– Rogério Ceni na entrevista pós-jogo e a proposta de Beretta para as coletivas dos árbitros!

Escuto a entrevista do treinador Rogério Ceni após a vitória do Flamengo sobre o Palmeiras. E ele pediu algo exatamente idêntico o que a Itália discutiu em 2007: coletiva de árbitros. Abaixo:

Nesta semana, repercutiu por várias mídias a declaração de um atleta italiano sobre arbitragem.

Samuele Beretta, jogador da Internazionale de Milão, propôs algo diferente para fiscalizar a idoneidade dos árbitros: obrigá-los a dar entrevistas coletivas pós-jogo. Segundo ele,

“os árbitros não podem ser questionados pela honestidade, mas ao menos que justifiquem suas marcações publicamente e tenham oportunidade de dizer ‘eu errei’ para todos“.

A ideia é polêmica.

Na prática, vários problemas: Daria tempo dos árbitros reverem os lances para falarem sobre eles? Lances interpretativos poderiam gerar discussões ainda maiores? Os árbitros que assumissem publicamente que erraram seriam boicotados por outros clubes, que não se sentiriam seguros em suas escalas? Ou aqueles que sustentassem determinadas marcações errôneas poderiam ser taxados de mentirosos ou colocados em suspensão?

Por outro lado, daria mais transparência aos olhos do público; possíveis desentendimentos de marcações seriam ali solucionados; aprender-se-ia, por parte dos leigos, mais sobre Regra de Jogo.

No fiel da balança, qual sua opinião sobre essa proposta?

Até a acho interessante. Gosto de transparência. Mas a aplicabilidade dela é algo a se pensar.

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– São Paulo 0x0 Fluminense e a prova de que vale a pena estudar a Regra do Futebol.

Dois veteranos no protagonismo: Nenê (FLU) e Miranda (SPFC). O primeiro vai cobrar um pênalti para a sua equipe e o segundo, inteligentemente, se posiciona à frente do batedor que vai cobrar o tiro penal e está fora da área (e de maneira legal). Um lance didático e interessante!

Alguém explicou a regra para os atletas do São Paulo (e por isso defendo: equipes profissionais devem ter ex-árbitros em suas comissões técnicas, ensinando regras do jogo para as categorias de base e dando dicas para os profissionais). A meia-lua só serve para mostrar a distância  dos 9,15m que os atletas devem ter do ponto penal na cobrança de pênalti.

Se o cobrador sair da meia lua e estiver a uma distância maior, não há problema que alguém fique posicionado à frente dele, pois a regra está sendo cumprida. Miranda fez isso. Parabéns!

A pergunta é: precisa-se correr 10 metros para chutar um pênalti?

Verifique: os atletas são-paulino ficaram em arco, à beira da meia-lua, bem posicionados. Ninguém faz isso.

– A nova Regra de Bola na Mão / Mão na Bola.

Começará o Brasileirão 2021, e com ele, a nova Regra da Mão na Bola / Bola na Mão. Para o resto do mundo, a alteração vale a partir de 1º de julho. Para nós, com a Rodada 1 do nosso torneio (devido ao calendário).

Sobre ela, vamos lá:

  1. Historicamente, se definia a infração da “mão ou braço na bola / bola na mão ou no braço” apenas com a pergunta: foi intencional? Imprudência não deve ser avaliada até hoje (e aí você tinha algumas condições para avaliação: distância do chute, velocidade da bola, etc).
  2. Nos anos 2010, isso ampliou-se: a intenção veio acompanhada da preocupação em acompanhar o movimento antinatural dos braços e das mãos. Ou seja, uma intenção disfarçada de tocar a bola. Por exemplo: pular com os braços elevados numa barreira, não recolher a mão numa bola que visivelmente vai bater nela, entre outras.
  3. Há 2 anos, todo lance de ataque (intencional ou não) passou a ser infração
  4. No ano passado, devido a radicalidade da modificação anterior, voltou-se atrás e passou a ser infração apenas a situação em que a bola bata na mão e imediatamente o jogador ou seu companheiro marquem um gol (o gol do Bayern de Munique contra o Tigres, no Mundial de Clubes da FIFA, foi irregular – e é o grande exemplo).
  5. AGORA: será considerado infração apenas se esse toque na mão que resulte imediatamente no gol for exclusivamente do próprio jogador. Se for gol do companheiro, o lance é legal (isso validaria o gol do Bayern citado acima).

Não gosto de mudanças anuais da Regra. Há se ter cuidado para não confundir o mundo do futebol.

Abaixo, um rápido tira-dúvidas bem didático, extraído de: http://www.espn.com.br/blogs/carloseugeniosimon/786792_bola-na-mao-ou-mao-na-bola-entenda-as-novas-regras-e-acabe-com-as-principais-duvidas

BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA? ENTENDA AS NOVAS ORIENTAÇÕES

Por Carlos Eugênio Simon

A partir de 1° de julho, entram em vigor as alterações na regra de jogo que pretendem acabar, ou ao menos minimizar, com a confusão gerada pela marcação de pênaltis ou infrações por mão na bola.

As novas orientações da IFAB determinam que a bola na mão será considerada infração nas seguintes situações:

1 – Se o jogador tocar a bola deliberadamente com mão ou braço, movendo a mão ou o braço em direção a bola;

2 – Tocar a bola com a mão ou com o braço quando a mão ou o braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço do corpo. Por ter a mão ou braço em tal posição, o jogador corre o risco da mão ou braço ser atingido pela bola e ser penalizado;

3 – Fazer um gol na equipe adversária, imediatamente após a bola tocar na sua mão ou braço mesmo que acidentalmente.

Porém, é improvável que a partir de julho, quando as regras passarem a valer, acabem as polêmicas sobre o tema, já que é a interpretação do árbitro que vai determinar a decisão final.

Alguns exemplos:

1 – Mãos apoiadas como apoio?
Se a mão está apoiando ou indo para o apoio, como suporte para manter o corpo equilibrado? Nada deve ser marcado.

2 – Se um jogador tem o braço em posição natural?
Nada deve ser marcado.

3 – Mão acidental antes de fazer o gol?
Se a bola pega na sua própria mão ou braço e imediatamente faz o gol, esse deve ser anulado.

4 – Quando bola pega na mão vinda do próprio jogador?
Quando um jogador joga  a bola e vai na sua própria mão ou braço, nada deve ser marcado.

5 – Mãos juntas ao corpo?
Quando as mãos ou braços estiverem juntos ao corpo, nada deve ser marcado.

– O gol anulado de Wesley em Palmeiras x Universitário.

Nesta 5a feira, um lance didático na Allianz Arena. Vamos lá:

Há alguns anos, houve uma modificação na Regra do Jogo que vez ou outra acontece em campo – e sempre se mostra polêmica: se a bola sofrer um desvio de um defensor e ela sobrar para um atacante que está em posição de impedimento, esse toque pode, dependendo da situação, tirar o impedimento. Para isso: o toque deve ser fruto de um desvio de tentativa deliberada de interceptar a bola (não necessariamente de tentar dominá-la).

Na jogada de Palmeiras x Universitário, quando há o chute para o gol, a bola bate num defensor e sobra para Wesley marcar o gol. Para mim, esse zagueiro tentou interceptar a bola chutada e, portanto, tirou o impedimento do palmeirense. Mas se você interpretou que aquele desvio foi totalmente sem querer (que ele não queria interceptar a bola), Wesley estava impedido e o gol foi bem anulado.

O futebol é fantástico por tantas alternativas, não?

Palmeiras x Universitario ao vivo: onde assistir ao jogo da Libertadores | Streaming | TechTudo

 

– Confie, desconfiando.

Você confia na Conmebol, com tantos ex-presidentes presos?

Você confia em clubes de futebol, quando jogam só para cumprir tabela?

Você, enfim, confia na lisura total do esporte?

Recentemente, tornou-se uma praga a manipulação de resultados em divisões menores no Brasil. E se acontece aqui, imagine no continente sul-americano em geral (relembre algumas neste link: https://wp.me/p4RTuC-rwK). Digo isso pois ao ver o ocorrido em Santa Fé x Junior Barranquilla pela Libertadores da América (no grupo onde o River Plate e o Fluminense estão), fico achando que coisas bem estranhas aconteceram…

Vejam só, extraído de (não consegui outro link do jogo e dos lances… mais um motivo para desconfiança…): https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/05/26/lentidao-e-furada-do-junior-na-libertadores-irritam-torcedores-assista.htm

LENTIDÃO E FURADA IRRITAM TORCEDORES

Enquanto o Fluminense fazia 3 a 1 no River Plate, o Junior Barranquilla precisava de apenas um gol para garantir a sua classificação às oitavas de final da Libertadores e, de quebra, tirar os argentinos do torneio.

No duelo nacional diante do já eliminado Santa Fe, o time colombiano, no entanto, não conseguiu furar a barreira adversária e também deixou a competição continental.

Um lance em especial, já nos acréscimos da partida – que estava em 0 a 0 -, irritou os torcedores. Isso porque os jogadores Junior passaram a trocar passes na defesa sem a menor pressa de chegar ao gol do rival.

O ápice da ira veio quando um dos defensores acabou “furando” o domínio e permitindo que a bola se encaminhasse para a linha lateral, atrasando completamente a criação da jogada ofensiva.

Assista ao momento:

DESCONFIE!

– Foi gol ou não?

Esse vídeo viralizou nas Redes Sociais. Mas se fosse “pra valer”, no campo e em jogo profissional, seria gol legal.

Pobre goleiro… precisava segurar seus impulsos, não só a bola. 

Em: https://www.facebook.com/100023440900633/videos/928479327943422/

– O unfair-play das simulações em São Paulo 2×0 Palmeiras.

Usar a mão e/ou os braços para disputar uma bola, com a chance de atingir o rosto adversário, é algo para ser punido com severidade a pedido da FIFA já faz 1 ano.

