– Um paralelo sobre a falta de filosofia dos clubes e da arbitragem

A demissão de Fernando Diniz do Fluminense e o anúncio da CBF de que os torcedores de futebol terão imagens do VAR podem ser paralelos perfeitos para uma abordagem só: a falta de LINHAS DE TRABALHO definidas pelas entidades.

Vamos lá: o São Paulo FC pode ser um bom exemplo para chegarmos ao Flu: contratou o ofensivo Osório, depois o retranqueiro Bauza, aí passou por interinos, escolheu Rogério Ceni, voltou com Aguirre e agora Cuca (depois de Mancini): qual a linha-mestra, o DNA do estilo de jogo do Tricolor do Morumbi? O Santos, sempre ofensivo, antes de Sampaoli (que tem o “estilão do Peixe”), havia contratado Jair Ventura (o oposto dele em questões táticas). Dito isso: após mandar embora Diniz, sabidamente um amante de jogo-intenso, o Fluminense tentou Abel Braga, que arma os times para se defenderem! Qual a coerência?

Aliás, o futebol é ingrato: contra o CSA, o Tricolor das Laranjeiras chutou mais de 30 bolas ao gol e foi prejudicado pela pavorosa arbitragem de Wagner Reway (agora, apitando pela Paraíba, sob o comando do gestor de árbitros local, Arthur Alves Jr – o Arthurzinho do Sindicato, tão conhecido pelos paulistas – depois de começar pelo Mato Grosso). Porém, num solitário ataque o CSA fez o gol da vitória. E a culpa é do treinador?

A mesma coisa sobre falta de coerência da cartolagem dos clubes para com os técnicos se diga para os da arbitragem: agora, a CBF divulgará as imagens que o VAR vê para os torcedores (depois de intensas críticas). É cansativo insistir no tema, mas uma hora os árbitros são blindados; outra, são expostos. Uma hora devem agir “assim”; outra, “assado”. Ora, se vai liberar alguma coisa, muito mais do que o vídeo, se libere o áudio!

Aliás, é uma vergonha perceber que aqui no Brasil muita gente boa se apoiou no VAR e rasga elogios para com a comissão de arbitragem pelas vagas de trabalho abertas. Quantas pessoas estão na cabine do árbitro de vídeo! Um número excessivo, desnecessário e que contradiz o restante do mundo. Tão exagerado quanto ao número de árbitros escalados dentro de campo na Série A-2019: 37, contra 16 escalados na temporada passada da Premier League.

Uma pena tudo isso. As diretrizes claras que quaisquer organizações deveriam ter, de fato, não existem. Nem nos clubes, nem na CBF.

Ainda sobre o trabalho da CA-CBF (com pesar mais uma crítica), compartilho sobre os inacreditáveis 98% de acertos divulgados,

em: https://professorrafaelporcari.com/2019/08/20/o-descredito-do-var-da-cbf-98-de-acertos/

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