– O melhor árbitro do futebol brasileiro em 2019 foi…

Escolhido como melhor juizão do Campeonato Brasileiro: Wilton Pereira Sampaio.

Não concordo. Respeito a decisão, admito que ele evoluiu bastante, mas dois árbitros foram melhores do que ele: Raphael Claus (que fez mais um Brasileirão muito bom, errando vez ou outra dentro da normalidade mas acertando mais do que o comum). E, há de se considerar, as arbitragens maturas, sólidas e concisas de Marcelo de Lima Henrique – culminado na excelente atuação do dificílimo jogo entre Cruzeiro 0x2 Palmeiras.

Me perguntaram se eu não escolheria Anderson Daronco. Repito o que já escrevi: ele é como Pierluigi Colina: um árbitro comum, com vários erros técnicos mas sua figura traz tamanho respeito que é mais elogiado do que realmente mereceria. Isso não quer dizer que ele seja ruim.

E para você: quem foi o melhor juizão deste ano?

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– Supercopa Sulamericana no lugar dos Estaduais? Que tal?

Primeiro a Conmebol houvera anunciado; depois, cancelado devido a falta de calendário do Brasil. Por fim, seria apenas fake?

A entidade que rege o futebol da América do Sul deseja (já divulgou isso publicamente) criar um torneio somente com os campeões da Libertadores. Essa Supercopa teria o inconveniente das datas escassas.

E se fosse real?

Sendo anual, poderia substituir os Campeonatos Estaduais. Dos 12 times grandes brasileiros, apenas Botafogo e Fluminense não a disputariam.

Já imaginaram ao invés de Flamengo x Bonsucesso no começo do ano, um Flamengo x Peñarol? Ao invés de Palmeiras x Linense, um Palmeiras x Boca Juniors?

Em tese, substituiríamos os sparirngs do Interior Paulista por Campeões Continentais. Uau! Mas também há de se ver o que fazer com os clubes pequenos, árbitros locais e imprensa das cidades envolvidas…

O problema é: como formatar uma competição justa e ideal organizada pela Conmebol?

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– Em qual dos 3 candidatos eu votaria nas Eleições do Safesp?

Respeito qualquer forma democrática de escolha de representantes em todos os órgãos em que existe eleição. Opinar e exercer a liberdade de expressão nos permite comentar, especialmente se há conhecidos nela (ao contrário de pessoas truculentas que possam argumentar que “se não vai votar, não lhe diz respeito”… ô pessoal que se acha acima do bem e do mal!).

Enfim: fui associado ao SAFESP (porquê era obrigado pela FPF, senão eu não poderia apitar jogos pela entidade – e ela ainda obrigava a abrir mão de qualquer vínculo assinando uma carta de próprio punho de que era prestador autônomo de serviços), e agora, esse mesmo Sindicato dos Árbitros vive uma “briga de foice” pelo poder.

Deixei bem claro minha posição quando os candidatos eram Arthur Alves Junior e Aurélio Sant’Anna Martins. O texto está abaixo:

(Em: https://professorrafaelporcari.com/2019/04/12/esclarecimentos-sobre-minha-posicao-sobre-as-eleicoes-2019-do-safesp/).

Agora, acompanho a loucura que tem sido a campanha dos 3 nomes que buscam a enrolada Eleição, depois da decisão final da Justiça: o próprio Aurélio, José Assis Aragão e Renato Canadinho.

Se o novo presidente quer ser desprovido de qualquer problema, dedicado de verdade e livre de qualquer amarras, pense:

  • Dever-se-ia residir na Capital (sei que é um esforço hercúleo abandonar a família se estiver no Interior e fixar residência nova em São Paulo) ou mudar a sede / criar uma sub sede / ter um vice que possa se fazer totalmente presente na ausência (embora o Sindicato seja estadual, é evidente que por questão logística o ponto principal é a cidade-mãe).
  • Não deve estar apitando, nem filiado a Federação alguma, tampouco manter qualquer laço profissional ou amador com a entidade (ou “as entidades”) em que possa ocorrer conflito de interesse ou incompatibilidade de cargos.
  • Precisa ter FICHA LIMPA, seja por senso comum, empatia com os outros árbitros ou o não envolvimento em nenhum escândalo na vida pessoal ou na vida dentro do futebol. Nem ser protagonista ou cúmplice de coisa que possa ser classificada como IMORAL ou ANTIÉTICA.
  • Estar totalmente sem vínculo com membros das diretorias anteriores (do presidente que ficou por muitos anos e dos pares dele), a fim de mostrar independência.
  • Ser remunerado, para ser um profissional na função e COBRADO pelo desempenho, evitando as desculpas de que a pessoa é uma “abnegada pela causa”.

