– São Paulo x Internacional, Diniz x Abelão, Moderno x Antiquado…

Já foi clássico de Final de Libertadores da América, e hoje será o “clássico dos chavões”: um esquema mais ousado de Fernando Diniz no São Paulo contra o esquema mais conservador (que não quer dizer desatualizado) de Abel Braga. Inexperiente (se é que é) contra Experiente (e muito). Moderno versus Ultrapassado (de verdade ou com má vontade)?

Qual será a “chamada” mais recorrente que teremos para esse jogaço?

Não estou dizendo que concordo com esses citados acima, mas prefiro: duelo de líderes! Afinal, são os ponteiros do Brasileirão!

Para esse jogo, o mais experiente dos árbitros brasileiros em atividade (literalmente falando, em todos os aspectos): Marcelo de Lima Henrique!

Há de ser uma grande disputa e torço para uma boa arbitragem.

São Paulo x Internacional - SPFC Notícias

– A correta expulsão de Gabriel no Palmeiras 4×0 Corinthians

Algo a contestar sobre o cartão vermelho recebido pelo corintiano Gabriel?

Após ter uma falta de ataque marcada a seu favor, perdeu a cabeça e deu uma cotovelada. Avisado pelo VAR, o árbitro Jean Pierre “Vin Diesel” o expulsou.

Mas, cá entre nós, o motivo desse lance ter acontecido é um só: a pressão de um Derby e o descontrole mental! E aqui, uma verdade: nenhum time de futebol brasileiro (na Alemanha, é comum) treina inteligência emocional voltada ao esporte! Se fosse uma realidade tal disciplina, poupar-se-ia a situação.

Quem sabe no futuro isso seja mais comum no Brasil?

Palmeiras x Corinthians: horário, local, escalações e transmissão

– Qual seria a classificação do Brasileirão, se as torcidas estivessem presentes nas arquibancadas?

Teremos um Derby em plena 2a feira, com um Palmeiras classificado para duas finais importantes e o Corinthians em ascensão graças ao chamado “Mancinismo”. Mas estariam nessas posições, caso as torcidas estivessem liberadas nos estádios?

Obviamente é achismo, mas dentro da “futurologia hipotética”, não é curioso discutir tal situação?

No caso dos cartolas: o São Paulo seria líder do campeonato, ou os gritos dos torcedores teriam pressionado a diretoria a demitir Fernando Diniz? O Flamengo ainda estaria com Ceni? O Palmeiras teria chegado onde chegou?

É difícil pensar. Mas indo mais longe, agora com os árbitros: alguns pênaltis teriam sido marcados ou deixados de marcar? Até onde a arbitragem teria tomado algumas decisões técnicas que tomou, sem a pressão das arquibancadas? O número de Cartões Amarelos seria maior ou menor?

Por fim: e os jogadores? Teriam mais chutes a gols ou menos? O medo de atacar o adversário seria de maior ou menor intensidade? Ousar alguns lances com torcedores presentes e gritando, seria em grau menor?

Ficaremos no imaginário. Mas a curiosidade permanecerá: se não fosse um ano atípico, como tudo isso seria?

A cornetagem no futebol, obviamente, tem algum impacto. “Qual é ele”, é a discussão!

Sabe por que torcedores “chatos” são chamados de “corneteiros”? - Corneta  FC - UOL

– Athlético Paranaense 1×1 São Paulo e o lance “cara-de-pau”.

Na Arena da Baixada, aos 36m do 2o tempo, o exemplo de como está chato discutir arbitragem de futebol: lance de ataque do SPFC, uma bola bate no rosto e na sequência no braço do zagueiro do CAP, à queima roupa. Não foi nenhuma infração.

Procure as imagens na TV e veja a reação dos jogadores reservas do SP que estão ali próximos! HILÁRIO, ou melhor, cara-de-pau.

É constrangedor pedir pênalti em tal lance. Mas entendo: é a geração de quem viu a regra mudar e o Brasil avacalhar lances assim como penais.

– Os melhores árbitros de futebol do mundo, segundo a IFFHS.

Muita gente contesta as estatísticas divulgadas pela IFFHS (a Federação Internacional de Estatística e História do Futebol). Até mesmo sobre a importância da entidade, existe controvérsia. Mas uma coisa não se pode reclamar: da ausência de árbitros brasileiros importantes em sua lista dos melhores da última década!

Um país que já teve nomes frequentes como os mais gabaritados, com importância indiscutível em Copas do Mundo (Romualdo Arpi Filho, Arnaldo César Coelho, José Roberto Wright, Renato Marsiglia, Carlos Eugênio Simon, para citar alguns), não pode cair no ostracismo internacional.

