– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Linense, Série A3.

Divulgada a escala dos árbitros para o confronto tão importante envolvendo o Galo da Japi vs Elefante da Noroeste. Abaixo:

Árbitro: Paulo Sérgio dos Santos, 41 anos, agente de segurança, há 15 temporadas na FPF.
Árbitro Assistente 1: Fernando Afonso Gonçalves de Melo, 39 anos, professor de educação física, 11 temporadas.
Árbitro Assistente 2: Italo Magno de Paula Andrade, 32 anos, professor de educação física, 11 temporadas.
Quarto Árbitro: Jefferson Dutra Giroto,
Avaliador de Campo: Newton dos Reis Barreira.

É um árbitro acostumado com a Série A3 e A2, todo ano trabalhando nestas divisões e fazendo a atividade de 4o árbitro na A1. Talvez não esteja na Primeirona por conta da idade, já que o propósito da Comissão de Arbitragem é escalar os árbitros “de nome” na divisão principal, somados a jovens com potencial.

Seu estilo é calmo (às vezes, peca em não vibrar no ritmo da partida). Ele é cauteloso em deixar o jogo correr, marcando muitas faltas (evitando que o jogo saia do seu controle). Para quem tem um bom batedor de faltas, é uma arbitragem favorável aos cobradores.

Me recordo de ter comentado duas partidas de Paulo Sérgio envolvendo o Galo: a estréia na A2 em 2015, contra o Independente de Limeira (numa partida remanejada para a Rua Javari e razoavelmente apitada). Vide aqui sobre a derrota por 1×0: https://wp.me/p55Mu0-m2. O outro jogo em 2018, na Bzinha, com vitória de 3×1 sobre o Joseense onde atuou bem. Vide aqui: https://wp.me/p55Mu0-1YD.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Linense pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Alexandre Bardi. Sexta-feira (02/10), às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Magno Dourado, o Jogador que vale Ouro e denunciou quem queria Resultado Manipulado:

Mais um jogo que poderia entrar na lista dos suspeitos de manipulação de resultados, mas com desfecho diferente: Desportivo Brasil de Porto Feliz vs Paulista de Jundiaí, pela A3 do Paulistão. Felizmente, um corajoso atleta resolveu resistir!

Nestes últimos dias, temos falado sobre fraudes em partidas de futebol. Falamos sobre como observar alguns indícios e aproveitamos para abordar Barretos 0x4 Linense na Terceirona de São Paulo, um dos jogos em investigação (vide em: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Soube-se nesta última 5a feira que também um jogo envolvendo o Olímpia na mesma divisão estava sendo considerado suspeito (leia o último parágrafo no link de: https://wp.me/p55Mu0-2Ej). Por fim, falamos sobre como se frauda um jogo pela ótica do árbitro (aqui, em: https://wp.me/p4RTuC-1VJ).

E coincidentemente, na semana que relembramos 15 anos do caso “Máfia do Apito” (se você tiver esquecido sobre o episódio, reveja em: https://wp.me/p4RTuC-d0u), uma tentativa de manipulação foi denunciada por um jogador que revelou o assédio: Magno Dourado, atleta do Paulista FC.

Pela Rádio Difusora, o comandante do Time Forte do Esporte Adilson Freddo deu em primeira mão: um jogador do Galo da Japi estava na delegacia registrando um BO com provas contra um apostador, e era o Magno. Imediatamente, Thiago Batista de Olim, do site Esporte Jundiaí, replicou o fato e a notícia se espalhou (justo no dia em que o time jundiaiense entrava em campo em Porto Feliz, a fim de buscar uma vitória para a permanência da A3 contra o Desportivo Brasil). Adilson conseguiu entrevistar o jogador e Thiago registrou a fala deles em: https://is.gd/pkdis9.

Basicamente, um interessado procurou contato com o atleta pelas Redes Sociais até conseguir o telefone. Ofertou R$ 5.000,00, tentou saber se era possível “chegar na diretoria” (é o que deu a entender no relato) e convidou Magno a aliciar outros 6 companheiros, pois, segundo o apostador, com 7 no esquema “o time não anda” (alusão de que é mais fácil conseguir o combinado, uma derrota). 

