– 11 anos que pendurei o apito!

Em 29 de abril de 2010, após uma reunião na Federação Paulista de Futebol, decidi encerrar minha carreira de árbitro de futebol.

Foram anos maravilhosos dentro de campo, enfadonhos nas reuniões administrativas, divertidos nas viagens para as partidas, cansativos nas exigências das Comissões de Árbitros, educativos nas coisas incríveis que o futebol apresenta, e, por fim, nojentos nos bastidores.

Queria eu ter a maturidade que tenho hoje, os recursos tecnológicos que existem e outras perspectivas que são abertas quando você percebe que existe vida fora da arbitragem. Não que eu tenha sido imaturo, sempre fui muito responsável, mas certos discernimentos que somente a casca da experiência proporcionam, teriam me feito tomar algumas decisões com dirigentes, digamos, mais incisivas.

Felizmente, nunca tive problemas de indisciplina ou desonestidade. Errei e acertei com lances normais e corriqueiros como de qualquer árbitro. Apadrinhamento nunca existiu (mas eles existem), nem pagamento de pedágio em dinheiro / serviço ou outras benesses (será que existem?), tampouco tomei “cervejadas com cartolas candidatos”, nem as promovi (tem quem faça e fez – e se deu bem, né?).

Falo por mim: foram ótimos anos que ficaram na saudade. Bola pra frente! Mas sempre torcendo para que os dirigentes ruins da arbitragem sejam deixados ao esquecimento, saindo de cena e abrindo espaço para mais honestos e competentes.

Vida que segue, o que vale é ter a consciência em paz e os amigos conquistados.

Posso bater rápido uma falta a meu favor, sem esperar o apito? | PERGUNTE  AO ÁRBITRO

– O lance do pênalti bizarro do desatento zagueiro no Campeonato Paranaense.

Não é só estar atento à marcação do atacante ou ao seu posicionamento dentro da área. Um atleta precisa estar “ligado” no jogo, até mesmo com o silvo do apito do árbitro ou a cobrança de uma falta qualquer a seu favor.

Digo isso pois pela 7a rodada do Estadual do Paraná, jogaram Toledo x Azuriz. Eis que um dos lances mais toscos dos últimos tempos aconteceu. Entenda:

– O Toledo está no ataque, e o atacante comete uma falta contra o seu defensor. No campo de defesa, o Azuriz cobra a falta com Hayner, que toca para seu companheiro Salazar. Só que ele, desatento, não viu que a falta foi cobrada, põe a mão nela e a “recobra”tudo dentro da área! Atento, o árbitro Leonardo Ferreira Lima marca corretamente o pênalti.

O que o zagueirão vai dizer para os companheiros, não?

Assista em: https://globoesporte.globo.com/pr/futebol/campeonato-paranaense/noticia/zagueiro-cochila-na-defesa-poe-a-mao-na-bola-e-comete-penalti-bizarro-no-campeonato-paranaense.ghtml