– Palmeiras 1×0 Ponte Preta. Pênalti ou não em Jean? Mudaria algo?

Um lance polêmico no jogo entre o Porco e a Macaca no Allianz Parque: Fernando Bob tenta interceptar Jean que entra na área; com sua perna-esquerda, o marcador pontepretano toca com o bico da chuteira levemente na bola. Isso faria com que não fosse pênalti, e sim jogada limpa?

Errado. Ele toca a bola e ao mesmo tempo faz o calço no pé esquerdo do palmeirense. Portanto: pegou bola e adversário na mesma jogada, e isso é pênalti, não marcado por Raphael Claus. A pergunta é: mudaria algo?

Assista o lance em: http://globoesporte.globo.com/tempo-real/videos/v/fernando-bob-da-ponte-preta-da-carrinho-em-jean-do-palmeiras-que-pede-penalti/5820426/

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– Pitacos Futebolísticos da Semana

Algumas pendências que por absoluta falta de tempo não escrevi, sobre alguns jogos destes dias:

– Não assisti Ponte Preta 3×0 Palmeiras, mas ouvi uma tremenda polêmica de que Potker sofrera um pênalti de Fernando Prass. Vai desde “absurdo pênalti não marcado” à “encenação canastrã”. Como não vi, não comentarei.

São Paulo 0x2 Corinthians: que coisa a discussão sobre a honestidade de Rodrigo Caio! Uma pena que muitos o condenem, ele se tornou exemplo. Futebol é ESPORTE, e assim como na sociedade, todos temos que ser competitivos e HONESTOS. Lamento a idiota frase de Maicon, seu companheiro de time, e a suposta bronca que Rogério Ceni deu nele no vestiário. O curioso foi: Jô estaria suspenso do próximo jogo e acabou sendo ajudado. O mesmo Jô que cavou o pênalti contra o São Bento… Em tempo: No campeonato italiano, situações como essa valem CARTÃO BRANCO!

Real Madrid 4×2 Bayern: que cáca do árbitro e dos bandeiras, não? Dispensa comentários…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Taboão da Serra, Rodada 19 da A3

Partida só para cumprir tabela, já que o Galo está rebaixado para a 4a divisão estadual. Assim, o jovem José Araújo Ribeiro Jr, 29 anos de idade, terá a oportunidade de apitar o 5o jogo profissional de sua vida (até hoje, apitou só 2 jogos da Série B e 2 da A3). Um ilustre desconhecido, que deve estar feliz por ter sido escalado para apitar um jogo desta categoria. Desejo boa sorte ao iniciante, que assim como eu, muitos não o conhecem.

Paulo Sérgio Modesto e Orlando Coelho Jr serão os bandeiras. Paulo Nogueira Pinho será o 4o árbitro.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Taboão da Serra pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Domingo, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Palmeiras 3×2 Peñarol e Zambranno

Não assisti ao jogo Palmeiras x Peñarol. Mas leio que torcedores palmeirenses se queixam da expulsão de Dudu. Torcedores de outros times dizem que o jogo só acabaria quando saísse o gol (e saiu aos 54m). Ou seja: todos reclamaram do árbitro Ruddy Zambranno, que determinou 8 de acréscimo e o jogo acabou com 9. Aliás, se achou necessário acrescentar mais 1 minuto, por que não o fez publicamente? Sem dizer que ouço reclamações de que foi tolerante ao anti-jogo.

Detalhe: o juiz equatoriano de ontem (da escola ruim de árbitros como Bryan Moreno e Carlos Vera) foi o mesmo de Cesar Vallejo x São Paulo (que foi bem fraquinho naquela oportunidade). Já ouvi uma crítica dele de que era “auto-suficiente”, individualista demais sem aceitar cooperação dos bandeiras. E leio uma declaração do treinador do Nacional de Quito sobre ele:

 – Trata los partidos de manera dictatorial y hitleriana”.

Não precisa de tradução!

OPS: hoje, 13/04, é dia do HINO NACIONAL. E na hora do Hino ontem… Não era melhor não existir a lei de execução em eventos esportivos?

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– Os 4 lances polêmicos de Santos 1(4) x (5)0 Ponte Preta

Rafael Félix Gomes da Silva foi o árbitro escalado para o importante jogo entre o Peixe v Macaca nesta última 2a feira, e foi muito mal, perdendo a autoridade e errando técnica e disciplinarmente no jogo.

