– Quando um gestor esportivo não manda (ou não entende) nada!

O humorista Antonio Tablet publicou em seu twitter esse trecho da inusitada entrevista de um jogador criticando seu técnico. Hilário! Mas… será que muitos atletas, árbitros e subordinados no futebol não desejavam desabar como ele fez?

Que pena não ter mais detalhes das equipes, só sei que o boleiro se chama Anderson, reclamando que seu time, o Liberdade de Marabá, estava vencendo o jogo por 2×0 contra o Juventus / PA e deixou empatar. Vale assistir, abaixo: https://twitter.com/antoniotabet/status/1453129415395840002

https://platform.twitter.com/widgets.js

– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Red Bull Bragantino x São Paulo FC: o que esperar do árbitro?

O que esperar de Felipe Fernandes de Lima, árbitro de Belo Horizonte, Professor de Educação Física, com 34 anos, e que está escalado para o importante jogo envolvendo Red Bull Bragantino x São Paulo pelo Brasileirão?

Felipe é um árbitro “moderno”, como a CBF tem procurado desenvolver: com ótimo porte físico, “boa pinta” e que tem idade suficiente para ficar alguns anos no quadro da FIFA. Lembrando que, por ser de Minas Gerais, tem a seu favor o fato de que, na geografia da CBF, você precisa ter um árbitro mineiro entre os 10 do quadro internacional (Márcio Rezende de Freitas e Ricardo Marques Ribeiro foram os últimos juízes de MG nesta relação). Assim, prepará-lo para 2023 é a meta, tornando-o aspirante à honraria em 2022.

O problema é que você não pode apressar demais uma carreira (a CBF precisa revelar novos talentos, mas tem muita dificuldade por vários fatores – e isso acaba atrapalhando a meritocracia real). Felipe está há apenas 3 anos na CBF, e já no primeiro ano foi escalado na série A. Assisti Palmeiras 1×0 Ceará, onde ele não foi muito bem.
(Sobre esse jogo, em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2019/11/03/como-entender-os-erros-de-palmeiras-1×0-ceara-e-o-var-serve-para-que/).

No seu segundo ano na CBF, foi ganhando mais rodagem em jogos menos importantes da Série A e em partidas mais relevantes na Série B. Ou seja: foi adquirindo experiência fora do usual, que seria ficar 1 ou 2 anos nas séries D e C. Evoluiu, sejamos justos.

Neste ano, apitou 8 jogos da série A (sendo 3 Vitórias dos Mandantes, 1 Empate e 4 Vitórias dos Visitantes). Sua grande oportunidade foi no Maracanã, onde teve ótima atuação em Flamengo 5×1 São Paulo, mas depois… subiu-lhe a cabeça “o sucesso” (propositalmente redigido entre aspas). Foi suspenso após, na partida entre Vasco 1×0 Vila Nova pela Segundona (onde ele entrou em campo com uma marra enorme), ter esnobado a divisão por duas vezes e sendo flagrado pela Sportv. No GE.com, a emissora colocou as imagens e o relato de que:

“A transmissão do Premiere registrou alguns desses momentos. Em um deles, o árbitro, ao falar com os jogadores, ironizou os colegas: ‘Eles estão acostumados com árbitro de Série B’. Em outro momento, Zeca pediu esclarecimento sobre uma marcação, Felipe respondeu: ‘Explicação eu dou para minha esposa’.”.

Escrevemos sobre esse triste episódio em: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/08/11/o-arrogante-arbitro-de-vasco-x-vila-nova/

O chefe da CA-CBF, Leonardo Gaciba, afastou ele por 1 mês. Depois disso, o escalou numa partida Sub17, depois em outra da série B e o voltou para uma boa sequência de escalas na série A: só em Outubro, apitou dia 03: Grêmio 1×2 Sport; dia 09: Fortaleza 0x3 Flamengo; dia 17: Athletico 0x1 Fluminense; e agora, no dia 24, apitará o Massa Bruta contra o Tricolor (repare que depois da sua volta, só vitórias dos visitantes).

