– Análise da Arbitragem de Paulista 0x2 Marília

Uma arbitragem irregular: muito boa até os 30 minutos de jogo, mas que depois caiu de qualidade a partir do momento em que os jogadores passaram a perceber uma certa passividade disciplinar na postura do árbitro. No final da partida, melhorou.

Vamos lá: Cleber Luís Paulino foi correto ao aplicar o Cartão Amarelo para Magno (PFC) por agarrar o adversário logo no começo do jogo. Acertou em nada marcar no ataque também de Magno, aos 16m, quando Hítalo Rogério (MAC) roubou a bola de maneira limpa. Não caiu na simulação de Carlos André (PFC), após perder a bola para Dourado (PFC). Aos 33m, também Cartão Amarelo bem aplicado a Mykaell (MAC).

Entretanto, ainda no 1o tempo, nas duas cobranças de faltas mais próximas à área, o árbitro mostrou um vacilo muito grande. Ao invés de assinalar o local da falta e providenciar a cobrança (ele tem spray para demarcar, isso facilita), deixou os dois times fazerem o “bolinho” e ficou ali escutando. Uma pena, pois a partir desse momento, os atletas começaram a “testar o juizão”. E depois de toda a conversa, outra demora: a de acertar as barreiras.

No segundo tempo, aos 18 minutos, Rafael Compri (PFC) deu uma entrada muito forte em  Carlos André (MAC). Era lance para Vermelho pela força excessiva, mas ficou no Amarelo. Aos 21m, Fabrício (PFC) ergueu o pé e cometeu uma falta para Cartão Amarelo, mas como houve a vantagem, deveria dar logo após a saída de bola; como ela demorou a sair… esqueceu-se!

Uma situação curiosa: numa saída de bola à frente do banco de reservas do Paulista, ambas equipes pediram o lateral ao seu favor. O lance foi prensado, e marcou-se ao Marília. Uma segunda bola quase entrou em campo, atrapalhando a cobrança. O treinador Oliveira deu um bico para longe (evitando que ela entrasse em campo) e o seu sapato voou para o campo de jogo. O árbitro entendeu como reclamação e aplicou Amarelo ao treinador. Sinceramente, eu não o advertiria, pois entendi que ele não estava criticando a decisão da arbitragem, mas a postura da sua equipe (desforrando na bola extra que atrapalharia o jogo).

O bandeira 1 Diego Cruz Freire ajudou na marcação de faltas e teve bastante trabalho em lances ajustados do ataque do Marília no 1º tempo, acertando os impedimentos e os lances legais. Idem no 2o tempo, em lances do Paulista.

O bandeira 2 Claudenir Donizeti da Silva também foi bem e acertou em um impedimento ajustado aos 9m do 2o tempo com perfeição.

Por fim, o quarto-árbitro João Mariano esteve sempre atento e foi bem.

Placar: 0x2

Faltas: 12×14

Cartões Amarelos: 3×2

Cartões Vermelhões: 0x0

Público: 779 pagantes

Renda: R$ 9.860,00

 

 

– Serve para dirigente de clube, para dirigente de Federação e também, para dirigente de arbitragem:

Tantos técnicos de futebol já forma demitidos neste ano… mas quantos cartolas?

Atlético Goianiense demitiu Cristóvão Borges com uma única derrota, pois a diretoria entendeu que sua “filosofia não atende a demanda do clube”, como foi divulgado em nota no momento da sua demissão.

O Atlético Mineiro demitiu o treinador Dudamel após a eliminação da Copa do Brasil para o time pernambucano de Afogados da Ingazeira. Um vexame tal saída da competição, sem dúvida.

O Corinthians é pressionado por resultados e bom futebol, o que não tem sido ainda obtido pelo treinador Tiago Nunes. O Santos “ferve” por conta do descontentamento do Conselho Deliberativo ao português Jesualdo. O São Paulo não tem paz nem mesmo quando Fernando Diniz consegue vitórias (e olhe que o time ataca constantemente).

Tudo isso seria até compreensível se não fosse o fato da temporada ter começado no final de Janeiro e estarmos em FEVEREIRO apenas! Também da utopia de que, as pessoas que demitiram os treinadores se auto-reconhecessem cúmplices do “fracasso”. Afinal, foram eles, treinadores, que se auto-empregaram”?

Comparo perfeitamente com qualquer Comissão de Árbitros: se um juiz vai mal por inexperiência, ou não atua bem porque não tinha o perfil para determinado jogo, ou ainda estava sem ritmo de jogo e apitou fora das condições adequadas ou sem instrução devida, a culpa é dele, árbitro, ou de quem o escalou? 

