– Palmeiras 2×0 Ferroviária: Apita-se e Joga-se Futebol. Mas não se gosta…

Assistiram o jogo do Verdão contra a Ferrinha? Respeitosamente… um “joguinho”, de péssima qualidade técnica e pouca inspiração. E essa observação vale para jogadores e arbitragem. E a partir desta partida quero ampliar para o futebol brasileiro em geral: como conquistar novos torcedores, com tais modorrentos jogos?

Aliás, culpa disso é da condução dos confrontos pelos árbitros, que picam, travam e engessam a dinâmica das partidas. Me recordo com muita saudade das cobranças e orientações na Escola de Árbitros da FPF com o professor Gustavo Caetano Rogério, nos anos 90, quando tivemos a última grande safra de árbitros paulistas. O pedido era: “façam ter tempo de bola rolando” e “agilizem o jogo”. Hoje…

Voltando para Palmeiras x Ferroviária, ficam as perguntas para tentar descobrir porque tanta lentidão, num jogo que pareceu ter 180 minutos, e não 90, de tão cansativo que foi (acompanhei metade pelo rádio e metade pela TV, mas era interminável).

Atletas e Jogadores tinham…

⁃ Preguiça?
⁃ Falta do gosto pelo esporte?
⁃ Medo?
⁃ Acomodação?
⁃ Um misto de tudo isso?

O futebol deve ser apitado com o cumprimento das regras e a efetiva demonstração do espírito do jogo. Quando passa a ser “administrado” ou “mediado”não gosto. E é isso que está acontecendo: jogos “protocolares”, por obrigação, jogados e apitados sem “tesão” e sem vontade.

Ontem, o que se viu não foi uma exclusividade da condução do jogo do árbitro Flavio Rodrigues de Souza. Tem sido assim no futebol brasileiro em geral (com exceção de Vuaden nos bons tempos, de Edna Alves mais recentemente, de Raphael Claus e Paulo César de Oliveira no começo de suas carreiras). E a culpa é de todos.

No íntimo, penso que parece que os protagonistas do esporte não gostam do que fazem.

E você, o que acha de tudo isso? Deixe sua opinião: