– Minhas impressões sobre a eliminação da Seleção Brasileira, Erros da Cartolagem e do Corpo Diretivo, além dos questionamentos da Arbitragem.

Comecemos pelo fim: leio algumas pessoas comentando sobre os lances reclamados na partida entre Brasil 1×2 Bélgica . São dois pênaltis:

O primeiro, em Gabriel Jesus: que o zagueiro belga toca no centroavante brasileiro, não há dúvida. A questão é: a bola já teria ou não ultrapassado a linha de meta? Acompanhei pelas imagens e pelo que os replays mostraram, não há clareza para mim. Se passou, não é pênalti (pois a bola já estava fora de jogo). Se não passou, tiro penal. Fui perguntado se a mudança da Regra não determina que quando a bola sai do gramado não se deve marcar a falta. NÃO! Nada disso, o que mudou foi exatamente o contrário: se a bola está em campo e quem sai são os jogadores, aí sim deve se marcar a infração (se a bola estava no campo de jogo, reinício com falta na lateral; mas se dentro da área, se marca pênalti). Realmente não consigo uma imagem que mostra onde a bola estava (dentro ou fora) naquela ocasião.

O segundo, em Neymar, no final do jogo, quando o camisa 10 tenta o cabeceio. A mão do seu marcador realmente toca nele, mas não há o desequilíbrio do atleta por conta dela. Ali, perceba que o jogador, ao passar da bola, simula posteriormente a expressão de dor e cai. Uma simulação desesperada em busca do empate.

Aliás, se em 2002 fomos beneficiados pela arbitragem contra a Bélgica (e de fato fomos), nem reclamar poderíamos agora…

SOBRE TITE

Sempre o achei um bom treinador, sujeito sério, respeitoso (ao menos, nas vezes que trabalhei com ele, nunca tive problemas – ele é duro, mas educado nas queixas). Fez uma campanha brilhante, pois lembremo-nos que a Seleção Brasileira corria risco de não se classificar. Mas me importuna três coisas que não me conformo:

A primeira, a assinatura do manifesto contra Marco Polo Del Nero no movimento dos esportistas que visava a sua renúncia, onde foi enfático nas críticas, mas depois aceitou trabalhar para ele recebendo um altíssimo salário com a justificativa de servir o Brasil.

A segunda, a teimosia de não dar uma única oportunidade sequer a Vanderlei, goleiro do Santos (e deu a tantos outros), e se fazer de democrático ao dar chances até mesmo a William José nos amistosos. Faltou coerência. Aliás, ao levar para a Copa do Mundo Fredy e Tyson, por que não os utilizou? Não eram competentes o suficiente?

A terceira, enfim, o discurso de “posse de bola”. Eu ouvi todas as entrevistas pós-jogo e ontem ele alegou que o Brasil foi muito bem, justificando 2/3 da posse de bola. Ora, dias atrás o próprio Tite disse que só se pode usar a porcentagem de posse de bola para analisar o jogo quando está 0x0, pois depois que sai um gol o ímpeto dos clubes muda (o que está com o placar na frente perde a posse para o clube que ataca e busca o empate). Mudou de opinião em tão pouco tempo?

Repito: eu manteria Tite na Seleção Brasileira, mas não se pode poupá-lo ou preservá-lo de críticas apesar do trabalho ter sido bom (não ótimo). Morreu abraçado com essas convicções teimosas.

SOBRE A CARTOLAGEM

Fico triste com a euforia de muitos e a decepção na mesma proporção, em especial das crianças. Afinal, a Copa do Mundo é um evento mágico! Mas não se esqueça: a CBF é uma entidade privada, não é uma instituição pública ou ONG solidária. E ela foi presidida por Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Marco Polo Del Nero (ambos reconhecidamente corruptos no futebol) e agora por uma figura exótica, contestada e indevida chamada Coronel Nunes! Sem mais delongas… Sem contar que nenhum jogador é “coitadinho”, ganham milhares (e outros milhões) de dólares em seus clubes, não priorizando a Pátria-Mãe (e aqui é outro ponto a discutir: e deveriam? Afinal, a CBF é uma empresa que os explora pelos seus serviços na Seleção).