É muito simples um gestor de clube contratar um profissional e demiti-lo em poucos dias, criticando seu desempenho. Mas quem o escolheu? 

A cartolagem dos clubes se perde na nobreza e arrogância, e no fundo seus acessórios são os de Patati e Patatá…

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Marília, Rodada 08 da A3.

Cleber Luís Paulino está escalado para Paulista x Marília nesta 8a rodada da 3a divisão. Mas quem ee ele?

O juizão tem 39 anos de idade, trabalha há 11 temporadas e é Professor de Educação Física. Está bastante acostumado em jogos da A3 (já atuou pela A1 e foi árbitro da final da Copa SP entre Corinthians x Batatais). Ele não costuma dar muitos cartões (e isso é um problema, pois se tecnicamente é bom e tem experiência, disciplinarmente, às vezes, se atrapalha).

Ele esteve no Jayme Cintra em 2018 na derrota do Paulista contra o Guarulhos por 2×0, onde não foi bem no critério dos cartões (embora, nesta partida, Magno foi expulso corretamente por cuspir contra seu adversário).

A análise dessa arbitragem está em: https://professorrafaelporcari.com/2018/06/17/analise-da-arbitragem-de-paulista-0x2-guarulhos-e-os-problemas-relatados-na-sumula/.

Neste ano, Cleber apitou a estreia do Marília na A3, (derrota por 1×0 frente ao Linense na “Capital do Alimento”)*. Na ocasião, atuou muito bem e cumpriu a 1a etapa do Protocolo FIFA contra a discriminação, devido aos gritos homofóbicos da torcida contra o goleiro de Lins (sobre o procedimento, aqui: https://wp.me/p4RTuC-nAN).

A escala completa:

Árbitro: Cleber Luís Paulino
Árbitro Assistente 1: Diogo Cruz Freire
Árbitro Assistente 2: Claudenir Donizeti Gonçalves da Silva
Quarto Árbitro: João Augusto Mariano de Oliveira
Avaliador de Campo: Antonio Rogério Batista do Prado

*Sobre o título de Capital do Alimento, a explicação e outras curiosidades no link em: https://conteudo.solutudo.com.br/marilia/historias-inspiradoras-marilia/10-curiosidades-de-marilia-a-cidade-com-cheirinho-de-biscoito-ou-bolacha/

Desejo um bom jogo e uma grande arbitragem!

Acompanhe a transmissão de Paulista vs Marília pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Sábado, às 16h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 15h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– As Mudanças da Regra de Futebol que não mudaram em 2015!

No próximo dia 29, a IFAB fará a reunião para discutir mudanças nas Regras no Futebol. Mas vejam só que curioso o que aconteceu em 2015: as ideias rejeitadas e, quem sabe, poderiam ser rediscutidas!

Abaixo, deste mesmo blog:

AS MUDANÇAS NÃO ACEITAS

Eram várias idéias para “modernizar o futebol”, sendo 6 propostas mais importantes (3 a curto prazo e 3 a médio) a fim de que a International Board colocasse em discussão neste último final de semana em Belfast, na Irlanda.

Todas elas não deram em nada...

Vamos falar quais eram?

1) A proposta da FIFA para que ocorresse uma 4a substituição em prorrogações não vingou. A própria FIFA, que a idealizou para o Mundial de 2014 no Brasil preocupada com o calor, abandonou-a durante as discussões.

2) A proposta da Escócia e da Inglaterra para que o jogador substituído pudesse voltar ao jogo não foi aprovada, mas permitida apenas como teste para a 11a divisão da Inglaterra (você leu correto: Décima-Primeira Divisão).

3) A não aplicação de cartão vermelho a um jogador que evita um gol dentro da área e que tal lance resulta em pênalti foi adiada (era a proposta da UEFA).

4) A proposta de 2 tempos de 30 minutos corridos com a paralisação do cronômetro do jogo a cada pausa na partida (proposta dos EUA), foi refutada sem maiores debates.

5) A utilização de replays para que o árbitro possa tirar suas dúvidas de marcações também foi descartada (aqui, a ideia de consulta ao meio eletrônico a qualquer momento).

6) A permissão para o desafio (2 questionamentos das equipes em relação às decisões dos árbitros) também foi rejeitada.

