– Brasil 2×0 Argentina: o pênalti em Aguero e o motivador Casão!

Existiram duas reclamações de pênaltis no Brasil 2×0 Argentina. A mais fácil de não se marcar (porquê não foi) se refere ao lance de Arthur em Otamendi, aos 37 minutos do 2o tempo. Ali, foi verdadeira milonga argentina, a clássica malandragem para se cavar um pênalti e simular agressão. Vamos então discutir o pênalti real, o de Daniel Alves em Kim Aguero.

Por quê o árbitro não marcou?

Entenda:

  1. O equatoriano Roddy Zambrano não está familiarizado a contento com o VAR. Nos campeonatos domésticos que atua não há o recurso e só fez uso dele nas competições internacionais que possuem o recurso (e foram poucas).
  2. Ele não é do primeiríssimo time de árbitros. E, cá entre nós, é fácil de, na dúvida, ter sentido a pressão de um Mineirão lotado (percebeu que tive cuidado em escrever de forma elegante que foi caseiro?).
  3. O uruguaio Leodán Gonzáles foi o VAR da partida. Você se lembra de algum jogo importante (ou menos importante) que ele tenha apitado? Um ilustre desconhecido que ganhou essa imensa responsabilidade “sabe-lá-Deus como”!
  4. Se a conversa entre VAR e árbitro fosse aberta, poderia se ter entendido a natureza do erro: o equatoriano teve plena certeza que não foi pênalti interpretando o lance dessa forma, ou conversou com o uruguaio que mandou seguir a jogada sem a sugestão de se verificar no vídeo? Alguém errou, é fato.
  5. Se em Bueno Aires, com a mesma arbitragem, talvez a chance de marcar o pênalti e correr ao monitor para confirmá-lo (que deveria ser o procedimento correto) seriam grandes.
  6. Olhando com os olhos do árbitro: faltou visão periférica, pois o árbitro estava como os olhos grudados somente na bola e não no entorno dele, por isso não deve ter visto a infração. O árbitro bom tem visão periférica, e quando não é bom, o VAR faz essa função de olhar as coisas importantes que o árbitro não vê.

Enfim: apesar do pênalti não marcado, boa atuação da Seleção Brasileira e a dúvida: Gabriel Jesus disse que Casagrande falou algo para ele no elevador que não gostou. O que teria sido, não sei, mas funcionou! O atacante jogou com “sangue nos olhos” e fez uma partida excepcional!

Casão, no próximo jogo, se tranque com Phillipe Coutinho no elevador, por favor, e faça o mesmo.

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