– Insultos no Futebol com temas de Homofobia, Racismo, Sexismo, entre outros, cansaram!

Certa feita, eu já entendi (mesmo sem concordância) que o campo de futebol era o local onde o sujeito desabafava de seus problemas existenciais. Discordava, mas sabia que era inevitável (pela cultura imposta) que o juiz de futebol fosse xingado de todos os adjetivos negativos possíveis (mesmo eu sendo árbitro e já tendo escutado “de tudo”).

Para felicidade de quem pensa (como sempre defendi) que isso era errado e uma hora ou outra a coisa deveria mudar, parece estar existindo uma luz no fim do túnel. Aos poucos, vai se entendendo que a arquibancada não pode ser mais uma terra sem lei.

Em 2017, havíamos contado a história de como a FIFA começou a punir rigorosamente (com multas financeiras pesadas) as equipes que estavam cometendo gritos de intolerância de qualquer origem (incluindo de ordem política e religiosa). Isso ocorreu pois no Interior de São Paulo, durante a Copa São Paulo de Futebol Jr daquele ano, passou a gritar “BICHA” (com o “i“ estendido) aos goleiros adversários.

A muitos, de nada valeu, embora a própria CBF tenha sido multada 4 vezes em jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo para 2018.

Pois bem: agora, a Conmebol começa a praticar a mesma iniciativa e multa a CBF por US$ 15 mil os gritos homofóbicos da torcida brasileira no jogo de estreia contra a Bolívia. É trocado para a entidade milionária, mas é simbólica a atitude. Que os clubes abram os olhos.

Ao invés de querer intimidar o adversário com gritos de bicha, macaco, entre outros tantos, por quê não gritar A FAVOR da sua equipe?

O texto citado acima, extraído de:
https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2017/01/09/paremos-com-gritos-homofobicos-pelo-habito-pela-forca-ou-pela-multa/

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA.

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Joseense (árbitro com 2a chance), VAR e casa cheia.

Na tarde desta 4a feira, a FPF divulgou a arbitragem para a Rodada 14 (última da 1a fase) do Campeonato Paulista 2a divisão de Profissionais (Sub23), onde estão escalados árbitros bem experientes em série A2 nos jogos decisivos e árbitros mais jovens nas partidas que “cumprem tabela”.

Para o confronto do Galo da Terra da Uva contra o Tigre do Vale do Paraíba foi escalado o quarteto formado por:

Árbitro: Márcio Mattos dos Santos, 33 anos.
Árbitro Assistente 1: Risser Jarussi Corrêa, 39 anos.
Árbitro Assistente 2: Samuel Augusto Vieira Paião, 35 anos.
Quarto Árbitro: Rudnei Ferreira de Medeiros, 40 anos.

Márcio foi o mesmo árbitro que esteve atuando na partida entre Paulista 3×2 Amparo na 1a fase, onde até começou bem o jogo, mas foi se perdendo em excesso de conversa com atletas, demonstrou um certo preciosíssimo em detalhes irrelevantes (por ser seu primeiro ano de arbitragem em jogos profissionais, apitou “com o livrinho de regras debaixo do braço” – expressão usada para quem não tem experiência e se atrapalha – e acabou se enrolando), culminando com a falta de autoridade que tornou permissiva a cera do time visitante (curiosamente, apesar de tantos atendimentos médicos, paralisações e outros momentos de bola parada, na súmula constam incríveis 34 minutos de jogo efetivo no primeiro tempo e de 30 minutos no segundototalmente fora da realidade do que aconteceu).

A nossa análise da partida citada acima está no link em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/01/analise-da-arbitragem-de-paulista-3×2-amparo/

É claro que todo árbitro tem seu aprendizado e pode ter tido uma jornada infeliz. Para ser reavaliado, o árbitro voltou a ser escalado no Jayme Cintra e para ajudá-lo dois experientíssimos bandeiras: Risser Jarussi Corrêa e Samuel Paião, que aqui já estiveram por diversas vezes nas divisões melhores que o Paulista frequentou. Até o 4o árbitro será um suporte para o juizão, já que tem 40 anos de idade. Dessa forma, “bola para frente” e desejamos sucesso ao Márcio Mattos dos Santos, a fim de mostrar que aquela atuação foi uma exceção do que está acostumado a fazer (não sei se é, mas torçamos que seja).

Aproveitando: fui questionado por amigos nessa semana sobre a chance de existir árbitro de vídeo nas fases finais desta divisão. A chance é zero, por quatro motivos:

1- O custo: A empresa Hawk-Eye Innovations é a responsável pelo VAR na Copa do Brasil, e o equipamento todo e os gastos de instalação chegam a R$ 50.000,00 aproximadamente na Copa do Brasil. No Paulistão da Série A1, conseguiu-se “no pacote” fechado baratear para R$ 28.000,00 / jogo. Ainda assim é caro.

