– O gol anulado de Yuri Alberto em Goiás 0x0 Corinthians.

Muita polêmica a respeito do gol invalidado aos 46m do 2o tempo do Corinthians. Veja a imagem extraída da CBF TV, em lance totalmente ajustado:

Prevaleceu a decisão de campo, ou seja, da marcação do impedimento. Mas alguns pontos:

1- A demora para análise do VAR não deve existir. Se a imagem é inconclusiva (para mim, essa é), respeite-se a decisão de campo. Mas houve demora.

2- Não consigo dizer que milimetricamente está impedido ou não. Para mim, aparentemente e sem ter certeza, há condição de jogo. Erraram VAR e bandeira (ressaltando: lance chato), mas, cá entre nós, foi feito um simpósio para discussão.

3- Na Copa do Mundo, isso não existirá mais (ufa), com a Inteligência Artificial determinando impedimento ou não.

4- A CBF divulgou o áudio da arbitragem (está aqui: https://www.cbf.com.br/a-cbf/analise/do-var/analise-do-var-goias-x-corinthians-32a-rodada-do-brasileirao-assai). Mas repare no texto: ela anexou as regras do jogo 2021 / 2022, e sabe por quê? A CBF NÃO TEM A TRADUÇÃO das regras atuais, válidas desde 01 de julho! Continua disponibilizando as antigas e um anexo de alterações. A FPF, por exemplo, disponibiliza as novas em inglês e espanhol. Custa muito produzir um Livro atualizado (ou arquivo digital) em português?

– Parabéns ao Flamengo, Tricampeão da Libertadores. E à ótima arbitragem.

Foi um script cumprido à perfeição: o árbitro argentino Patrício Loustau foi bem técnica e disciplinarmente, como esperado. Usou de experiência, como previsto, e não precisou correr muito, pois como dito anteriormente, se posiciona (e repetiu isso) muito bem dentro do gramado. Ser veterano possibilita isso: encontrar atalhos para se poupar mais.

Num primeiro lance mais tenso, quando precisou chamar a atenção de Pedro do Flamengo e Pedro Henrique do Athlético, tuitamos:

É muito legal ver um árbitro ser respeitado. A advertência verbal aos “Pedros”, por parte do Loustau, foi “elegante”! Sem teatro, firme, sem gritos. Fernandinho quis fazer uma graça e ele pediu distância. Ah, se fosse assim aqui no Brasil…

E não foi verdade? O árbitro se fez respeitar e os jogadores entenderam isso.

Marcando poucas faltas (de maneira correta), foi bem na aplicação dos cartões. Principalmente na expulsão de Pedro Henrique:

1. Pedro Henrique foi advertido verbalmente. Correto.

2. Na sequência, fez uma falta temerária e recebeu Amarelo. Correto.

3. Depois, outra falta temerária. Outro Cartão Amarelo e consequentemente Vermelho. Perfeito.

Aí fica uma pergunta: e se fosse um juizão brasileiro?… Por apitar com frequência esses times no Campeonato Brasileiro, expulsaria ainda no 1º tempo?

Em tempo: lamento as reclamações efusivas de Felipão. Não precisava ficar reclamando de tudo o tempo todo, apesar de ser uma final de Libertadores.

Flamengo x Athletico-PR: assista à transmissão da Jovem Pan ao vivo | Jovem Pan

Imagem extraída de: https://jovempan.com.br/esportes/futebol/flamengo-x-athletico-pr-assista-a-transmissao-da-jovem-pan-ao-vivo-4.html

– Temos alguns árbitros “boçais”, ou foi exagero do lateral?

Comentei e não gostei da arbitragem de Botafogo 2×1 Red Bull Bragantino. Muita “cara de mau” do árbitro Dyorgines Andrade (veterano, do ES) e pouca qualidade técnica. Falamos sobre isso aqui: https://professorrafaelporcari.com/2022/10/26/analise-da-arbitragem-de-botafogo-2×1-red-bull-bragantino/.