Porém, algo que o vigarista não contava: de boa índole, Magno Dourado se impressionou e pediu para a esposa gravar a conversa pois não queria participar de esquemas corruptos. Levou o diálogo à diretoria, deu print nas telas das Redes Sociais e foi levado à delegacia.

Por motivos médicos, eu não estava na transmissão da partida desta 6a feira, mas tive a oportunidade de conversar com ele pelo telefone, à tarde, somente para poder lhe dizer: PARABÉNS! O quão o futebol brasileiro precisa de pessoas honestas e resilientes às tentações. Magno Dourado foi sacado do jogo, se assustou, mas fez a coisa certa: não sucumbiu à desonestidade, e por isso deve ser considerado como modelo necessário ao esporte: íntegro e não omisso.

Já imaginaram quantas coisas saberíamos se existissem outros Magnos Dourados por aí? Há de se ter coragem para denunciar e frieza para não cair em tentação.

Ouvi algumas pessoas dizendo: “Mas correr o risco de manchar a carreira ‘só’ por R$ 5.000,00?”. Ora, a maioria absoluta dos jogadores de futebol ganha menos do que isso. Infelizmente, muitos caem no conceito errado de acreditar que “boleiro ganha bem” pela exceção dos salários de “400.000,00 reais pra cima” de parte da elite da bola.

Pense: jogador da A3 é operário do futebol, meio que “cigano”: três meses num time, seis meses no outro, e vai rodando. Ganha em média 3 salários mínimos (é o piso de um atleta profissional) e dificilmente recebe em dia (quando recebe!). Um agrado nesse valor é uma ajuda, para o padrão da divisão, considerável. Portanto, o bandido vai atrás deste tipo de atleta: em posição difícil na tabela, com clube devendo salários e de ambiente de grande vulnerabilidade financeira.

Engana-se, porém, quem pensa que os sites de apostas são responsáveis por essa situação. Pelo contrário! Eles ajudam as autoridades a identificarem jogos suspeitos onde se deseja “quebrar a banca”. Portanto, os vilões da história são os apostadores desonestos.

Por fim: reitero os aplausos a Magno Dourado, sinônimo agora de jogador honesto (quem sabe a lei que pune os crimes contra a fraude de resultados não possa levar o nome de “Lei Magno Dourado”?) e à diretoria do Paulista FC que não bobeou na decisão de ir à Polícia prontamente. Certamente, o mundo da bola reconhecerá o jovem jogador e coisas boas acontecerão a ele.

Ah! Quase esqueci: o Paulista venceu por 3×2, gol nos acréscimos de Tiziu, e sobrevive na divisão. E, no caso dos salários do clube, como a pandemia parou o torneio faltando 4 rodadas, a nova diretoria que assumiu a gestão montou um novo time, acertou um “combo pelos 4 jogos”, pagando antecipadamente metade do valor, combinando com o pagamento do restante ao término do campeonato.

IMPORTANTE: imagino que, com a Polícia sabendo o nome do apostador e dos envolvidos, a prisão deste tipo de gente está em questão de horas. É natural (infelizmente) que elementos ruins queiram assustar Magno Dourado e as pessoas próximas. Mas o atleta não deve temer pois, como tudo está gravado, a intimidação é ainda mais uma prova da picaretagem dos bandidos. Segurança física é óbvia à ele neste momento, além, lógico, que se ocorrer algum tipo de ameaça, estará mais do que evidente ser uma confissão de culpa do assediador.

Foto: Esporte Jundiaí

A entrevista mais recente do atleta ao Globo Esporte pode ser acessada aqui: https://globoesporte.globo.com/sp/tem-esporte/futebol/paulista-serie-a3/noticia/noticias-manipulacao-resultados-serie-a3-paulista-jundiai.ghtml

– Jairzinho e a ofensa à bandeirinha.