2- Fora esse gasto, existe a necessidade de homologação pela FIFA, onde o estádio deve passar pelos testes off-lines em partidas oficiais antes dos jogos em que se pretende ter o VAR na fase desejada. Ou seja: faz-se todo o procedimento idêntico a de um jogo com VAR, com câmeras, árbitro de vídeo, bandeira de vídeo, assistente para fiscalizar o protocolo e outras pessoas, mas não se usa de verdade pois é em condição experimental. Dando certo, a FIFA “bate o carimbo” e permite o uso oficial nos jogos desejados. É o custo de pelo menos um jogo com VAR, sem usá-lo.

3- Não tivemos na A2 nem na A3 o VAR. Seria incoerente ter na 2a divisão.

4- Deveria-se ter a anuência de todas as equipes durante o Conselho Arbitral, e nada disso foi nem sequer questionado.

Por fim, haverá grande público para este jogo, já que várias iniciativas do clube, dos parceiros e das empresas envolvidas estão barateando o ingresso e convidando famílias para vir ao campo. Será a oportunidade do Paulista FC fechar esta fase com recorde de arrecadação, de torcida e de percentual de aproveitamento de pontos conquistados no campeonato. Prestigie o Galo, torcedor! E que as autoridades permitam o acesso fácil às arquibancadas…

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x CA Joseense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Rafael Mainini; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– A Regra não aplicada em Jara, o mesmo da dedada.

Há jogadores que conseguem ser malandros ao extremo. Lembram de Jara, o chileno que em 2015 deu uma “dedada” no bumbum do uruguaio Cavani, que não gostou e o agrediu? Jara, que provocou, permaneceu em campo e Cavani foi expulso, pois o árbitro não viu a ação que iniciou a confusão.

Relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-cCV

Pois bem: na última 2 a feira, jogaram novamente Uruguai x Chile pela Copa América (com vitória por 1×0 pela Celeste, gol de Cavani). Mas também Jara teve destaque: nesta partida, um torcedor uruguaio invadiu o campo e o Jara dá um pontapé no invasor. É conduta violenta e o jogador deve receber Cartão Vermelho.

O árbitro Raphael Claus nada fez. O VAR não se manifestou e a regra não foi cumprida.

Mas quer saber? Essa é uma regra antipática… apesar do histórico negativo do Jara, talvez eu também fizesse vista grossa pelo fato de um idiota ter atrapalhado o jogo no Maracanã. É o erro que talvez ninguém vá culpar o árbitro. Embora, sejamos corretos: a Regra deve ser cumprida!

– Tostão sobre a diferença entre Maradona, Messi e Pelé! Ainda: e se tivesse o VAR?

Tostão deu uma entrevista ao jornal El País e falou sobre Messi. Segundo o Tricampeão Mundial (e certamente um dos ex-jogadores que melhor comenta futebol no país), Messi está acima de Maradona (comparou El Píbe como um “Ronaldinho Gaúcho melhorado, artisticamente falando”, mas não contestou sua generalidade). Ao mesmo tempo, cita duas diferenças entre Pelé e Messi: a força física seria uma delas, mas a principal seria a força psicológica. 

Tostão explicou: 

“Quando o jogo ficava difícil, Pelé ficava uma fera (…) Ele não era um líder em campo, mas tinha força psicológica. Quanto maior a dificuldade, mais agressivo Pelé ficava. Acho que isso é uma vantagem sobre Messi”.

E não é verdade?

Se pisassem no calo do Negão… misericórdia! Isso ainda falta a Messi.

Sobre Ronaldinho Gaúcho e Maradona citados: o brasileiro, se optasse em ter sido mais profissional, levaria o dobro de Bolas de Ouro e estaria igualmente como Messi em questão técnica a ser discutida (o que faz no auge sempre foi assombroso). Maradona, ainda, por milésimos, penso estar à frente de Messi por um fator: o poder de decidir dentro das 4 linhas. A Copa de 86, foi impressionante (embora o VAR de hoje poderia ter estragado a festa hermana).

Aliás, se o VAR existisse antes, a Copa de 62, 66, 86, 94, 02… todas elas provavelmente teriam resultados diferentes, frente a correção dos lances capitais em jogos importantes.

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– Marta 17 vezes, mas de um pênalti inexistente…

A Rainha Marta” é sem dúvida a melhor jogadora da história do futebol feminino mundial. Não se discuta isso. E agora, a maior artilheira de Copas do Mundo, se compararmos até mesmo com o masculino.

