– Chega de discursos de Vitimismo no futebol. Assumamos as culpas e responsabilidades!

Eu amo o futebol, mas não posso ser um alienado por ele. Futebol deve ser diversão sadia para o torcedor, que precisa entender ainda que para o dirigente honesto e responsável, o esporte é um negócio que tem a finalidade de render dinheiro e fomentar empregos na indústria do entretenimento.

Portanto, sem romantismo ou saudosismo de outros tempos, deve-se entender que o fanatismo deturpa este entendimento lúdico e racional. Torcedor se “descabelar” e sofrer, é algo desnecessário. Chorar por um time de futebol? Pare com isso, não devemos nos estressar – afinal, o clube de futebol é uma entidade privada que visa lucro, não mais uma associação de pessoas que pensa em algo para se divertir. E daí lembremo-nos que os Governos (Federal, Estadual ou Municipal) não devem dar benesses a essas entidades, pois o dinheiro público deve ser para ações educacionais, de saúde ou outras mais relevantes.

Parafraseio o italiano Arrigo Sacchi:

“O futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”.

Assim, cuidado com os espertalhões que querem transformar os torcedores em “frente de batalha”, através de discursos demagogos (até porque, esses mesmos grupos de pessoas, um dia podem se rebelar contra a cartolagem que os usa). Quer exemplos?

Há inúmeros declamadores de “teorias das conspirações”. Dos times grandes aos pequenos, você houve coisas como: “Minha equipe é sempre perseguida pela FPF”, ou, “A CBF sempre quer me prejudicar”, ou ainda: “Sempre a juizada vem meter a mão no nosso time”.

Repararam no “sempre”?

Ora, pense: diretores martelam esse discurso inflamando os torcedores que o replicam. E isso é subterfúgio para incompetência! Os cartolas não falam que contratam mal os seus jogadores, que gastam irresponsavelmente seu dinheiro, ou ainda que demitem treinadores que eles mesmo contratam errado e insistem num ciclo de contratação e demissão sem critério algum.

TODOS os clubes reclamam de arbitragem, de organizadores, de tudo. Mas NENHUM faz protesto por favorecimento quando eles ocorrem – e é lógico que ocorrem, pois se um time é prejudicado em campo, o adversário é quem se beneficia. Assim, quem perde chia, quem ganha se cala. E, por obviedade, tudo é discurso para mascarar a incompetência (os erros de árbitros e de organizadores acontecem, mas não na proporção reclamada, infinitamente mais fomentada para disfarçar).

Menos vitimismo, mais profissionalismo.

Como o futebol brasileiro pode ser no século XXI - Lei em Campo

– 157 anos de Futebol e 11 curiosidades

Nesta segunda-feira, se festeja 157 anos do futebol!

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: ‘são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão’; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, acréscimos na partida, área técnica, entre outras.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 157 anos?

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– Por quê Gustavo Scarpa não foi expulso em Atlético-GO 0x3 Palmeiras?

Que “pipocada” do árbitro Sávio Pereira Sampaio em Goiás, não?

Aos 42 minutos do 2o tempo, Gustavo Scarpa (SEP) pisa na perna de Natanael (ATL). Em lances assim, não tem muito o que fazer, é jogo brusco grave, força excessiva para disputar a bola e deve ser punido com Cartão Vermelho.

Porém, mesmo chamado pelo VAR Wagner Reway para rever a jogada, o juizão manteve o Cartão Amarelo. Aí você imagina duas situações: incompetência ou medo de expulsar jogador de time grande (já que Leonardo Gaciba, chefe da arbitragem na CBF, andou aceitando vetos por reclamações dias atrás).

Triste futebol brasileiro, que não é competente nem independente.

Sportbuzz · Atlético-GO x Palmeiras: onde assistir e prováveis escalações

– A discussão inteligente do ineditismo de um Erro de Direito por conta do VAR: sobre os pedidos de anulações de partidas do Grêmio e do São Paulo:

Quando surgiu a escala para o jogo São Paulo x Grêmio pelo Brasileirão, após a declaração do chefe dos árbitros Leonardo Gaciba (dizendo que o Tricolor do Morumbi foi prejudicado) e a visita da diretoria do São Paulo à sede da CBF, ficou bem claro: a cedida de pressão do cartola do apito traria problemas futuros. Abordamos a escolha equivocada do árbitro e o veto do jogo em questão no link em: https://wp.me/p4RTuC-rQS

Depois da partida, infelizmente houve a concretização da previsão: erros e reclamações, também abordadas oportunamente no link em: https://wp.me/p4RTuC-rRU.

