– No futebol, se a vítima pular na hora de ser atingido pela falta, deve-se marcar a infração?

Revendo jogos de outras temporadas da Libertadores, um me chamou a atenção: março de 2012, partida realizada no Pacaembu entre Santos X Juan Aurich. Neymar apanhou bastante naquele dia, e criticado após “pular de uma falta”, declarou:

Se não pulo, estaria no hospital.”

É nesse ponto que devemos ter atenção quanto às marcações das faltas: Quando é que o fato do atleta “Pular” invalida ou não uma infração?

A Regra 12 (Infrações e indisciplinas) diz que todo ato faltoso (dar um pontapé, agredir, cuspir) independe se atingiu ou não o atleta. O jogador que DAR ou TENTAR praticar a infração deve ser punido.

Se na disputa de bola, um zagueiro pratica um carrinho e, na iminência de atingir as pernas do seu adversário, este atacante pula para não se machucar, deve-se considerar falta (a mesma marcação de como se tivesse atingido), por essa condição da regra. A Regra do Jogo permite isso, pois, logicamente, se o atleta permanecesse esperando as travas de uma chuteira, fatalmente se lesionaria gravemente.

Portanto, pular para não ser atingido pode; e ainda ganha a falta ao seu favor.

O que não pode:

– Pular depois de perder uma disputa de bola, simulando a infração, tentando ludibriar a arbitragem/torcedores.

– Pular antes da disputa de bola se efetivar, abdicando da tentativa de domínio, deixando de jogar para tentar cavar uma falta.

A primeira situação, a da simulação, é um problema cultural brasileiro, onde os jogadores preferem enganar a arbitragem do que disputar lealmente o jogo, fato que não ocorre em torneios como a europeia Champions League

A segunda situação, a da abdicação do jogo, é outro problema tupiniquim, o de achar que “tudo é falta”, onde “encostou tem que parar o jogo”. Remete até mesmo a uma certa frouxidão, não obervada em torneios como a sulamericana Libertadores da América.

Portanto, pular para se preservar no momento de ser atingido, pode.

Claro, os jogadores agem aqui no Brasil dessa forma, e nas partidas internacionais, mudam de comportamento. É visível. Também os árbitros procedem da mesma forma, diferenciando o comportamento em partidas domésticas e internacionais. Um dia, Leandro Pedro Vuaden ousou mudar esse mesmo comportamento. Parece que não deu certo…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Joseense x Paulista

Nesta Rodada 7 do Paulistão da Segunda Divisão de Profissionais Sub 23, para o jogo entre Joseense x Paulista, apitará Rodrigo Santos.

Rodrigo tem 10 anos de carreira e 33 de idade. Tem trabalhado já há algum tempo em vários jogos da Segunda Divisão e eventualmente na A3. Na A2 e A1, só teve oportunidade como quarto-árbitro.

Em jogos do Galo, o árbitro nunca atuou como árbitro central, sempre como reserva. Nas partidas as quais tive a informação de seu trabalho, costuma coibir jogadas mais viris e não pensa duas vezes em dar cartões (gosta do rigor).

É mais um juiz procurando seu espaço no futebol. Que agarre a chance que tem pois, todo jogo do Paulista neste torneio, é olhado como “jogo de time grande”.

Infelizmente, a FPF ainda não divulgou os bandeiras para o jogo (tem sido uma praxe a demora na divulgação dos mesmos).