Aliás, antes da partida já havíamos observado: não era uma arbitragem de “1ª linha”, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2022/10/25/analise-pre-jogo-da-arbitragem-para-botafogo-x-red-bull-bragantino/

No pós jogo, o lateral direito Aderlan, revoltado, deu uma forte declaração ao Sportv:

“No primeiro [tempo], não conseguimos impor o nosso ritmo. Tivemos algumas chances e não conseguimos concluir. Agora, sobre o final [que rolou reclamações com a arbitragem], desde o começo do jogo… arbitragem muito caseira. Na maioria dos jogos, sempre tem uma polêmica com a arbitragem. Agora, pergunta se ele vem dar uma resposta aqui. Outra: eles são muito boçais. A gente vai falar com todo respeito, eles ficam gritando, não escutam o jogador. Na maioria das vezes, não vamos nem reclamar, vamos conversar para perguntar alguma coisa que aconteceu na partida, e eles ficam gritando. Ficam intimidando os jogadores: ‘vai para lá senão vou expulsar, vou dar cartão amarelo, vai jogar’. Foi igual aconteceu agora no final. É por isso que a arbitragem brasileira está do jeito que está. Eles não têm responsabilidade. Muitas vezes atrapalham o planejamento da semana e acabam atrapalhando o nosso jogo”.

É lógico que muitos atletas se comportam e mal e não colaboram com a arbitragem. Mas é honesto e justo aceitar a crítica do jogador, pois temos visto esse exato comportamento relatado: a confusão de autoridade com autoritarismo. Não é guerra, é futebol!

Agora, existirá outra questão: o STJD punirá o atleta pela declaração? E o árbitro?

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Imagem extraída de: https://www.magazineluiza.com.br/capacete-moto-custom-etceter-army-brilhante-verde-militar/p/bcdk1fag05/au/capa/

– Análise da Arbitragem de Botafogo 2×1 Red Bull Bragantino.

Não gostei da arbitragem de Dyorgines José Padovani de Andrade – ES. Fez um primeiro tempo razoável (embora errou na não-marcação de um tiro livre indireto, que virou um escanteio e na sequência saiu o gol carioca). No segundo tempo, cansou (bebeu água nos squeezes de todo mundo, impressionante) e cometeu erros técnicos evitáveis.

As nossas anotações durante a transmissão do jogo explicam bem. Abaixo:

10m: Adryelson (BFR) comete uma falta por imprudência em Popó (RBB), entrelaçando suas pernas no atacante, e ele não marcou. Era na entrada da área, errou.

16m: Tiquinho Soares (BFR) ergue o pé e de “sola” rouba a bola que seria dominada pelo goleiro Clayton (RBB), e só não vai para o gol porque Kevin Lomónaco (RBB) consegue colocar para escanteio.. Lance irregular, seria Tiro Livre Indireto ao Massa Bruta. E na cobrança de escanteio surge uma sequência de ataque onde resultou no gol do Fogão.
Veja que curioso: se o Kevin Lomónaco não salvasse a bola, ela iria para o gol e fatalmente o VAR observaria o claro “pé-alto” e anularia o tento. Mas como foi escanteio, o Protocolo não permite essa revisão.

27m: Correto Cartão Amarelo ao Kevin Lomónaco (RBB), por falta na entrada da área em Tiquinho Soares (BFR).

34m: Cartão Amarelo para Gabriel Pires (BFR), corretamente aplicado.

92m: Carlos Eduardo é atropelado pelo seu marcador, e o árbitro não sabia se marcava falta ou escanteio (cansou bastante no fim do jogo). Aí consultou o bandeira, e ambos ficaram vacilando (e olha que o assistente 1 é o experiente Alessandro Matos..). erraram ao dar escanteio, pois era falta e cartão amarelo.

Botafogo x Bragantino: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com

– 159 anos de Futebol e 11 curiosidades.

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras. E no século XXI, o VAR.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 159 anos?

Deixe seu comentário:

– Explicando os erros da arbitragem de Flamengo 3×2 Santos.