Agora, repercute a informação de dois pedidos de anulação de jogos: o Grêmio quer anular o jogo contra o São Paulo e o São Paulo quer anular a partida contra o Atlético Mineiro. E fica no ar a dúvida: eles têm chances de sucesso em seus pedidos?

Vamos lá:

  1. O Grêmio não tem nenhum Erro de Direito (o erro de desconhecimento da Regra do Jogo onde há cumprimento errado de uma decisão – que pode anular uma partida) para pedir o cancelamento do confronto. Ocorreram Erros de Fato (de interpretação equivocada da arbitragem – que não permitem anulação do jogo). O que o Tricolor Gaúcho pode alegar é que houve assédio moral sobre os árbitros para que ocorresse um “erro compensatório” (é o que um advogado experiente faria).
  2. O São Paulo quer anular o jogo contra o Atlético Mineiro (mesmo com o prazo estourado para reclamar um Erro de Direito) devido à confissão de Gaciba, de que houve erro na Linha Eletrônica delimitada pelo árbitro de vídeo. Mas caberia uma inédita anulação (afinal, até hoje ninguém abordou Erro de Direito sobre VAR!)?

Entendamos: 

1- Se eu marco um escanteio e, como estou nos acréscimos, resolvo encerrar uma partida sem que ocorra a cobrança, eu posso pois a Regra me permite. Mas se isso acontecer num pênalti e tomo a mesma decisão, não posso pois existe um detalhe da Regra que não permite encerramento antes do tiro penal ser cobrado. Ou seja: eu desconhecia essa nuance da Regra e cometi um Erro de Direito. O jogo poderá ser anulado se o prejudicado reclamar (salvo engano, existe um prazo de 48 horas).

2- Se eu marco um impedimento, eu sei que devo ver a posição da bola na hora do lançamento e do atleta que irá recebê-la, e se há dois jogadores adversários entre ela e a linha de fundo (pelo menos, em mesma linha). Sei que não posso considerar a mão do atacante, pois não é uma parte jogável. Sei que se ela esbarrar num defensor em disputa o impedimento deixa de existir. Sei, enfim, de vários detalhes! Se eu for o bandeira e errar a marcação, será por “erro de fato”, já que posso estar em velocidade e não no melhor posicionamento para visualizar isso. PORÉM, se eu for o VAR e tracejar errado a linha de impedimento pelo recurso eletrônico, o meu Erro é de Direito (pois operei com falha o equipamento e desconhecia como fazê-lo com correção) ou é Erro de Fato (pela paralisação da imagem, eu fui traído pelo “Frame”)?

Uma ótima discussão para a International Board responder! O São Paulo poderia alegar Erro de Direito ou não?

Algo indiscutível: há de se melhorar a qualidade do árbitro de vídeo… memes, como o abaixo, proliferam cada vez mais:

memes copa russia 2018 var - Suricato Digital

– Os erros e o acerto da arbitragem em São Paulo 0x0 Grêmio:

Jogo ruim no confronto entre os tricolores paulista vs gaúcho e com má arbitragem. Vamos aos lances?

  • Aos 6m do 1o tempo, Pepê (GRE) é lançado e fora da área é empurrado por Reinaldo (SPFC). Não havia motivo para o gremista se jogar, pois entraria na grande área e teria boas condições para vencer o goleiro Tiago Volpi e fazer o gol. O árbitro Rafael Traci nada marcou e nem pediu ajuda ao VAR. Errou.
  • Aos 5m do 2o tempo, uma bola é lançada para a área do São Paulo e Geromel (GRE) vai correndo para disputá-la. Reinaldo (SPFC) tenta empurrá-lo / agarrá-lo mas repare que, de costas e em velocidade, o gremista já está desequilibrando antes de que o são-paulino consiga cometer a infração. Não foi pênalti, acertou o juiz – mas as reclamações do Grêmio se acumularam pela dúvida deste lance e pela provável informação do erro anterior (lembrando que novamente não se socorreu ao VAR Elmo Resende Cunha).
  • Aos 18m do 2o tempo, Daniel Alves (SPFC) apela e dá uma “pegada” em Luiz Fernando (GRE). Ali foi sem desejar disputar a bola, era para cartão vermelho e não para amarelo. Errou o árbitro. O atingido não conseguiu permanecer em campo.

