– Os novos árbitros FIFA do Brasil

CBF divulga a nova relação dos árbitros FIFA do Brasil, para o ano de 2020.

Vejam o nome e digam: gostaram?

De O GLOBO, extraído de: https://oglobo.globo.com/esportes/cbf-faz-tres-trocas-no-quadro-de-arbitros-da-fifa-para-2020-23986292

CBF FAZ 3 TROCAS NA LISTA DE ÁRBITROS DA FIFA

A CBF divulgou nesta segunda-feira os nomes indicados para fazerem parte do quadro de árbitros da Fifa em 2020. Na lista masculina de árbitros principais, são três as mudanças. Sairão Dewson Freitas (PA), Ricardo Marques Ribeiro (MG) e Wagner Reway (MT). Os que entram são Rafael Traci (SC), Bruno Arleu (RJ) e Flavio Rodrigues de Souza (SP).

Os nomes enviados pela CBF à Fifa serão analisados pela entidade máxima do futebol. A lista definitiva será publicada no começo do ano que vem.

Com as alterações, a arbitragem carioca passará a ter dois integrantes entre os árbitros principais. O mesmo vale para o quadro de São Paulo.

– A lista premia árbitros e assistentes por seus rendimentos técnicos nas últimas temporadas a partir de análises qualitativas das performances nas competições organizadas pela CBF – diz Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF.

Os 10 árbitros do quadro da Fifa em 2020

Anderson Daronco – RS  

Braulio da Silva Machado – SC  

Bruno Arleu de Araujo – RJ 

Flavio Rodrigues de Souza – SP  

Luiz Flavio de Oliveira – SP 

Rafael Traci – SC 

Raphael Claus – SP 

Rodolpho Toski Marques – PR 

Wagner do Nascimento Magalhaes – RJ 

Wilton Pereira Sampaio – GO

Leonardo Gaciba, presidente da comissão de arbitragem da CBF Foto: Lucas FIgueiredo/CBF

– Um buraco na perna do jogador! Será que o infrator levou vermelho?…

Do México, vem a imagem do futebol que mais me chocou nesse final de semana: Giovani dos Santos recebeu uma falta tão forte que ABRIU UM BURACO na perna do atleta!

Abaixo:

Do Twitter de AtaqueFutbolero

No apto para impresionables. Escalofriante lo que le sucedió a Giovani dos Santos, tras un planchazo de Briseño en América-Chivas. Obviamente, vio la roja. Qué dolor…

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– O detalhe despercebido de Internacional 1×1 Palmeiras

No jogo do Beira-Rio, um lance curioso e decisivo: o 2o gol do Palmeiras, marcado por Bruno Henrique.

Vamos lá: Klaus (INT) vai dividir com Willian Bigode (PAL) e pratica uma carga faltosa. O árbitro estende os braços (eu entendi que ele sinalizou vantagem) e acaba sobrando para Bruno Henrique fazer o gol.

Entretanto, o VAR verificou que a bola bateu na mão do atacante (a regra mudou e APENAS em situações de ataque, qualquer bola na mão é infração). Dessa forma, o gol foi anulado.

Fica a questão: então, a vantagem (se é que foi aplicada) não foi vantagem?

Se a bola bateu na mão por culpa de uma falta, e a vantagem não existiu já que o gol foi anulado e o jogo não reiniciado, deveria-se reiniciar com o tiro livre direto para o Palmeiras, e não beneficiar o infrator marcando a falta ao Internacional (se não tivesse sido empurrado, Willian não tocaria a bola com as mãos).

Que lance difícil e de detalhes da Regra, não?

 

– A queixa da Federação Espanhola sobre manipulação do VAR!

Já imaginou que “forfé” se fosse no Brasil?

A acusação, abaixo, é gravíssima!

Em: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6132734/federacao-espanhola-acusa-empresa-dona-dos-direitos-de-laliga-de-manipular-var

FEDERAÇÃO ESPANHOLA ACUSA DA DONA DOS DIREITOS DA LA LIGA DE MANIPULAR O VAR

A vitória do Valencia por 1 a 0 neste sábado, no País Basco, contra o Athletic Bilbao, na sétima rodada de LaLiga, foi motivo de polêmica entre a Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e a Mediapro, empresa detentora dos direitos televisivos do Campeonato Espanhol.