Para explicar o ocorrido em Flamengo x Santos, leve em consideração o seguinte:

  • A arbitragem brasileira está em péssima fase, e há poucos nomes bons. Seneme escala os FIFAs, aí precisa vetá-los (como Daronco devido ao problema do Avaí) ou escalá-los mesmo sem confiança na regularidade (vide Flávio R Souza que apitou bem Palmeiras x São Paulo, mas foi mal em Santos x Corinthians).
  • Por carência de talentos, escala os aspirantes, como Ramon Abatti Abel e Paulo Zanovelli, que estavam indo bem, mas já começam a sentir a pressão (esses, jovens demais com 32 anos).
  • Socorre-se por fim aos mais experientes, os quase “cinquentões”, que já deram o que tinha que dar (É o caso de André Luiz de Freitas Castro, com 48 anos), ou Dyorgines Andrade (que apitará Botafogo x Bragantino) ou ainda Vuaden (que está no jogo do Corinthians). A justificativa é: são veteranos e têm rodagem, mas… esse é o futuro da arbitragem?

Dito isso, no Maracanã, foram dois pênaltis claros: o de Matheusinho (FLA) em Camacho (SFC), indiscutível, onde o árbitro não marca e o VAR Adriano Milczvisk não considera erro crasso e nem o ajuda. Talvez, por perceberem o erro durante o intervalo, não tiveram “peito” de marcar o de Bauermann (SFC) em Cebolinha (CRF) – a chamada “média / compensação”, uma corriqueira e infeliz situação da arbitragem brasileira.

A repercussão maior e óbvia é do pênalti não-marcado para o Santos, pois o Peixe vinha de um prejuízo no jogo contra o Corinthians (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-379), e, estando 0x0, poderia fazer o 0x1. Na sequência do pênalti não marcado, o Mengo faz 1×0.

A FIFA tem pedido “tempo de bola rolando”, e Seneme quer que os árbitros não marquem as faltinhas forçadas, cavadas, duvidosas (o estilo Vuaden de antigamente). Entretanto, os árbitros brasileiros não conseguem fazer isso e deixam de marcar as faltas reais (como a ocorrida em Camacho), e no final do jogo, cansados (veja a idade do árbitro), acabam amarrando a partida com um sem-número de infrações.

E o que fazer?

Talvez importarmos uma Comissão de Arbitragem e um quadro inteiro de árbitros. André vai para o PADA, programa de “reeducação do árbitro”, e receberá boas orientações do ex-árbitro Ricardo Marques Ribeiro, entre outros.

Aliás, olhe que estrutura “enxuta”: https://professorrafaelporcari.com/2022/06/22/a-nova-comissao-de-arbitros-da-cbf/

No mundo ideal, tanto Santos e Flamengo iriam à CBF manifestar em conjunto, pelos erros onde foram prejudicados e favorecidos. Mas isso é utopia, só se queixa quando há prejuízo.

Flamengo x Santos: veja onde assistir, escalações, desfalques e arbitragem  | brasileirão série a | ge

Imagem: GE.com

– O que esperar da Arbitragem de Patrício Loustau para a decisão da Libertadores entre Flamengo x Athlético Paranaense?

A Conmebol escalou a arbitragem para a final da Libertadores 2022 na última sexta-feira, e mudou a escala na segunda-feira à noite. Saíram o AVAR 1 Eber Aquino (PAR) e o AVAR 2 José Cuevas (PAR), sendo que entraram argentinos no lugar deles (o motivo da alteração não foi divulgado). E a equipe será formada por:

No ano passado, a escala saiu com semanas de antecedência. Dessa vez, a 8 dias da finalíssima. Eu apostava no uruguaio Andrés Matonte, por ser considerado “o grande nome da Conmebol na atualidade” (ou, se preferir, o jovem promissor que ela está investindo bastante). Minha 2ª aposta era pelo mesmo critério da Sulamericana: um veterano que não irá à Copa, como forma de homenageá-lo (isso foi feito com Wilmar Roldán na Sulamericana). Eu imaginava que se fosse usado esse critério, poderia ser o chileno Tobar. Não será, embora eu tenha acertado no critério: será o veterano Patrício Loustau (ARG), que está com 47 anos. O árbitro argentino que irá à Copa, Facundo Tello, será o seu 4º árbitro.