E aí: o que você mudaria para o futebol? Deixe seu comentário:

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Ops: as ideias principais a serem discutidas em 2020 aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/02/22/as-propostas-de-mudancas-das-regras-do-futebol-em-2020/

– Ninguém avisou o juizão?

Lamentável… pela Segunda Divião do Campeão Paulista, no Estádio Tenente Carriço em Penápolis, no jogo entre a Penapolense x Portuguesa, uma pessoa pobre de espírito e indigna de ser chamada de cidadão ironizou e ficou pulando na arquibancada, imitando um macaco, a cada vez que Léo Pereira, jogador da Lusa, tocava na bola.

Pena que ninguém avisou o juiz ou parou o jogo para providências e prisão por crime de racismo. Triste.

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– O pênalti não marcado em Pato no Oeste 0x4 São Paulo

Há coisas complicadas no mundo do futebol. Existe algo chamado “fase”, quase que inexplicável e de vários motivos. Fase do “joga bem e não entra”, fase do “dá tudo errado”, entre outras. O São Paulo, por exemplo, vive no momento a “fase dos erros da arbitragem” – e impossível discordar das reclamações do time.

Sábado, em Barueri, se o jogo fosse 0x0, teríamos nova semana de debates. Afinal, impossível não assinalar o pênalti sofrido por Alexandre Pato e que, de maneira, incrível, Raphael Claus (que é ótimo árbitro) bobeou e não marcou.

Abaixo o lance, no vídeo em:

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– As propostas de mudanças das Regras do Futebol em 2020

Em 29 de fevereiro, na cidade de Belfast (Irlanda), haverá a famosa reunião anual dos outrora chamados “velhinhos da Board” (International Board, a “dona das Leis do Jogo de Futebol”) onde se discutirão as mudanças nas regras do esporte mais popular do planeta.

Três propostas, dentre as várias que serão discutidas, me chamam a atenção. Vamos à elas:

A 1a vem da Conmebol: Wilson Luís Seneme, presidente da Comissão de Árbitros da Confederação Sulamericana, pediu à IFAB para que se paralise o cronômetro quando existir checagem de lances junto ao VAR. Ótima ideia, penso eu.

A 2a é da FIGC (Federação Italiana), que sugere algum mecanismo em que os jogadores possam contestar decisões do árbitro e sugerir que ele vá ao monitor verificar. Em tese, se ele marca algo em que tem certeza e dispensa o VAR, o capitão da equipe poderia contestar e “desafiar”, pedindo que reveja a sua decisão e utilize o equipamento eletrônico.

A 3a já é bastante debatida antes mesmo da reunião: veio do ex-treinador Arsené Wenger, que faz parte do grupo de estudos da FIFA, sugerindo que o impedimento não seja mais marcado a partir da linha das partes “jogáveis” dos atletas que estiverem mais próxima da linha de fundo do que a bola e o penúltimo adversário, mas sim do corpo inteiro do jogador. Na prática, você não se preocuparia se é um pedaço do pé ou da cabeça à frente, mas sim a pessoa inteira.

Discutirá-se também sobre o que / como fazer regras mais duras quanto ao combate ao racismo / xenofobia e homofobia, além de cuidados maiores com choques decorrentes de cabeceio (uma tendência mundial em vários esportes).

E você, qual sugestão teria para a mudanças da Regra?

Em tempo: ao menos, não se viu nenhuma ideia exdrúxula como a da FERJ, que gostaria de colocar representas dos clubes de futebol dentro da cabine do VAR, como desejava a entidade para o Cariacão… Imaginaram como seria num Flamengo x Vasco?

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– O risco do mau posicionamento na cobrança de pênalti no jogo entre Náutico x Botafogo.

Perguntar não ofende: é real (e ele não saiu de lá) o posicionamento do árbitro goiano André Luiz de Freitas Castro (que é experientíssimo) no jogo pela Copa do Brasil entre Náutico/PE 1×1 Botafogo/RJ?

Custa crer que ele esteve naquele ponto durante o chute. Por quê ele estava lá? Antes da cobrança ser efetivada, ele voltou alguns metros?

Como recebi a imagem congelada e não achei um link sequencial (me foi enviado pelo amigo e competente jornalista Márcio Torvano, que também se assustou), questiono pelo fato do PERIGO do cobrador pernambucano chutar a bola e ela bater no árbitro. Seria bisonho! Mas, repito: estamos falando hipoteticamente, caso não tenha se colocado corretamente e a fim de que se torne uma situação didática aos jovens árbitros.

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– E enfim alguém foi assistir a audiência das escalas de árbitros: o SPFC!