Em nota divulgada neste sábado, a RFEF acusou a Mediapro de manipular o VAR. Isso porque no gol da vitória do Valencia, Cheryshev, que começou o lance, estava em posição duvidosa.

A RFEF acusa a Mediapro de ter mostrado uma imagem do VAR, onde o russo estaria impedido, que não tenha sido provida por ela. Segundo a federação, a atitude de mostrar uma outra linha de impedimento prejudica o uso do árbitro de vídeo.

“Indo contra os elementos de ética do esporte, a produtora mostrou imagens de uma linha de impedimento hipotética, que geram uma visão distorcia da jogada. Uma manobra que pode gerar alarde social”, diz a nota.

“Se esse comportamento irresponsável se repetir com o propósito de descreditar a confiabilidade do VAR, isso estará sujeito à denúncia imediata da Federação e uma possível sanção”, continua a RFEF.

A geração oficial de imagens provida da federação só divulgou as imagens do VAR aos 54 minutos de jogo, enquanto o gol aconteceu aos 27 do primeiro tempo.

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– Flamengo 0x0 São Paulo: por quê não se expulsou Gabigol?

No Maracanã, na partida do sábado à noite, Daniel Alves (SPFC) e Gabigol (CRF) se estranharam. E em uma jogada mais ríspida, Gabigol pisou propositalmente na perna do adversário.

A lógica seria o Cartão Vermelho, mas o árbitro paranaense Rafael Traci (que apita por Santa Catarina) não entendeu assim, tampouco teve a sugestão do árbitro de vídeo Rodolpho Toski Marques. Ao invés de agressão, valeu o Cartão Amarelo, pois, segundo a súmula, Gabriel Barbosa foi punido por “Dar ou tentar dar uma rasteira ou um calço em um adversário de maneira temerária na disputa da bola – Por calçar seu adversário de forma temerária na disputa de bola”.

Eu discordo, e penso: se determinados jogadores costumeiramente visados fizessem a mesma coisa (por exemplo: Felipe Melo), o mundo cobraria a expulsão (que seria a decisão correta). Errou a arbitragem nesse lance. 

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Foto: Thiago Ribeiro (AGIF)

– As voltas que o mundo da bola dá: o desenvolvimento do VAR.

Achei, por acaso, essa publicação de 5 anos atrás, onde o atual Diretor de Desenvolvimento do Árbitro de Vídeo da CBF fala sobre a “não ideal solução” do que viria a ser o VAR. Foi ao Sportv, e o link está em: https://wp.me/p4RTuC-1w.

Claro que qualquer um de nós pode mudar de opinião. A experiência / amadurecimento e o aprendizado mostram isso. Mas… não é um pouco irônico?

Quando foi dado esse “start” para que a ideia pífia se tornasse genial para ele? Quando mudou-se de cargo?

PROFISSIONALISMO E TECNOLOGIA REPUDIADOS PELO CHEFE DOS ÁRBITROS DA CBF

É de se lamentar a declaração do Presidente da Comissão de Arbitragem da CBF Sérgio Correa da Silva à Sportv durante a semana, depois do infeliz episódio sobre a orientação equivocada de bola na mão, cuja “orelha foi puxada” pela FIFA.

Em tom de desabafo (e até mesmo de arrogância), falando sobre as condições dos árbitros do Brasil, criticou a Profissionalização, reclamando que se fossem profissionais,

não poderia mandar o sujeito que errar embora”.

Cômodo, não? Vejam alguns árbitros que há ANOS fazem lambanças folclóricas e ainda assim continuam nas escalas (e não são profissionais). Um árbitro profissional, que a grosso modo seria um membro FIFA, de elite e de excelência, caso errasse em um jogo importante, teria demissão sumária? Claro que não. Há alguns que apitam muito bem e nunca chegam a elite, sumindo aos poucos do quadro de árbitros. E há outros que começam a apitar no Maracanã e nunca se firmam, mas a bolinha é incansavelmente sorteada.

