– A falha na comunicação das mudanças das Regras do Jogo.

Como nunca na história, nos últimos anos, a cada reunião da International Board, novas mudanças nas Regras do Jogo surgem. Porém, a grande falha é: popularizar a informação do que mudou! Nem todos têm acesso e a divulgação é ruim.

Por exemplo, o lance de ontem, envolvendo Brasil x Colômbia, onde a bola bateu no árbitro Nestor Pitana. Falamos sobre ele aqui: https://wp.me/p4RTuC-vHa.

O que me irrita é: antes de qualquer campeonato começar, você tem que estar com o Livro de Regras atualizado, em sua língua. A CBF iniciou o Brasileirão, que tem as Regras 2021/2022 em vigência, sem disponibilizar em seu site as modificações. Confira lá: está a versão 2020/2021.

Algum árbitro recebeu na Língua Portuguesa um livro de regras impresso e atualizado antes da Rodada 1?

Não…

Para curiosidade de muitos, uma das modificações mais sensíveis é a da Mão na Bola, que pela enésima vez foi alterada (e não está atualizado no site da CBF). Abaixo:

A NOVA REGRA DA MÃO NA BOLA (publicado em 29 de maio neste mesmo espaço).

Começará o Brasileirão 2021, e com ele, a nova Regra da Mão na Bola / Bola na Mão. Para o resto do mundo, a alteração vale a partir de 1º de julho. Para nós, com a Rodada 1 do nosso torneio (devido ao calendário).

Sobre ela, vamos lá:

  1. Historicamente, se definia a infração da “mão ou braço na bola / bola na mão ou no braço” apenas com a pergunta: foi intencional? Imprudência não deve ser avaliada até hoje (e aí você tinha algumas condições para avaliação: distância do chute, velocidade da bola, etc).
  2. Nos anos 2010, isso ampliou-se: a intenção veio acompanhada da preocupação em acompanhar o movimento antinatural dos braços e das mãos. Ou seja, uma intenção disfarçada de tocar a bola. Por exemplo: pular com os braços elevados numa barreira, não recolher a mão numa bola que visivelmente vai bater nela, entre outras.
  3. Há 2 anos, todo lance de ataque (intencional ou não) passou a ser infração
  4. No ano passado, devido a radicalidade da modificação anterior, voltou-se atrás e passou a ser infração apenas a situação em que a bola bata na mão e imediatamente o jogador ou seu companheiro marquem um gol (o gol do Bayern de Munique contra o Tigres, no Mundial de Clubes da FIFA, foi irregular – e é o grande exemplo).
  5. AGORA: será considerado infração apenas se esse toque na mão que resulte imediatamente no gol for exclusivamente do próprio jogador. Se for gol do companheiro, o lance é legal (isso validaria o gol do Bayern citado acima).

Não gosto de mudanças anuais da Regra. Há se ter cuidado para não confundir o mundo do futebol.

Abaixo, um rápido tira-dúvidas bem didático, extraído de: http://www.espn.com.br/blogs/carloseugeniosimon/786792_bola-na-mao-ou-mao-na-bola-entenda-as-novas-regras-e-acabe-com-as-principais-duvidas

BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA? ENTENDA AS NOVAS ORIENTAÇÕES

Por Carlos Eugênio Simon

A partir de 1° de julho, entram em vigor as alterações na regra de jogo que pretendem acabar, ou ao menos minimizar, com a confusão gerada pela marcação de pênaltis ou infrações por mão na bola.

As novas orientações da IFAB determinam que a bola na mão será considerada infração nas seguintes situações:

1 – Se o jogador tocar a bola deliberadamente com mão ou braço, movendo a mão ou o braço em direção a bola;

2 – Tocar a bola com a mão ou com o braço quando a mão ou o braço estiver em posição antinatural e com isso ampliando o espaço do corpo. Por ter a mão ou braço em tal posição, o jogador corre o risco da mão ou braço ser atingido pela bola e ser penalizado;

3 – Fazer um gol na equipe adversária, imediatamente após a bola tocar na sua mão ou braço mesmo que acidentalmente.