Entretanto… a árbitra mexicana que apitou Brasil x Itália permitiu entradas fortes das italianas nas brasileiras sem aplicar os cartões necessários, no jogo em que a craque atingiu essa marca. Teria sido um placar maior? Porém, no final da partida, mudou o critério e resolveu ser rigorosa demais entendendo como infração o tranco legal em Debinha, marcando pênalti ao Brasil.

Errou. Foi lance normal de disputa de bola. Marta, que não tem nada a ver com isso, foi lá cobrar, fez o gol e bateu o recorde.

Parabéns à Marta e um puxão de orelha à juíza.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para União de Mogi x Paulista

Para a rodada 13, no jogo do Paulista, foi escalado um árbitro que já esteve em Mogi num jogo do Galo: Matheus Delgado Candançan (que apitou Atlético de Mogi 1×4 Paulista neste ano, quando foi bem). Seus assistentes serão Rodrigo Fondatto Rodrigues e Douglas Marcel Borges. O quarto árbitro será Paulo Nogueira Pinho Junior.

Matheus está em seu 3o ano como árbitro da Federação Paulista, portanto, muito jovem. É parente de Demétrius Pinto Candançan, árbitro da FPF nos anos 1990/2000. Neste ano, apitou 7 jogos da 2ª divisão Sub 23 Profissional e 7 do Campeonato Sub 20 Amador.

É uma boa escala para manter a observação em um árbitro que está indo bem e com bom ritmo de jogo. Matheus, no jogo que trabalhou do Paulista, “passou no teste” (embora não tenha sido exigido naquela partida).

Desejo boa sorte à arbitragem e grande jogo para as equipes!

Acompanhe pela Difusora AM 840, domingo, às 10h, com a narração de Rafael Mainini. A jornada começa às 9h, com o comandante do Time Forte do Esporte, Adilson Freddo!

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– Há 6 anos, o gol de Gabriel Jesus contra a Venezuela ganhou validade!

Assistiram ao gol anulado de Gabriel Jesus no jogo entre Brasil x Venezuela pela Copa América?

Pois bem: ele (que houvera feito o gol) recebeu a bola de Firmino, que estava em posição de impedimento. Porém, recentemente, alguns tipos de desvios de adversários passaram a tirar impedimento. Se você entendeu que o zagueiro da Venezuela estava disputando a bola (que bateu nele próprio) e que na sequência sobra para Firmino, então o lance foi legal (se a bola ao menos resvalar, nem precisa ser um passe, já deu condição ao adversário). É algo novo!

Entretanto, há 6 anos, o IFAB já havia alterado a Regra e permitido que bolas desviadas para atletas em impedimento que não estavam diretamente na jogada (ou seja, que não fossem passadas originalmente ao jogador), passassem a ter validade.

Reveja essa situação no item 9 deste link: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2013/09/03/as-recentes-mudancas-nas-regras-e-orientacoes/

Dessa forma, errou a arbitragem ao anular o gol de Gabriel Jesus. Firmino passou a ter condição por desviar no adversário.

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– O STJD poderia manter ou anular o placar de Botafogo 0x1 Palmeiras. Optou pelo mais prático.

Há pouco, a Justiça Desportiva manteve o placar reclamado na partida polêmica entre Botafogo x Palmeiras

Eu sempre tenho receio com o Tribunal: transferência de pontos no caso Sandro Hiroshi, viradas de mesa, punições ou não dependendo do interesse… é um caos!

Pois bem: no citado jogo, eu recordei que, após aplicar um cartão amarelo, o reinício de jogo só poderia acontecer após o apito do árbitro, de acordo com um detalhe da Regra (às vezes, nem árbitros se recordam disso, pela dinâmica do jogo). Como não ocorreu o apito na partida referida, não seria erro de direito consultar o VAR pois a defesa do árbitro diria que ele não autorizou o reinício (cadê o silvo do apito?) e que os atletas botafoguenses estavam tentando reiniciar rápido sem a sua autorização.

Relembre aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/05/27/motivo-principal-para-nao-existir-a-anulacao-de-botafogo-0x1-palmeiras-por-suposto-erro-de-direito/

Entretanto, durante o julgamento do STJD, existiu a possibilidade de escutar a conversa do VAR e do AVAR, e ambos discutiam se foi pênalti ou não em Deyverson, e o árbitro, em campo, justificando sua decisão de simulação batendo boca em campo com os jogadores. Percebe-se que o árbitro quer reiniciar o jogo logo, a fim de encerrar as reclamações, e que, apesar de não ter apitado (ele comete esse erro), está ciente de que o Botafogo reiniciou a partida. As imagens e o áudio mostram isso, tanto que o VAR interrompe tudo pedindo “Não reinicia o jogo não; segura Paulinho”, e avisa da sugestão da revisão.

