– Corinthians x São Paulo: o critério da escolha do árbitro.

Quando se vai escalar um árbitro para um jogo importante, você avalia algumas nuances. Por exemplo: a importância das equipes. Em qualquer clássico, haverá sempre a preocupação de colocar um juiz que tenha boa qualidade.

1- Especificamente para o Majestoso desta 4a feira: se Corinthians x São Paulo estivessem em condições mais tranquilas (não sendo pressionados pelo mau futebol apresentado e pela pontuação na tabela de classificação), você poderia confiar a partida a algum jovem talento, como algum aspirante à FIFA, a fim de testá-lo (afinal, escalar um árbitro com potencial somente em jogos medianos e nunca em um clássico é deixar de submetê-lo à prova de fogo). Sem torcida nas arquibancadas, melhor ainda para tal teste!

2- Porém, se estivessem brigando pela liderança do campeonato nas rodadas finais, você escalaria o “bola da vez”: aquele árbitro que está sendo escalado constantemente nos jogos da TV aberta e que está em ótimo momento, independente de ser da FIFA ou não. Você escolhe o que está em “boa fase”.

3 – Dito tudo isso, você chega à real situação do jogo de hoje: equipes com os bastidores fervendo e cobrança de resultados melhores, onde ninguém quer perder para não assumir o “estado de crise”. Quem deve apitar? Você não se socorre ao jovem árbitro para testá-lo (há risco de sucumbir aos atletas mais veteranos), nem ao “bola da vez” (que de tanto estar exposto, pode se preocupar com o protagonismo e isso nunca é bom), mas sim aos que “resolvem o problema”– pela experiência e pelo nome conquistado).

4 – Sendo em SP, a primeira opção seria Raphael Claus (que não pode apitar pois está na Copa América). A segunda seria Flávio Rodrigues de Souza, que nas últimas semanas teve um excesso de escalas da FPF envolvendo essas equipes e no seu último Majestoso vimos um empate modorrento (então é melhor evitá-lo). A 3ª e a 4ª seriam Luiz Flávio de Oliveira (mas que já está escalado no “Fla-Flu paulistano de domingo”) e Edna Alves Batista (que não tem tido a mesma confiança em jogos de importância na CBF). Sobram, portanto, os árbitros da categoria “Masters”, que são os ex-FIFAS experientes. Sem pensar muito: Leandro Pedro Vuaden (que foi o escalado).

5 – A escala é ótima (ele é a melhor opção disparado), pois:

A) Tem a confiança de quem o escalou, seu conterrâneo gaúcho “Leonardo Gaciba”.

B) Estará realizando seu jogo 242 no Brasileirão da 1a divisão em 20 anos de carreira, superando Dulcídio Wanderley Boschila (241 jogos) e entrando para os 10 árbitros mais escalados da história (Heber Roberto Lopes, Carlos Eugênio Simon e Arnaldo César Coelho são os Top 3 – Vuaden se aproxima das marcas de Wilson de Souza Mendonça, o 8º, e José de Assis Aragão, o 9º).

C) Ontem ele completou 46 anos, e está de bem com a vida. Isso pode parecer pouco, mas ajuda.

D) Nessas condições, fica a observação: o árbitro não tem que mostrar mais nada para ninguém, pode apitar sem amarras e tomar decisões sem fazer média ou se preocupar com reclamações. Prova disso: o relatório “descomprometido de pudores” com “os dizeres escritos claramente” feito contra Cuca, expulso pelo Atlético Mineiro).

Diante de tudo isso, fica a dica aos jogadores e atletas: joguem bola, evitem cartões ou reclamações.

Corinthians x São Paulo: Palpite do jogo da 8ª rodada do Brasileirão (30/06)

– Abel seria o mais punido com cartões até agora?

Dias atrás, o clima esquentou entre o treinador Abel Ferreira e o presidente Maurício Galliote (falamos em: https://professorrafaelporcari.com/2021/06/25/abel-e-galiotte-casamento-que-deve-ser-discutindo-entre-4-paredes/).

Após a partida contra o Bahia, “um outro Abel” falou: mais afável, ponderado e menos sanguíneo.

Confesso ficar na dúvida: o técnico mudou o comportamento pelas circunstâncias terem o obrigado (e não estaria sendo sincero), ou aflora seu nervosismo conforme os resultados mudam da derrota para a vitória (mostrando sua faceta transparente a cada entrevista)?