Abaixo, a relação dos melhores da última década (19 nomes divulgados) e os melhores de 2020 (14 juízes na lista, de acordo com o site da IFFHS):

RANKING IFFHS WORLD’S BEST MAN REFEREE OF THE DECADE 2011-2020

Name / Country 

1. Felix BRYCH / Germany
2. Cuneyt CAKIR / Turkey 
3. Bjorn KUIPERS / Netherlands 
4. Niccola RIZZOLI / Italy 
5. Nestor PITANA / Argentina
6. Howard WEBB / England 
7. Damir SKOMINA / Slovenia
8. Martin ATKINSON / England
9. Viktor KASSAI / Hungary 
10. Antonio MATEU LAHOZ / Spain 
11. Gianluca ROCCHI / Italy
12. Marc CLATTENBURG / England 
13. Pedro PROENCA / Portugal 
14. Carlos V. CARBALLO / Spain
15. Milorad MAZIC / Serbia 
16. Ravshan IRMATOV / Uzbekistan 
17. Jonas ERIKSSON / Sweden 
18.Clement TURPIN / France 
19. Alireza FAGHANI / Iran 

RANKING THE WORLD’S BEST MAN REFEREE 2020

Name / Country 

1. Daniele ORSATO / Italy
2. Felix BRYCH / Germany
3. Björn KUIPERS / Netherlands
4. Damir SKOMINA / Slovenia
5. Antonio Mateu LAHOZ / Spain
6. Anthony TAYLOR / England
7. Nestor PITANA / Argentina
8. Cüneyt CAKIR / Turkey
9. Mike DEAN / England
10. Clement TURPIN / France
11. Danny MAKKELIE / Netherlands
12. Ovidiu HATEGAN / Romania
13. Slavko VINCIC / Slovenia
14. Jose Maria MARTINEZ / Spain

Na imagem, o grande e saudoso Dulcídio Wanderley Boschilia, que nunca foi a uma Copa do Mundo mas era sensacional dentro de campo. Sobravam talentos no Brasil…

– 3 pontos de vista sobre o VAR do Allianz Arena:

Ainda sobre as polêmicas do jogo Palmeiras x River Plate, para apreciação dos amigos leitores, compartilho uma entrevista que dei ao Lance!, juntamente com os ex-árbitros FIFA Alfredo dos Santos Loebeling e Renato Marsiglia, sobre a atuação do VAR.

Disponível em: https://www.lance.com.br/palmeiras/arbitros-analisam-var-river-plate-uma-aula.html

EX-ÁRBITROS ANALISAM VAR DE PALMEIRAS X RIVER PLATE

Apesar de todas as dificuldades, o Palmeiras conseguiu se classificar para a final da Copa Libertadores da América pela primeira vez em mais de 20 anos. A partida decisiva da semifinal, que terminou em 2 a 0 para o River Plate, no entanto, ficou marcada por erros palestrinos e atuações decisivas do VAR. Para entender se as marcações no decorrer do jogo foram corretas, o NOSSO PALESTRA/LANCE! conversou com ex-árbitros que elogiaram a utilização da tecnologia.

O primeiro nome contactado pela reportagem foi Alfredo Loebeling, que fez parte do quadro da Fifa entre 2001 e 2002 e elogiou a participação do VAR na partida.

– O VAR veio pra isso. O torcedor tem que entender que o VAR um dia vai salvar a arbitragem prejudicando o seu time de coração, e noutro dia vai salvar ajudando o seu time, como foi ontem. O que nós tivemos ontem foi a correção de equívocos da arbitragem em lances muito difíceis. No segundo pênalti, o cara tava nitidamente impedido. O que não pode acontecer é as pessoas falarem que o VAR ficou procurando uma imagem para salvar o Palmeiras, isso é papo de boteco. Ele tem uma série de imagens, que vão dizer se o árbitro acertou, ou se precisa de correção. Não é o VAR que anula o gol, o pênalti. Ele informa o árbitro e sugere uma revisão – declarou Loebeling, que completou:

– A decisão final é do árbitro de campo. No lance do gol, tinha um jogador impedido. A bola tocou no jogador do Palmeiras, mas pra tirar o impedimento o toque tem que ser de forma deliberada, o que não foi o caso. Foi bem anulado. A expulsão foi, na minha visão, exagerada, porque o árbitro não vinha com esse critério o jogo inteiro. Eu não teria expulsado, acho que o árbitro mudou o critério dele. No primeiro pênalti anulado, o toque existe, mas foi provocado pelo jogador do River. A discussão é que o jogador do River provoca o toque, aí o árbitro não pode marcar. O árbitro acertou nas decisões graças ao VAR. Eram situações que não tem como você olhar sem as câmeras, é muito difícil.