O carismático Jairzinho, o Furacão da Copa, pisou feio na bola. Durante a transmissão de Vasco x Botafogo, ao criticar um impedindo da árbitra assistente Neuza Back (que é da FIFA), mandou ela “lavar roupa”!

Que desagradável…

Ao menos, pediu desculpas.

Aqui: https://globoesporte.globo.com/google/amp/futebol/times/botafogo/noticia/jairzinho-se-diz-arrependido-apos-comentario-machista-em-transmissao-da-botafogo-tv.ghtml

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Desportivo Brasil x Paulista, além da suspeita da Polícia (oficial) sobre o Olímpia!

Para o decisivo jogo do Paulista em Porto Feliz contra o Desportivo Brasil, apitará Danilo da Silva – árbitro de 36 anos, hà 13 temporadas na FPF, e que subiu da Série B / A3 em 2019 para escalas na A2 em 2020.

No ano passado, falamos do potencial deste árbitro. Firme, seguro e rigorosonão tendo “fama de caseiro”, sempre atuando muito bem. Porém, no Jayme Cintra no ano passado, relaxou durante a partida contra o Independente de Limeira e se “embananou”, perdendo o ritmo e critério da partida. Como sua característica principal é não dar qualquer falta, deixou de marcar faltas reais e não expulsou um atleta de Limeira.

Relembre o jogo citado em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/09/07/analise-da-arbitragem-de-paulista-1×1-independente/

Torço para que tudo ocorra bem, e que tenhamos uma boa arbitragem.

ACRÉSCIMO: hoje, durante o Programa Esporte em Discussão da Rádio Jovem Pan, o Delegado de Polícia César Saad disse ao vivo que “foi recebida uma denúncia de suspeita de manipulação do jogo envolvendo o Olímpia”. Lembrando que a única partida do Olímpia na volta da pandemia foi sábado, em Jundiaí. Aos que acompanharam a transmissão da Rádio Difusora, vão se recordar que falamos dos erros bisonhos do zagueiro que redundou no pênalti do 1o gol, a furada do 2o gol e ficou plantado no contra-ataque equivocadamente marcado que poderia ser o 3o gol do Galo.

Sobre a partida entre Paulista 2×3 Olímpia (logo no 1o parágrafo), aqui: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/19/analise-da-arbitragem-para-paulista-2×3-olimpia/

Se você tiver interesse sobre assuntos de manipulação e dicas para percepção, em: https://professorrafaelporcari.com/2020/09/20/manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-paulistao-a3-de-novo-o-ambiente-da-vulnerabilidade-e-notorio/

A respeito da fala do delegado, acompanhe a partir de 1:00:29, em: https://www.youtube.com/watch?v=ztwgu2dq12k&t=4257s

– O Brasileirão está muito chato!

Cá entre nós: os últimos jogos do Campeonato Brasileiro, em sua maioria, estão sofríveis. Partidas cansativas, jogos compridos (parecem durar horas) e falta de empolgação.

O equilíbrio é nivelado por baixo, a ousadia em buscar o jogo ofensivo é rara (o Atlético Mineiro é a exceção) e não se vê novidade. Até quando vemos acertos (como o do VAR cancelando um Cartão Vermelho equivocado em Botafogo x Santos), o jogo em geral não se torna atrativo e os pontos fortes são ofuscados.

Estamos diante de uma das piores temporadas do Brasileirão? Talvez. Mas que não se culpe a Pandemia por isso – pois ela, por si só, não é responsável pelos males do futebol tupiniquim.

Brasileirão 2020 não será igual a Champions. E vai até 2021 | Esporte  Interativo

– Manipulação de resultados no futebol do Paulistão A3 (de novo)? O ambiente da vulnerabilidade é notório.

