– O acerto da não marcação de pênalti em Corinthians 0x0 Grêmio.

O treinador do Grêmio, Renato Gaúcho, reclamou do pênalti primeiramente marcado e depois corretamente revisto e anulado pelo árbitro Marcelo de Lima Henrique através do vídeo na Arena de Itaquera. Foi “bola na mão” da defesa do Corinthians e não “mão intencional na bola” (nem movimento antinatural).

Aqui residem duas situações:

1. Muita gente confundindo nos comentários (especialmente em Redes Sociais) de que a Regra mudou e toda bola que bater no braço ou na mão é infração. Nada disso! O que mudou é que tal situação é verdadeira a partir de agora em lance que possa surgir um gol, batendo no braço / ou mão do atacante. Na defesa, continua a mesma coisa!

2. O goleiro Paulo Victor, à Rádio Bandeirantes no pós-jogo, sustentou que entendeu ter sido pênalti pois:

“A gente recebe muita palestra da CBF sobre isso e ouve sempre falar que tem que jogar com o braço colado no corpo, senão é pênalti”.

Se ouviu isso mesmo, foi um enorme equívoco de quem mal orientou. Lembre-se: a posição dos braços não pressupõe necessariamente infração, A NÃO SER QUE SEJA MOVIMENTO ANTINATURAL, ou seja, que o atleta tenha disfarçadamente a intenção de que a bola bata em sua mão, correndo de maneira não-natural com seus braços.

A mim, sempre ficou claro que o que confunde o atleta é o uso equivocado da expressão dita e repetida pela CBF “correr risco da bola bater em sua mão“, pois isso representa situação de imprudência e, na avaliação da marcação de faltas, somente no uso da mão na bola na defesa não entra a questão de ser imprudente, mas é exclusivamente a de ter intenção.

Caso fosse válida a afirmação de Paulo Victor, todo atleta teria que andar anatomicamente desengonçado. Já viu correr no futebol com os braços colados ao corpo? Ou ainda: viraria “queimada”, pois o atacante iria mirar a mão / braço do defensor.

Parabéns ao árbitro por fazer bom uso do VAR.