O certo é: a regularidade emocional (negativa) é dentro de campo no trato da arbitragem. Talvez ele seja o treinador que mais recebeu cartões amarelos e vermelhos na temporada 2021 do futebol brasileiro!

Assista a entrevista em: https://www.youtube.com/watch?v=1Lg5Jdz-HfU

– A sugestão dos pênaltis antes dos jogos não evoluiu?

A disputa de pênaltis para decidir um vencedor em partidas eliminatórias é algo amado e odiado! Há aqueles que a acham indevida, pois creditam à sorte e ao azar (uma espécie de loteria) e falta de meritocracia para definir quem vence um jogo empatado. Outros (me incluo aqui) entendem como um momento de emoção, pautado pelo equilíbrio psicológico dos atletas e técnica (pontaria). Afinal, o esporte é para ser algo que traga sensações, não necessariamente justiça (a Justiça, com J maiúsculo, serve para o cumprimento das regras do jogo, pois, afinal, o futebol é apaixonante por nem sempre o melhor ganhar).

Digo tudo isso já que ontem, pela Eurocopa 2020, no Suíça 3×3 França, os franceses foram eliminados na cobrança de pênalti, com erro de Mbappé. O atacante ficou inconsolável, recebendo mensagem de apoio até mesmo do Rei Pelé.

Penso: e se a proposta de 2014 da UEFA, que ganhou certo entusiasmo na FIFA mas depois não prosseguiu (de cobrar os pênaltis antes dos jogos) tivesse vingado? Mbappé seria menos culpado?

Relembrando, extraído desse mesmo blog, há 7 anos:

PÊNALTIS ANTES DOS JOGOS?

Uma idéia que não pode ficar sem um desfecho (positivo ou negativo), e que veio de um vitorioso no futebol – de Sir Alex Fergunson, ex-treinador por décadas do Manchester United e que hoje faz parte de um grupo de notáveis que buscam o desenvolvimento do futebol pela UEFA.

Foi dele a proposta que ganhou simpatia de muitos na Europa: em jogos eliminatórios, realizar a decisão de tiros penais ANTES das partidas.

E por vários motivos:

1- Uma equipe pequena que estivesse empatando em 0 x 0 até o final da partida contra um grande, caso soubesse que a vitória seria do adversário nas decisões penais, sairia mais para o jogo.

2- Não teríamos o vilão das cobranças, ou seja, aquele jogador que perde o último chute e fica marcado, já que sua equipe teria a possibilidade de buscar a vitória dentro de campo.

3- Mesmo se um time vencesse fácil a partida e os tiros penais se tornassem desnecessários, haveria essa certa dose de emoção antes das partidas.

É claro que surgiram críticas: cansaço emocional e físico desnecessário antes dos jogos e, caso uma equipe mais fraca vença nos pênaltis, total retranca durante os 90 minutos.

E você, o que acha dessa idéia?

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– Gérman Cano, bandeira LGBTQIA+ e Vasco da Gama: o ato cidadão (mas que não pode ficar na demagogia).

Ontem, o atacante Cano comemorou seu gol ostentando a bandeira de escanteio, que estava pintada nas cores do arco-íris para lembrar a luta contra a homofobia (neste dia 28, é dia do Orgulho Gay, e vários clubes promoveram ações para lembrar a data).

O Vasco da Gama foi marcante na história por ser o primeiro grande clube de futebol a incluir os negros oficialmente em sua equipe no Rio de Janeiro (o racismo da época promovia até episódios patéticos, como o de passar pó-de-arroz no rosto para clarear a pele dos negros). O Estádio Sao Januário, ao longo do século XX, foi palco de manifestações públicas em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores. Agora, na questão da inclusão de gênero e seus direitos, novo fato relevante para a sua grandiosa história.

Porém…

Sem desabonar o que foi feito, é necessário que ações sociais não sejam apenas jogadas promocionais e de marketing. Que a causa defendida seja trabalhada internamente também – não apenas para o mundo ver e aplaudir. E, o ponto mais delicado: não só a defesa de uma causa para mostrar cidadania, mas: pagar seus funcionários em dia, recolher os impostos sociais, estar em ordem perante os colaboradores é também ato cidadão.

