– As câmeras para ajudar o futebol! Das ideias do Rúgbi para o seu primo-irmão, o Soccer.

Li em um artigo de 2015 algo muito interessante: 9 ideias de parceiros organizadores e patrocinadores da Copa do Mundo de Rúgbi para deixar a sensação do torcedor mais próxima da dos atletas.

O link está em: https://m.tecmundo.com.br/esporte/87971-9-dispositivos-deixariam-partidas-rugby-tecnologicas.htm

Mas os três principais detalhes das propostas ali elencadas e que me fizeram atentar para a postagem (seriam extremamente legais para o futebol) são:

  1. Câmeras futuristas nos uniformes dos jogadores, a fim de que os telespectadores possam ter a mesma expectativa e visão de quem chuta uma bola;
  2. Detector de concussões, através de micro-sensores.
  3. Câmera acoplada no microfone do árbitro, a fim de que quem esteja assistindo, possa ter o mesmo ângulo do árbitro para entender o que foi marcado (sendo também mais uma imagem para o VAR compartilhar em caso de necessidade).

E aí, o que você pensa sobre essas ideias? Deixe seu comentário:

– Bestemmiare? Não… as punições por ofensas religiosas no futebol italiano!

Meu avô (como todo italiano legítimo) costumava, quando muito irritado, xingar até mesmo a Deus! Depois passava… E era repreendido pois não poderia “bestemmiare” perto dos netos (ou seja: blasfemar).

Junto às polêmicas contra o racismo na Itália (que infelizmente estão constantes), uma outra punição tem sido muito discutida por lá: a de tomar o nome de Deus ou de santos em vão! E está gerando suspensão.

Compartilho, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/10/30/falar-nome-de-deus-em-vao-e-vetado-na-italia-e-ja-quase-suspendeu-astros.htm

FALAR NOME DE DEUS EM VÃO É PROIBIDO NA ITÁLIA E GERA PUNIÇÃO

Nesta semana, dois atletas do Campeonato Italiano foram suspensos por um jogo pela federação por… blasfemar em campo. É isso mesmo: por lá, proferir em campo o nome de Deus e outras figuras religiosas em vão ou em contexto considerado desrespeitoso pode render punição. Os meio-campistas Francesco Magnanelli, capitão do Sassuolo, e Matteo Scozzarella, do Parma, foram os últimos atingidos pela regra que vigora há quase uma década e já rendeu dor de cabeça a astros como Gianluigi Buffon e Zlatan Ibrahimovic.

Foi em 2010 que a federação decidiu que xingamentos e blasfêmias deveriam ser punidos com cartão vermelho direto. Caso o árbitro não perceba o ato em campo, o infrator pode ser punido posteriormente, com auxílio de imagens de TV e leitura labial – foi assim nos casos de Magnanelli e Scozzarella. O motivo anunciado para a regra, na época de sua aplicação, foi desestimular o uso de “linguagem ofensiva” nos gramados.

Desde então, alguns jogadores já foram punidos por falar mais do que podiam. No ano passado, o volante Rolando Mandragora, da Udinese, também tomou um jogo de gancho depois de perder um gol e desabafar usando os nomes de Deus e da Virgem Maria. Outros que já se deram mal foram o técnico Domenico Di Carlo (Chievo), o atacante Davide Lanzafame (Parma) e o meia Luca Siligardi (Livorno). Mas o primeiro jogador da história a ser punido por blasfemar poderia ter sido ninguém menos que Gianluigi Buffon.

O lendário goleiro, ainda hoje na ativa aos 41 anos pela Juventus, foi acusado de falar o nome de Deus em vão após falhar em um jogo contra o Genoa, em 2010. Em sua defesa, Buffon disse que falou “zio”, que significa “tio”, e não “Dio” (Deus). Ele escapou de punição após se desculpar publicamente. “Se um dia eu tiver a sorte de encontrar Deus, é Ele quem vai decidir me perdoar ou não”, disse o jogador na época.

