito

Prisão do ex-jogador Roni em Brasília; uso do VAR reclamado em diversos jogos no país afora; investigação sobre corrupção na gestão do Cruzeiro… tanta coisa acontecendo no futebol nesse final de semana que, duas outras quase não repercutiram como deveriam (e com razão, devido aos fatores citados): o Majestoso de domingo à noite e os preparativos da Seleção Brasileira que se apresentou para a Copa América.

Enfim: nessa noite/madrugada, outras questões extra-campo: o Botafogo-RJ confirmou que pedirá anulação do resultado do seu jogo por Erro de Direito no confronto contra o Palmeiras, e o Fluminense deu a entender que quer a anulação do cartão vermelho do seu goleiro Agenor pelo mesmo motivo. Aliás, as duas queixas são sobre “ferir o protocolo FIFA para o uso do VAR”.

No primeiro caso: o Fogão reclama que a partida foi paralisada para a consulta ao vídeo depois do jogo reiniciado, sendo que em um tiro de meta não precisa do apito do árbitro para ser cobrado. O árbitro Paulo Roberto Alves Junior realmente sinaliza que irá ver o VAR enquanto Gatito Fernandes e Gabriel estão tocando a bola após o tiro de meta (ou o tiro livre, é necessário observar o que se marcou, mas tecnicamente tanto faz). ENTRETANTO, esse reinício de jogo não pode ser entendido como legal pois precisa sim da autorização do árbitro por um detalhe: existiu a aplicação de um cartão amarelo a Deyverson antes dele! E as diretrizes das Regras do Jogo, junto com a orientação da FIFA sobre linguagem corporal do árbitro, dizem que após um cartão amarelo SEMPRE o reinício terá que ser com a autorização do árbitro mediante apito. Como o árbitro não apitou a autorização para a cobrança do tiro de meta após o cartão ao atacante palmeirense, o jogo não está reiniciado legalmente. Se a dúvida persistir, vale a leitura no Livro Oficial de Regras, página 198 do último volume publicado, sem prejuízo das novas alterações para 2019/2020 (livro novo ainda não publicado), pois esse ponto não foi alterado (é importante que os árbitros e ex-árbitros sempre o leiam). A queixa do Botafogo, portanto, não procede!

No segundo caso: o goleiro do time carioca (já tinha cartão amarelo) e se adianta ao defender um pênalti cobrado pela equipe baiana. Ele recebe o 2o Amarelo, é expulso antes do reinício da partida e isso ocorre graças a intervenção do VAR. Tal situação (a de verificar se o goleiro se adianta ou não para evitar um gol durante um tiro penal) está fora do protocolo FIFA para uso do VAR. Quem tem que observar isso é o bandeira e comunicar o árbitro, não o VAR nem o AVAR da cabine. A queixa do Fluminense procede! (OPS: Na verdade não procede. ATUALIZANDO* ABAIXO, CORRIGINDO ESSE ITEM):

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A análise de Botafogo 0x1 Palmeiras em: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/26/as-queixas-sobre-botafogo-0x1-palmeiras-procedem/

ATUALIZANDO*: As queixas do Fluminense não procedem. Corrijo com o Protocolo oficial do VAR onde permite que o árbitro de vídeo revise se o goleiro está se adiantando ou não (eu desconhecia esse item):

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– E o VAR, José?

Quanta confusão sobre a má utilização do árbitro de vídeo neste domingo, não?

De tal forma, para tentar entender “POR QUÊ” o VAR está neste caos em nosso país, republico dois textos abaixo, publicados outrora nesse espaço: o 1o, de janeiro, falando sobre os desafios a serem enfrentados. O 2o, sobre a vaidade e o mau uso do equipamento, publicado em março.

Eles explicam muita coisa…

COMPETÊNCIA HUMANA VERSUS COMPETÊNCIA TECNOLÓGICA

Assim como não existe e não adianta a competência e/ou capacidade financeira sem a competência administrativa em qualquer organização, isso acontece na mesma proporção no futebol brasileiro com a questão do VAR e os árbitros.