Antes de falarmos de mais um caso envolvendo fabricação de resultados no futebol do Interior de São Paulo,  considere o seguinte cenário:

Há 10 meses, a Globo mostrava como funcionava o esquema de manipulação de resultados na Série C do Cariocão (a 3a divisão do Rio de Janeiro). Vide no Globo Esporte, em: https://globoesporte.globo.com/programas/esporte-espetacular/noticia/esporte-espetacular-revela-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-do-rio.ghtml

Há 1 ano, o TJD-SP punia o Batatais por manipulação de resultados na série A3 paulista (a Terceira Divisão), suspendendo o clube por 240 dias e multando-o por R$ 70.000,00. Na apelação, o clube conseguiu redução de pena para 120 dias e em 2020 a decisão mudou para absolvição (acesse o site do TJD da FPF com os dados, em: https://futebolpaulista.com.br/TJD/Tribunal.aspx.

Há 2 anos, deflagrou-se a Operação Cartola no Futebol da Paraíba, envolvendo cartolas, clubes, jogadores, técnicos e árbitros, objetivando ver a combinação de resultados em sites de apostas. Tudo sobre isso no G1, em: https://globoesporte.globo.com/pb/noticia/stjd-denuncia-17-envolvidos-no-esquema-de-manipulacao-de-resultados-no-futebol-da-paraiba.ghtml

Há 30 meses, o União Barbarense era investigado por manipulação de resultados, envolvendo a A3, com o treinador sendo denunciado. Relembre no UOL, em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2018/03/26/suposto-esquema-de-apostas-e-goleiro-improvisado-ditam-rebaixamento-em-sp.htm

Há 4 anos, a Operação Game Over prendia pessoas envolvidas em manipulação de resultados no futebol paulista, envolvendo A2 e A3. Faziam parte de um esquema que vinha da… Indonésia! A matéria, da Revista Veja, aqui: https://veja.abril.com.br/esporte/envolvidos-em-mafia-de-apostas-serao-denunciados-por-formacao-de-quadrilha/

Há 15 anos, tivemos a Máfia do Apito, impactando diretamente no Campeonato Brasileiro de 2005 (relembre como foi e o que aconteceu com os envolvidos em: https://professorrafaelporcari.com/2015/09/27/serie-mafia-do-apito-espn-brasil/)

De todos os casos, é óbvio que o único que ganhou repercussão nacional foi o de 2005, envolvendo os principais clubes da Série A do Brasileirão. E aí vem a observação: os vigaristas se utilizam das divisões menores, dos clubes regionais e dos atletas em situação de vulnerabilidade financeira para promoverem suas ações criminosas. Se descobertos, repercute muito menos.

Tudo isso foi lembrado para pontuar: MAIS UM CASO envolvendo denúncia de manipulação de resultados no futebol brasileiro, de novo na série A3, agora na partida entre Barretos 0x4 Linense, partida na qual o “Touro” perdeu em casa para o “Elefante” com 2 gols de pênalti, além de um gol contra nos acréscimos, surgido de um lance posterior a uma incrível lambança do jogador que marcou seu auto-gol.

Sobre o que a Polícia disse sobre essa partida, denunciada pela SportRadar, que monitora fraudes em jogos de futebol, no link em: https://globoesporte.globo.com/sp/ribeirao-preto-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/noticia/policia-de-sao-paulo-analisa-suspeita-de-manipulacao-em-barretos-x-linense-pela-serie-a3.ghtml

Cá entre nós: se avaliarmos as condições dos clubes da A3 paulista (e de tantos outros lugares do Brasil), não é um local permissível para os bandidos, especialmente no período pós-pandemia? Muitos clubes em situação delicadíssima (se fossem empresas já estariam falidos), treinadores agindo como “empresários de atletas” aos montes, jogadores com meses de salários atrasados, dirigentes com histórico duvidoso de conduta e outros envolvidos em situação precária, como árbitros, fiscais e demais personagens no futebol.