Ibrahimovic também quase se complicou em 2011, quando jogava pelo Milan. O astro sueco foi filmado supostamente proferindo blasfêmias em um jogo contra o Cagliari, mas acabou não sendo formalmente acusado porque o vídeo não oferecia prova definitiva do ato.

Apesar de ser apoiada por grande parte da comunidade futebolística na Itália, a regra também tem seus opositores. A Federação Internacional dos Futebolistas profissionais (Fifpro) divulgou um comunicado contra a decisão da federação italiana em 2010, dizendo que a decisão feria o direito fundamental da liberdade de expressão dos jogadores. Até hoje, porém, a norma segue de pé.

Essa não é a única polêmica envolvendo punições no futebol italiano recentemente. Os diversos casos de racismo nesta temporada, com insultos em estádios contra jogadores como Lukaku (Inter de Milão), Kessié (Milan), Dalbert (Fiorentina), Juan Jesus (Roma) e Ronaldo Vieira (Sampdoria), têm causado pressão por medidas mais rígidas da federação. Alguns dos casos, como o envolvendo Lukaku, acabaram sem punição, enquanto outros, como o envolvendo Dalbert, renderam apenas uma multa ao clube cuja torcida proferiu as ofensas.

Ibrahimovic escapou de punição em 2011, quando jogava pelo Milan, por blasfemar em campo - Max Rossi/Reuters

Ibrahimovic escapou de punição em 2011, quando jogava pelo Milan, por blasfemar em campo Imagem: Max Rossi/Reuters

 

– Os 10 maiores salários de treinadores de futebol do mundo.

Certamente, os 10 maiores “salários de árbitros de futebol” do mundo estão longe dos de treinadores; afinal, eles são cada vez mais protagonistas, dividindo o estrelato com os atletas.

Segundo o “transfer markt”, especializado no assunto, Klopp, o atual campeão da Champions League, é “apenas” o 10o salário do planeta. O mais remunerado é Pep Guardiola, recebendo 23 milhões de euros por temporada! Depois dele, José Mourinho, que voltou ao Tottenham.

Interessante que, por lógica, nenhum treinador de Seleção consta nesta lista. O que mostra que em breve os campeonatos de clubes serão mais importantes do que os de Seleções (talvez já sejam!).

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– O orgulhoso título do Mengão, o proveitoso uso adequado do VAR e o vergonhoso gesto do governador.

Várias coisas a abordar sobre a conquista do Bicampeonato da Libertadores da América por parte do Clube de Regatas do Flamengo:

1- ARBITRAGEM: Na difícil partida apitada, o chileno Roberto Tobar foi bem com seus colegas na atuação em Lima. Deixou o jogo correr quando podia, não caiu nas tentativas de simulação dos brasileiros em determinados momentos e resistiu à milonga dos argentinos. Sobre as expulsões, não imagino que foram gratuitas, embora a transmissão da TV não tenha permitiu\do que fossem tão bem entendidas durante o nervosismo dos atletas. Mas o principal ponto: o uso adequado do VAR, que não atrapalhou o ritmo do jogo em momento algum.

2- POLITICAGEM: O jundiaiense Wilson Witzel (que apesar de ser paulista, durante sua vida profissional se radicou em terras cariocas e se tornou governador do Rio de Janeiro) protagonizou um papelão em praticar uma atitude demagógica se ajoelhando para Gabigol dentro de campo. Será que, por ter declarado que deseja ser Presidente da República em um futuro breve, resolveu fazer isso para se mostrar “popular”? Detesto politicagem barata, embora valorizo a política séria e responsável.

3 – O JOGO EM SI: Gabriel Barbosa não estava jogando nada, e decidiu como num filme de Hollywood com dois gols nos derradeiros minutos. Que final épico!