Seu histórico de jogos envolvendo os times em sua carreira de 3 anos no Campeonato Brasileiro:

Nas partidas do São Paulo FC:
Ceará 1×1 SPFC (2021)
Flamengo 5×1 SPFC (2021)
SPFC 1×0 Sport (2020)

Nas partidas do Red Bull Bragantino:
RBB 0x2 Internacional (2020)
Bahia 2×1 RBB (2020)
Paraná Clube 2×1 RBB (2019)

Felipe tem muito potencial: corre bastante, é razoável tecnicamente, se posiciona bem dentro de campo e disciplinarmente é rigoroso (usa bastante a advertência verbal, mas não vacila na aplicação de cartões). Porém, precisa entender que os protagonistas do futebol são os jogadores, e não confundir autoritarismo (ruim para a sociedade em geral) com a autoridade (tão necessária para se apitar uma partida).

Desejo boa sorte à equipe de arbitragem e ótimo embate entre as equipes.

O octeto dos árbitros será composto por:

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima
Bandeira 1: Guilherme Dias Camilo
Bandeira 2: Fernanda Nândrea Gomes Antunes
Quarto-Árbitro: Salim Fende Chavez
Árbitro de Vídeo: Igor Junio Benevenuto de Oliveira
Bandeira de Vídeo: Marcus Vinícius Gomes
Avaliador de Árbitro presente no campo: Eduardo César Coronado Coelho
Avaliador de Árbitro acompanhando pelo vídeo: Alício Pena Júnior.

– A ideia de impedimento automático do VAR com o Chip na camisa funcionará?

Quem está acompanhando com as críticas contra o VAR especificamente em relação aos impedimentos, costumeiramente ouve que a função do “bandeirinha”, no futuro, tenderá a se extinguir, sendo substituído por modelos automáticos.

Arsenè Wenger, ex-técnico do Arsenal e que há tempos trabalha como consultor da FIFA em um grupo de sugestões para o desenvolvimento do futebol, prometeu novidades nessa área. Marcel Rizzo, do UOL, foi atrás e descobriu que se trata de testes de “chip na camisa”.

Entretanto… quem conhece a Regra do Jogo, sabe que essa proposta não funcionariaa não ser que se mudasse a lei do Impedimento. São 3 questões a se discutir:

1- O impedimento deve ser avaliado a partir do lançamento da bola. Será que teríamos um “chip de partida”, na ponta da chuteira do atleta? E se for um toque de cabeça?

2- O impedimento se concretiza na avaliação com a parte jogável do atleta que recebe a bola (e aí veio a sugestão do chip na camisa). Mas e se essa parte jogável mais à frente for o pé? Teríamos um “chip de chegada” igualmente no pé?

3- E nos casos de impedimento por tirar proveito de uma situação ou atrapalhar o adversário, onde não existe toque na bola, mas sim nas questões de interferência: existira inteligência artificial para isso? Haveria a necessidade da interpretação…

Essa questão de chips ou sensores só funcionaria se a Regra fosse alterada, transformando em impedimento não a parte mais à frente jogável, mas o tronco dos atletas. 

Por ora, creio que essa ideia não vingará…

Extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/colunas/marcel-rizzo/2021/10/20/jogadores-podem-usar-chip-na-camisa-para-impedimento-automatico-no-var.htm

JOGADORES PODEM USAR CHIP NA CAMISA POR IMPEDIMENTO AUTOMÁTICO NO VAR

por Marcel Rizzo

A Fifa avalia tornar automáticas as marcações de impedimento pelo árbitro de vídeo já na Copa do Mundo de 2022, no Qatar. O presidente da federação internacional, Gianni Infantino, e o chefe de desenvolvimento global, Arsene Wenger, tocaram no assunto recentemente, mas disseram que não poderiam revelar detalhes. A coluna teve acesso a uma das propostas que será testada —ao menos cinco empresas apresentaram projetos.

Nesta um pequeno aparelho é preso à camisa dos jogadores, com um chip dentro. A tecnologia faz com que as informações sobre a localização dos atletas em campo sejam repassadas em tempo real a um computador.

Quando há um lance de impedimento, a posição exata dos atletas aparece no monitor do VAR a partir do lançamento da bola e a própria máquina diz se houve ou não a infração, com um detalhe para facilitar a visualização dos árbitros: o jogador impedido aparece em vermelho.