  1. Um bom advogado a favor do Botafogo conseguiria mostrar que ocorreu um erro de direito ao reiniciar sem apito e outro erro ao rever com o jogo reiniciado. Isso anularia a partida.
  2. Um bom advogado a favor do Palmeiras alegaria: “Mas quem disse que o árbitro reiniciou? O VAR está atento à revisão, ele pediu para não reiniciar instintivamente, nem sabia que o jogo ‘ainda’ estava parado.“.

Sacaram?

Há pouco, fiz um breve apanhado (está num dos links das postagens abaixo) dizendo: pela primeira vez entendi que era erro de direito e que o jogo deveria ser anulado devido a esse fato novo (as conversas dos árbitros). Insisto: sem elas, eu não anularia o jogo. E, sinceramente, esportivamente acho que a partida deveria ter o resultado mantido mesmo (embora, juridicamente a anulação seria o correto). Não tem nada, como me perguntaram, de semelhança com CSA x Flamengo – (onde ocorreram erros de fato e não de direito).

A postagem aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/06/18/a-conversa-do-var-de-botafogo-x-palmeiras/

Enfim: a conversa dos árbitros, revelada no STJD, aqui: globoesporte.globo.com/ge/videos/v/ouca-a-conversa-entre-o-arbitro-paulo-roberto-alves-junior-e-o-var-em-botafogo-x-palmeiras/7701073/

OPS: O julgamento aconteceu em SALVADOR-BA, no dia em que a Seleção joga na Fonte Nova. Quem bancou as despesas? A CBF, interessada em não mudar nada?

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– A Copa América é o exato exemplo de Globalização e de Ingratidão.

Cosias incríveis que se vê na Copa América da Conmebol: o Catar e o Japão (que são asiáticos) jogando o torneio (e a Austrália, que é da Oceania mas joga em outro continente, estará na versão próxima). Não critico muito, pois, afinal, são atrações que trazem dinheiro (diferente da Europa, onde existem muitas nações para se disputar o torneio continental de lá). Mas vejo nas publicidades locais empresas do México (que é da Concacaf) e da China (que está escrita em chinês e confesso não saber de que ramo é).

Dito isso, me peguei questionando: como o futebol é ingrato! Zapata marcou um golaço contra a Argentina, tirou a camisa e recebeu um Amarelo. É lógico que entendo que a Regra do Futebol é fria, mas… imagine seu time vencer o adversário que tem Lionel Messi! Não é para extravasar, ainda mais se você marcar um dos gols? No que mudou o jogo o colombiano ter tirado a camisa?

Aliás, pelo andar da carruagem, a Argentina não será campeã. E aí outra coisa injusta que veremos na Copa América: a geração de Messi e Cia permanecerá sem títulos pela Seleção desde 1993! Não é uma afronta dos deuses da bola?

Aos trancos e barrancos – e sem público pelos ingressos de preço caro até para a Europa – a Copa América vai acontecendo. Tomara que os jogos sejam mais emocionantes e que tenhamos menos paralisações (e mais rápidas) do VAR.

Em tempo, segundo levantamento da Revista Veja:

O continente com mais jogadores na Copa América de 2019 é o europeu, com 104 dos 276 jogadores inscritos, representando 37,6% do total. As seleções com mais jogadores “europeus” são a brasileira (20), a uruguaia (16), a argentina (15) e a colombiana (14). Apenas Bolívia e Catar não têm jogadores no futebol europeu. Por outro lado, o Catar é a única seleção que disputa o torneio que tem todos seus jogadores atuando na liga local.

Sabe qual o país que mais cedeu atletas que jogam em sua liga? Uma surpresa: o México, com 28 atletas!

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– Você voltaria o pênalti de Brasil x Bolívia?

Recebi esse print do amigo e jornalista Thiago Batista de Olim, e se refere a cobrança do tiro penal à favor do Brasil na estreia contra a Copa América.

Repare na imagem abaixo que há vários jogadores bolivianos invadindo a área e inclusive Fernandinho, que comete irregularidade adentrando a meia-lua (que marca referencialmente a distância regulamentar).

  1. Sabe o que o AVAR e o VAR deveriam ter feito? Avisado o árbitro e voltado a cobrança.
  2. Sabe quando fariam isso? Nunca, pois é lógico que foi feita uma “vista grossa”.
  3. Sabe o que eu faria se eu estivesse apitando? Acho que não voltaria também…

Brincadeiras à parte, vale a discussão: ao texto frio da Regra, essa cobrança foi irregular. Mas o que atrapalhou batedor e goleiro essas invasões? Nada.

Em tempo: se o goleiro defende, ficaria “mais fácil voltar” pois o número de bolivianos invasores é grande (embora a Lei do Jogo não observe isso, e sim a infração pura e simplesmente). Mas repito: é a Regra, gostemos ou não. E também nesse caso nenhum jogador infrator se beneficiou (exceto se conseguissem pegar um rebote).

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