O treinador Jorge Jesus, por mais que se tenha criado polêmica sobre ele (passou sufoco no começo do seu trabalho no Brasil com o episódio da pressão da torcida no aeroporto), fez um bem muito grande ao futebol brasileiro mostrando que dá para vencer jogando bonito. Merece todos os aplausos. Aliás, até os 87 minutos os “contrários à sua filosofia de jogo” estavam detonando o português. E, depois, teve que existir a rendição ao seu método. Mas vale lembrar: o River Plate é muito bom, se ficasse com a Taça Libertadores seria uma conquista justa!

Parabéns ao Flamengo pela conquista dentro de campo.

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– Ofender a dignidade está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido…

Dias atrás rodou o mundo a triste manifestação racista da torcida do Dínamo de Kiev contra Dentinho e Taison. Dentinho saiu chorando e Taison, revoltado, mostrou o dedo do meio após ser chamado de várias ofensas raciais, inclusive de macaco.

E não é que, para a vergonha do esporte, a Associação Ucraniana de Futebol puniu o atleta por 1 jogo de suspensão e a agremiação por 500 mil Grívnia (R$ 87.160,38)!

Ofender a dignidade humana está valendo a pena para o agressor. E custando caro para o ofendido…

Taison reage após ser vitima de racismo na Ucrânia — Foto: Reprodução arquivo social

– O novo VAR para a final da Libertadores entre River Plate x Flamengo

Ontem abordamos a entrevista do árbitro de vídeo Diego Haro, do Peru, que trabalharia na final da Libertadores da América. Na oportunidade, criticamos o fato dele elogiar demasiadamente a todos e fizemos uma ponderação sobre ser discreto.

O texto está em: https://professorrafaelporcari.com/2019/11/19/arbitro-nao-pode-criticar-nem-elogiar-mas-o-profissionalismo-esta-em-falta/

Pois bem: a Conmebol trocou o VAR (para mim, uma decisão acertada). No lugar dele entrará o uruguaio Esteban Ostojich.

Que tudo ocorra bem na finalíssima tão aguardada por argentinos e brasileiros!

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– Mais casos de manipulação de resultados no Futebol Paulista por parte de apostadores!

Virou um inferno! De novo, a Polícia investiga casos de manipulação de resultados nas divisões de acesso e amadoras da FPF. Os apostadores estão fazendo e oferecendo de tudo!

Abaixo, revelado pelo GloboEsporte.com, a matéria completa (extraída de: https://globoesporte.globo.com/blogs/bastidores-fc/post/2019/11/19/manipulacao-em-sp-policia-apura-tentativa-compra-de-goleiro-e-proposta-por-14-escanteios.ghtml)

MANIPULAÇÃO EM SP: POLÍCIA APURA TENTATIVA DE COMPRA DE GOLEIRO E PROPOSTA POR 14 ESCANTEIOS

GloboEsporte.com mostra detalhes dos inquéritos abertos na Polícia Civil de São Paulo. Presidente de clube diz que goleiro abordado por grupo de advogados ficou “assustado”

Inquéritos abertos na Drade: tentativas de manipulação de resultados em SP — Foto: Vicente Seda

Inquéritos abertos na Drade: tentativas de manipulação de resultados em SP — Foto: Vicente Seda

A Polícia Civil de São Paulo investiga atualmente oito casos de manipulação de resultados em partidas de futebol no estado, envolvendo times de diferentes divisões. Três casos partiram de denúncias de atletas, árbitros e treinadores; os demais foram levantados pela empresa que monitora os campeonatos da Federação Paulista de Futebol (FPF). O setor que concentra os inquéritos, a Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), está desde junho sob comando do delegado César Saad. Ele vê um crescimento no assédio a jogadores e árbitros. Nem sempre o resultado do jogo está em questão.

Em um dos casos investigados, por exemplo, um árbitro denunciou uma abordagem para que garantisse a marcação de pelo menos 14 escanteios na partida. Outro caso que também está sob investigação, e já tem identificado o autor da abordagem para manipulação de um resultado de jogo, mostra que o problema não se limita mais a máfias do exterior. Grupos locais também estão se organizando para esse tipo de prática. Neste caso específico, trata-se de um grupo de advogados.