Tenho acompanhado a carreira desse professor de Educação Física de 33 anos e apenas 10 de carreira. Ele foi o árbitro da final da Copa São Paulo entre Corinthians x Flamengo no Pacaembu em 2016, com razoável atuação. No mesmo ano, estreou na série A1 em partidas de média dificuldade, passando despercebido. Quando o jogo aperta, ele se enrola; mas quando o jogo fica fácil, ele “vai bem”.

Só que Santos x Ponte Preta é um jogo de grande dificuldade, e o juiz foi mal escalado, digo, mal sorteado para esse confronto. Dentro da história de “renovar forçadamente” a arbitragem, árbitros são jogados ao campo e queimados quando vão mal, parecendo ser descartáveis. Os cartolas do apito não; estes. continuam sempre firmes em seus cargos.

Neste ano, dois jogos que acompanhei atentamente desse juiz: uma boa arbitragem de Rafael Félix pela Copa São Paulo 2017 em Paulista x São Carlos (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1hS) e uma má arbitragem em Santos x Red Bull pela A1 (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1kZ).

Enfim, o árbitro sentiu a pressão e se perdeu neste último jogo das 4as de final do Campeonato Paulista. Vamos lá:

OS 4 LANCES:

1) Aos 40 minutos, Bruno Henrique (SFC) foi empurrado infantilmente com as duas mãos e é desiquilibrado por Lucca (AAPP) dentro da área. Pênalti, mas ele não marcou. Errou. Vide aqui: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/jogo/10-04-2017/santos-ponte-preta/#video-id=5791856

2) Aos 41m, Lucas Lima (SFC) entra “rasgando” o próprio Lucca (AAPP) com um carrinho. O árbitro ameaça aplicar o cartão amarelo, chega a colocar a mão no bolso e se arrepende. Errou de novo.

3) Aos 43 minutos, Claysson (AAPP) atingiu a bola e a perna de Lucas Veríssimo (SFC). Da forma como ele entrou, é cartão amarelo, e já possuidor de um (levou aos 38m também por ação temerária) deveria ser expulso e não foi. Errou de novo.

4) Aos 71 minutos, palmas para Marcelo Van Gassen, bandeira número 1, que atento anulou o gol em impedimento de Yago (AAPP). Acertou. Vide em: http://globoesporte.globo.com/sp/santos-e-regiao/futebol/campeonato-paulista/jogo/10-04-2017/santos-ponte-preta/#video-id=5791918

A pergunta é: como em um campeonato de 3 meses um árbitro é escalado em jogo tão importante em apenas seu segundo ano de atuação na A1 (ou se preferir, seu 6o mês somente na competição)? Está errado. Tudo errado mesmo.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Grêmio Osasco x Paulista

Paulo Sérgio dos Santos, árbitro frequente na série A3, há 13 anos apitando na FPF, apita GEO x Paulista nesta rodada 18.

Experiente árbitro, porém não é da elite. Bem calmo dentro de campo, aplica poucos cartões e aceita que os jogadores conversem com ele. Não costuma aplicar a lei da vantagem.

Edislânio Nunes Bernardo e Leandro Alves de Souza serão os bandeiras. Pietro Dimitrof Stefanelli será o 4o árbitro.

A crítica é: por quê em alguns importantes jogos e que interessam o Paulista, como Comercial x Atibaia, estão árbitros da série A1 e no José Liberati não?

A resposta é clara: falta de força nos bastidores. Quanto maior gabaritado o árbitro, menor é a pressão do time mandante. No começo do campeonato, quando o Paulista já era considerado favorito até mesmo antes do início, os árbitros eram de maior peso…

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– Os bilhetinhos de Rogério Ceni. Pode ou não?

No jogo do São Paulo contra o Defensa y Justicia, no Estádio do Lanús, na Argentina, o treinador Rogério Ceni passou orientações ao seu time através de bilhetes.

Isso pode ou não pode?

Do jeito que foi feito, SIM!

Explico com a mesma postagem que escrevi quando Juan Carlos Osório chegou ao Brasil. Abaixo:

OSÓRIO E OS SEUS BILHETES. PERMITIDOS OU NÃO?