No Choque-Rei de domingo, vimos por AMBAS equipes simulações de agressões. Em todas elas, jogadores abriram os braços e atingiram o peito ou levemente o rosto do adversário. Mas invariavelmente, os atletas cairam em campo, pediram atendimento médico e simularam que foram duramente atingidos no rosto.

Imagino quando Raphael Claus foi assistir o VT do seu jogo, e viu que em diversas oportunidades teve que chamar o médico sem necessidade alguma – que não passavam de simulações dos boleiros! O desejo dele em dar Amarelos para tanta simulação deve ter sido grande…

Quando essa cultura acabará?

– O excesso de pilhagem no futebol, visto nas decisões regionais.

Se você assistiu as reclamações contra a arbitragem em Minas Gerais, Rio de Janeiro e em outros estados, ou se assustou com a violência em Pernambuco ou no Pará, ou ainda cansou de ver as caras e bocas no Morumbi com atletas de ambas equipes e Abel Ferreira (com suas expressões teatrais), deve estar pensando: cansou!

É muito chato assistir futebol e ver que a cada falta, uma “conferência” é feita e as queixas se proliferam por todo o gramado. Há reclamação para tudo contra os árbitros, dos lances bobos aos mais delicados. Se quer ganhar a todo custo, com simulações e gritos. E isso é bom?

O que me preocupa é: a falta de esportividade e de ética, além da despreocupação em cumprir as regras. E se o futebol é esporte e deve servir de exemplo, qual é esse legado deixado para as crianças?

Precisamos educar os atletas cada vez mais a respeitar os valores básicos do futebol, a fim de que a pilhagem e a imposição do “ganhar a qualquer custo” não distorçam a desportividade básica.

Campanha da FPF para promover o respeito à arbitragem | Refnews - Arbitragem  de futebol em foco

– O que esperar de Raphael Claus na decisão entre São Paulo x Palmeiras?

Raphael Claus apitará a decisão entre São Paulo x Palmeiras logo mais, pelo Campeonato Paulista. Falamos anteriormente sobre às expectativas da arbitragem para esse Choque-Rei aqui no blog, no link em: https://wp.me/p4RTuC-uZq.

Pois bem, algumas considerações pontuais abaixo:

Não se sabe qual árbitro brasileiro vai à Copa do Mundo do Catar. Claus briga pela vaga (se ela for única) com Wilton Sampaio desde algum tempo. Mas pela participação positivíssima de Edina Alves no Mundial de Clubes, pela repercussão politicamente correta da sua escolha e pelo fato dela própria estar sendo a pioneira na América do Sul em apitar um jogo masculino pela Conmebol Libertadores (obviamente, também pela sua competência isso ocorreu), Raphael Claus precisa ter uma atuação impecável! Assim, ele entrará em campo com “o apito entre os dentes” nesta tarde.

Acrescente outro fato: o treinador Abel Ferreira tomou vários amarelos no campeonato, ganhando ou perdendo. Virou “o chato à beira do gramado” para a arbitragem (o próprio Claus já o amarelou). No último jogo, onde todos querem encerrar com chave de ouro o torneio, está “fácil” expulsá-lo. Não me surpreenderia com esse possível Cartão Vermelho.

Por fim, sendo o Paulistão um dos poucos grandes regionais que dá retorno financeiro e de audiência, todos os olhos estarão no Morumbi. Apitar sem amarras será o diferencial para Raphael Claus, que concorre ao prêmio de melhor árbitro do Estadual (ao lado de Flávio Rodrigues de Souza) para sair incólume de críticas.

Aguardemos!

Assista em vídeo nossa análise em: https://youtu.be/vyRZgSXom3c

Ou leia no Blog “Pergunte Ao Árbitro”, em: https://professorrafaelporcari.com/2021/05/23/o-que-esperar-de-raphael-claus-na-decisao-entre-sao-paulo-x-palmeiras/

– Enzo Perez foi o símbolo de um River Plate guerreiro contra o Santa Fé!

Coisas do futebol: por conta de um surto de Covid, o River Plate entrou em campo com 11 jogadores e não teve nenhum substituto à disposição contra o Santa Fé.

Dos 11, vários eram reservas e o goleiro era um meio-campista improvisado, que estava lesionado (Enzo Perez).

E não é que os argentinos ganharam dos adversários por 2×1?

Todos os aplausos para o vencedor e àqueles que jogaram “no sacrifício”. Mas vale lembrar: o Santa Fé provocou um verdadeiro fiasco…

Ou não devemos ter essa leitura?

Veja uma imagem do jogo de ontem, abaixo, do próprio Perez (lembre-se: ele não é goleiro e estava fora de forma por conta de uma lesão).

Em tempo: a Regra permite que qualquer jogador seja o goleiro, desde que o árbitro seja avisado e a troca de posição seja durante uma paralisação.

Sportbuzz · Com Enzo Pérez no gol e sem reservas, River vence o Santa Fe e  assume a liderança do Grupo D da Libertadores