– Para nós, são dois casos que mais chamam atenção: esse do Flamengo de Guarulhos, que o menino recebe uma ligação de um advogado, onde fala que existe um grupo de advogados que promovem apostas. Ele propõe ao atleta que leve dois gols no primeiro tempo. Uma aposta nesse sentido paga muito mais nas bolsas de aposta do que o resultado final em si. E ele diz ao atleta que entraria em contato também com o goleiro do Jabaquara para que levasse dois gols no segundo tempo – explicou Saad, que complementou em seguida:

– Outro caso mais recente é um caso inusitado onde o árbitro é procurado. Ele é aliciado para que permita ou garanta que sejam cobrados 14 escanteios na partida. É uma ferramenta específica, você imagina o quanto não pagaria a um apostador se ele acertar que naquele jogo seriam cobrados 14 escanteios.

Delegado César Saad, titular da Drade, cuida de oito inquéritos de manipulação de resultados no momento — Foto: Vicente Seda

Delegado César Saad, titular da Drade, cuida de oito inquéritos de manipulação de resultados no momento — Foto: Vicente Seda

Flamengo Guarulhos x Jabaquara

Campeonato Paulista Sub-20 – Segunda Divisão
Início do inquérito: 27/08/2019

Caso que mais chamou atenção da Polícia Civil por envolver um grupo de advogados apostadores, a tentativa de manipulação foi específica, com objetivo de que o goleiro do Flamengo, Diogo Calheiros Fernandes, sofresse dois gols no primeiro tempo, e o goleiro do Jabaquara fizesse o mesmo na etapa final. Com a negativa de Diogo, o goleiro do outro clube não foi abordado. De acordo com o inquérito, R$ 5 mil chegaram a ser oferecidos ao jogador que denunciou o aliciamento, além de ter sido ofertada a possibilidade de contraproposta. O jogador não recebe salário do clube, somente uma ajuda de custo do seu empresário de R$ 600 mensais.

Goleiro do Fla de Guarulhos é abordado para fabricar resultado. Ele negou e denunciou o caso — Foto: Reprodução

Goleiro do Fla de Guarulhos é abordado para fabricar resultado. Ele negou e denunciou o caso — Foto: Reprodução

A reportagem do GloboEsporte.com tentou contato direto com Diogo, sem sucesso. Por telefone, o presidente do Flamengo de Guarulhos, Edson David Filho, informou que o atleta ficou “assustado” com a abordagem e está incomodado com os desdobramentos do caso, pois já precisou depor na Polícia Civil e na Justiça Desportiva. Apesar da conduta exemplar do atleta, o dirigente pediu que não houvesse entrevista com o jovem de 18 anos.

– Ficou bem assustado. A pessoa até falou que se quisesse colocar mais alguém no meio, outro jogador, (ele) poderia até indicar. Quando chegou para nós, já fizemos contato com a ouvidoria da FPF – explicou o dirigente, ressaltando que foi a primeira vez que teve notícia de um contato dessa natureza com atletas do clube.

O autor da abordagem já foi identificado pela Drade e está indiciado. Luiz Henrique Gonçalves Inácio, de 22 anos, é estudante do quarto ano de Direito, mas trabalha fora da área, em uma empresa de logística. Além do valor do seu salário ser inferior ao que foi ofertado, mensagens do aliciador em posse da polícia apontam que um grupo de advogados estaria por trás da aposta.

O delegado também falou sobre o indiciado como autor do crime:

– É um estudante do quarto ano de Direito, trabalha na iniciativa privada, em uma empresa de logística, não trabalha na área de Direito, ganha R$ 2.600 e chegou a oferecer R$ 5 mil. Ele aqui alega que queria ser empresário de jogador de futebol, queria entrar no mundo futebolístico. Mas não tem ligação nenhuma com clube ou atletas, nada disso. Ele fala claramente que pertence a um grupo de advogados que apostam nesses sites, nessas bolsas de aposta. O atleta tem 18 anos, joga na Quarta Divisão, ele só entrou em contato, deu o telefone dele, porque acreditava que fosse uma proposta para jogar.

