– Que lambança o VAR fez no Paraguai em Cerro Porteño x Fluminense!

Que loucura! No Paraguai, o VAR traçou as linhas do impedimento e esqueceu do zagueiro do Fluminense, que dava condições ao Cerro Porteño, pela Libertadores da América.

Não teve como a Conmebol não admitir o erro… incrível a lambança. Abaixo:

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/07/14/conmebol-admite-erro-do-var-em-gol-anulado-do-cerro-porteno.htm

CONMEBOL ADMITE ERRO DO VAR EM CERRO X FLUMINENSE

A Conmebol admitiu erro por parte do VAR no gol anulado do Cerro Porteño contra o Fluminense na Libertadores. A entidade divulgou vídeo com o áudio da cabine do VAR no momento da análise e reconheceu o equívoco dos árbitros ao marcarem o impedimento.

“O VAR checou a jogada com um ângulo muito fechado, deixando de levar em conta um defensor que está na parte inferior da tela para a colocação de linhas virtuais. Esse defensor habilitaria todos os atacantes, caracterizando um erro na decisão final”, confirma o vídeo da Conmebol.

Após o jogo, o técnico do Cerro Porteño ainda questionou por que o assistente levantou a bandeira enquanto o lance acontecia e não esperou o fim da jogada, como recomenda o protocolo. Apesar de admitir o erro, a Conmebol garante que a divulgação dos áudios tem objetivo didático e não muda o resultado do jogo.

Fluminense e Cerro Porteño se enfrentaram pelo primeiro jogo das oitavas de final da Libertadores. Os cariocas saíram do Paraguai com a vitória por 2 a 0, com gols de Nenê e Egídio. O time comandado por Roger Machado chega com vantagem no jogo de volta, que acontece na próxima terça-feira (13) no Maracanã.

– Não foi pênalti para o Palmeiras contra a Católica.

Um absurdo pênalti marcado a favor do Palmeiras na Libertadores. A Regra orienta que bolas acidentais que batam na mão em movimento natural não sejam pênaltis. Por exemplo: bater na perna de um jogador e na sequência na mão.

Aliás, a Regra do Jogo, desde 1º de Julho, procurou esclarecer o que é o movimento antinatural. Abaixo: 

“No que tange aos critérios de a mão/braço tornar o corpo de um jogador “ampliado antinaturalmente”, foi confirmado que os árbitros devem continuar a empregar o seu julgamento para decidir sobre a validade da posição da mão/do braço, com relação ao movimento do jogador, em cada situação específica.

Feito esse esclarecimento, será considerada uma infração de toque da bola na mão/braço, se um jogador:

  • Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço em direção à bola;
  • Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/braço ser tocado pela bola e, portanto, de ser punido; ou
  • Marcar um gol na equipe adversária:
  •     o diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou
  •     o imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

Um toque acidental da bola na mão/braço, em que seja marcado um gol por um companheiro de equipe do jogador em quem a bola tocou na mão/braço, assim como a criação de uma oportunidade de gol não constituem mais infração.”

Portanto, errou a arbitragem, já que não teve qualquer intenção em tirar proveito a bola que bateu no braço, nem correu risco algum por ser movimento natural.

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– E qual árbitro brasileiro irá para a Copa do Catar?

Depois da Copa América e da Eurocopa, tanto Conmebol e UEFA fazem suas avaliações sobre o trabalho dos árbitros.

Na América do Sul, notou-se a dificuldade de coibir a indisciplina dos atletas locais (que é uma questão cultural). Partidas razoavelmente apitadas, com “aceite” de milonga. Destaque positivo para Raphael Claus, que imagino: poderia ter sido escalado à final caso a Seleção Brasileira fosse eliminada em fases anteriores.

Na Europa, jogos com comportamento melhor dos jogadores e árbitros usando muito melhor o ferramental tecnológico à disposição: ou seja, o uso correto do VAR como auxílio – e não substituição de decisor – à arbitragem. Destaque para as ótimas atuações do alemão Félix Brych (do pênalti dificílimo – mas correto – de Inglaterra x Dinamarca) e Björn Kuipers, o holandês da decisão.

Pós competições continentais, o objetivo é único: escolher definitivamente os árbitros para a Copa do Mundo do Catar em 2022.