Qual dos 3 nomes preenche esses quesitos? Para mim, o candidato ideal deveria ter essas qualificações. E como não sou eleitor, mas um atento observador, fico curioso em saber qual deles se enquadra nesse “perfil perfeito”.

Para encerrar essa postagem, duas observações não tão claras a mim (por distanciamento dos bastidores do imbroglio):

1- Quem é OBJETIVAMENTE o candidato situacionista e os da oposição?

2- Por quê não, para mostrar que todos os candidatos querem o bem do SAFESP, entrarem em acordo na contratação de uma empresa para fazer auditoria que seja aceita pelos 3 ANTES DO PLEITO (contrata antes e executa-se assim que possível o serviço)? Isso evitaria de se colocar em dúvida que a empresa A poderia beneficiar pessoa X ou algo que o valha, tendo a cautela que se paire dúvida na credibilidade pós-eleição. Simples!

O que me assusta é: perfis fakes, denúncias vazias, notícias falsas… contra tudo e contra todos!

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– A Regra do Rebaixamento do Brasileirão é justa? E a do título?

Disse o treinador Vanderlei Luxemburgo, após a partida entre Vasco x Cruzeiro a respeito do rebaixamento no Brasil (em referência ao time da Raposa que “namora” a Série B):

“O Cruzeiro está passando como outras equipes passaram por esse problema. Eu posso falar isso hoje porque não tenho preocupação nenhuma: é uma punição muito severa para um clube que faz uma temporada ruim. Ter 20% (rebaixados) é injusto dentro do futebol”, disse o comandante (…) Acho que deveria mudar. Ter três ou dois mais um. Acho que você não merece punição por um ano ruim. E sim por dois, três anos. Ver o Cruzeiro nesta situação a gente fica triste. É ruim um grande clube deste estar neste momento” (ao Fox Sports TV).

Aqui valem algumas observações:

  • Em muitos países, temos 16 ou 18 clubes na Série A para 4 rebaixados diretos; ou, ainda, para alguns rebaixados diretos e outros lutando pela permanência contra os times que não foram campeão e vice na Segunda Divisão. Ter 20 no Brasileirão e rebaixar menos do que 4, é fazer um monte de jogo não valer nada na ponta de baixo.
  • Contra o argumento de uma temporada ruim, existe a metodologia que foi usada por algum tempo na Argentina: fazia-se uma média dos pontos de 2 campeonatos inteiros. Mas, lembremo-nos, o campeonato não é tão curto para que se use a desculpa de “acidente”. São 38 jogos em nosso país!
  • Sou a favor de um campeonato da Série A com 16 times (imagine como uma série B com a mesma quantidade e possivelmente com alguns clubes grandes jogando nela valorizariam o produto) e 2 times rebaixados direto (subindo 2 da Série B) + 2 times por eliminatórias (os 3os e 4os colocados do acesso lutando contra o 13o e o 14o que brigariam para não cair). 
  • Usaria o mesmo critério de pontos corridos para as 3 divisões (A, B e C). Para a Série D, dividiria em grupos regionalizados e formaria uma série E onde os clubes regionais que não estivessem nessas séries, pudessem disputar. Seriam os Estaduais, mas na última divisão nacional (logicamente as federações locais chiariam).
  • Por fim, não sou contrário àquela antiga fórmula de: Campeão do 1o turno x Campeão do 2o turno. Se vencesse os dois turnos, seria campeão direto. Afinal, falamos de ESPORTE, que deve ser primeiramente emocionante, não necessariamente justo (mas essencialmente honesto). 

E você, pensaria em mudar alguma coisa na fórmula de disputa? É claro que, para não confundir o torcedor, a coisa deve ser insistida por anos e bem explicada (se não precisará-se de bula para entender a forma de disputa).

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– Parabéns ao Árbitro Assistente Mineiro no Palmeiras 1×3 Flamengo

Assisti pouca coisa no final de semana, mas vi – e aplaudo – a boa atuação do bandeira da FIFA Guilherme Dias Camilo (ao menos no 2o tempo).

Dois lances ajustados na etapa final (um deles, o gol do Palmeiras anulado), onde estava atento e acertou. Cumpriu a recomendação para que siga o jogo se existir a dúvida do impedimento e não fez troça em entrar em campo para além da linha lateral a fim de ter bom posicionamento.

Atuações assim fazem o VAR ser irrelevante!