Em depoimento à Polícia Civil, Luiz Henrique negou a tentativa de aliciamento e afirmou não fazer parte de qualquer grupo de apostas. Alegou que queria ajudar financeiramente o atleta e pretendia ser seu empresário. No fim do depoimento (veja a imagem com a íntegra), o defensor do acusado informou que todos os contatos foram “através do próprio telefone do indiciado, imaginando não incorrer em qualquer crime, demonstrando assim sua boa fé”.

A reportagem tentou contato com Luiz Henrique através do telefone que consta no inquérito, deixou recado em caixa postal, mas não obteve retorno.

São Bernardo x RB Brasil

Campeonato Paulista Sub-20
Início do inquérito: 04/10/2019

O outro caso que ligou o alerta na Polícia Civil foi denunciado por um árbitro. Uma pessoa identificada por “Pedro Almeidaum” entrou em contato através de rede social com a esposa de Willer Fulgêncio dos Santos, alegando que ele não respondia em seu perfil e pedindo o celular para entrar em contato. Disse ainda que apitava jogos com Willer. A esposa então enviou mensagem ao árbitro perguntando se conhecia a pessoa.

De acordo com a denúncia, um homem se fez passar por árbitro em rede social. Em contato por mensagem, chegou a oferecer R$ 3 mil. Veja o relato enviado a Saad pela delegada Margarete Barreto:

“Informo que a Comissão de Arbitragem, através do Sr. Martinucho, foi procurada pelo árbitro Willer Fulgêncio dos Santos para denunciar oferta de Manipulação de Resultado. Segundo o árbitro Willer, um homem que alegou ser árbitro passou uma mensagem no Facebook de sua esposa e pediu o telefone de Willer. A mulher, desconfiando ser outra mulher, passou seu telefone celular e recebeu via Whatsapp a mensagem contendo a oferta de manipulação, que seria de três mil reais, para que no jogo São Bernardo x RB Brasil, de hoje, às 15 horas, ocorressem mais de 14 escanteios. O ofertante esperou resposta e na ausência dela acabou por deletar o conteúdo das conversas, as quais foram copiadas pela mulher e seguem abaixo.

Apostador abordou até mulher de árbitro para buscar contato — Foto: Reprodução

Apostador abordou até mulher de árbitro para buscar contato — Foto: Reprodução

O árbitro foi orientado pelo Sr. Martinucho (Luiz Vanderlei Martinucho, membro da comissão de arbitragem) a enviar áudios e fotos do ocorrido para apuração pela Corregedoria.

O telefone usado para a oferta de manipulação é da região de Campinas – SP – 19 XXXXX-XXXX.

Diretor Dionísio ciente”.

A reportagem entrou em contato com o árbitro Willer Fulgêncio dos Santos, que se mostrou disposto a falar sobre o caso, mas avisou que precisaria de autorização da FPF. A entrevista foi vetada pela Corregedoria da entidade em função de o caso ainda estar sob investigação.

Mauá Futebol Clube

Mauá FC x Grêmio Mauaense
Início do inquérito: 11/09/2019

Outro caso recente que a Polícia Civil ainda busca chegar aos apostadores aconteceu no Mauá FC. O presidente do clube, Vagner Alberto Tegi, enviou no dia 11 de setembro um ofício à presidência e à Corregedoria da FPF informando sobre uma tentativa de abordagem ao técnico da equipe Sub-20. A informação foi repassada para investigação da Drade. No documento da Federação do dia 23 de setembro o caso é narrado dessa forma:

“Membro da comissão técnica do Sub-20 recebeu um Whatsapp convidando-o para saber de detalhes de ‘apostas’, anexando documentos que comprovam a conversa. O aliciador se apresentou como Gustavo e usou a linha telefônica +55 68 XXXXX-XXXX”, disse a mensagem de Margarete Barreto, coordenadora pedagógica e corregedora interina da entidade, ao departamento jurídico da FPF, que, por sua vez, encaminhou o documento à Polícia Civil.

