– Análise da Arbitragem de Botafogo 2×1 Red Bull Bragantino.

Não gostei da arbitragem de Dyorgines José Padovani de Andrade – ES. Fez um primeiro tempo razoável (embora errou na não-marcação de um tiro livre indireto, que virou um escanteio e na sequência saiu o gol carioca). No segundo tempo, cansou (bebeu água nos squeezes de todo mundo, impressionante) e cometeu erros técnicos evitáveis.

As nossas anotações durante a transmissão do jogo explicam bem. Abaixo:

10m: Adryelson (BFR) comete uma falta por imprudência em Popó (RBB), entrelaçando suas pernas no atacante, e ele não marcou. Era na entrada da área, errou.

16m: Tiquinho Soares (BFR) ergue o pé e de “sola” rouba a bola que seria dominada pelo goleiro Clayton (RBB), e só não vai para o gol porque Kevin Lomónaco (RBB) consegue colocar para escanteio.. Lance irregular, seria Tiro Livre Indireto ao Massa Bruta. E na cobrança de escanteio surge uma sequência de ataque onde resultou no gol do Fogão.
Veja que curioso: se o Kevin Lomónaco não salvasse a bola, ela iria para o gol e fatalmente o VAR observaria o claro “pé-alto” e anularia o tento. Mas como foi escanteio, o Protocolo não permite essa revisão.

27m: Correto Cartão Amarelo ao Kevin Lomónaco (RBB), por falta na entrada da área em Tiquinho Soares (BFR).

34m: Cartão Amarelo para Gabriel Pires (BFR), corretamente aplicado.

92m: Carlos Eduardo é atropelado pelo seu marcador, e o árbitro não sabia se marcava falta ou escanteio (cansou bastante no fim do jogo). Aí consultou o bandeira, e ambos ficaram vacilando (e olha que o assistente 1 é o experiente Alessandro Matos..). erraram ao dar escanteio, pois era falta e cartão amarelo.

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Imagem extraída de GE.com

– 159 anos de Futebol e 11 curiosidades.

Em 26 de outubro de 1863, findava em Londres uma vitoriosa campanha encabeçada por universitários e pelo jornalista John Cartwright: a da padronização das diversas práticas de ‘football’.

Como o esporte era jogado sob a orientação dos diversos colégios e associações esportivas, não haviam regras únicas para o futebol. Há mais de um século e meio, na Freemason’s Tavern, dessa união de esforços nasceu a “The Football Association” (a FA é a ‘CBF inglesa’), que visava, como mote maior, divulgar um único conjunto de medidas para que o jogo de futebol fosse disputado uniformemente em toda a Grã-Bretanha.

Nascia assim o livro The Simplest Play, que nada mais eram as Regras do Jogo de Futebol, com 14 capítulos.

Vamos a algumas curiosidades? Selecionei 11 itens, já que em 1870 o futebol passou a ser jogado com esse número de atletas, definido pela regra 3 até hoje.

1) As traves (Regra 1) eram compostas apenas por postes; o travessão (ou seja, a parte de cima da meta) só surgiu 2 anos mais tarde, tamanha era a confusão para se determinar se os chutes muito altos tinham sido gol ou não;

2) Infrações (Regra 12) eram resumidas como: são proibidas rasteiras, caneladas e cotoveladas, bem como golpear ou segurar a bola com a mão; simples assim!

3) Não existia a figura do árbitro (Regra 5), que só surgiu em 1868, e ficava sentado numa cadeira, na sombra, servindo para tirar as dúvidas dos capitães das equipes (que eram as pessoas que decidiam se havia alguma falta ou não em comum acordo). Somente em 1878 é que surgiu o apito, mas ainda não servia para marcar faltas, mas para avisar sobre o começo e término dos jogos. Em 1881, enfim o árbitro entrou em campo e começou a decidir sobre infrações sem a consulta de capitães, fazendo parte da regra.

4) O tempo de jogo (Regra 7) é definido em 90 minutos (1893), com intervalo e acréscimos. Antes, se desse o tempo, encerrava a partida imediatamente, quer a bola esteja no ataque ou não.

5) O pênalti (Regra 14) surge em 1891. Até então, nas faltas próximas ao gol, os jogadores se aglomeravam em cima da linha de meta e formavam um muro sobre ela.

6) Diversas infrações poderiam deixar de serem marcadas, caso a equipe que sofresse a falta achasse que não importava a marcação. Ou seja, nascia em 1903 a “lei da vantagem” (não era o árbitro quem determinava se seguia ou não o lance).