Por fim, sem julgar ninguém, nenhuma instituição ou partida específica, sejamos racionais:

– quando vemos um zagueiro “saindo errado para o jogo” e entregando a bola para o adversário;
– quando um recuo para a própria meta é tão descabido que vira um gol-contra;
– quando a escalação muda repentinamente e atletas sem condições de mostrar um futebol condizente com a divisão são levados a campo;
– quando cartões são facilmente recebidos por atletas sem nenhuma contestação;
– quando a mão na bola é vulgarizada e você fica se questionando como pode o erro ser tão infantil;
– quando um árbitro “caseiro / novato / fraco tecnicamente” é escalado justamente quando o time da casa precisa ganhar;
– quando o melhor atleta dos time é substituído sem justificativa estando em bom momento da partida;
– quando todo mundo se machuca numa partida e as cãibras surgem mesmo com o resultado adverso;
– quando os pênaltis são acontecidos de maneira tão bisonha; e,
– quando qualquer situação sai da normalidade e você se questiona se “é só ruindade ou existe má fé”…

Não existe, em todos esses casos, ao menos um “benefício da dúvida”? Insisto: sem especificar alguma partida, condenar alguém ou levantar algum questionamento particular, mas trazendo ao debate a grande preocupação: as autoridades não precisam estar mais atentas a tudo isso?

Um futebol mais forte, com equipes financeiramente mais preparadas, jogadores com melhores condições e dirigentes mais responsáveis, seria importante para todo mundo e evitariam situações como essas. E encerro com uma reflexão do jornalista Cláudio Carsughi, que nunca me esquecerei, dizendo mais ou menos com essas palavras a respeito sobre “honestidade dos juízes e manipulação das partidas de futebol”:

“Se Deus, na sua imensa sabedoria, não poupou nem a sua Igreja do mal da corrupção, por quê acreditar que no futebol são todos honestos? E por quê ele blindaria uma única categoria, a dos árbitros de futebol”?

Em 2006, o GAECO se reuniu com os árbitros da FPF que estavam na Pré-temporada do ano anterior e que tiveram algum contato com Edilson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon, os protagonistas da Máfia do Apito. Eu era um dos 40 ali presentes, e na fala dos promotores José Reinaldo Carneiro Bastos e Roberto Porto, os criminosos sempre vão para cima de quem eles estudam o perfil e crêem que participariam de esquemas, tomando cuidado em não abordar pessoas que denunciariam tudo. Foi o caso de Paulo César de Oliveira, que, quando levantado o nome de um convite a ele por parte dos bandidos, de pronto foi dito: “NÃO! Esse é honesto!”.

  • Um prazer ser deixado de lado por ser inviolável na sua integridade, não?

Que as autoridades apurem com Justiça o caso de “entrega” (ou não) do jogo citado, bem a investigação de outros jogos.

– Análise da Arbitragem para Paulista 2×3 Olímpia

Coisas estranhas no futebol: chute no ar em furada bisonha (cometida pelo zagueiro), não substituições de atletas podendo realizar 5 (mesmo com o time cansado, lesionado e recebendo atendimento médico – e havia suplentes para isso, ocorrendo somente em último caso) e zaga plantada esperando o ataque. Este foi o time do Olímpia, que venceu o Paulista! Some-se a erros de arbitragem e falhas cruciais do Galo na zaga (que originou o 1o gol do Galo Azul), além da falta de capricho nas finalizações.

Dito isso, sobre a atuação do juizão e seus assistentes:

Uma arbitragem novamente polêmica de Alysson Matias, segurando a partida com uma arbitragem mais rigorosa no começo do jogo e soltando-a no decorrer da disputa. Correu bem (apesar de parecer um pouco acima do peso, não comprometendo), se posicionou corretamente, deixou de marcar uma ou outra falta que poderia.

O seu maior acerto foi aos 17m, quando o zagueiro Fernando vai dividir uma bola e se joga com os braços abertos e a busca com a mão esquerda durante a queda. Pênalti bem marcado. Seu maior erro foi a marcação do pênalti aos 62m, convertido por Doriva: uma bola bate no pé do atleta e explode involuntariamente no braço. Impossível dizer movimento antinatural, foi natural e no susto. Erro grotesco.