Juan Carlos Osório, colombiano, é o novo treinador do São Paulo FC. Respeitado por ser um estudioso, costuma ser flagrado anotando e passando informações aos seus jogadores em bilhetinhos do seu caderno de rascunhos.

E aí está algo curioso que os árbitros não poderão questionar: a comunicação escrita de informações advindas internamente ao campo de jogo e área técnica!

Aliás, a questão sobre “como jogador e treinador se comunicam” tem sido discutida há algum tempo: tudo começou com Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Corinthians, na final do Campeonato Paulista de 2001: Corinthians x Santos jogaram e descobriu-se que Luxemburgo orientava o meia Ricardinho através de um ponto eletrônico escondido em seu ouvido. Era permitido ou proibido?

Ninguém sabia se podia, pois a Regra nada dizia. Dias depois, em uma reunião da International Board (o Organismo que é “dono” das Regras do Futebol) determinou-se que seria proibida a comunicação eletrônica entre treinador e jogadores durante a partida.

Recentemente, passou a ser fato comum a comunicação via celular entre treinadores e seus assistentes. O próprio Luxemburgo, certa feita, assistia o 1o tempo das partidas nas arquibancadas, conversava com seu assistente via rádio e depois dirigia a equipe no 2o tempo no banco de reservas.

Após os estudos de uma equipe de força-tarefa da FIFA em 2011 (grupo formado por ex-atletas e estudiosos do futebol, que visa trazer sugestões), reforçou-se textualmente com a redação da orientação na Regra 4 (Equipamento dos Jogadores):

Os árbitros proibirão o uso de radiocomunicação entre jogadores e o corpo técnico”.

Mas aí veio uma nova modificação. Para 2013/2014, houve alteração do mesmo texto:

Os árbitros proibirão o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre os jogadores e/ou o corpo técnico”.

Aqui a alteração é mais profunda: a comunicação eletrônica por celulares ou rádios era proibida (portanto, a comunicação FALADA), mas nada impedia que a comunicação fosse REDIGIDA através de outro equipamento eletrônico “não sonoro” exceto os citados, como, por exemplo, via tablets ou notebooks. Onde estaria a proibição de que um treinador não poderia se comunicar com os atletas mostrando imagens e informações em um iPad com estatísticas em tempo real? Ou com informações de fora via email?

Agora, a proibição é EXTENSIVA A QUALQUER SISTEMA ELETRÔNICO DE COMUNICAÇÃO e não mais somente entre jogadores e treinadores, mas AMPLIADA ENTRE OS PRÓPRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO TÉCNICA. E um grande exemplo disso: José Mourinho costumava receber informações estatísticas on-line das partidas de seu assistente técnico via tablet, e as repassava através de bilhetinhos escritos a mão para seus jogadores. Isso (informação de fora), agora, não pode! Mas se o treinador quiser passar suas instruções por escrito em uma tecnologia rudimentar, como papel, somente com suas impressões pessoais, PODE!

Na sua última circular antes do início do Paulistão 2014, a FPF reforçou esse lembrete no capítulo 20 das suas orientações:

É PROIBIDO o uso de sistemas eletrônicos de comunicação entre jogadores e/ou comissão técnica. Exemplo: treinador para assistente fora do campo, conforme alt Regra 4, pg 29 do Livro de Regras.[Lembro que não é só fora do campo, mas dentro também].

Sendo assim, fique tranquilo, Osório! Se alguém te expulsar por dar um bilhetinho das informações que você colheu das suas próprias observações de jogo (portanto, sem informação externa ou por meio eletrônico falado ou ilustrativo), será abuso de autoridade

Já imaginaram a Comissão de Árbitros baixar uma norma contra isso? Seria totalmente tupiniquim!!!

Eu, particularmente, acho um retrocesso proibir a comunicação externa. Se o clube tem uma equipe técnica profissional e que se atenta a detalhes do jogo para ajudar o treinador, isso deveria ser uma evolução bem vinda ao futebol. Porém, entendo também o que os legisladores da Regra pretendem: se um árbitro não tem um celular para ligar a alguém com imagens e perguntar se foi pênalti ou não, seria desproporcional que treinadores tivessem essa informação privilegiada.