7) O goleiro podia segurar a bola com a mão por toda a sua metade do campo. Em 1907, radicalizou-se e o arqueiro só podia colocar as mãos dentro da grande área. Mas somente em 1921 alguém teve a idéia de que eles deveriam usar roupas diferentes dos jogadores de linha, para não confundir as pessoas.

8) Preocupada com a saúde dos atletas, decidiu-se em 1924 que, se o árbitro considerasse que um jogador estivesse contundido, deveria parar o jogo para que ele fosse atendido. Antes, o lesionado deveria se arranjar sozinho para deixar o campo e o jogo não deveria ser interrompido.

9) Uma revolução aconteceu em 1925: o impedimento (Regra 11) passou a exigir que ao menos 2 atletas (antes, eram 3) estivessem dando condição para que o jogo prosseguisse.

10) Em 1938, numa ‘reengenharia’ esportiva, definiu-se as 17 regras do futebol que persistem até hoje, com algumas alterações ao longo do século.

11) Somente em 1970 permitiu-se substituições de atletas universalmente (Regra 3). Antes (desde 1966), eram permitidas somente em partidas que envolvessem clubes. Também temos a adoção dos cartões amarelos e vermelhos (Regra 12).

É claro que ao longo do século XX outras tantas modificações surgiram, como o tempo de 6 segundos da posse do goleiro com a bola nas mãos, mesma linha deixar de ser impedimento, 3ª substituição, área técnica, entre outras. E no século XXI, o VAR.

E você, teria alguma sugestão para mudanças de Regra do Futebol, no dia do seu aniversário de 159 anos?

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– Explicando os erros da arbitragem de Flamengo 3×2 Santos.

Para explicar o ocorrido em Flamengo x Santos, leve em consideração o seguinte:

  • A arbitragem brasileira está em péssima fase, e há poucos nomes bons. Seneme escala os FIFAs, aí precisa vetá-los (como Daronco devido ao problema do Avaí) ou escalá-los mesmo sem confiança na regularidade (vide Flávio R Souza que apitou bem Palmeiras x São Paulo, mas foi mal em Santos x Corinthians).
  • Por carência de talentos, escala os aspirantes, como Ramon Abatti Abel e Paulo Zanovelli, que estavam indo bem, mas já começam a sentir a pressão (esses, jovens demais com 32 anos).
  • Socorre-se por fim aos mais experientes, os quase “cinquentões”, que já deram o que tinha que dar (É o caso de André Luiz de Freitas Castro, com 48 anos), ou Dyorgines Andrade (que apitará Botafogo x Bragantino) ou ainda Vuaden (que está no jogo do Corinthians). A justificativa é: são veteranos e têm rodagem, mas… esse é o futuro da arbitragem?

Dito isso, no Maracanã, foram dois pênaltis claros: o de Matheusinho (FLA) em Camacho (SFC), indiscutível, onde o árbitro não marca e o VAR Adriano Milczvisk não considera erro crasso e nem o ajuda. Talvez, por perceberem o erro durante o intervalo, não tiveram “peito” de marcar o de Bauermann (SFC) em Cebolinha (CRF) – a chamada “média / compensação”, uma corriqueira e infeliz situação da arbitragem brasileira.

A repercussão maior e óbvia é do pênalti não-marcado para o Santos, pois o Peixe vinha de um prejuízo no jogo contra o Corinthians (clique aqui: https://wp.me/p55Mu0-379), e, estando 0x0, poderia fazer o 0x1. Na sequência do pênalti não marcado, o Mengo faz 1×0.

A FIFA tem pedido “tempo de bola rolando”, e Seneme quer que os árbitros não marquem as faltinhas forçadas, cavadas, duvidosas (o estilo Vuaden de antigamente). Entretanto, os árbitros brasileiros não conseguem fazer isso e deixam de marcar as faltas reais (como a ocorrida em Camacho), e no final do jogo, cansados (veja a idade do árbitro), acabam amarrando a partida com um sem-número de infrações.

E o que fazer?

Talvez importarmos uma Comissão de Arbitragem e um quadro inteiro de árbitros. André vai para o PADA, programa de “reeducação do árbitro”, e receberá boas orientações do ex-árbitro Ricardo Marques Ribeiro, entre outros.

Aliás, olhe que estrutura “enxuta”: https://professorrafaelporcari.com/2022/06/22/a-nova-comissao-de-arbitros-da-cbf/

No mundo ideal, tanto Santos e Flamengo iriam à CBF manifestar em conjunto, pelos erros onde foram prejudicados e favorecidos. Mas isso é utopia, só se queixa quando há prejuízo.

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