Porém, é improvável que a partir de julho, quando as regras passarem a valer, acabem as polêmicas sobre o tema, já que é a interpretação do árbitro que vai determinar a decisão final.

Alguns exemplos:

1 – Mãos apoiadas como apoio?
Se a mão está apoiando ou indo para o apoio, como suporte para manter o corpo equilibrado? Nada deve ser marcado.

2 – Se um jogador tem o braço em posição natural?
Nada deve ser marcado.

3 – Mão acidental antes de fazer o gol?
Se a bola pega na sua própria mão ou braço e imediatamente faz o gol, esse deve ser anulado.

4 – Quando bola pega na mão vinda do próprio jogador?
Quando um jogador joga  a bola e vai na sua própria mão ou braço, nada deve ser marcado.

5 – Mãos juntas ao corpo?
Quando as mãos ou braços estiverem juntos ao corpo, nada deve ser marcado.

2 comentários sobre “– A falha na comunicação das mudanças das Regras do Jogo.

  1. Queria tirar uma dúvida se é que ela já não foi tirada antes sobre o lance em que o Borré,então atacante do River faz gol com o braço e o VAR sequer analisa o lance deixando ele passar como se fosse de cabeça sendo que naquele ano já havia sido mudada a regra em que o atacante que faz gol com outra parte do corpo que não a cabeça,o peito ou as pernas é anulado.Eu não questiono o lance que deu origem ao gol do Pity Martinez quando o Bressan faz clara intenção de pôr a bola na mão num chute do argentino onde nem o jogador do River se dera conta de que era pra pênalti aquele lance e foi somente visto no VAR-de forma correta,diga-se.

    Minha dúvida é por que mesmo tendo o VAR num jogo altamente tenso como era aquele Grêmio x River Plate valendo uma vaga na final da Libertadores da Amérca,o principal torneio de clubes do continente,e com uma arbitragem considerada de alto nível como era o caso de Andres Cunha,uruguaio considerado um dos melhores não se viu justamente esse fato que mudaria a história do jogo por completo ainda mais que fora o gol do empate já que o pênalti seria o segundo gol que no frigir dos ovos daquele confronto acabaria dando a classificação para o Grêmio já que o Grêmio havia ganho de 1×0 na Argentina e o confronto final acabaria ficando em 2×1 para os gaúchos e assim passando o Grêmio pra final.

    Fora que nesse mesmo lance ainda há uma falta em cima do Michel,volante gremista,que o impede de tirar a bola da grande área colocando-a para a lateral.Por que não viram isso?Falha do VAR?Ordens da Conmebol para que enfim colocassem Boca x River na final?Por que nada disso foi visto numa partida em que supostamente se tinha os melhores árbitros escalados para um jogo de semifinal de Libertadores da América onde envolvia o confronto de dois gigantes do continente?

    Essas são dúvidas que me afligem desde 2018 quando daquele episódio.Se não tivessem mudado as regras nem estivéssemos com o VAR em uso,ok,seria passível de entender que os erros aconteceram e que não se pode discutir pois não havia como contestar uma vez que não havia ainda sequer o VAR pra auxiliar o juiz em campo a acertar mais e a errar menos porém quando se tem a ferramenta do VAR e os argentinos são amplamente beneficiados naquilo que se refere ao mundo da CONMEBOL já desde a criação da própria Libertadores desde 1960,tudo passa pela cabeça do torcedor.

    Grato pela atenção.

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  2. É como vc mesmo disse: tendo todo o aparato, credita-de “à falha humana” (pois é a justificativa mais fácil). Infelizmente, lembre-se: a Conmebol teve 3 presidentes presos num prazo de 1 ano…
    Não se esqueça dos históricos: Corinthians x Boca com Amarilla, Palmeiras x Boca com Ubaldo Aquino (todos árbitros FIFA que cometeram erros incrivelmente infantis contra brasileiros e a favor de argentinos). E, o mais emblemático: Independiente x Santos de 64, onde as gravações mostraram que nem com Pelé o Peixe seria campeão.

    Curtido por 1 pessoa

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