Pior é o discurso para a não utilização dos sistemas tecnológicos no futebol. Declarou Sérgio que:

“Vai acabar com a discussão e o futebol vai ficar muito chato. Vai tornar o futebol mais justo, mas vai perder a graça.”

Meu Deus! Se falamos cada vez mais em legitimar os resultados dentro de campo, e a tecnologia de ponta nos permite isso, por que rumar contra a maré?

Isso é um verdadeiro 7×1 do apito no futebol…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Assisense x Paulista

Confesso que fiquei surpreso: para a abertura da 4a fase da Segundona Sub 23, apitará Assisense x Paulista o árbitro Rodrigo Pires de Oliveira.

Digo isso pois vejo árbitros mais experientes em outras divisões na escala da rodada. Seria esse jogo considerado “mais fácil” para se apitar? Talvez.

Rodrigo esteve em Jundiaí e apitou Paulista 2×1 Tupã. Foi bem técnica e fisicamente, mas ficou a desejar disciplinarmente. Marcou muitas faltas e deixou de dar alguns cartões.

Reveja a análise sobre ele em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/07/13/analise-da-arbitragem-de-paulista-2×1-tupa/

Tomara que em Assis o jogo flua mais, e que não seja tão faltoso como daquela oportunidade.

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– Xingar em Inglês não pode também! Sobre Flamengo 3×1 Internacional

Há tempos meu amigo Luiz Flávio de Oliveira está meio que “de lado” nas escalas importantes. Imagino inclusive que não sustentará o escudo FIFA em 2020. Sei que existem muitas reclamações da arbitragem dele na partida entre o Mengão e o Colorado na noite dessa 4a feira.

Não assisti ao jogo e nem conseguirei ver os melhores momentos, mas li que alguns o criticaram por expulsar Paolo Guerrero por ofensas. O peruano, segundo a súmula, o ofendeu com “Fuck You”!

Se não dá Cartão Vermelho por isso, aí perde a moral… e cá entre nós: não precisa nem saber o “ingrêis” básico para entender o que isso significa. Nesse lance, acertou.

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– Não temos prêmio para melhor árbitro do mundo no The Best por qual motivo?

Uma ideia apenas: se temos os diversos prêmios para as mais variadas categorias de praticantes do futebol (Messi levou o 6o título nesta última segunda-feira – não sei se, nesta temporada, de fato foi o melhor jogador), incluindo até mesmo torcedores (o prêmio deste ano foi indiscutível para Sílvia Grecco, a mãe que narra os jogos do Palmeiras para o filho deficiente), por quê não escolher o melhor árbitro do ano? Ou o melhor bandeira?

Claro, o futebol não é disputado e torcido pelos juízes, mas sim pelos atletas e seus aficcionados. O árbitro e seus assistentes SÃO PARTE do futebol, pois sem eles não existiria o jogo nos dias de hoje (eles são respectivamente a Regra 5 e 6). Estão em pé de igualdade com a bola, equivalentes em importância e necessidade para ocorrer uma partida de acordo com as Leis do Jogo, mas marginalizados por culpa dos… de… por… 

Ué?

Por culpa de quem mesmo, ou por qual motivo? Por eles mesmos ou pelos cartolas que gerenciam suas carreiras através das escalas?

Talvez sejam essas as causas. Mas seria interessante uma premiação oficial ao melhor árbitro da temporada, ao menos.

Aliás: existe ou existiu um Pelé, um Maradona ou um Messi “do apito”?

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– Com que moral os devedores de Impostos podem reclamar de algo?

Posso falar categoricamente: sou um caso, por conta das minhas atividades profissionais, de exemplo de brasileiro que nunca ganhou dinheiro suficiente por conta de honrar com as contas do meu principal sócio: o Governo!

INSS, FGTS, IRPJ e IRPF, entre vários impostos e tributos que sou / fui obrigado a pagar como Pessoa Física ou Jurídica, sempre me trouxeram grande tristeza, devido ao montante pago e ao “nada que sobra”. E revolto-me a ler na matéria do Estadão sobre os 10 maiores clubes de futebol inscritos na Dívida Ativa da União!