Resta aos mais espertos utilizarem alternativas. Imaginaram bolinhas de papel voando das arquibancadas com informação ao banco? E nas arenas européias, onde torcedores e comissões técnicas estão próximas: que tal a comunicação boca-a-boca, onde um torcedor assiste o jogo em tempo real via Web em som alto e “sem querer” o treinador escuta?

Alternativas criativas devem surgir! Ou você acha que não?

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– Análise da Arbitragem de Paulista 2×2 Comercial

Boa arbitragem de Anderson Faustino Cordeiro, com algumas coisas a corrigir.

O árbitro correu bastante, esteve sempre bem posicionado nas jogadas e vibrou muito. Nas quase 40 faltas da partida (PAU 14 x 24 COM), uma ou outra marcada equivocadamente.

Disciplinar e tecnicamente: foi bem, numa partida nervosa mas sem lances polêmicos. Em cartões amarelos: PAU 2×4 COM.

A recomendação: ser menos espalhafatoso! A postura precisa ser corrigida, pois muitas vezes é teatral. Parece propositalmente imitar Heber Roberto Lopes com trejeitos exagerados, e isso não é legal. Às vezes, o rigor que quer demonstrar fica falso, o que é perigoso numa partida de futebol.

Uma última observação: no final da partida, com os nervos dos atletas à flor da pele, mandou repetir a cobrança de um tiro livre indireto por 3 vezes (todas com pouca diferença do local do impedimento marcado. Na 4a cobrança ele consentiu (e ela estava no mesmo lugar do que das outras vezes…).

Fausto Augusto Viana Moretti e Fernando Afonso Gonçalves de Melo foram muito bem como assistentes, sempre atentos ao jogo. O 4o árbitro Wander Escardine teve trabalho, coibindo os excessos do treinador Luciano Dias no banco e estando sempre ligado no jogo ao mesmo tempo.

Público 548 pagantes.

Renda Bruta: R$ 7.460,00+

Renda Líquida: R$ 2.313,17-

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem de Paulista x Comercial

Anderson Faustino Cordeiro, 35 anos de idade, 6 de carreira, 3o ano na série A3, apitará seu 9o jogo desta divisão na temporada no Jayme Cintra nesta 4a feira. É considerado destaque pela FPF (o último com esse mesmo “cartaz”, Flávio Ribeiro Mineiro, foi mal em Jundiaí). Não o conheço, mas espero que vá bem e surpreenda positivamente.

Fausto Augusto Viana Moretti, 33 anos e Fernando Afonso Gonçalves de Melo, 36, serão os bandeiras. Ambos bem experientes nessas divisões

Wander Escardine, 40 anos, com muito mais experiência na carreira muitos jogos apitados na divisão, será o 4o árbitro.

Desejo ao quarteto uma boa arbitragem e grande jogo para as equipes.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Comercial pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica André Luís Lucas. Quarta-feira, às 19h30 – mas fique com a melhor informação do Time Forte do Esporte desde às 18h00 com o Show de Bola!

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– Os Gritos de “Bicha” no Itaquerão resultarão na 3a punição à Seleção Brasileira?

Pela 3a vez, a torcida brasileira praticou gritos homofóbicos nas cobranças de tiro de meta do goleiro adversário em jogos da Seleção Brasileira (dessa vez, no Itaquerão em Brasil x Paraguai).

A CBF já foi punida duas vezes. Será pela terceira?

Veja essa postagem de dias atrás sobre esse assunto, que a revivo aqui (extraído do meu próprio blog):

PAREMOS COM GRITOS HOMOFÓBICOS: PELO HÁBITO, PELA FORÇA OU PELA MULTA

Tempos atrás, a FIFA se preocupou com os atos racistas que eram acompanhados de ações políticas em jogos na Europa, em especial nos países que formavam a Iugoslávia (Sérvia, Croácia, Montenegro, especificamente). Posteriormente, a “moda das ofensas” passou para a Itália (objetivamente: ofensas a negros e saudações fascistas). Mais recentemente, esse fenômeno racista migrou para a Espanha e alguns atos isolados na Argentina e Brasil.

Em todos eles, ocorreram algum tipo de punição: a Lazio (ITA) jogou com portões fechados, o Estrela Vermelha (SER) perdeu mando, o Villareal (ESP) foi multado e o Grêmio (BRA) eliminado na Copa do Brasil.