Louvemos as boas iniciativas, mas que elas não sejam causas demagogas encobrindo ações ruins e que vão ao contrário do que uma empresa cidadã deve fazer.

Ops: a Regra do Jogo diz que, neste caso, por ter tirado o mastro, o jogador deve repô-lo e receber o cartão Amarelo (mesmo com a causa defendida sendo nobre). As leis, sabidamente, são frias e podem ser antipáticas…

– A falha na comunicação das mudanças das Regras do Jogo.

Como nunca na história, nos últimos anos, a cada reunião da International Board, novas mudanças nas Regras do Jogo surgem. Porém, a grande falha é: popularizar a informação do que mudou! Nem todos têm acesso e a divulgação é ruim.

Por exemplo, o lance de ontem, envolvendo Brasil x Colômbia, onde a bola bateu no árbitro Nestor Pitana. Falamos sobre ele aqui: https://wp.me/p4RTuC-vHa.

O que me irrita é: antes de qualquer campeonato começar, você tem que estar com o Livro de Regras atualizado, em sua língua. A CBF iniciou o Brasileirão, que tem as Regras 2021/2022 em vigência, sem disponibilizar em seu site as modificações. Confira lá: está a versão 2020/2021.

Algum árbitro recebeu na Língua Portuguesa um livro de regras impresso e atualizado antes da Rodada 1?

Não…

Para curiosidade de muitos, uma das modificações mais sensíveis é a da Mão na Bola, que pela enésima vez foi alterada (e não está atualizado no site da CBF). Abaixo:

A NOVA REGRA DA MÃO NA BOLA (publicado em 29 de maio neste mesmo espaço).

Começará o Brasileirão 2021, e com ele, a nova Regra da Mão na Bola / Bola na Mão. Para o resto do mundo, a alteração vale a partir de 1º de julho. Para nós, com a Rodada 1 do nosso torneio (devido ao calendário).

Sobre ela, vamos lá:

  1. Historicamente, se definia a infração da “mão ou braço na bola / bola na mão ou no braço” apenas com a pergunta: foi intencional? Imprudência não deve ser avaliada até hoje (e aí você tinha algumas condições para avaliação: distância do chute, velocidade da bola, etc).
  2. Nos anos 2010, isso ampliou-se: a intenção veio acompanhada da preocupação em acompanhar o movimento antinatural dos braços e das mãos. Ou seja, uma intenção disfarçada de tocar a bola. Por exemplo: pular com os braços elevados numa barreira, não recolher a mão numa bola que visivelmente vai bater nela, entre outras.
  3. Há 2 anos, todo lance de ataque (intencional ou não) passou a ser infração
  4. No ano passado, devido a radicalidade da modificação anterior, voltou-se atrás e passou a ser infração apenas a situação em que a bola bata na mão e imediatamente o jogador ou seu companheiro marquem um gol (o gol do Bayern de Munique contra o Tigres, no Mundial de Clubes da FIFA, foi irregular – e é o grande exemplo).
  5. AGORA: será considerado infração apenas se esse toque na mão que resulte imediatamente no gol for exclusivamente do próprio jogador. Se for gol do companheiro, o lance é legal (isso validaria o gol do Bayern citado acima).

Não gosto de mudanças anuais da Regra. Há se ter cuidado para não confundir o mundo do futebol.

Abaixo, um rápido tira-dúvidas bem didático, extraído de: http://www.espn.com.br/blogs/carloseugeniosimon/786792_bola-na-mao-ou-mao-na-bola-entenda-as-novas-regras-e-acabe-com-as-principais-duvidas

BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA? ENTENDA AS NOVAS ORIENTAÇÕES

Por Carlos Eugênio Simon

A partir de 1° de julho, entram em vigor as alterações na regra de jogo que pretendem acabar, ou ao menos minimizar, com a confusão gerada pela marcação de pênaltis ou infrações por mão na bola.

As novas orientações da IFAB determinam que a bola na mão será considerada infração nas seguintes situações:

1 – Se o jogador tocar a bola deliberadamente com mão ou braço, movendo a mão ou o braço em direção a bola;

2 – Tocar a bola com a mão ou com o braço quando a mão ou o braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço do corpo. Por ter a mão ou braço em tal posição, o jogador corre o risco da mão ou braço ser atingido pela bola e ser penalizado;

3 – Fazer um gol na equipe adversária, imediatamente após a bola tocar na sua mão ou braço mesmo que acidentalmente.