Árbitro desde bem jovem, Loustau é a prova de que a experiência pode ajudar a melhorar alguém. Afoito quando entrou no quadro de árbitros da FIFA, expulsava demais e mantinha o rigor como sua marca (até com exagero). Com o passar dos anos, soube dosar muito bem suas atuações. Hoje, usa a advertência verbal com mais propriedade e não “queima cartões à toa”. É respeitado em seu país e pelos atletas que já jogaram com ele no comando do apito.

Em 2019, Patrício Loustau apitou Flamengo 5×0 Grêmio pela Libertadores 2019, após ser criticado (injustamente) pela atuação em jogos anteriores do próprio Mengão (Internacional 1×1 Flamengo e Flamengo 0x1 Peñarol). Também foi ele o árbitro de Grêmio 0x1 Palmeiras, no mesmo ano.

Em 2020, apitou 6 jogos da Libertadores, com 33 cartões amarelos e NENHUM vermelho. Destaque para Internacional 0x1 Grêmio, uma guerra em Porto Alegre, e para a final entre Palmeiras x Santos. A propósito, ele gosta de “jogos nervosos” – me recordo de um Boca x River onde aplicou 14 Cartões, com 5 expulsões (foi um jogo marcante)!

Me lembro também da primeira vez que eu assisti um jogo dele, foi uma excelente arbitragem em Corinthians 4×0 Once Caldas, aqui: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2015/02/05/explicando-os-2-lances-polemicos-de-corinthians-4-x-0-once-caldas/

Seu histórico de amadurecimento ao longo dos anos mostrou que ter o discernimento de uma “bronca bem dada” ao invés do excesso de cartões (muitos árbitros escondem sua fraca autoridade atrás do excesso de Amarelos) é salutar. Prova disso, são seus números de advertências reduzidas dentro de campo com o Cartão Amarelo, e as poucas queixas que recebeu nos últimos trabalhos.

Aliás, estar bem posicionado dentro do campo é uma de suas características, o que faz com que ele recorra pouco ao VAR, dando muita dinâmica ao jogo. Mas há um defeito em seu estilo, que pode ser explicado pela sua nacionalidade: não coibir a contento a cera! E isso é perceptível nos jogos de argentinos, “contaminando os árbitros”: nas “milongas” para reiniciar a partida, os clubes argentinos, quando estão ganhando, demoram para colocar a bola em jogo. E esse retardamento passou a ser algo comum não só pelos atletas, mas um “aceite cultural” dos árbitros daquele país. Nada, evidentemente, que possa ser corrigido ou que influencie num placar.

Curiosidade: Patricio Loustau é filho de Juan Carlos Loustau, árbitro da final do Intercontinental de Clubes entre São Paulo x Barcelona (1992), além de ter atuado na Copa de 90. Arbitrar está em seu sangue.

Dos VAR/AVARs, o melhor de todos é o colombiano Nicolas Gallo, que trabalhou muito bem no jogo do River Plate x Palmeiras (relembre: https://pergunteaoarbitro.wordpress.com/2021/01/12/o-melhor-em-campo-no-palmeiras-x-river-plate-foi-o-gallo/).

Torcerei para um grande jogo e uma boa arbitragem!

Diretrizes para o sorteio da CONMEBOL Libertadores 2022 - CONMEBOL

Imagem extraída do site da Conmebol.

– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Botafogo x Red Bull Bragantino.

Para o confronto entre a Estrela Solitária e o Massa Bruta, a CBF escalou:

Árbitro: Dyorgines José Padovani de Andrade – ES, 43 anos, Funcionário Público, natural de Castelo/ES.

Bandeira 1: Alessandro Álvaro Rocha de Matos – FIFA/BA, 47 anos, Investigador Polilcial, natural de Simões Filho/ BA

Bandeira 2: Fabiano da Silva Ramires – ES, 46 anos, Professor de Educação Física, natural de Vitória/ES.