É sabido que a CBF fez uma lambança com a figura do árbitro de vídeo e, cá entre nós, promoveu tudo para não implantá-lo. O que se dizer ao contrário será mentira. Vejamos:

  • Quando disse ter oferecido o projeto pioneiro à FIFA, não era o primeiro modelo oferecido e tampouco o mais oportuno.
  • Levou 3 anos para a primeira experiência off-line, enquanto que outros países já estavam fazendo uso da ferramenta.
  • Marcou diversas datas para a implantação (algumas delas com os campeonatos me vigor – o que não é permitido pelas Regras da FIFA e que todos sabiam, não ocorreria).
  • Após o “todo-poderoso” Eurico Miranda discutir com Marco Polo Del Nero sobre os erros de arbitragem contra o Vasco da Gama, prometeu o uso do VAR em uma semana! Pura conversa fiada…
  • Criou um chamado “Departamento de Desenvolvimento de Árbitro de Vídeo“, alocando Sérgio Correa da Silva (o ex-chefe da Arbitragem). Sérgio supostamente tinha sido demitido da Comissão de Árbitros por pressão dos clubes e no fim ganhou um cargo “só pra ele”.
  • Resolveu implantar o VAR após uma capacitação questionada na aprazível Águas de Lindóia e tendo realizado dois testes apenas em jogos “pra valer” (ambos na final do Campeonato Pernambucano, com erros e mau uso do árbitro de video nas duas contendas).
  • Jogou nas costas dos clubes a decisão de usar ou não o VAR no Brasileirão de 2018, colocando custos altíssimos a serem arcados pelas próprias agremiações.
  • Escalou um octodeceto de arbitragem (sim, 18 pessoas) para cada uma das finais da Copa do Brasil 2018 (Corinthians x Cruzeiro), com VAR, Assistente de VAR, Apoio de VAR, Supervisor de VAR e outros dispensáveis. Todos viram a pavorosa atuação do árbitro Wagner Magalhães e do VAR Wilton Pereira Sampaio, onde em dois lances fáceis (que nem precisariam do uso do VAR) tomaram-se decisões equivocadas. Aliás, repararam quanto tempo o árbitro ficou na rodinha de jogadores conversando pelo rádio, e o diminuto tempo que ele levou para assistir o lance e mudar sua decisão? É claro que já estava decidido a mudar  a marcação quando foi ao monitor; e tão claro é a “obrigação” que ele tinha de fazer uso da tecnologia após tanto gasto bancando pela CBF para esse confronto. Dezoito caras e não vai se usar o VAR nenhuma vez? Então tá…

Não adianta colocar árbitros desmotivados, sem planejamento REAL de carreira e com a meritocracia deixada de lado para fazer uso do equipamento tecnológico. A culpa não é da eletrônica, é do humano que a opera.

O problema maior é: o gerenciamento do futebol brasileiro! Quem comanda de fato se esconde por trás de um Coronel que estava no Pará e se apoia num futuro presidente amigo; sem contar que quem manda na arbitragem nunca colocou um apito na boca…

Esse é o triste rumo da arbitragem de futebol em nosso país. Como disse em trocadilho o espirituoso Zé “Boca-de-Bagre”, o amigo do Professor Reinaldo Basile, “o árbitro de vídeo da CBF é uma VARgonha…”

A VAIDADE E A DURA MISSÃO NA ESCOLHA DAS ESCALAS DO VAR

Ser árbitro de vídeo e bandeira de vídeo são duas funções novas e difíceis no futebol. Digo isso pois o “jogo jogado em campo” tem suor, emoção e vibração. Lá dentro você está no mesmo calor (ou sintonia) dos atletas. Permite-se do gramado ter a melhor leitura do jogo.

Da cabine do VAR, com ar-condicionado e muitas telas, você pode ter a maior frieza e racionalidade para tomar uma decisão; embora, sejamos justos, difere do árbitro que em tese está mais próximo do lance e no clima da partida.

Mas sabe qual o grande problema das Comissões de Arbitragem? A ESCOLHA (não é sorteio) de quem irá para o vídeo!

Como é difícil escalar um VAR!

  • Se ele for menos experiente de quem apita, o árbitro desconfiará das suas informações e sugestões.
  • Se for muito experiente, o árbitro obedecerá cegamente.
  • Teriam eles que ter igualmente a mesma competência? E como achar colegas de naipe parecido? Ou ainda: aceitar uma correção de quem teoricamente é do seu mesmo nível e acatá-la sem vaidade?