Porém, é improvável que a partir de julho, quando as regras passarem a valer, acabem as polêmicas sobre o tema, já que é a interpretação do árbitro que vai determinar a decisão final.

Alguns exemplos:

1 – Mãos apoiadas como apoio?
Se a mão está apoiando ou indo para o apoio, como suporte para manter o corpo equilibrado? Nada deve ser marcado.

2 – Se um jogador tem o braço em posição natural?
Nada deve ser marcado.

3 – Mão acidental antes de fazer o gol?
Se a bola pega na sua própria mão ou braço e imediatamente faz o gol, esse deve ser anulado.

4 – Quando bola pega na mão vinda do próprio jogador?
Quando um jogador joga  a bola e vai na sua própria mão ou braço, nada deve ser marcado.

5 – Mãos juntas ao corpo?
Quando as mãos ou braços estiverem juntos ao corpo, nada deve ser marcado.

– Brasil 2×1 Colômbia: o gol que bateu no juiz foi legal ou não?

Antes de 2019, para a Regra do Jogo, o árbitro e seus assistentes eram neutros. Bateu no juizão, o jogo deveria seguir (lembram-se do “gol do Aragão”?).

A partir da temporada 2019/2020, a Regra mudou: o árbitro é como um corpo estranho dentro de campo. Bateu nele, independente de mudar a trajetória ou não, deveria-se marcar bola ao chão. A Regra entendia que “tocar em um oficial durante o jogo” tem o mesmo sentido de alguém que invade o gramado e toca na bola.

Na temporada 2021/2022 (a atual), nova orientação: se o toque no árbitro não mudou a posse de bola E NÃO CRIOU UM ATAQUE PROMISSOR*, o lance deve seguir, sem paralisação.

Tal modificação da Regra passa despercebida por muitos e não está oficialmente no site da CBF ainda… (ao menos, até agora, 23/06/2021 às 23h48). A primeira ocorrência desse lance aconteceu nesta partida da Copa América. Aliás, já estão em vigor as regras para 2021/2022, e no site da CBF, temos ainda o 2020/2021.

*Aqui, o exemplo é: um passe lateral que bata no árbitro e arme um contra-ataque, deve ser paralisado. Se já estava no ataque e permaneceu no destino do passe, segue o jogo.

– A cultura do Fair Play na Eurocopa.

Assistiram o lance de “boa educação” em Inglaterra x Escócia?

Penso: isso aconteceria na Copa América também?

Veja, extraído de: https://www.agazeta.com.br/colunas/wallace-valente/uma-aula-de-cultura-e-educacao-em-jogo-de-futebol-pela-eurocopa-0621

UMA AULA DE CULTURA E EDUCAÇÃO EM JOGO DE FUTEBOL PELA EUROCOPA

Por Wallace Valente

Uma aula de cultura e educação na partida entre Inglaterra x Escócia pela Eurocopa. O jogador O’Donnell, da Escócia, fez falta em uma disputa de bola no alto e saiu de perto do jogador alemão, que ficou caído. O árbitro espanhol Antônio Mateu Lahoz chamou a atenção do escocês e o fez voltar e levantar o adversário do chão.

– Pé alto é para expulsar? Se atingir a cabeça…

No Brasileirão, tivemos uma expulsão muito polêmica de Nestor na partida São Paulo x Chapecoense. Explicamos aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/06/16/a-expulsao-de-nestor-no-sao-paulo-x-chapecoense/

Pois bem: resumidamente, por quê em alguns casos de pé alto se deve expulsar?

Explico em: https://youtu.be/chbImiw0uf8

– A expulsão de Nestor no São Paulo x Chapecoense.

O são-paulino Rodrigo Nestor começou a ser expulso do jogo contra a Chapecoense no Morumbi em 2008, no Chipre acredite se quiser!

Calma, explico: naquele ano, a UEFA pediu aos árbitros da Liga dos Campeões que ali se reuniam para rigor máximo em lances de “pé alto” que atingissem a cabeça dos adversários. Sempre lembrando: considerando que ocorra uma disputa de bola e exista o contato.