O bandeira 1 Edson dos Santos inverteu dois laterais nos primeiros minutos, mas depois se comportou bem. O bandeira 2 Patrick André tentou ajudar o árbitro mas atrapalhou: marcou uma falta inexistente de Rodolfo e, aos 39 minutos, um erro absurdo de desatenção, marcando impedimento de Rodolfo que veio de trás. Literalmente “matou o contra-ataque”.

Enfim: arbitragem ruim pelos detalhes citados (pois foram relevantes) para um jogo razoável.

EM TEMPO: Série A3 tem suspeita de manipulação, segundo Polícia. Aqui: https://www.esportejundiai.com/2020/09/serie-a3-do-paulistao-tem-suspeita-de.html

– E se sai um gol após um pênalti não marcado, mas “avisado”?

Veja só que pergunta interessante do amigo Marcelo Morandini, e que respondo abaixo (com adaptação da situação para melhor ilustração):

“Se um jogador comete pênalti mas o juiz não marca; o jogo prossegue e a bola não sai. Depois de algum tempo, com vários lances ocorridos, a equipe prejudicada marca o gol. O árbitro é informado pelo VAR de que existiu a penalidade. Anula-se o gol e marca-se o pênalti?”

De acordo com a Regra do Jogo, até é possível. Mas o “Espírito da Regra” mostra que o bom senso é mais inteligente do que a própria regra crua e fria: deve-se entender como “uma vantagem bem atrasada concretizada” (não houve nenhum reinício entre o pênalti não marcado e o gol assinalado, por isso a permissão dessa interpretação) e de que nunca se deve beneficiar o infrator (a anulação do gol para a marcação do pênalti promoveria isso).

Entretanto, fica o alerta: dependendo da natureza da infração do pênalti, pode-se punir com Cartão Amarelo ou Vermelho neste caso. Ou seja: você permite o gol mas não deixa de advertir ou expulsar.

– #RacismNO! Força, PC.

O amigo Paulo César de Oliveira foi vítima de racismo, só porquê um indivíduo discordou da sua opinião sobre um lance de pênalti no Fluminense x Corinthians.

O mundo está intolerante desse jeito? Por causa de uma avaliação de futebol, o sujeito acha que pode inferiorizar o seu semelhante chamando-o de macaco?

Força, Paulo César de Oliveira – você é maior do que isso. Xô, racismo.

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Paulista x Olímpia (Rodada 12 da A3)

Na volta da Terceirona, no confronto do Galo da Japi contra o Galo Azul, teremos a arbitragem de Alysson Fernandes Matias.

Alysson é professor de Educação Física, tem 44 anos de idade e está há 19 temporadas no quadro da FPF. Tem se notabilizado em jogos da A3 como árbitro central e na A2 como 4o árbitro. É alto, tem “presença” em campo, tecnicamente razoável, possui boa experiência mas disciplinarmente, nas partidas em que atuou do Paulista, não foi bem. Não dá “química” em Jundiaí.

Relembre, por exemplo, a última atuação em Jayme Cintra (2009) no Paulista 1×0 Rio Branco pela Copa Paulista, em: https://wp.me/p55Mu0-ha. De lá para cá, não consigo me recordar de nenhuma arbitragem excepcional nas divisões que trabalhou.

Curiosidade: Alysson foi árbitro da polêmica final do Campeonato Amador de Jundiaí em 2009, numa confusa decisão. Aqui: https://www.esportejundiai.com/2011/11/arbitro-da-final-confusa-do-amador-de.html.

Estranho a FPF não se atentar a esse detalhe. Normalmente, existem praças esportivas que alguns árbitros são evitados para trabalhar, justamente por algum entrevero. Mas torço para que ele tenha uma grande atuação, afinal, não estaria há tanto tempo no quadro se não tivesse qualidades. É honesto e boa gente. Quem sabem, sem torcida, possa trabalhar sem nervosismo.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Olímpia pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Edson Roberto (Didi); comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Alexandre Bardi. Sábado, às 15h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 14h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!