Esta é uma das ideias apresentadas por empresas a um grupo de desenvolvimento do VAR que existe na Fifa, do qual fazem parte profissionais de 14 instituições, incluindo CBF e Conmebol. Em uma outra, por exemplo, aparece no monitor a distância em que o jogador impedido estava do penúltimo defensor e qual parte do corpo ocasionou a infração.

Hoje o impedimento no VAR é analisado manualmente: um dos assistentes de vídeo projeta linhas verticais e horizontais para determinar se há a infração. Há dois problemas nisso: o primeiro é a demora, pois muitas vezes o operador e o árbitro de vídeo precisam projetar as linhas várias vezes para chegarem a uma conclusão.

O segundo problema é a imprecisão, houve casos em que a linha foi colocada no lugar errado ocasionando erro na avaliação do impedimento, um lance objetivo, ou seja, que não precisa da interpretação do árbitro de campo e, portanto, não deveria ter falha ao ser analisado em vídeo.

Um relatório elaborado pelo grupo de desenvolvimento, entregue há pouco menos de um ano à Ifab (International Board), órgão que regula o futebol, apontou as falhas na marcação de impedimento no modelo atual: “Os testes de precisão mostraram que os operadores humanos tendem a escolher diferentes partes do corpo para as linhas de impedimento. Avanços foram feitos nessa área também, com o sistema automatizado apresentado aprendendo a modelar corretamente o esqueleto de um jogador. No futuro, os algoritmos desenvolvidos do sistema deverão ser capazes de identificar automaticamente qual parte do corpo colocou o jogador impedido e a que distância”, explicou o texto apresentado.

A Fifa quer testar as propostas mais viáveis a partir de dezembro de 2021, ainda não se sabe em quais competições —será avaliado também a questão de custos. Mas a ideia é que na Copa do Mundo entre novembro e dezembro de 2022, no Qatar, o impedimento já seja marcado automaticamente. Para isso ocorrer será preciso a aprovação da Ifab.

O que é impedimento? Entenda as regras | Torcedores.com

– O Safesp jaz?

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo é uma caixa-preta desde há muito tempo. No período da gestão José Assis Aragão, se falava muita coisa mas nunca se provou nada. Depois, com Sérgio Correa da Silva, houve uma ruptura interna e a criação da COAFESP (a Cooperativa), que depois morreu. Com Arthur Alves Jr, uma horrível e duradoura gestão. E, com a mudança para Aurélio Sant’Anna Martins, uma “falta de administração”.

Não apoio ninguém, não me meto com comprometimento político algum, mas imaginava que Aurélio não seria a decepção que está sendo – afinal, todos são unânimes em dizer que o Sindicato está sem dinheiro e fechado.

Enfim, o que houve? Não se culpe a pandemia – a mãe de todas as desculpas atualmente.

Uma pena. Esperava muito mais da nova gestão (e de alguns dela, eu nem esperava nada). E o lembrete: e as auditorias de contas, tão prometidas? O que aconteceu com elas?

– O RADAR da CBF é uma falácia!

Existe uma ferramenta de monitoramento dos árbitros chamada RADAR, onde um analista de arbitragem assiste por vídeo a atuação da arbitragem, e outro analista assiste no estádio. Há tempos há a contestação de que os relatórios de nada adiantam, visto a qualidade da arbitragem e os erros cabeludos.

Enfim: neste final de semana, terminou o Workshop do VAR da CBF, onde ela ofereceu à FIFA e à IFAB a ferramenta, como “modelo a ser usado pelo mundo”.

Propagandearam o RADAR dos árbitros brasileiros Leonardo Gaciba (Chefe da Comissão de Árbitros), Sérgio Correa da Silva (Chefe responsável pelo VAR) e Cel Marinho (Chefe do Departamento de Desenvolvimento dos Árbitros).

Não é muito chefe para pouca produção?