Eu vivi algo parecido na função de quarto-árbitro em um jogo da série A1: foi em São Caetano do Sul, quando a maca entrou para retirar um jogador supostamente lesionado (estava dando pinta que era simulação só para fazer cera) e, ao sair pela linha lateral, o atleta saltou da maca pedindo para retornar ao campo, dispensando qualquer atendimento médico. O árbitro central (ele estava apenas a uma posição acima do que eu estava no ranking – que sempre foi fajuto) não percebeu. Avisei-o pelo rádio e… a resposta foi: “Se você acha que apita mais do que eu, toma o apito”.

Resolvemos depois a questão no vestiário de uma forma um pouco conturbada, mas fica a dica: existe o componente humano terrível chamado VAIDADE, ou, se preferir, a falta de HUMILDADE no trabalho em equipe.

Ainda vai demorar para se achar o bom termo de escalas para o VAR. Afinal, toda a vaidade é burra (inclusive a daqueles que gerenciam a carreira dos árbitros).

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– As queixas sobre Botafogo 0x1 Palmeiras procedem?

Não acompanhei totalmente a partida do sábado entre Botafogo x Palmeiras, então não posso avaliar a arbitragem de Paulo Roberto Alves Junior como um todo – só assistindo os 90m, e, cá entre nós, assistir “jogo passado” do atual Brasileirão é dose… dá quase 180m! Demora demais até na função FF. 

Mas algumas coisas podem ser ditas pelo que li e pelo pouco que vi. Por exemplo, se o placar em faltas realmente foi BOT 13×14 PAL e existiram, em cartões BOT 10×0 PAL, além de 2 expulsões da Comissão Técnica, é lógico que houve algo errado:

  1. Ou o time que recebeu todas essas punições foi muito indisciplinado e praticou anti-jogo,
  2. ou o árbitro tem uma dificuldade absurda na leitura da partida e condução disciplinar.

Sobre o lance de Gabriel em cima de Deyverson, que gerou muita reclamação: num primeiro momento, me pareceu uma encenação. Entretanto, se percebe, com a repetição por ângulo melhor, que há uma infração por imprudência do zagueiro (não quis fazer a falta, foi sem intenção, mas toca e desequilibra). Se é no meio do campo, marca-se tiro livre direto. Na área, pênalti sem mostrar cartão. E aí entra a questão do árbitro de vídeo. Existem duas situações:

A 1a, é a do árbitro estar em dúvida e solicitar a revisão da imagem.

A 2a, é a do VAR entender que houve equívoco e sugerir que o árbitro reveja o lance pelas imagens que foram geradas.

É importante esclarecer que o VAR não marca ou desmarca nada, apenas sugere. Quem decide é o arbitro. E, nesse caso, a sugestão para rever a jogada e a modificação da decisão, seguindo o protocolo FIFA, foram corretas!

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– Uma bola que bateu na mão na defesa, mas que ajudou no ataque e virou gol. O que fazer?

Recebi essa questão sobre uma dúvida da regra do jogo, e a achei interessante por abordar um detalhe relativo às mudanças recentes. Aliás, a situação que o leitor enviou é muito bacana didaticamente para se discutir. Vamos lá:

Por Dene Costa:

A minha dúvida fica na questão de que, tendo a bola batido na mão do defensor, involuntariamente, na sua área penal nada deve ser marcado. Mas se no seguimento desta jogada, este defensor da um chutão que vira uma assistência pro seu atacante, que faz o gol. O gol teria saído de uma jogada de mão, mesmo que involuntária, mas que de acordo com a mudança, deve ser invalidado, correto? Então o que marcar neste caso?

A resposta é: O gol NÃO DEVE ser invalidado. Entendo que se isso aconteceu na defesa e pelo espírito da regra, não se deve anular o gol se ele acontecer.

Motivo: a primeira situação foi na defesa, e você não pode ter duas interpretações do mesmo lance. Assim, a mão involuntária faz com que o jogo siga. Chutando a bola para frente e virando um gol, a assistência foi do chute, que já é uma segunda situação. Você pode validar o gol sem problema algum, pois ele não ocorreu da assistência de uma mão que estava em situação de ataque, mas de um chute do zagueiro.

IMPORTANTE: quando existir dúvida, pense imediatamente para ajudar na decisão: originalmente, o lance era de uma mão em situação de ataque ou defesa? Se foi de DEFESA, não importa a sequência.

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– Até na rua o VAR está tendo problemas?