4º árbitro: João Ênnio Sobral – RJ

Analista de Campo: Sérgio de Oliveira Santos – RJ

Árbitro de Vídeo: Rodrigo D’Alonso Ferreira – SC

AVAR: Helton Nunes – SC

Observador: Emerson Augusto de Carvalho – SP

Dyorgines está há 11 anos no quadro da CBF. Sua melhor temporada foi em 2020, onde apitou vários jogos da Serie A (incluindo Fluminense 0x0 Red Bull Bragantino). No ano passado, somente trabalhou uma única partida na 1a divisão. Neste ano, será o seu 5º jogo nesta série, pois trabalhou nas séries B, C e D com boa regularidade. Não é um árbitro do “primeiro time” da CBF, mas é veterano.

Destaque para o bandeira 1, Alessandro Matos, que há 25 anos está na 1a divisão e já foi considerado por diversas vezes o melhor assistente do Brasil. Outro destaque: o AVAR Helton Nunes, aquele mesmo do pênalti de Red Bull Bragantino x Cuiabá e que viu “barriga” na final da Copa do Brasil no lance polêmico de Corinthians x Flamengo…

Desejo uma boa partida e uma grande arbitragem para todos!

Acompanhe conosco o jogo do Botafogo X Red Bull Bragantino pela Rádio Futebol Total, acessando:
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Narração de Sérgio Loredo, comentários de Sílvio Loredo, reportagens de Pietro Loredo, análise da arbitragem com Rafael Porcari. Quarta-feira, 26/10, 19h30. Mas desde às 18h30 estaremos no ar para levar a melhor transmissão para você!

– Os 3 lances do Campeonato Brasileiro que nem precisava de VAR…

Foram 3 lances no Brasileirão onde a pergunta será a mesma: o VAR “soprou algo” no ouvido do árbitro ou entendeu que não foi erro crasso, mas situação de interpretação, e não se manifestou?

1 – Yuri Alberto (SCCP): faz tempo que eu não via a chamada “tesoura” acontecer em jogo profissional. Qualquer carrinho ou “tesoura”, em meados dos anos 90, passou a ser considerado Cartão Vermelho. Isso inibiu tais situações no futebol, que praticamente deixaram de ocorrer. Me espanta ver o árbitro aplicar apenas o Cartão Amarelo para tal lance em Fernandéz (SFC) (e olha que Flávio Rodrigues de Souza é da FIFA, que cobra demais o rigor nessas situações).

2- Lucas Barbosa (SFC): para mim, o atleta santista tenta disputar a bola e não comete falta em Cássio (SCCP), sendo que o contato físico que ocorre (não violento) é casualidade, trombada de jogo (se é que ocorreu). Errou o árbitro no Cartão Amarelo (que era o 2º, e valeu a expulsão do jogador).

3- Thalisson (JUV) em Calleri (SPFC): o jogador do Juventude comete um “quase pênalti” num primeiro momento, dentro da área, onde o atacante do São Paulo é quase tocado mas consegue se manter em pé. Na sequência, o defensor “consegue” cometer a penalidade, pisando no pé do adversário. Pênalti não marcado.

Independente do VAR chamar ou não o árbitro, algo primário no futebol: são lances em que o árbitro deve tomar a decisão de campo sem sequer precisar de ajuda! A tesoura, o lance com o goleiro e o pisão em Caxias, são todas situações que o árbitro deveria estar mais atento e cumprir a regra. ESPECIALMENTE na jogada de Yuri, não tem que discutir a cor do cartão.

Imagem extraída da Web, autoria desconhecida.

 

– Melhor o rigor, do que a pancadaria.

Não assisti o clássico Santos x Corinthians, mas leio que o árbitro Flávio Rodrigues de Souza não poupou cartões nas expulsões. Ótimo, há de se preservar o futebol jogado, não o de pancadaria.

Leio também que um dos expulsos foi Yuri Alberto, e aí o comentário: atacante não tem que tomar cartão ou “bater no adversário”, mas sim fazer com que a defesa fique pendurada e ir para o gol!

De todo modo, está evoluindo bastante a arbitragem do Flávio nesse ano, se mostrando mais seguro dentro de campo.

Santos x Corinthians: veja onde assistir, escalações, desfalques e  arbitragem | brasileirão série a | ge

Imagem extraída de GE.com