Abordagem por mensagem ao técnico do Sub-20 do Mauá FC — Foto: Reprodução

Abordagem por mensagem ao técnico do Sub-20 do Mauá FC — Foto: Reprodução

O inquérito é bastante recente e segue em aberto. A Polícia Civil ainda busca chegar à identidade do aliciador. Foi tentado contato com a pessoa que fez a abordagem no celular que consta no inquérito, mas sem sucesso.

Denúncia feita à FPF de tentativa de manipulação feita pelo Mauá Futebol Clube — Foto: Vicente Seda

Denúncia feita à FPF de tentativa de manipulação feita pelo Mauá Futebol Clube — Foto: Vicente Seda

Vagner Tegi, presidente do Mauá, contou por telefone que foi a primeira vez que teve notícia de abordagem a um profissional do clube e que a situação faz com que a instituição se sinta vulnerável. O Mauá comunicou imediatamente à FPF ao tomar conhecimento da abordagem, mas Tegi teme que outras pessoas não tomem a mesma atitude.

– O nosso time é novo, apenas dois anos de federação. Nunca tivemos um contato nesse sentido, essa foi a primeira vez. Na verdade a gente se sente triste e indefeso, vulnerável a qualquer tipo de atitude. A gente fica vulnerável. Se veio oferta para a gente, pode ter para outros clubes. No nosso caso, na nossa índole, o nosso corpo diretivo não corrobora esse tipo de atitude.

Baixos salários e jogos sem transmissão facilitam assédio

Para o delegado Saad, a realidade dos clubes brasileiros que não figuram na elite nacional facilita a aproximação. Jogadores passam dificuldades e, segundo o titular da Drade, os valores oferecidos por vezes se aproximam ou até superam o que conseguiriam receber em um ano de trabalho.

– É muito pelos baixos salários, às vezes pelo não recebimento de salários. Em um dos inquéritos, o jogador, o goleiro, fala que não recebe salário do clube, recebe uma ajuda de custo do empresário dele. E que isso obviamente facilita a manipulação do resultado, o atleta ser aliciado. Nesse caso ele recebe uma ajuda de custo de R$ 600 e ofereceram R$ 5 mil, sendo que ele poderia fazer uma contraproposta – explicou.

A ausência de transmissão na TV e o pouco interesse na partida facilitam especialmente no caso de apostas específicas, nas quais o resultado final não é o alvo da manipulação.

– Fica muito difícil identificar. Em uma partida de Série B, que é a quarta divisão estadual, obviamente não existe VAR, o público é muito pequeno, não tem televisão, ou seja, passa despercebido. Uma marcação, uma dúvida entre uma falta ou um escanteio… Se o árbitro está comprometido com o aliciador, pode muito bem ceder a esse tipo de aposta, o que geraria um número certamente muito alto a ser pago aos aliciadores – completou o delegado.

O presidente da comissão de integridade da Federação Paulista de Futebol (FPF), Paulo Schmitt, questionado se o trabalho preventivo realizado pela entidade é suficiente para barrar a interferência de apostadores nas competições, afirmou:

– Não há garantias, o número cresce no mundo todo. Mas a FPF aposta em integridade acima de tudo para proteger o futebol paulista. O trabalho da Comissão com o lançamento da Cartilha e ações educativas e preventivas tem sido bastante eficaz, as denúncias são estimuladas e apuradas com rigor. Mas não será suficiente se não houver sanção e rapidamente. Porém a máxima é: “Educar antes para não punir depois!”

– Árbitro não pode criticar, nem elogiar!