Como algum cartola pode reclamar da arbitragem em seus jogos, ou do rendimento dos atletas, ou de qualquer gerenciamento de time, se não cumpre com suas obrigações fiscais? Que raio de administradores são eles?

Pela ordem, devem mais de 700 milhões de reais (não estão somadas as dívidas já renegociadas anteriormente e que ainda não foram pagas pois irão vencer as parcelas; aqui estão “apenas” as existentes que ainda não foram negociadas) os seguintes 10 clubes do Brasileirão:

  • Corinthians: R$ 572 milhões;
  • Vasco da Gama: R$ 51 milhões;
  • Cruzeiro: R$ 25 milhões;
  • Fluminense: R$ 22 milhões;
  • Botafogo: R$ 21 milhões;
  • Avaí: R$ 12 milhões;
  • São Paulo: R$ 8 milhões;
  • Palmeiras: R$ 8 milhões;
  • Fortaleza: R$ 53 mil.
  • CSA: R$ 35 mil

Lembrando que, arrisque se tiver coragem, caro amigo leitor, deixar de pagar os seus impostos para ver o que acontece… Por quê os clubes de futebol devem ter esse privilégio de calote?

Mais ainda: fala-se em Refinanciamento e/ou PERDÃO dessas dívidas, com o atual projeto das “S/A do Futebol”.

Abaixo, extraído de: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,dez-clubes-da-serie-a-estao-inscritos-na-divida-ativa-da-uniao-e-do-fgts,70003019477

10 TIMES ESTÃO INSCRITOS NA DÍVIDA DA UNIÃO E DO FGTS

Total da dívida, que não inclui os débitos já parcelados com o Governo Federal, soma R$ 718 milhões

Por Ciro Campos, João Prata, Gonçalo Junior e Guilherme Amaro

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão ligado ao Ministério da Economia, aponta que dez clubes da Série A do Campeonato Brasileiro estão inscritos na Dívida Ativa da União e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O total da dívida, que não inclui os débitos já parcelados com o Governo Federal, soma R$ 718 milhões. O projeto que pretende transformar os clubes em empresas prevê refinanciamento dessas dívidas e também de débitos fiscais.

Há a possibilidade de anistia, que prevê o perdão de grande parte das multas e juros, nas hipóteses de pagamento do valor à vista, que pode ser parcelado em até cinco vezes. Além disso, existe a alternativa de pagamento de uma pequena parcela à vista e a quitação do saldo remanescente com a utilização de créditos fiscais. O Estado consultou os dez clubes devedores. Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Avaí e Fortaleza se manifestaram; outros cinco, não.

Os clubes puderam refinanciar as dívidas em 2015 por meio do Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro). O parcelamento poderia ser feito em até 240 meses, com descontos de 70% das multas e de 40% dos juros. Além disso, eles foram dispensados de pagar os encargos legais. Depois de quatro anos, alguns clubes voltaram a acumular dívidas.

O projeto do relator Pedro Paulo (DEM-RJ), apoiado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), propõe um novo programa de refinanciamento de dívidas. Desta vez, ele seria restrito aos clubes-empresa. Ao migrarem para o novo modelo, os clubes poderão ingressar em um novo parcelamento, o Refis. A redução seria de 50% dos juros no total de 240 parcelas. As agremiações também podem usar crédito tributário de companhias comuns, caso façam fusões, para o abatimento dessas dívidas com o governo.

Além desse benefício, o projeto propõe que os clubes de futebol tenham condições facilitadas para ingressar com pedidos de recuperação judicial. O acordo precisa ser aceito pelos credores na área cível e na área trabalhista, por exemplo. Vale lembrar que o projeto prevê que os clubes deixem de ser associações sem fins lucrativos e passem a ser sociedades anônimas ou limitadas. É uma mudança na forma de administração. Com isso, eles terão acionistas ou proprietários, que podem ser outras empresas nacionais ou até estrangeiras. A transformação é opcional.

A renegociação das dívidas dos clubes está inserida em um contexto maior: criar segurança jurídica, esportiva e comercial para que investidores se sintam atraídos para investir nos clubes, historicamente comprometidos com gestões deficitárias e acúmulo de dívidas. “Um clube mudar de associação para empresa é fácil e já existe lei para isso. A discussão é como você vai fazer isso com segurança”, explica Pedro Daniel, diretor executivo da Ernst&Young, consultoria que participa da análise do projeto de transformação dos clubes em empresa. “Queremos atrair investidores sérios e não só aventureiros.”