Não torço contra, mas o Hexacampeonato não mascararia tudo isso que foi citado?

FUTURO DA COPA

Enfim, repararam que o poderio dos clubes europeus agora reflete também nas Seleções? Assim como a Champions League é o torneio mais balado e organizado do mundo entre equipes, na principal competição entre seleções nacionais restaram somente países da Europa! A propósito, essa Copa tem tudo para a competentíssima geração belga faturar, no maravilhoso trabalho que se vem fazendo na Bélgica para que ela seja uma “nova Holanda” – mais planejada e atualizada.

Como consolo, poderemos ver a arbitragem sulamericana na final. A FIFA dispensou muitos árbitros, assistentes e VARs, privilegiando a permanência de dois combinados da América do Sul que foram muito bem até então: Andrés Cunha e seus bandeiras (Uruguai) e Sandro Meira Ricci (com Emerson Carvalho e Marcelo Van Gassen). Para mim, favoritos nessa ordem para apitar a decisão dia 15/07.

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– E a arbitragem escalada para Brasil x Bélgica?

O sérvio Mirolad Masic, que apitou a final da Liga dos Campeões entre Real Madrid x Liverpool, apitará Brasil x Bélgica nesta sexta-feira.

Sempre vi Masic não sendo rigoroso na marcação de faltas e aplicação de cartões, e isso é ruim caso Neymar seja caçado em campo. Por outro lado, sem dar muitos cartões por reclamação, pode permitir que o camisa 10 do Brasil não seja advertido com cartões amarelos se perder a cabeça e for provocado (fato nítido que tem sido observado).

Seus assistentes serão os compatriotas Milovan Ristic e Dali Djurdjevic. O 4º árbitro será o americano Jair Marrufo e o 5º árbitro Corey Rockwell, também dos EUA.

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Atlético de Mogi

Para a última rodada do 2º turno da 1ª fase da Segunda Divisão Sub 23, César Luiz de Oliveira, 36 anos, técnico em edificações e atualmente comprador (com 13 temporadas na FPF tendo chegado até a série A3) e que foi regularmente escalado nessa divisão e na Segundona, foi escalado para esse derradeiro confronto.

César apitou apenas um confronto do Galo, na Copa Paulista de 2016, contra o São Paulo e foi bem. Tomara que repita a discreta e boa atuação (apesar de não ter sido exigido).

Os bandeiras serão o experientíssimo Eduardo Vequi Marciano (16 temporadas de carreira, 39 anos de idade, contador, de muitos anos de série A1) e Vladimir Nunes da Silva (08 temporadas, 32 anos, ferroviário, trabalhando na série A2). Willer Fulgêncio Santos (que foi o árbitro de União de Mogi 1×3 Paulista na Rodada 10) será o 4º árbitro.

Desejo boa sorte à arbitragem e grande partida aos clubes!

Acompanhe a transmissão de Paulista FC x Atlético de Mogi das Cruzes pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Heitor Freddo e Robinson “Berró” Machado; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa Antonio Carlos Caparroz. Domingo às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

– Falta muito para Mark Geiger ser FIFA…

Assistindo ao jogo entre Colômbia x Inglaterra, fico pensando: que idiotice escolher árbitro por continente!

Já que o confronto era entre “Conmebol x Uefa”, escalaram Mark Geiger, um juizão americano da Concacaf (que foi péssimo). A pergunta inevitável é: qual a dificuldade de se apitar MLS para prová-lo a chegar no quadro da FIFA e à Copa do Mundo?

Já pensaram ele apitando Corinthians x Palmeiras, Fla-Flu, Grenal… o jogo não acaba!