Outro que falou com o NP/L! foi Rafael Porcari, que é ex-árbitro, consultor de arbitragem, comentarista na Rádio Difusora, tem o blog ‘Pergunte ao Árbitro’ e, também, exaltou a atuação do árbitro de vídeo, descrevendo-o como algo necessário para o futebol.

– Ontem foi a prova de que o VAR é uma ferramenta necessária para o futebol, que legitima placares e precisa de pessoas competentes usando. Nos três lances, o árbitro de vídeo foi muito bem nas intervenções. A única falha foi a demora, mas as intervenções foram corretas. O lance do gol anulado foi sensacional, é um lance didático. Foi a mesma coisa que aconteceu no gol do Scarpa na partida de ida, que gerou uma polêmica sobre o desvio tirar ou não o impedimento. No lance teve o desvio, mas não é o tipo que tira o impedimento – disse Rafael, que prosseguiu:

– O último pênalti estava impedido, não tem dúvida, mas, mesmo assim, foi um choque de jogo. A expulsão foi correta, é lance pra cartão amarelo. Tendo amarelo, tem que dar o segundo. O que eu acho mais interessante é a questão do desvio tirar ou não o impedimento. Alguns tipos de desvios, de fato, tiram o impedimento, mas só os que têm um toque deliberado. Se você tem um jogador impedido, o atacante vai lançar a bola pra ele e você quer interceptar a bola, você manifesta a vontade de disputar e não deixar o cara receber a bola, você tirou o impedimento, porque você se jogou pro lance. Agora, você estar posicionado e o seu corpo serve como tabela, não tira o impedimento. Você tem que ter a intenção clara e manifesta de interceptar a bola. Bater por bater não tira o impedimento.

Além destes, o ex-árbitro e ex-comentarista Renato Marsiglia afirmou ter se rendido à tecnologia, deixando evidente que esta fez justiça no confronto da última terça-feira (12).

– Eu diria que o VAR ontem influenciou no resultado da partida de maneira justa. São lances que, num primeiro momento, eu não vi irregularidade. O VAR trouxe justiça e salvou a arbitragem, mesmo sendo lances que seriam muito discutidos depois do jogo. Não tenho dúvidas de que o torcedor do River Plate está indignado, assim como se fosse o contrário o do Palmeiras ficaria – afirmou Marsiglia, que seguiu:

– Eu acabei me rendendo à tecnologia. Com a quantidade de recursos eletrônicos que existem, nada mais natural que estes sejam colocados à disposição da arbitragem pra diminuir os erros gritantes. O árbitro de vídeo acertou. No último lance, tenho certeza que o árbitro de vídeo chamou o de campo para analisar uma possível penalidade máxima e, no tempo que ele foi lá, eles pegaram o impedimento, que matou a possibilidade do pênalti. E o impedimento existiu, assim como no primeiro lance, que teve como consequência o que seria o terceiro gol do River Plate. As decisões foram corretas. Não vou dizer que o Palmeiras foi favorecido. A regra foi aplicada corretamente. O árbitro iria errar se não fosse o VAR. Sobre o primeiro pênalti, na hora eu achei que tinha sido. Vendo por outros ângulos, porém, fica claro que o jogador do River Plate abre a perna, dobra o joelho e provoca o tropeço pra cair. Foi mais um lance capital em que o árbitro de vídeo interferiu de forma positiva para trazer justiça ao resultado da partida.

Por fim, o NP/L! conversou também com outro ex-árbitro FIFA, que pediu para não ser identificado e descreveu a partida do Verdão como uma “aula de VAR”, afirmando que ele “acertou em todas as decisões”.

O uruguaio Esteban Ostojich tomou decisões cruciais pra definição do resultado (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

– Os semelhantes desvios nos gols anulados em River Plate 0x3 Palmeiras e Palmeiras 0x2 River Plate.

As regras do futebol não são claras, mas apaixonam quem as estudam.

Vamos lá: desvio tira o impedimento?

Depende de “qual” desvio. Deliberado ou não? E para explicar os gols anulados na Argentina (de Scarpa) e no Brasil (de Montiel), precisamos entender.

  1. No começo do século XXI, desvio deliberado para jogador impedido que não estava na jogada, habilitava o atleta – por exemplo, um atacante que vai lançar a bola para seu companheiro que estivesse sozinho na grande área, e um defensor a interceptasse: se ela pegasse um efeito e sobrasse para um outro atacante à beira do campo que estivesse impedido (mas não diretamente no lance), esse desvio tirava o impedimento.
  2. Há 5 anos, isso mudou: o desvio de tentativa de disputa do defensor passou a habilitar qualquer atleta em impedimento – por exemplo, um atacante vai lançar para seu companheiro que está em impedimento, mas o defensor disputa a bola deliberadamente (ou seja, com intenção de não permitir que ela chegue ao adversário) interceptando-a. Essa bola desviada, se chegar ao atleta impedido, poderá ser jogada pois esse desvio o habilitou.