Atualizando: vi o lance de Tchê-tchê em Kanemann somente após o texto estar encerrado e acrescento: é o chamado “jogo brusco grave”. Em Copa do Mundo, é Cartão Vermelho. Errou de novo o árbitro.

Lembrando que Rafael Traci era o VAR que estava no jogo das “linhas mal feitas no impedimento” que anulou o gol de Luciano contra o Atlético Mineiro. Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros, na 5a feira admitiu o erro daquela partida e o escalou equivocadamente neste jogo do Morumbi (Raí e Alexandre Pássaro foram à CBF e vetaram Rodolfo Toski, que seria o árbitro de vídeo para este confronto, relembre aqui: https://wp.me/p4RTuC-rQS).

A pressão nos bastidores surtiu efeito?

– A interferência indevida e o aceite da pressão na escala de São Paulo x Grêmio.

Na derrota por 3×0 para o Atlético Mineiro, o São Paulo reclamou do VAR por ter anulado um gol legal de Luciano por impedimento. O presidente da Comissão de Árbitros da CBF, Leonardo Gaciba, declarou nesta semana que o erro aconteceu pela falha humana dos árbitros no uso do equipamento.

Neste tipo de situação, quem mais deve ajudar é o AVAR, ou seja, o “bandeira de vídeo”. Mas quem leva a fama para maioria das pessoas é o responsável maior, que foi o árbitro de vídeo Rafael Traci.

Paralelamente a isso, nesta última 5ª feira, o São Paulo FC foi à CBF reclamar de Rodolfo Toski, árbitro do empate com o Fortaleza por 3×3. Eis que Gaciba o havia escalado para VAR do jogo de sábado: São Paulo x Grêmio. Pela insatisfação tricolor, houve a substituição dele por Elmo Alves Resende Cunha.

E quem apitará o jogo como árbitro principal? Rafael Traci, o VAR “culpado do jogo do Mineirão”!

Se a pressão contra Toski surtiu efeito (trocado da escala depois de ter sido até divulgada no site da CBF), qualquer erro de Traci a favor do São Paulo será interpretado como “devolução do gol retirado em MG”!

Acho que Leonardo Gaciba perdeu a mão: aceitou a influência de um clube na escala e deixou um árbitro questionado para apitar um jogo na casa do reclamante…

São Paulo x Grêmio: siga os lances e o placar AO VIVO da partida

– Antes tarde do que nunca: o mea culpa do gol de Luciano em Atlético Mineiro x São Paulo

Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, admitiu erro no polêmico lance discutido da partida entre Atlético Mineiro x São Paulo, dias atrás, no qual Luciano fez um gol legal, mas o VAR determinou impedimento.

Na oportunidade, claramente as linhas que servem de referência à bola e às partes jogáveis dos atletas estavam equivocadas. E ele disse o que todos nós batemos na tecla diariamente: a culpa não é do VAR (ferramenta), mas de quem o opera!

Abaixo, extraído de: https://globoesporte.globo.com/sportv/programas/selecao-sportv/noticia/gaciba-admite-erro-na-utilizacao-do-var-ao-anular-gol-de-luciano-em-atletico-mg-x-sao-paulo.ghtml

Luciano comenta sobre VAR: 'O que eles fazem com a gente é complicado' |  LANCE!

– Treinadores e Jogadores aos olhos do Árbitro: quem é o “boa gente da bola”?

Repost de 7 anos:

O Futebol é um universo miscigenado, com atores das mais diversas condutas, transmitindo amor e ódio aos torcedores.

Tive o prazer de conviver com muitos deles. E, vez ou outra, me perguntam: “E Fulano, como é dentro de campo? E Beltrano, joga muito?”.