Compartilho, extraído de: https://www.cbf.com.br/a-cbf/informes/arbitragem/conheca-o-radar-sistema-de-analise-apresentado-pela-arbitragem-da-cbf

CONHEÇA O RADAR, sistema de análise apresentado pela arbitragem da CBF à FIFA

Relatório de Análise de Desempenho da Arbitragem (RADAR) é um sistema criado da forma pioneira pela CBF para analisar, aperfeiçoar e educar os árbitros através de monitoramento presencial e de vídeo

Workshop do VAR com instrutores da FIFA - 2021Workshop do VAR com instrutores da FIFA – 2021
Créditos: Alex Ramos/CBF

Ao longo desta semana, a Comissão de Arbitragem da CBF tem promovido, no Rio de Janeiro, o Workshop do Árbitro de Vídeo (VAR), com a presença de representantes do time de arbitragem da FIFA, CONMEBOL e IFAB. Além das aulas e palestras previstas no cronograma, o período também serviu para a CBF apresentar ao mundo o RADAR (Relatório de Análise de Desempenho da Arbitragem), um sistema criado de forma pioneira que estimula o aperfeiçoamento, monitoramento e educação dos árbitros e assistentes do quadro da Entidade.

Com a estrutura oferecida pelo recém-inaugurado Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira, é possível verificar os relatórios feitos pelos analistas, que observam, in loco e através de vídeo, o desempenho dos árbitros e assistentes em cada partida de competições chanceladas pela CBF. O objetivo principal é monitorar a performance e auxiliar os profissionais a atuarem cada vez em mais alto nível, conforme revelou Marcos Marinho, líder do projeto RADAR.

“É uma ferramenta que usamos para acompanhar o desenvolvimento do árbitro, assim como seu aperfeiçoamento. O RADAR começa a partir da escala da arbitragem, seus analistas e dos relatórios que são produzidos através de análises de vídeo e análise de campo. Temos dois analistas que estão incumbidos, naquela determinada partida, de fazer as análises de vídeo e campo. Depois reunimos essas análises, transformamos em uma e enviamos para o árbitro, para que ele possa ter uma resposta de como foi a sua atuação dentro de campo”, explicou Marcos, antes de detalhar como funciona a plataforma:

“Todos os dados que são coletados dentro do campo e no vídeo são enviados para a nossa plataforma, que registra tudo. Lá nós conseguimos casar o que foi observado durante o jogo com a imagem. E todas essas análises são repassadas para os árbitros. Todas as análises são feitas de forma didática para o árbitro. O objetivo final é fazer com que ele corrija suas ações. Temos, inclusive, como comparar, através das imagens, o desenvolvimento do árbitro de um ano para o outro. A partir do momento que você tem como dar um feedback para o árbitro e para o assistente de todos os lances de suas partidas, você está contribuindo para que ele possa se desenvolver e, consequentemente, a arbitragem possa se desenvolver também. A gente vê essa evolução ano a ano, com cada vez menos erros. O objetivo final é aprimorar cada vez mais a arbitragem”.

Workshop do VAR com instrutores da FIFA - 2021Workshop do VAR reuniu representantes e instrutores de arbitragem das 27 federações estaduais
Créditos: Alex Ramos/CBF

Presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol, Leonardo Gaciba também exaltou o sistema e explicou de que forma o RADAR auxilia no cotidiano dos profissionais. De acordo com o dirigente, a riqueza de detalhes das informações que a plataforma disponibiliza sobre cada profissional é crucial para projetar a escala dos árbitros e assistentes no decorrer das competições chanceladas pela CBF.

“O RADAR é muito útil para nós, tanto para a análise individual do árbitro, análise coletiva da equipe como um todo e, acima de tudo, observar alguns jogos pontuais. Pois precisamos ver o que aconteceu nos jogos anteriores. Aqui a gente vai buscando essas informações sempre que vamos formatando, tendo a ideia de algum nome em mente. Isso serve de apoio, para ver se algum árbitro teve algum problema com determinada equipe, se houve algum erro capital. Todos esses dados nos servem de apoio para a formação da escala”, destacou Gaciba.

O Workshop do VAR vai até a próxima sexta-feira (15). As reuniões têm sido realizadas em um hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, próximo à sede da CBF e ao Centro de Excelência da Arbitragem Brasileira.

– Atlético Goianiense 2×1 Atlético Mineiro e Flamengo 0x0 Cuiabá: procedem as queixas?

Três lances polêmicos no final de semana (1 em GO e 2 no RJ). Vamos a eles?

GALO

Quando eu vi o lance da bola cruzada pelo Atlético Mineiro que bate no braço de Gabriel Baralhas (Atlético Goianiense) dentro da área, tive a impressão de ser lance infracional. Ao ver pela câmera do fundo do gol da Sportv, a sensação foi de braço deliberado. Mas ao revisar com outras imagens, percebi que é o clássico “movimento antinatural” da mão na bola. 