Um juiz de futebol deve se manter o mais distante possível de polêmicas. Quanto mais importante o jogo, maior a introspecção e o “sumiço” de redes sociais e entrevistas.

Criticar alguma equipe ou jogador é um erro para o árbitro. Elogiar? Idem, pois qualquer erro em campo será questionado pela afinidade ou simpatia demonstrada. Mas não é isso que pensa o árbitro de vídeo Diego Haro, do Peru, que trabalhará em Flamengo x River Plate, que mostrou grande admiração por todos os envolvidos e palpitou bastante sobre a partida à Rádio Mitre de Buenos Aires!

Eu evitaria tal exposição, e se fosse a Conmebol, daria um belo puxão de orelhas no VAR (ou até o substituiria).

Abaixo, reproduzido pela ESPN Brasil, em: https://t.co/oLmv0ZxIDF?amp=1

ÁRBITRO DO VAR DÁ OPINIÃO SOBRE OS CLUBES E “TÉCNICO MUITO CAPAZ”

O Flamengo decidirá a Libertadores da América contra o River Plate neste sábado, no Estádio Monumental U, em Lima, no Peru. E mesmo quatro dias antes do apito inicial, já existe uma situação no mínimo inusitada com a arbitragem.

O árbitro peruano Diego Haro, que será responsável pelo VAR na final, colocou a cautela de lado e deu uma entrevista colocando sua opinião sobre os dois times que estarão em campo no fim de semana.

“Duas equipes com muita história. Um está ganhando tudo, o outro vai em busca de fazer história. Ambos têm muita torcida na América do Sul, ambos vem jogando de uma maneira espetacular. Os dois têm técnicos que sabem muito de futebol. Tem todos os ingredientes para uma grande final, tudo”, disse o árbitro de vídeo da decisão em entrevista à Rádio Mitre, do Grupo Clarin, em Buenos Aires.

Os argentinos, interessados no lado do River Plate, perguntaram sobre a revolução que a equipe de Marcelo Gallardo proporcionou nos últimos anos, saindo da segunda divisão e alcançando o topo da América.

“Volto um pouco no tempo. Uma equipe que ganhou praticamente tudo, na Argentina, torneios internacionais… São cinco anos e, se não me engano, 13 títulos. É uma equipe que quando começou, o técnico deu a ideia, os jogadores acreditaram. Podem vender seis, sete jogadores, mas o técnico é tão capaz que muda e mantém a mesma mentalidade ganhadora. Por isso, segue vencendo”, opinou o árbitro.

Diego Haro, contudo, não falou apenas nos argentinos e fez questão de elogiar também os brasileiros.

“Uma equipe como o Flamengo está a menos de oito meses com o técnico e já tem uma ideia de futebol. Tem jogadores que também acreditam no técnico. Se vê em campo. Por isso, insisto: são duas equipes com realidades diferentes. Uma tem cinco anos e 13 títulos. Outra, tem meses e já pode ganhar dois títulos”, opinou o peruano.

“Estou seguro que a arbitragem para este dia também será de alto nível, tão seguro que me sinto muito tranquilo da capacidade do árbitro de campo e estaremos lá para servi-lo. Para confirmar ou, de repente, reavaliar alguma situação”, completou Diego Haro.

Em campo, quem comandará a decisão será o chileno Roberto Tobar, que também apitou a final da Copa América entre Brasil e Peru. Os auxiliares serão seus compatriotas Christian Schiemann e Claudio Rios, com o colombiano Andres Rojas de quarto árbitro.