Pois bem: um árbitro de futebol repara mais no comportamento dos atletas do que na categoria. E sobre isso, vale meia-dúzia de observações:

1- Craque quase nunca reclama. Romário é o exemplo. Pouquíssimas vezes vi o Baixinho reclamar com o juiz. Sabe como era um bate-papo com ele antes de sortear o Toz (a moedinha da ‘Bola ou campo’)? Simplesmente cumprimentava, perguntava se fez boa viagem, falava sobre a temperatura, e se o jogo fosse em São Januário, aconselhava alguns “points pós-jogo”. Nunca vi o Romário simular ou pedir cartão para o adversário. Assim também se comportava Raí, Ronaldo Nazário, Bebeto…

2- “Botinudo” sempre será botinudo. Lembram-se do “Cocito”? Batia na própria sombra. E era marcado justamente pela violência. Se era falta simples, virava amarelo pelo seu histórico. Hoje, Felipe Mello leva essa fama. Mas atenção: é diferente do Domingos, o zagueiro que começou no Santos FC e rodou inúmeros clubes, que para muitos é sinônimo de pancada. Tive a chance de apitá-lo desde a base até o profissional, em diversas equipes: seus lances nunca são de falta violenta proposital, mas normalmente por imprudência. Dentro de campo, por mais incrível que possa parecer, é muitíssimo educado com a arbitragem, sendo que poderá ser expulso por violência involuntária, mas nunca por ofensas.

3- O mal comportado é figurinha carimbada na história do futebol brasileiro. Da década de 90, Djalminha e Edmundo são os mais recomendados para se discutir. Me recordo que certa feita, estava no Morumbi assistindo como aluno da Escola de Árbitros o jogo São Paulo x Vasco da Gama. O árbitro era Francisco Dacildo Mourão (hoje, fazendo sucesso como competente comentarista de arbitragem). Depois do jogo, perguntei a ele se o Edmundo (que já era Bad Boy naquele timaço vascaíno da década de 90) dava muito trabalho em campo. E ele respondeu serenamente: “Claro que não. Quando o Edmundo apronta, ele faz a besteira na frente de todo mundo. O duro é o Djalminha, que põe as mãos para trás, vem sorrindo como se pedisse desculpas para o árbitro mas na verdade vem xingando sua mãe”. Nunca me esqueci disso. No final da carreira do Edmundo, num domingo a tarde, eu estava como quarto-árbitro no Parque Antártica na partida entre Palmeiras x Guaratinguetá; neste jogo, um jogador do time de Guará falou algo no ouvido do “Animal” que não pensou duas vezes: meteu o cotovelo sem se preocupar em estar sendo flagrado ou não. Mas o mais curioso é: fora de campo, no vestiário, o Edmundo se transformava! Educado e cortês…

4- Há também os chatos, aqueles que antes da bola rolar já enchem a paciência: Fábio Costa é um deles! Não quer assinar a súmula pois está concentrado no jogo, não quer trocar a camisa pois é supersticioso (mesmo ela sendo da mesma cor do time adversário), não quer tirar aliança para entrar em campo (e isso é obrigatório), além da grosseria. São os jogadores que encaram o árbitro como um inimigo: inclua-se na lista Marcelinho Carioca, Emerson Sheik, Kleber Gladiador… Aliás, são esses mesmos atletas que os adversários reclamam de lances desonestos e tentativas de agressão. E o pior é que todos esses citados deram várias provas disso.

5 – E os “Boas Praças”? O goleiro Marcos, Vampeta, Denilson… esses caras não desacatavam ninguém, eram queridos e/ou folclóricos. Vi os 3 em campo em jogos oficiais: tinham a bola como amiga, jogavam com gosto. Traziam alegria ao futebol.

6- Não pensem que árbitro fica reparando só em jogador dentro de campo. Ele também se preocupa (e muito) com os treinadores. E nessa área, ou melhor, na área técnica, trabalhei com os principais da atualidade: dos rabugentos aos educados.