Pouca gente sabe, mas o sorteio de árbitros no futebol brasileiro acabou. Agora, há a designação com audiência pública. Ou seja: se escala alguém, anuncia-se o nome e se espera que alguém questione.

Das escalas em audiência, praticamente NINGUÉM de fora da FPF (e não é força de expressão), compareceu pessoalmente até agora. Porém, na última, depois de tanta reclamação, 4 pessoas (todos dirigentes do São Paulo FC) estiveram presentes. E a pressão (como a dos velhos tempos) deu certo: Raphael Claus apitará o próximo jogo do Tricolor do Morumbi.

Talvez o motivo de tanta revolta seja bem claro: segundo o Globosporte.com, a Comissão de Árbitros, chefiada por Ana Paula de Oliveira, não entendeu como pênalti o lance de Camacho em Igor Gomes.

Extraído de: https://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/sao-paulo-vai-a-audiencia-de-designacao-de-arbitros-do-paulista-apos-erros-veja-como-funciona.ghtml

SÃO PAULO VAI À AUDIÊNCIA DE DESIGNAÇÃO DE ÁRBITROS DO PAULISTA APÓS ERROS; VEJA COMO FUNCIONA

Clube envia representantes e acompanha divulgação in loco pela primeira vez. Raphael Claus, tido como o melhor juiz de São Paulo, apita jogo contra o Oeste, sábado

As audiências públicas de designação de árbitros do Campeonato Paulista costumam reunir um apresentador e um representante da Comissão de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol.

Nesta terça-feira, porém, teve público recorde. O São Paulo enviou quatro representantes para acompanhar o anúncio dos juízes da sétima rodada do torneio.

O clube do Morumbi, descontente com a atuação recente de árbitros em jogos do time, foi o primeiro a mandar uma equipe a uma audiência, que passou a ser o modelo de divulgação dos árbitros nesta temporada em São Paulo.

A pressão feita durante a semana funcionou: Raphael Claus, tido como o principal árbitro do estado, será o responsável pelo jogo Oeste x São Paulo, sábado, em Barueri.

A escolha não é coincidência. É uma forma de a FPF minimizar as críticas recebidas. O São Paulo entende que perdeu pelo menos cinco pontos nas últimas três rodadas graças a erros de árbitros que a diretoria tricolor julga como inexperientes.

Na avaliação do São Paulo, foram erros cometidos em jogos contra o Novorizontino (empate), Santo André (derrota) e Corinthians (empate).

A revolta tricolor fez com que o superintendente de relações internacionais do clube, o ex-zagueiro Lugano, ofendesse o árbitro do clássico do último sábado, Douglas Marques das Flores. Ele será denunciado ao TJD (Tribunal de Justiça Desportiva) e pode ser suspenso.

A comitiva do São Paulo teve o gerente de futebol José Carlos dos Santos, o advogado Felipe Carvalho, e os supervisores de futebol Rodrigo Ramos e Ricardo de Paula.

Eles não deram entrevista, mas acompanharam todo o anúncio, filmaram e fizeram fotos. No fim, quando o apresentador questionou se havia alguém disposto a se manifestar sobre a escala – uma burocracia, especialmente por que as audiências são feitas na maioria das vezes sem ninguém para se manifestar –, responderam que não.

Como funciona a escolha dos árbitros

A legislação passou a permitir a designação em 2015, com uma alteração no Estatuto do Torcedor que desde 2003 determinava a realização de sorteios – reação a um escândalo de anos antes, o Caso Ivens Mendes, ex-dirigente de arbitragem gravado em conversas em que supostamente oferecia vantagens a alguns clube em troca de dinheiro.

O sorteio, porém, sempre foi alvo de críticas de membros da arbitragem. Era comum que árbitros considerados mais capazes ficassem fora das escalas.

A CBF passou a adotar o modelo de audiência pública no ano passado, quando o ex-árbitro Leonardo Gaciba assumiu o comando de arbitragem da confederação. Em São Paulo, a designação dos árbitros em audiência começou neste ano, aprovada pelos clubes nos Conselhos Técnicos das quatro divisões do futebol paulista.

As audiências e podem ser acompanhadas no local por quem quiser – seja dirigente, jogador, repórter ou torcedor. O calendário das audiências deve ser publicado com antecedência nos sites das federações. O Estatuto do Torcedor determina que elas sejam transmitidas ao vivo pela internet – onde permanecem depois das transmissões.