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– O pênalti inexistente em Grêmio 0x1 Flamengo

Respeitando a interpretação, entendo equivocada a marcação do pênalti convertido por Gabigol pelo Flamengo, após a bola bater na mão de Léo Moura. E explico: 

  • Quando surgiu o incremento da avaliação de “movimento antinatural de mão na bola” nas regras do jogo, a CBF (através de um vídeo da Comissão de Árbitros apresentado por Ana Paula Oliveira, retratando um lance de Palmeiras x Fluminense) reproduziu equivocadamente a orientação, onde qualquer bola que bata na mão em um carrinho fosse entendida como infração.
  • Recentemente, a FIFA alertou aos árbitros que essa “mão de apoio” não seria um movimento antinatural, mas natural e não infracional. Os pênaltis que estivessem sendo marcados de tal forma, seriam errados.
  • Diferente de mão de apoio num carrinho para roubar a bola, há outra situação: a de se jogar para diminuir o espaço e bloquear intencionalmente a bola com as mãos. Se foi isso que entendeu Raphael Claus ao marcar o pênalti, entendo, respeito, mas não interpreto de tal forma e discordo da marcação. Para mim, houve movimento natural e não infracional.

Lembrando: estamos falando de interpretação. Então, é difícil bater o martelo e acusar de erro grosseiro.

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– A falta de alegria na discussão do futebol e os cartolas que mudam o foco dos erros!

Publiquei neste espaço há 10 anos, mas veja se esse bate papo não é atual. Abaixo:

Há muito dirigente esportivo que se intitula profissional, mas que no fundo age como o mais fanático torcedor. Sem razão e pleno em emoção, distribui acusações e levanta suspeitas para todos os lados. Esquece-se de falar do futebol em si!

Um coerente e fiel retrato da atual situação dos clubes e seus cartolas na reta final do Campeonato Brasileiro deste ano, foi elaborado pelo jornalista Fernando Sampaio, o qual reproduzo:

(extraído do seu blog, em: http://blogs.jovempan.uol.com.br/fernandosampaio/geral/cartola-torcedor-e-prejudicial/comment-page-1/#comment-4606)

CARTOLA TORCEDOR É PREJUDICIAL AO FUTEBOL

As declarações de cartolas torcedores só prejudicam o futebol. Acusam árbitros de ladrões, mas não apresentam provas. Fazem declarações passionais e levianas. Ninguém apresenta uma denúncia concreta. Insinuam, mas não dão os nomes. A única intenção é pressionar a arbitragem. Esta tática infantil tira a credibilidade do próprio futebol. Não é profissional. Prejudica o próprio negócio.

O torcedor fanático acredita e fica revoltado.

Outro dia, um dirigente disse que todos os cinco primeiros colocados pagam mala branca. E quando seu time está disputando o título será que paga também? Ah, não o meu clube não paga. Cara de pau. Palhaçada.

Nos últimos jogos do Verdão, existiram erros grosseiros da arbitragem. Ok, é preciso discutir isso, mas e o futebol? E a superação de Ronaldo no clássico, debaixo de 40 graus? E a recuperação do Fluminense, não só no Brasileirão? Sport x Palmeiras foi espetacular. A audiência bombou. Ora, se é tudo armado, porque assistir na TV? Vai ver novela e pára de chororô.

Se o campeonato é armado, porque o cartola não pede para o torcedor ficar em casa?

Quando o cartola vai vender o patrocínio do clube, ele não avisa o cliente que seu time será roubado e que existe um esquema para o rival ser campeão. Ele vai lá vender o sonho de títulos. Depois, quando o sonho não se realiza, vira um bebê chorão. Denegrir a imagem do produto futebol é uma burrice monumental. Isso cabe à todos os clubes.

É preciso ter espírito esportivo e saber reconhecer os méritos dos vencedores.

No Palestra, torcedores queriam bater nos jogadores e na imprensa. O sujeito sai do estádio revoltado, querendo achar um culpado. Ridículo. Futebol tem que ser diversão. O cara tem que sair do estádio e ir namorar, jantar, ler, dormir, fazer qualquer coisa, menos brigar. O resultado de uma partida não pode ser tão importante na vida. Senão, é melhor gastar o dinheiro no psicólogo. O futebol não pode fazer tão mal á saúde.

Futebol tem que gerar alegria ou tristeza, não raiva e ódio.

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