Muricy é ranziza, mas a boleirada gosta dele; Scolari é chato ao extremo, se preocupa em tumultuar a vida dos árbitros e fazer seu time de vítima, jogando os atletas contra tudo e contra todos; Tite é educado, fala difícil, é intenso na beira do campo e tenta se impor, sem perder o respeito com o árbitro. Luxemburgo é ardiloso, reclama de tudo, cria situações e desvia o foco dos acontecimentos em cima dos árbitros. Mas o pior deles é Emerson Leão! Seu único sorriso é de ironia; é grosso e arrogante. Tenho certeza que, todo e qualquer árbitro quando o expulsava, o fazia com gosto! Na mesma linha vai o atual treinador do Criciúma: Argel Fucks! Apitei ele como treinador de times do Interior, e garanto que ele é tão violento no trato como nos pontapés que dava quando era jogador.

Gente educada (e competente) é: Nelsinho Baptista, Vagner Mancini, Caio Jr, Dorival Jr, Marcelo Oliveira, Levir Culpi…

Diante de tudo isso, vale ressaltar: o comportamento de um profissional de futebol é decisivo em muitos jogos. Imagine um hipotético jogo onde o Gamarra disputa uma bola com o Emerson Sheik na grande área. Se o zagueiro paraguaio (que foi famoso por raramente fazer faltas) fizer um pênalti duvidoso em Emerson (famoso por polemizar), na indecisão do árbitro, a decisão vai ser a marcação de simulação (mesmo que seja tiro penal).

O importante é: que todo profissional de futebol, independente se jogador ou treinador, não fique rotulado negativamente no começo da carreira, pois a fama criada é carregada por muito tempo.

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– O segundo pênalti de Santos x Grêmio poderia ter sido marcado por um detalhe pouco conhecido da Regra do Jogo.

No Santos x Grêmio, um detalhe interessante da Regra do Jogo. Vamos lá:

Marinho (SFC) vai disputar uma bola com David Braz (GFPA), que ergue a perna no momento em que o santista perde o domínio dela. Entretanto, o atacante pula para não ser atingido e exagera na encenação, parecendo que tinha sido atropelado.

Num primeiro momento, achei que ele se jogou. No segundo momento, percebe-se que ele foi tocado e o árbitro Bráulio da Silva Machado, após consultar o VAR, marca pênalti corretamente.

Qual o detalhe interessante da jogada?

Mesmo se ele não tivesse sido tocado, ele TEM O DIREITO de pular para não ser atingido – e o árbitro deve considerar infração. O jogador que vai se lesionar não precisa deixar o corpo ser machucado, pois a Regra do Jogo permite a punição ao adversário pelo “dar ou tentar atingir”.

Santos x Grêmio: horário, como assistir e tudo sobre a partida da 15ª  rodada do Brasileirão | GZH

– Análise Tática da Partida e da Arbitragem de Velo Clube 1×0 Paulista

Infelizmente, o Paulista caiu para a 4ª divisão novamente. Num jogo em que dominou a partida até cansar (e depois que cansou, foi envolvido pelo Velo), perdeu com um gol de pênalti aos 43m do 2º tempo.

Foram 13 tiros de meta cobrados pelo Velo somente no 1º tempo (ou seja: houve volume de jogo por parte do Paulista). O Paulista chutou 16 bolas para o gol, contra 7 do Velo. Rodolfo pela direita e Jean pela esquerda, mudando de lado no começo do 2º tempo e voltando às origens minutos depois.

Sem meio de campo, Leandro sentiu o gol perdido aos 16m. Ele, a bola, o gol e…. FORA. Índice 10 na escala “David de Gol Perdido”. Na sequência, caiu o rendimento e tomou cartão amarelo.

Das quedas do Paulista, eu acho que essa foi mais doída. Quando você está no calvário, faz de tudo para sair dele. O lugar do Galo nunca foi na 4ª divisão, e ser rebaixado duas vezes para a última divisão estadual é dose.

Sobre a arbitragem, foi muito bem durante a partida. Entretanto, tenho dúvidas sobre o pênalti marcado por conta do ângulo: foi cometido dentro da área? Eu fiquei na dúvida se o toque se dá antes da linha da grande área e a queda tenha sido dentro. Mas é situação de VAR. E, de novo, nenhum atleta reclamou! Nem do pênalti, tampouco para falar ao árbitro que poderia ter sido fora da área. Atitude passiva demais.

VELO 1×0 PAULISTA
Faltas: 16×18
Cartões Amarelos: 4×4
Cartões Vermelhos: 0x0

Em processo de renovação, Paulista de Jundiaí anuncia três reforços | LANCE!