Recorde os gols anulados citados acima: tanto na partida de ida quanto na de volta, nos lances de impedimento a bola era originada de desvio voluntário?

NÃO. Todos de desvios casuais. Por isso, ambos lances se parecem e foram bem anulados.

Sobre outros lances que envolveram o VAR na partida de ontem, aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/12/o-melhor-em-campo-no-palmeiras-x-river-plate-foi-o-gallo/

Situações de análise VAR: River Plate x Palmeiras | CONMEBOL

– Motivos para estar atento quanto a arbitragem de Santos x Boca Jrs.

Tenho sérias preocupações com a arbitragem de Wilmar Roldán na Vila Belmiro, nesta 4a feira. E são ressalvas importantes:

Após as queixas justas do Peixe pela não marcação do pênalti no La Bombonera em Marinho (vide aqui: https://wp.me/p4RTuC-sNv) e os áudios estapafúrdios divulgados, a Conmebol escalou o colombiano Roldán para o jogo de volta. Isso, para muitos, foi demonstração de força do Santos, pois ele foi o árbitro da vitória santista contra o Grêmio.

Doce ilusão de que um árbitro que apitou sua vitória em jogo passado seja sinônimo de vitória futura… Carlos Amarila e Ubaldo Aquino, num passado não tão distante, também haviam apitado muito bem antes das “cácas” contra o Corinthians e o Palmeiras, justamente em confrontos contra o Boca na Libertadores da América.

Se não bastasse esse indicador, historicamente temos suspeitas e comprovações de manipulação por todos os lados. Lembremo-nos das conversas de Grondona a favor do Independiente contra o Santos em 64. Aliás, quantos presidentes a Conmebol viu serem presos nos últimos 5 anos?

Roldán não tem histórico de, em confrontos entre brasileiros e argentinos, “errar pra time do Brasil”. Ao contrário! Um conjunto de equívocos a favor de argentinos, que compartilho aqui: https://wp.me/p4RTuC-sOq.

Torço para uma partida justa e bem apitada! Não sou adepto de teorias conspiratórias (como as de que a Conmebol não deixará ter uma partida final entre brasileiros, sem argentinos, num estádio brasileiro – pois seria “Brasil demais para todo o continente”). Mas abra o olho, Santos FC!

Sportbuzz · Santos x Boca Juniors: Saiba onde assistir e prováveis  escalações da semifinal da Libertadores

– O melhor em campo no Palmeiras x River Plate foi o… Gallo!

Escrevo aos 74m de jogo em Palmeiras 0x2 River Plate: até este momento, o melhor em campo foi o… VAR colombiano Nicolás Gallo! Ajudou em tudo o árbitro uruguaio Esteban Ostojich.

Que lance milimétrico de impedimento o 3o gol do River Plate, anulado! Que imagem congelada do pênalti cavado aos 30m do segundo tempo!

Aqui a prova: se bem usado, o árbitro de vídeo legitima placares no futebol. O equipamento não é o problema, mas sim quem o opera.

Ops: Confesso que a curiosidade é grande, mas não terei resposta por motivos lógicos: se tivéssemos torcida presente, o Palmeiras teria feito 3×0 na Argentina e o River estaria dando tal sufoco no Brasil? Até onde esses resultados seriam idênticos, estando as arquibancadas lotadas?

Arbitragem dos jogos semifinais da Libertadores na próxima semana — Foto: Conmebol/Divulgação

– Sport quer anular o jogo do Palmeiras e recusar o VAR em seus jogos?

Segundo o GE.com (https://globoesporte.globo.com/pe/futebol/times/sport/noticia/revoltado-com-arbitragem-apos-polemica-sport-pedira-anulacao-da-partida-contra-palmeiras.ghtml), o Sport pediu à CBF a anulação do jogo contra o Palmeiras e a não utilização de VAR em seus jogos.

Ilusão!

Primeiro: Não existiu Erro de Direito – e nem Erro de Fato, pois não foi pênalti (vide a explicação técnica aqui: https://professorrafaelporcari.com/2021/01/10/o-penalti-de-bola-na-mao-reclamado-em-sport-0x1-palmeiras/)

Segundo: Não se pode utilizar uma regra num campeonato para um time e para outro não. Pedir para não utilizar o VAR em seus jogos, sinceramente, pareceu-me apenas “satisfação para o torcedor”, pois até mesmo quem pediu sabe que isso é impossível.

E segue o futebol brasileiro…

Sport x Palmeiras — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press

Sport x Palmeiras — Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press