– O pênalti marcado em Internacional 2×1 Red Bull Bragantino: à luz da Regra, foi ou não?

Viram o lance polêmico no Beira-Rio, em que o Colorado venceu o Massa Bruta com um pênalti “pra lá” de polêmico?

Uma bola é cruzada no ataque do Internacional por Patrick, e ela bate no corpo e depois na mão de Weverton do Red Bull Bragantino. Se você não assistiu, veja em: https://www.youtube.com/watch?v=1hXbSbMlhLo.

O atleta pode admitir sem problema algum que a bola bateu em sua mão (como já fez à imprensa), afinal, bater na mão é diferente de colocar a mão para interceptá-la. E, cá entre nós, muitos jogadores estão confusos com o que fazer com os braços durante o jogo. Correr-se-á amarrado?

Falaremos bem didaticamente sobre esse lance: não seria uma infração nas competições internacionais (é só assistir a conduta dos árbitros de qualquer bom campeonato estrangeiro), mas “poderia ser” no Brasil (para quem tem uma interpretação tipicamente uniforme com a CA-CBF, que está equivocada com o resto do mundo): culpa do tão dito “ampliar o espaço” que inventaram para orientar aos árbitros do nosso país, esquecendo de relatar que “ampliar espaço” se refere UNICAMENTE à avaliação ao movimento antinatural / intenção subjetiva (já que ampliar o espaço intencionalmente é uma infração óbvia). Se “o ampliar o espaço” ocorrer por força da jogada sem intenção de colocar a mão na bola, algo ocorrido pela natureza do lance em si (casualidade), sem que tenha sido um movimento antinatural (portanto: fisiologicamente natural), NÃO É INFRAÇÃO. E ao ver a imagem do jogo, avalie algumas condições: velocidade / rapidez da bola, proximidade do chute, tempo para recolher ou estender o braço, reflexo de quem bate na bola, entre tantos fatores.

Em tempo: para que seja uma avaliação fidedigna à Regra, não pode avaliar em câmera lenta, pois deturpa / mascara os argumentos citados acima.

Confesso novamente (como tenho dito há tempos): temos uma Regra 12B, típica do Brasil, onde, diferente do restante do “Planeta Bola”, condicionou-se que “bateu, marcou”. Lembre-se: a 1a condição para marcar pênalti continua sendo a intenção, e somente daí as outras variantes… Caso se faça o contrário, vira “jogo de queimada”! A única exceção em que a Regra é no “bateu, marcou” se refere a lance onde a bola toca na mão de um atacante e na imediatez da situação vai ao gol (é o 4o item deste texto que explica as últimas mudanças da Regra, em: https://wp.me/p55Mu0-2zB).

Enfim: não caia na onda de “ação por imprudência, desviou a trajetória da bola, ía para o gol, etc”, pois são mitos do lance da regra da mão / braço na bola (que aqui virou bola no braço /mão como infração).

Para saber mais sobre “o que é mão na bola e bola na mão”, além de “onde começou essa confusão”, clique aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2016/09/11/os-penaltis-de-mao-na-bola-no-brasileirao-perdemos-a-vergonha-com-a-regra-12b-2/

Inter x Bragantino: veja como assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

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