Repare (sem usar câmera lenta ou qualquer artifício, tem que ser na dinâmica do jogo): o defensor pula espalhafatosamente, e percebe que a bola vai bater nele, deixando o braço aberto. Somente quando ela bate ele tem o “reflexo atrasado”. Ou seja: a famosa “intenção subjetiva”. Respeito quem entendeu o contrário, mas para mim foi pênalti pelos motivos citados.

MENGÃO

No Maracanã, o gol anulado de Michael por impedimento de Matheuzinho: aqui, um grande equívoco! Lembremo-nos da nova regra (em vigor desde 2017) onde alguns tipos de desvios tiram o impedimento. Se Alan Empereur não tivesse tocado na bola, o impedimento era ativo; mas como ele a disputou e a toca (inclusive a domina temporariamente), ele tirou a condição de impedido do adversário (na dúvida, leia aqui: https://wp.me/p4RTuC-nnP).

Por fim: sobre o lance de Vitinho: foi uma ação temerária do seu marcador Yuri, onde ele é atingido. Deveria ter sido marcado o pênalti e aplicado o cartão amarelo. Errou o árbitro.

Mas algo que queria abordar: ironicamente, o campeonato está “armado” para Fortaleza ou Red Bull Bragantino?

Entenda a lógica “ilógica”:

Os árbitros erram muito. E quando é contra seu time, a chiadeira é grande! A favor, os cartolas fazem vistas grossas… As queixas normalmente são para o momento e também “preventivas”, servem para pressionar para as partidas futuras e minar a concentração do árbitro no jogo contra o adversário. E quando os cartolas de Atlético Mineiro e Flamengo reclamam que seus clubes são prejudicados propositalmente, a quem interessaria isso: ao 3o e ao 4o colocado?

Por fim: na coletiva do Renato Gaúcho, só ouço pergunta de “Blog do Rafa-Fla”, “Canal do Mengão”, ou mídia associada.  Nenhuma questão de jornalista independente?

– Que Zica, Ceni.

Sem imagens e obviamente sem saber o resultado final do jogo, escuto pelo rádio São Paulo x Ceará: o Tricolor perde por 1×0, tem Miranda pendurado com o Amarelo na partida e já suspenso para o clássico de Domingo.

Fica a pergunta: trocar o técnico, mas manter os mesmos jogadores, vale a pena?

Acréscimo: vi o lance de Miranda: pelas orientações novas, onde a FIFA está preocupada com lances de braço / cotovelada em adversários, e a CBF pede rigor na punição, era para Cartão Vermelho. Juizão “sentiu” o peso do Morumbi e considerou o histórico de bom atleta do zagueiro.

Rogério Ceni acerta retorno ao São Paulo e assume lugar de Crespo - 13/10/2021 - Esporte - Folha

– Os lances reclamados em Atlético Mineiro 3×1 Santos.

Muita reclamação contra o árbitro Paulo Roberto Alves Júnior e o VAR Adriano Milczvski (nos pênaltis em noutros diversos lances) no Mineirão. Como não assisti ao jogo para saber se realmente houve “inversões de faltas diversas” (uma das queixas), me atentarei aos pênaltis reclamados (que vi há pouco):

1- 11m/1o tempoO puxão na camisa do argentino Zaracho: o árbitro chamou a responsabilidade para si, não atendendo ao VAR. Acertou e mostrou personalidade ao não marcar infração. Repare que o “segurar a camisa” mudou desde 2019: a Regra fala em “puxão ou agarrão” que impeça o adversário de jogar ou o desequilibre. Portanto, segurar a camisa por si só não é mais infração. A impressão que eu tive é: ao sentir o agarrão, o atleticano desaba (e isso está acontecendo com frequência nos jogos). Acertou o árbitro.

2- 38m/ 1o tempoDylan Borrero agarrado por Wagner Leonardo? Nada disso, jogada normal. Talvez a reação do treinador Cuca, “surtando à beira do gramado” nesse lance, tenha levado às pessoas a entenderem como erro. Repare como o treinador se exalta, foi uma pressão absurda. Acertou o árbitro.

