– Preconceito no Futebol

Nos últimos dias, tivemos a campanha do Dia Mundial contra a Transfobia; também a Celebração da Libertação dos Escravos e o adiantamento do Dia da Consciência Negra (por conta da pandemia).

Há 6 anos, publicávamos esse momento de discussão sobre as diversas formas de preconceito (incluindo as das causas citadas acima e outras a se discutir) e que me parece ser um assunto bem atual…

Compartilho, abaixo, de 24/05/2014:

PRECONCEITOS

Passado o impacto da campanha contra o racismo capitaneada pela hastag #somostodosmacacos, fica uma nova discussão no futebol: gritar “Macaco” no estádio é crime, e ”Bicha” não é?

A luta deve ser contra o preconceito sob todas as formas ou apenas em relação as raças?

Esperar-se-á alguém jogar uma calcinha rosa contra um atleta homossexual (embora os jogadores gays não se assumam no futebol brasileiro temendo a carreira), fazendo um paralelo à banana contra Daniel Alves, para que se aborde o tema?

Homossexuais existem no apito também. Árbitros e bandeiras enrustidos estão aí, trabalhando nos campeonatos e se passando por heterossexuais. Conheci alguns e nunca se tocou na questão sexual durante os trabalhos de jogo. Mas desde “esposa arranjada” para manter as aparências até “causos de namoricos” se ouviu falar. E não só entre árbitros, mas também envolvendo dirigentes! Alguns na ativa e outros aposentados.

A condição sexual é problema pessoal de cada um. Entretanto, me preocupa quando heteros ou homos a usam para proveito próprio e/ou instrumento para promoção de alguém.

E aí vem a outra questão: o assédio sexual, seja praticado para cima das mulheres ou de homens, também não é um problema?

Outro: se não bastasse a questão racista, sexual ou de gênero, a física também deve ser discutida: rarearam-se os árbitros “baixinhos”? Cada vez mais se quer árbitro alto, parrudo e de boa aparência. Fico pensando: será que a Família Oliveira (Paulo César e Luiz Flávio) teriam chegado onde chegaram se começassem a carreira nos dias atuais? Negros e baixos, a dificuldade seria maior hoje.

Involuímos socialmente ou os critérios de meritocracia são tolhidos pela política?

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