A FIFA, no mesmo ano, elaborou uma série de vídeos de instrução mostrando que nas situações onde ocorre um lance como esse, o árbitro deve trocar o cartão amarelo por “ação temerária” para cartão vermelho por “força excessiva / jogo brusco grave”. Recordo-me, inclusive, de uma reunião na qual participei na FPF com orientação do Prof Roberto Perassi.

Pois bem: como avaliar / distinguir tais lances?

Quando ouvimos falar de termos como “solada, pé-alto, perna erguida” e outros, lembramo-nos de pronto de “lance ilegal no futebol”. Mas será que isso realmente procede?

Vamos lá: tecnicamente, falamos em “jogo perigoso”. Se um atleta disputar a bola com a perna erguida, por exemplo, pode atingir um adversário e lesioná-lo. Se não atingir, o árbitro deve marcar tiro livre indireto, sem aplicação de cartão. Se atingi-lo,

1 – Deve marcar tiro livre direto e não se pune com cartão, caso entenda que foi uma ação imprudente;

2- Aplica-se cartão amarelo, caso entenda-se jogada temerária;

3- Expulsa-se com o cartão vermelho, caso entenda força excessiva.

4 – Há ainda outra situação: quando dois atletas não se percebem, tocam-se, trombam e caem – aí é acidente de trabalho ou simplesmente casualidade, não ocorrendo infração.

Mas o grande problema é: como entender se uma perna erguida é ou não jogo perigoso?

Para fazer a avaliação, o árbitro deve considerar alguns fatores:

A- A bola está em que altura?
B- As pernas do jogadores estão erguidas ou não? Importante: um jogo perigoso pode ocorrer também no chão, com uma disputa de atleta que pratique um carrinho que atinja a bola com as travas, mesmo não atingindo o adversário.
C- Há disputa de bola ou o jogador está sozinho, sem levar risco a alguém?
D- A que distância os atletas estão para a disputa de bola?
E- O principal: o risco de lesão.

Some-se a tudo isso: desde 2020, há a orientação explícita para que se aplique cartão vermelho em jogadas que atinjam com violência a cabeça do adversário, por conta do risco de concussão (de acordo com o webinar de Leonardo Gaciba, chefe dos árbitros da CBF, independente se forem cotoveladas, socos, chutes ou tapas). Na cabeça, portanto, virou “área de alerta” para rigor aos árbitros.

Diante de tudo isso, avalie: Rodrigo Nestor mereceu o cartão vermelho pelas orientações ou não? Para mim, sim, pela orientação atual.

O lance aqui: https://twitter.com/goleada_info/status/1405295641425813512

– Explicando o “escanteio com impedimento” em Turquia 0x3 Itália.

Eu não tinha visto o lance da Eurocopa onde disseram ter surgido um impedimento de escanteio, no jogo Turquia x Itália.

Dando uma fuçada na Web, me deparei com essa matéria confusa do UOL, falando que o italiano recebeu a bola impedido (como se existisse sim impedimento em escanteio – bola fora do jornal, o qual imagino que corrigirá). Em: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/06/11/impedimento-no-escanteio-jogadores-da-turquia-se-atrapalham-veja.htm.

Outro link, do O Dia, ironizando o erro do bandeira: https://odia.ig.com.br/esporte/2021/06/6165808-bizarro-arbitragem-marca-impedimento-de-jogador-da-italia-em-cobranca-de-escanteio-assista.html.

Por fim, um último link, do GE.com, onde é possível assistir o lance. Nele, Sandro Meira Ricci confirma o equívoco. Vejam só: https://ge.globo.com/futebol/eurocopa/noticia/impedimento-bizarro-e-penalti-nao-marcado-erros-da-arbitragem-chamam-atencao-em-turquia-x-italia.ghtml.

Amigos, insisto que não existe impedimento em escanteio. MAS QUEM DISSE QUE A MARCAÇÃO FOI ESSA?

O bandeira está marcando a posição de Berardi, que está fora do campo quando a bola é tocada por Insigne. Ele é como um invasor neste momento, e deve ser marcado Tiro Livre Indireto ao adversário. Não houve nada de impedimento marcado, os comentaristas bobearam na análise.

Por isso o futebol é fascinante… um lance que correu o mundo e poucos se atentaram