Ao longo da semana, representantes dos clubes se reuniram com o parlamentar Pedro Paulo e apresentaram uma série de sugestões para modificar a proposta inicial.

ENTRAVE

A questão da tributação continua sendo o principal entrave. Os clubes que optarem pelo novo regime serão tributados pelas mesmas regras das empresas comuns. Para estimular os clubes a se profissionalizar, o projeto oferece um regime transitório de apuração de tributos federais, o Re-Fut, pelo prazo de cinco anos. Segundo esse regime especial, as SAFs (Sociedades Anônima do Futebol) poderão fazer um recolhimento único com alíquota de 5% sobre a receita bruta mensal. Esse pagamento corresponderá aos seguintes tributos: IRPJ, CSL, PIS, COFINS e Contribuição Previdenciária. Ao Estado, o deputado Pedro Paulo prefere não cravar um porcentual. A discussão ainda precisa avançar com o Ministério da Economia e a Receita Federal.

As associações que não quiserem se tornar empresas poderão continuar isentas dos impostos atuais, desde que cumpram uma série de requisitos ligados a boa governança, compliance, transparência e responsabilidade fiscal.

Segundo o advogado especialista em Direito Desportivo Internacional Eduardo Carlezzo, caso a proposta avance, vai transformar profundamente a administração dos clubes. “O formato de empresa demandará imensa responsabilidade dos gestores, pois diferentemente do que ocorre hoje, haverá o risco de falência dos clubes. E certamente alguém irá falir, pois, ainda que não desejável, isto é parte dos riscos da atividade empresarial”, disse.

Na opinião do especialista, a possível alteração no formato pode fazer com que as equipes tenham uma gestão mais cuidadosa. “Existem hoje, nas quatro principais divisões do Brasileiro, inúmeros clubes que, analisando-se as receitas anuais e o montante da dívida, chega-se à fácil conclusão de que nunca conseguirão pagar os débitos. Vão empurrar eternamente. Assim, ao tornar-se empresa poderão buscar a recuperação judicial. Se não pagarem as dívidas neste processo, será decretada a falência, o que hoje não é possível no formato de associação”, afirmou.

CORINTHIANS E PALMEIRAS SE UNEM

Dos dez clubes listados pela Procuradoria-Geral na Dívida Ativa da Fazenda Nacional, órgão de consultoria jurídica ligado ao Ministério da Economia, apenas dois (Palmeiras e Corinthians) contestaram os números. “O Palmeiras não reconhece a dívida e está discutindo judicialmente”, diz nota enviada pelo time alviverde ao Estado.

O clube afirma que “o programa de refinanciamento de dívidas que o Governo oferece aos clubes no projeto de lei proposto não é um fator que o Palmeiras levará em consideração para estudar a possibilidade de se tornar empresa”.

Por fim, enumera as condições que considera importantes para a transformação dos clubes em empresas. “O Palmeiras entende que a melhor forma de incentivar os clubes a se tornarem empresas e atraírem investidores é a criação de um ambiente juridicamente seguro para empresas dentro do mercado esportivo, com regras fortes de governança corporativa e um regime fiscal diferenciado e descomplicado para quem optar por realizar a migração”.

O Corinthians afirma que se considera isento de impostos por ainda ser uma associação e nega ter essa dívida. “A agremiação é isenta do pagamento dos seguintes tributos da União: IRPJ, CSLL, PIS e Cofins”, diz em nota. Para justificar, o clube cita o êxito de outros clubes, como Athletico-PR e São Paulo, em cobranças dessa natureza.

“Entendimento similar ao do clube extinguiu cobrança da União contra o Athletico Paranaense, depois de decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em 2018. Recentemente, o CARF julgou procedente a isenção dos mesmos tributos do São Paulo. O clube continua buscando garantir seu direito à isenção e confia que alcançará o mesmo desfecho favorável obtidos por outras agremiações.”

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