Que fase anda a arbitragem brasileira, hein? Ou melhor: que “roda”!

Não é que a cabine do VAR viralizou na 4a feira nas ruas do Maranhão, justamente por estar sendo transportada sem os cuidados necessários?

Pobre Brasil… não cumpre as regras de trânsito e ainda quer cumprir as regras do jogo?

Abaixo, extraído de: https://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2019/05/22/carro-com-var-de-sampaio-x-palmeiras-que-viralizou-burlou-leis-de-transito.htm

CARRO COM VAR DE SAMPAIO CORRÊA X PALMEIRAS BURLOU A LEI DE TRÂNSITO

Por José Edgar de Matos

A empresa responsável por fazer o transporte da cabine do árbitro de vídeo (VAR) para o Estádio Castelão, em São Luís, palco do duelo de hoje (22) entre Sampaio Corrêa x Palmeiras, marcado para as 19h15 (de Brasília), quebrou leis de trânsito na foto que ganhou espaço na internet, horas antes do confronto. A estrutura foi flagrada na caçamba de um veículo na avenida Casemiro Júnior, na capital maranhense.

O UOL Esporte ouviu Mércia Gomes, 45 anos, especialista em Gestão e Direito Trânsito. A profissional apontou pelo menos duas infrações cometidas durante o transporte do VAR para o palco do duelo de ida da fase oitavas de final da Copa do Brasil.

O funcionário sem qualquer proteção na caçamba da caminhonete burla as leis do trânsito nos artigos 230, inciso II (infração gravíssima e apreensão do veículo) e 235 ( infração grave e retenção do carro), afirma a especialista após analisar a imagem que ganhou repercussão nas redes sociais.

“Conduzir pessoas nas partes externas dos veículos é proibido. (…) Somente é possível transportar objetos ou animais (considerados, pela legislação de trânsito, como carga viva) ou com autorização. A infração aplica-se ao ambiente completamente externo do veículo, sem qualquer proteção adicional, como sobre o teto ou o capô”, explicou, antes de destacar a segunda infração que consta no código.

“No caso da caçamba da caminhonete, também é proibido o transporte de passageiros (que configura infração de trânsito específica, do artigo 230, inciso II). É proibido conduzir pessoas nas caçambas dos veículos ou qualquer outro veículo como pick-up ou carrocerias abertas”, acrescentou Mércia Gomes, antes de explicar qual a maneira correta de realizar este transporte.

“Para conduzir passageiro, deve o mesmo sempre que adentrar no veículo, fazer utilização do cinto de segurança; portanto, neste tipo de veículo, o passageiro encontra-se sem qualquer segurança”, acrescenta Mércia Gomes.

A CBF, em contato com a reportagem, confirmou que a cabine na imagem será utilizada no jogo de hoje e destacou o erro no transporte.

Segundo a entidade máxima do futebol brasileiro, esta não era a “forma adequada” e recomendada para a cabine do VAR chegar ao estádio de Sampaio x Palmeiras.

A confederação contrata empresas para realizar este serviço para as partidas e exige o transporte de maneira reservada. De acordo com a entidade, não houve qualquer dano ao equipamento durante o traslado para o estádio Castelão, palco do duelo pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Manthiqueira x Paulista (com FIFA em campo).

Para Manthiqueira x Paulista, a FPF escalou o quarteto formado por:

Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli
Árbitro Assistente 1: Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo
Árbitro Assistente 2: Robson Ferreira Oliveira
Quarto Árbitro: Max Venâncio Passos Gonçalves da Silva

Pietro Dimitrof Stefanelli tem 29 anos de idade e 7 anos de carreira, é administrador de empresas e apitou muito bem o jogo de abertura do Paulista em São José dos Campos, contra o São José (0x0).
Em 2017, apitava Sub 11. Em 2018, apitou 2 jogos profissionais Sub 23. Em 2019 teve a grande chance de apitar 3 jogos da série A3 e será o seu 5o jogo no Sub23 Profissional. Parece estar agarrando a chance de saltar na carreira!

Destaque para a bandeira 1, a amiga Tati Sacilotti, que tem 33 anos de idade, mas 15 anos de carreira – e é da FIFA há algum tempo. Seu último jogo foi São Paulo 0x1 Palmeiras no Pacaembu pelo Paulistão.

Espero um bom jogo e grande arbitragem!

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