E imaginar que ele foi suspenso por um erro entre Cruzeiro x Patrocinense, no Campeonato Mineiro de 2018. Errar não é permitido?

Guilherme Dias Camilo admitiu erro em lance no empate entre Patrocinense e Cruzeiro — Foto: Reprodução

– A notícia mais legal do final de semana esportivo foi a do… Fortaleza!

Com tantos erros de arbitragem contrários (isso precisa ser observado, pois estreantes aturaram nos jogos do time cearense), o Fortaleza assegurou a classificação para a Copa Sulamericana em 2020.

Muito legal! É bom ver um time nordestino voltando à uma competição internacional – e em especial o simpático time dirigido por Rogério Ceni.

Ficará a dúvida: será que se Ceni não tivesse voltado ao clube, a classificação seria possível?

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– As câmeras para ajudar o futebol! Das ideias do Rúgbi para o seu primo-irmão, o Soccer.

Li em um artigo de 2015 algo muito interessante: 9 ideias de parceiros organizadores e patrocinadores da Copa do Mundo de Rúgbi para deixar a sensação do torcedor mais próxima da dos atletas.

O link está em: https://m.tecmundo.com.br/esporte/87971-9-dispositivos-deixariam-partidas-rugby-tecnologicas.htm

Mas os três principais detalhes das propostas ali elencadas e que me fizeram atentar para a postagem (seriam extremamente legais para o futebol) são:

  1. Câmeras futuristas nos uniformes dos jogadores, a fim de que os telespectadores possam ter a mesma expectativa e visão de quem chuta uma bola;
  2. Detector de concussões, através de micro-sensores.
  3. Câmera acoplada no microfone do árbitro, a fim de que quem esteja assistindo, possa ter o mesmo ângulo do árbitro para entender o que foi marcado (sendo também mais uma imagem para o VAR compartilhar em caso de necessidade).

E aí, o que você pensa sobre essas ideias? Deixe seu comentário:

– Bestemmiare? Não… as punições por ofensas religiosas no futebol italiano!

Meu avô (como todo italiano legítimo) costumava, quando muito irritado, xingar até mesmo a Deus! Depois passava… E era repreendido pois não poderia “bestemmiare” perto dos netos (ou seja: blasfemar).

Junto às polêmicas contra o racismo na Itália (que infelizmente estão constantes), uma outra punição tem sido muito discutida por lá: a de tomar o nome de Deus ou de santos em vão! E está gerando suspensão.

Compartilho, extraído de: https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2019/10/30/falar-nome-de-deus-em-vao-e-vetado-na-italia-e-ja-quase-suspendeu-astros.htm

FALAR NOME DE DEUS EM VÃO É PROIBIDO NA ITÁLIA E GERA PUNIÇÃO

Nesta semana, dois atletas do Campeonato Italiano foram suspensos por um jogo pela federação por… blasfemar em campo. É isso mesmo: por lá, proferir em campo o nome de Deus e outras figuras religiosas em vão ou em contexto considerado desrespeitoso pode render punição. Os meio-campistas Francesco Magnanelli, capitão do Sassuolo, e Matteo Scozzarella, do Parma, foram os últimos atingidos pela regra que vigora há quase uma década e já rendeu dor de cabeça a astros como Gianluigi Buffon e Zlatan Ibrahimovic.

Foi em 2010 que a federação decidiu que xingamentos e blasfêmias deveriam ser punidos com cartão vermelho direto. Caso o árbitro não perceba o ato em campo, o infrator pode ser punido posteriormente, com auxílio de imagens de TV e leitura labial – foi assim nos casos de Magnanelli e Scozzarella. O motivo anunciado para a regra, na época de sua aplicação, foi desestimular o uso de “linguagem ofensiva” nos gramados.

Desde então, alguns jogadores já foram punidos por falar mais do que podiam. No ano passado, o volante Rolando Mandragora, da Udinese, também tomou um jogo de gancho depois de perder um gol e desabafar usando os nomes de Deus e da Virgem Maria. Outros que já se deram mal foram o técnico Domenico Di Carlo (Chievo), o atacante Davide Lanzafame (Parma) e o meia Luca Siligardi (Livorno). Mas o primeiro jogador da história a ser punido por blasfemar poderia ter sido ninguém menos que Gianluigi Buffon.

O lendário goleiro, ainda hoje na ativa aos 41 anos pela Juventus, foi acusado de falar o nome de Deus em vão após falhar em um jogo contra o Genoa, em 2010. Em sua defesa, Buffon disse que falou “zio”, que significa “tio”, e não “Dio” (Deus). Ele escapou de punição após se desculpar publicamente. “Se um dia eu tiver a sorte de encontrar Deus, é Ele quem vai decidir me perdoar ou não”, disse o jogador na época.