Enquanto isso, na sala do VAR… Rodrigo Caetano, diretor do Atlético Mineiro, chutava as portas do local. Na súmula, consta que aos 41 minutos do 1o tempo: “foram desferidos chutes e socos na porta da sala VOR [sigla em inglês para o local em que o VAR fica] usando as seguintes palavras: ‘Seus ladrões, parem de roubar, nós não vamos aceitar isto’.”

3 – 20m/2o tempo: Lucas Braga cometeu pênalti em Calebe? Sim, um lance infantil demais! O atleticano vai buscar a bola com o peito e o santista, desnecessariamente, o empurra com a mãe esquerda o desequilibrando. Errou o árbitro ao não marcar e acertou o VAR na correção.

4- 35m/2o tempo: Velazques tocando em Calebe: não há muito o que discutir, o defensor tocou na perna do atacante, que tinha a posse de bola. Pênalti fácil para se marcar (aqui, nem precisa de VAR). Acertou a arbitragem.

Portanto, as queixas se devem mais pela pressão do que pelos lances marcados ou não (que foram corretos). Aliás, o futebol está “pilhado” demais, não?

Atlético-MG x Santos: veja onde assistir, escalações, desfalques e  arbitragem | brasileirão série a | ge

– A insensibilidade do massagista com apelo à agressão.

Por conta das agressões ao árbitro Rodrigo Crivellaro em Venâncio Aires, com imagens que rodaram o mundo (o covarde chute em sua cabeça quando estava no chão, pelo atleta Willian Ribeiro – vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-xZ0), muitos árbitros se manifestaram antes das partidas ajoelhando-se, em protesto contra a violência.

Eis que… veja essa breve história:

Jordaite Barretos da Silva é massagista do EC São Bernardo. Neste domingo, pela Copa Paulista (a competição de 2o semestre da FPF para os clubes fora do Brasileirão), na partida entre seu time contra o Primavera de Indaiatuba, após receber o cartão vermelho por ofensas ao bandeira Anderson Moraes Coelho (um árbitro assistente de elite, acostumado a jogos da Série A do Brasileirão e um dos melhores do quadro da CBF), disse:

“É por isso que tem que chutar a cabeça desses caras mesmo, igual fizeram lá no Sul”.

Pode?

Insensibilidade total, desequilíbrio emocional e a prova de que, no futebol, adversário e árbitro não são elementos do jogo, mas inimigos para alguns.

É esporte, minha gente, não é luta por sobrevivência.

– O pênalti equivocado de São Paulo x Santos pelo Brasileirão.

Aos 30m, Rodrigo Nestor (SPFC) chuta para o gol e a bola desvia no braço em Vinícius Balieiro (ex-Vinícius Paulinho, jogador em “comodato” com o Santos, pertencente ao Paulista de Jundiaí e que o time do Interior implora desesperadamente para o Peixe vendê-lo, a fim de entrar dinheiro em caixa). Lance normal ou não?

Seria anormal se:

  • Existisse a intenção de desviar a bola com a mão e os braços (não foi o caso);
  • Existisse o movimento antinatural do braço em deixar que a bola batesse nele (não foi o caso);
  • Existisse a intenção subjetiva de tirar proveito da situação (não foi o caso);
  • Existisse a vontade de ampliar a área de contato (não foi o caso).

Diferente dos lances que abordamos ontem em América/MG x Palmeiras/SP (relato no link: https://wp.me/p55Mu0-2W3), aqui há um claro lance não intencional, corriqueiro, de movimento natural e não infracional que acontece nos jogos. Ops: não considere “houve desvio no ataque”, “direção do gol” ou outros mitos que se tenta justificar e que não se referem de verdade à essa questão específica da Regra.

Repare que Raphael Claus não marcou infração, mas acabou convencido pela VAR Daiane Caroline Muniz (que, sinceramente, foi mal escalada nessa partida, pois não tem rodagem para um jogo tão grande como esse – ela somente apitou uma partida pela série C e outra pela série D, e de repente aparece como árbitra de vídeo na série A? Lógico, trabalhou como AVAR e árbitra em partidas de menor porte do que o SanSão, em divisões menores e amadoras).

Portanto, erro na marcação do pênalti.