No conjunto de medidas contra a intolerância, a FIFA solicitou que os árbitros relatem em súmula (e parem o jogo, se for o caso) qualquer manifestação racial, religiosa, política e homofóbica.

Se a torcida jogar bananas em campo (como certa feita aconteceu com Daniel Alves, enquanto atleta do Barcelona), o jogo deve parar pois é racismo explícito. Se o jogador comemorar um gol tirando a camisa com os dizeres Jesus é o Rei ou Alá é Grande, o atleta deve receber cartão amarelo por desconfigurar o uniforme e ser citado para julgamento por apologia religiosa. Se o jogador, após um gol, saudar a torcida com o gesto de Hi Hitler imortalizado pelos nazistas, ele não recebe o cartão mas é citado por manifestação política. E, por fim, se os torcedores fazerem cânticos ou gritos homofóbicos, o árbitro deve relatar nos documentos da partida (se eles forem contínuos, o jogo pode até ser paralisado).

É nesse último item que chamo a atenção: no México, os torcedores gritavam PUTO (que é uma palavra similar a VIADO no coloquial espanhol) quando o goleiro cobrava o tiro de meta. Tal prática, ao mesmo tempo que começou a ser abolida aos poucos lá fora, passou a ser praticada no Brasil pela torcida do Corinthians, especificamente tendo nascida num jogo contra o São Paulo, a cada tiro de meta cobrado por Rogério Ceni (trocando-se o PUTO por BICHA, com um longo tempo no IIIIII até o chute do arqueiro). Palmeirenses, santistas e até os próprios são-paulinos, primeiras vítimas do ato, começaram a imitar.

Nesta cruzada contra a homofobia, a FIFA resolveu reforçar a orientação para que tal prática fosse extinta. Recentemente, a CBF foi punida por 20 mil francos suiços (65 mil dólares) por tais gritos na partida pelas Eliminatórias entre Brasil x Colômbia em Manaus, ocorrida em setembro. Neste mesmo “pacotão de punições” foram multadas equipes e seleções em Honduras, Albânia, Itália, México, Canadá, Argentina, Paraguai e Peru. O Chile, além da multa, perdeu um mando de jogo nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Em parceira com a ONG Fare Network, a FIFA, depois destas punições, reforçou o pedido e o monitoramento (replicado pelas Federações / Confederações Nacionais e suas entidades filiadas), para que árbitros, clubes e federações sejam agentes denunciadores de tais situações, sejam essas personagens testemunhas ou vítimas. Ou seja: um árbitro deve relatar se presenciar os gritos, uma equipe pode denunciar se sentir atacada ou um goleiro pode até pedir a punição ao clube cuja torcida praticou a homofobia.

Porém, esses gritos de BICHA foram praticados novamente em jogo da Seleção Brasileira, dessa vez contra a Bolívia em Natal, também pelas Eliminatórias, com punição de  R$ 83 mil. Outros nove países também foram punidos por gritos homofóbicos, além do Irã, por cânticos religiosos do Islã.

Aqui no Brasil, os grandes clubes da Capital têm pedido, através do sistema de som, que os torcedores não pratiquem tal ato. Infelizmente, há aqueles que ainda não sabem das medidas recomendadas e as punições que podem receber.

Então, seja na Copa São Paulo de Futebol Jr ou em Copa do Mundo, os clubes e Seleções podem ser severamente multados ou até perderem o mando caso os torcedores gritem BICHA na arquibancada.

IMPORTANTE – sabemos que na cultura do futebol algumas situações são discutíveis (eu, que fui árbitro de futebol por tanto tempo, sei bem disso). Xingar o juiz de ladrão ou outros impropérios é algo “aceitável e comum” (não levando em conta o politicamente correto e nem que se ofende a pessoa, mas sim uma personagem). Mas se existe um novo momento no futebol, uma mudança de cultura, seja ela forçada por multas e punições ou por clamor social, que cumpra-se!

Torcedor, diante de tudo isso: seja prudente!

EM TEMPO – a FIFA colocou em seu game, o FIFA 17, a opção de “vestir o atleta nas cores do arco-íris”, em alusão à campanha contra homofobia (Stonewall’s Rainbow Laces). E aqui acrescento: não confunda a opção sexual, particular de cada um, com APOLOGIA (sempre condenável).

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