– Motivo principal para NÃO existir a anulação de Botafogo 0x1 Palmeiras por suposto Erro de Direito

Prisão do ex-jogador Roni em Brasília; uso do VAR reclamado em diversos jogos no país afora; investigação sobre corrupção na gestão do Cruzeiro… tanta coisa acontecendo no futebol nesse final de semana que, duas outras quase não repercutiram como deveriam (e com razão, devido aos fatores citados): o Majestoso de domingo à noite e os preparativos da Seleção Brasileira que se apresentou para a Copa América.

Enfim: nessa noite/madrugada, outras questões extra-campo: o Botafogo-RJ confirmou que pedirá anulação do resultado do seu jogo por Erro de Direito no confronto contra o Palmeiras, e o Fluminense deu a entender que quer a anulação do cartão vermelho do seu goleiro Agenor pelo mesmo motivo. Aliás, as duas queixas são sobre “ferir o protocolo FIFA para o uso do VAR”.

No primeiro caso: o Fogão reclama que a partida foi paralisada para a consulta ao vídeo depois do jogo reiniciado, sendo que em um tiro de meta não precisa do apito do árbitro para ser cobrado. O árbitro Paulo Roberto Alves Junior realmente sinaliza que irá ver o VAR enquanto Gatito Fernandes e Gabriel estão tocando a bola após o tiro de meta (ou o tiro livre, é necessário observar o que se marcou, mas tecnicamente tanto faz). ENTRETANTO, esse reinício de jogo não pode ser entendido como legal pois precisa sim da autorização do árbitro por um detalhe: existiu a aplicação de um cartão amarelo a Deyverson antes dele! E as diretrizes das Regras do Jogo, junto com a orientação da FIFA sobre linguagem corporal do árbitro, dizem que após um cartão amarelo SEMPRE o reinício terá que ser com a autorização do árbitro mediante apito. Como o árbitro não apitou a autorização para a cobrança do tiro de meta após o cartão ao atacante palmeirense, o jogo não está reiniciado legalmente. Se a dúvida persistir, vale a leitura no Livro Oficial de Regras, página 198 do último volume publicado, sem prejuízo das novas alterações para 2019/2020 (livro novo ainda não publicado), pois esse ponto não foi alterado (é importante que os árbitros e ex-árbitros sempre o leiam). A queixa do Botafogo, portanto, não procede!

No segundo caso: o goleiro do time carioca (já tinha cartão amarelo) e se adianta ao defender um pênalti cobrado pela equipe baiana. Ele recebe o 2o Amarelo, é expulso antes do reinício da partida e isso ocorre graças a intervenção do VAR. Tal situação (a de verificar se o goleiro se adianta ou não para evitar um gol durante um tiro penal) está fora do protocolo FIFA para uso do VAR. Quem tem que observar isso é o bandeira e comunicar o árbitro, não o VAR nem o AVAR da cabine. A queixa do Fluminense procede! (OPS: Na verdade não procede. ATUALIZANDO* ABAIXO, CORRIGINDO ESSE ITEM):

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A análise de Botafogo 0x1 Palmeiras em: https://professorrafaelporcari.com/2019/05/26/as-queixas-sobre-botafogo-0x1-palmeiras-procedem/

ATUALIZANDO*: As queixas do Fluminense não procedem. Corrijo com o Protocolo oficial do VAR onde permite que o árbitro de vídeo revise se o goleiro está se adiantando ou não (eu desconhecia esse item):

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