Ibrahimovic também quase se complicou em 2011, quando jogava pelo Milan. O astro sueco foi filmado supostamente proferindo blasfêmias em um jogo contra o Cagliari, mas acabou não sendo formalmente acusado porque o vídeo não oferecia prova definitiva do ato.

Apesar de ser apoiada por grande parte da comunidade futebolística na Itália, a regra também tem seus opositores. A Federação Internacional dos Futebolistas profissionais (Fifpro) divulgou um comunicado contra a decisão da federação italiana em 2010, dizendo que a decisão feria o direito fundamental da liberdade de expressão dos jogadores. Até hoje, porém, a norma segue de pé.

Essa não é a única polêmica envolvendo punições no futebol italiano recentemente. Os diversos casos de racismo nesta temporada, com insultos em estádios contra jogadores como Lukaku (Inter de Milão), Kessié (Milan), Dalbert (Fiorentina), Juan Jesus (Roma) e Ronaldo Vieira (Sampdoria), têm causado pressão por medidas mais rígidas da federação. Alguns dos casos, como o envolvendo Lukaku, acabaram sem punição, enquanto outros, como o envolvendo Dalbert, renderam apenas uma multa ao clube cuja torcida proferiu as ofensas.

Ibrahimovic escapou de punição em 2011, quando jogava pelo Milan, por blasfemar em campo - Max Rossi/Reuters

Ibrahimovic escapou de punição em 2011, quando jogava pelo Milan, por blasfemar em campo Imagem: Max Rossi/Reuters

 

– Os 10 maiores salários de treinadores de futebol do mundo.

Certamente, os 10 maiores “salários de árbitros de futebol” do mundo estão longe dos de treinadores; afinal, eles são cada vez mais protagonistas, dividindo o estrelato com os atletas.

Segundo o “transfer markt”, especializado no assunto, Klopp, o atual campeão da Champions League, é “apenas” o 10o salário do planeta. O mais remunerado é Pep Guardiola, recebendo 23 milhões de euros por temporada! Depois dele, José Mourinho, que voltou ao Tottenham.

Interessante que, por lógica, nenhum treinador de Seleção consta nesta lista. O que mostra que em breve os campeonatos de clubes serão mais importantes do que os de Seleções (talvez já sejam!).

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– O orgulhoso título do Mengão, o proveitoso uso adequado do VAR e o vergonhoso gesto do governador.

Várias coisas a abordar sobre a conquista do Bicampeonato da Libertadores da América por parte do Clube de Regatas do Flamengo:

1- ARBITRAGEM: Na difícil partida apitada, o chileno Roberto Tobar foi bem com seus colegas na atuação em Lima. Deixou o jogo correr quando podia, não caiu nas tentativas de simulação dos brasileiros em determinados momentos e resistiu à milonga dos argentinos. Sobre as expulsões, não imagino que foram gratuitas, embora a transmissão da TV não tenha permitiu\do que fossem tão bem entendidas durante o nervosismo dos atletas. Mas o principal ponto: o uso adequado do VAR, que não atrapalhou o ritmo do jogo em momento algum.

2- POLITICAGEM: O jundiaiense Wilson Witzel (que apesar de ser paulista, durante sua vida profissional se radicou em terras cariocas e se tornou governador do Rio de Janeiro) protagonizou um papelão em praticar uma atitude demagógica se ajoelhando para Gabigol dentro de campo. Será que, por ter declarado que deseja ser Presidente da República em um futuro breve, resolveu fazer isso para se mostrar “popular”? Detesto politicagem barata, embora valorizo a política séria e responsável.

3 – O JOGO EM SI: Gabriel Barbosa não estava jogando nada, e decidiu como num filme de Hollywood com dois gols nos derradeiros minutos. Que final épico!

O treinador Jorge Jesus, por mais que se tenha criado polêmica sobre ele (passou sufoco no começo do seu trabalho no Brasil com o episódio da pressão da torcida no aeroporto), fez um bem muito grande ao futebol brasileiro mostrando que dá para vencer jogando bonito. Merece todos os aplausos. Aliás, até os 87 minutos os “contrários à sua filosofia de jogo” estavam detonando o português. E, depois, teve que existir a rendição ao seu método. Mas vale lembrar: o River Plate é muito bom, se ficasse com a Taça Libertadores seria uma conquista justa!

Parabéns ao Flamengo pela conquista dentro de campo.

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