– Levamos outro 7×1 como na Copa do Mundo: agora, na versão “VAR”.

Amigos… fico até constrangido em escrever, mas assistiram o SHOW (com letras maiúsculas mesmo) do uso do árbitro de vídeo na 1a rodada da Premier League?

Fiquei envergonhado ao constatar que lá o protocolo de “menor interferência e máximo acerto” está muito além do que as lambanças do Brasil (e olha que estamos falando da rodada inicial apenas). Cadê o discurso de adaptação, tempo para melhorar e aperfeiçoar, etc (que estamos ouvindo há tempos aqui)? Lá, o VAR, em caso de lance explícito irregular em pênalti, sugere que o árbitro reveja (ele não marca nada e nem interfere em lances interpretativos – que é o correto). No Brasileirão, o árbitro de vídeo despreza a decisão de campo, PROCURA achar algum pênalti e acaba influenciando diretamente na questão interpretativa.

A impressão é que o VAR à brasileira quer aparecer e apitar, se tornando mais importante do que o árbitro central. E que faz questão de “caçar” irregularidades. Sem contar que na Inglaterra o momento do VAR se tornou um espetáculo ao mostrar em telões os procedimentos, prometendo liberar, inclusive, o áudio!

Nada de parar o jogo e usar o VAR a qualquer instante, vulgarizando-o. Quem assistiu Palmeiras 2×2 Bahia entende bem essa situação… Aliás, recordando: na terra da Rainha, temos apenas 3 pessoas compondo o VAR. Aqui, chega-se a 9 dependendo do jogo (mas nunca menos de 5).

Premier League: VAR makes first major decision as Gabriel Jesus goal overturned