Apesar disso, e das recorrentes reclamações de dirigentes de clubes e torcedores, as audiências são ignoradas – exceção à desta terça-feira. As transmissões na internet também geram baixas visualizações. A desta semana, enquanto esteve ao vivo durante seus sete minutos de realização, teve um pico de 53 pessoas assistindo.

No começo da temporada a FPF definiu 16 árbitros para a Série A-1, com oito jogos por rodada. São, obviamente, considerados os melhores do quadro paulista.

A definição da escala é definida com antecedência pela Comissão de Arbitragem, formada por cinco pessoas – eles analisam o desempenho dos árbitros com a ajuda de avaliadores que formam a equipe de arbitragem de cada partida.

A FPF também utiliza uma ferramenta de avaliação chamada WyScout, em que os membros da comissão debatem diretamente com os árbitros os lances específicos de cada jogo numa plataforma online.

Para a escala, a comissão leva em consideração o peso do jogo, o histórico do árbitro com algum dos times e evita repetir um mesmo juiz em duas partidas seguidas de uma mesma equipe.

O que é, também, um problema. Eles geralmente são requisitados pela Conmebol e Fifa para outras partidas e eventos. Nesta semana, estavam no Paraguai para a realização de testes físicos pedidos pela Conmbeol.

Claus, cotado para apitar a próxima Copa do Mundo, pode não estar disponível para parte dos mata-matas do Paulista, já que deve viajar para seminários da Fifa.

Dos quatro, só Claus esteve escalado na última rodada – e a FPF escolheu colocá-lo em Guarani x Novorizontino, um jogo disputado no sábado e tido como de menor pressão, para que ele pudesse se preparar para a semana de testes da Conmebol. Edina Alves pediu para ficar fora da escala pelo mesmo motivo – ela pode se tornar a primeira mulher a apitar um jogo de Libertadores.

Na rodada do próximo final de semana, a sétima, Raphael Claus (Oeste x São Paulo), Flávio Rodrigues de Souza (Água Santa x Corinthians) e Edina Alves (Ituano x Santos) estarão em campo.

Douglas Marques das Flores, alvo da ira de Lugano e outros dirigentes do São Paulo no último sábado, não apitará. Ele deve ser o quarto árbitro de Botafogo x Inter de Limeira.

A avaliação da Comissão de Arbitragem da FPF, porém, é de que ele não errou no lance do pênalti reclamado pelos tricolores, quando Camacho disputa a bola com Igor Gomes na área do Corinthians. Ele mandou o jogo seguir.

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Transmissão da audiência de designação de árbitros na Federação Paulista: são-paulinos na bronca — Foto: Reprodução

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Grêmio Osasco x Paulista

Para quem crê em superstição, uma ótima notícia: das 6 partidas da A3 em que o árbitro Jefferson Dutra Giroto trabalhou em 2020, em nenhuma o mandante ganhou!

Foram 3 jogos apitados e 3 vitórias do visitante; trabalhou em 3 jogos como 4o árbitro, com 2 vitórias do visitante e 1 empate.

Claro, tais números servem para a curiosidade e para os que crêem em sorte. Como, particularmente, creio em trabalho (e imagino que a sorte seja a somatória do trabalho com a oportunidade), prefiro a análise mais fria. Vamos à ela:

Jefferson tem 33 anos de idade, 11 de carreira, é natural de Hortolândia e está apitando a série A3 há algum tempo. Em 2017, apitou Monte Azul 2×0 Paulista pela A3. Em 2018, apitou Paulista 2×3 Red Bull pela Copa São Paulo. Em 2019, apitou Paulista 2×0 União Suzano pela “Bzinha”.

Das partidas que o vi trabalhado como árbitro central (lembrando que ele trabalhou bastante jogos no Jayme Cintra como 4o árbitro, estando neste ano na derrota por 3×0 contra o São Bernardo), me pareceu um bom juiz na questão disciplinar (falando em critérios de cartões); tecnicamente tenta apitar poucas faltas preferindo aplicar a lei da vantagem; mas, quanto à postura parece-me precisar de mais autoridade, pois demonstra insegurança e conversa demais com os atletas, tentando dar satisfação de suas marcações.

Se o time “jogar bola”, sempre digo isso, a arbitragem não costuma aparecer.

Árbitro: Jefferson Dutra Giroto
Árbitro Assistente 1: Diogo Correia dos Santos
Árbitro Assistente 2: Leandro Fernandes Rodrigues
Quarto Árbitro: Paulo Santiago de Medeiros
Avaliador de Campo: Emerson Fernandes Rorato