No Brasil, o goiano Wilton Sampaio e o paulista Raphael Claus estavam sendo trabalhados há algum tempo – ora se falando que o goiano Sampaio poderia ir como VAR (embora tenha sido criada uma lista de “árbitros especialistas em VAR” internacional), ora como árbitro principal. Até pelas atuações e escalas, parecia-me que Claus seria “bola cantada”, já que estava em melhor fase e sendo melhor preparado.

Entretanto…

A iniciativa da FIFA em criar um “evento inclusivo” mudou tudo: desejando mostrar a diversidade, a meritocracia e até mesmo a força feminina num país machista, escalou a paranaense Edina Alves Batista para o Mundial de Clubes no Catar. E deu certo! Ela, que já estava apitando muito bem no Campeonato Brasileiro, deu conta do recado e foi aclamada por torcedores, jogadores, árbitros e imprensa. Atuou corretamente e atingiu todos os índices físicos exigidos.

Para muitos, a “inclusão” foi uma jogada de marketing. Que seja! A meritocracia valeu mesmo assim. Só que voltando ao Brasil, Edina teve uma superexposição e desencadeou ciúmes e discriminação por sexismo. Muitos homens que deixavam de ser escalados usaram o argumento mesquinho de que “só porquê é mulher”… E a torcida para que ela errasse em campo, por muitos, aconteceu. Vide o episódio complicado envolvendo Internacional x Red Bull Bragantino (para não nos alongarmos, aqui neste link: https://wp.me/p55Mu0-2OK).

Apesar do árbitro Leandro (citado na matéria acima) ser punido e Edina voltado a apitar, ela foi escalada como primeira mulher a apitar na Libertadores da América Masculina, além de ter sido confirmada nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Mas suas escalas no Brasil, contraditoriamente, “minguaram”.

No Paulistão, Claus trabalhou nas finais da A1, e Edina na A2. No Brasileirão, escalas normais para Claus antes da ida à Copa América. Para Edina, nenhum clássico nacional, mas jogos “menos apelativos”. Sua última partida foi Cuiabá 2×2 Ceará, onde ela expulsou Pepê (jogador do time mandante) pelo 2o cartão amarelo ainda no 1o tempo CORRETAMENTE. 

A questão é:

  • Se Edina continua com o rendimento físico dentro do exigido, está bem tecnicamente (comprove assistindo os jogos dela) e disciplinarmente está cumprindo a regra sem fazer média, por que está em jogos “tão escondidos”?

Uma impressão particular que tenho: Raphael Claus irá para a Copa do Mundo, representando o Brasil. E Edina Alves irá também, como árbitra convidada pela FIFA – e o que aparecerá de dirigente de arbitragem dizendo que o mérito dela é fruto da “confiança da Comissão de Arbitragem” não tenha dúvida disso.

– Como perder a autoridade de um jogo de futebol, no Boca Jrs x Atlético Mineiro.

Uma “falta comum de jogo” em Boca Jrs x Atlético Mineiro no 1o tempo, no La Bombonera. O lance foi de um empurrão de Briasco em Nathan Silva, surgindo o gol irregular dos argentinos.

Entretanto…

O árbitro Andrés Rojas, da Colômbia, não viu a irregularidade. Ou foi omisso, e jogou a responsabilidade para a cabine. De lá, foi chamado pelo VAR paraguaio Derli Lopez a fim de conferir o lance.

Depois de 7 (SETE) minutos de paralisação (tinha até jogador acompanhando ele na cabine)… gol corretamente anulado.

Era lance para se marcar falta com a bola rolando. E se teve VAR, não era para ter dúvida nem demorar tanto. Titubeou o juizão, e nesse momento de fraqueza, demonstrou insegurança e “perdeu a mão” na partida. Pior: ao dar 4 minutos de acréscimos apenas, mostrou que não tinha mais autoridade. Uma pena!

Tudo isso mostra o que temos falado: na América do Sul, o VAR virou ferramenta para se re-apitar o jogo e transferir responsabilidade. Lamentável tal mau uso…

Boca Juniors x Atlético-MG: saiba onde assistir ao jogo AO VIVO pela Libertadores