Ser árbitro FIFA é ser mundialista, não continental.

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– México 0x2 Brasil e Japão 2×3 Bélgica: e as invenções da Regra do Jogo funcionaram?

Quem gosta de arbitragem de futebol, deve ter observado duas novidades desta Copa do Mundo e se questionado.

A primeira, a não utilização do árbitro de vídeo no lance do pisão de Layún no tornozelo de Neymar. Será que o italiano Gianluca Rochi desprezou simplesmente a ferramenta ou a equipe do VAR disse que não foi nada? Lembrando: dias atrás falamos sobre o desprezo da arbitragem italiana e a teimosia em não utilizar a contento o recurso do vídeo (em que pese o chefe do VAR na Copa do Mundo ser o italiano Colina). Era lance para cartão vermelho por agressão (independente da força do pisão, vale a intenção deliberada).

A segunda, a segunda barreira japonesa no penúltimo lance do jogo contra a seleção belga. Honda vai cobrar a falta, Courtois faz a barreira e 1 metro atrás dela, surge uma outra barreira, formada por japoneses, no lado em que o goleiro poderia enxergar. E quem disse que isso é irregular? Pena que não deu em nada.

Enfim: duas invenções da Regra do Futebol nesse Mundial e que tiveram resultado contestado na utilização (no caso de MEX versus BRA) e ineficácia (no caso de JAP versus BEL).

Aliás, reparando: o lado da chave brasileira na Copa do Mundo tem Bélgica e Uruguai x França. Já na outra chave, somente a Inglaterra de importante no futebol.

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– Jogar em Casa numa Copa e a conversa de Putin com o VAR!

Jogar em casa é sempre muito bom. Vide os títulos mundiais da Inglaterra e França, ou, se preferir, a colocação da Coréia do Sul em 2002. Só o Brasil que ao invés de aproveitar o mando na Copa do Mundo, deixou o ôba-ôba (em 1950) e a arrogância (em 2014) atrapalharem os louros do sucesso.

Na Rússia, a seleção da casa (que é bem fraquinha, sabidamente), tem feito história: eliminou a Espanha e avançou para as 4as de final.

Claro, os memes sobre uma possível influência política de Putin, o todo-poderoso” presidente, são inevitáveis. Estariam os árbitros realmente blindados?

De todas as brincadeiras e dúvidas, essa montagem que recebi foi brilhante: um “bate-papo doce e singelo com a equipe do VAR”, depois do sucesso do selecionado russo frente os campeões de 2010 (abaixo).

Lógico que quem inventou essa brincadeira foi espirituoso! Mas que é genial, é.

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– O Fair Play Japonês valeu a pena!

Quer dizer que o “jogo limpo”, menos faltoso e mais respeitoso do Japão fez com que, por ter menor número de cartões, avançasse às oitavas de Final da Copa do Mundo da Rússia?

Viva o futebol! Gosto demais desse critério de desempate, pois, afinal, o esporte é disciplina, ludismo, diversão e não guerra!

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– A ótima colaboração de Neymar com a arbitragem. Pois evoluir (meio que na marra) é preciso…

Neymar enfim amadureceu: não encheu o saco da arbitragem no jogo contra a Sérvia, não caiu / simulou e soube sair das confusões. Já tinha melhorado contra a Costa Rica (onde ele apanhou demais, tanto quanto no jogo contra a Suíça).

Que continue assim, sem dar trabalho aos árbitros, focado no que sabe fazer bem: jogar bola! Afinal, evoluir é necessário!

Aliás, justiça seja feita neste jogo: que grande arbitragem tivemos do iraniano Alireza Faghani (ao contrário do já citado aqui Enrique Cáceres, que tem muito mais nome e fez lambança com o árbitro de vídeo. Vide postagem anterior).

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– Arbitragem Pré-Jogo para São José x Paulista

Ricardo Bittencourt da Silva, árbitro que apitou muito bem a vitória do Galo em Mogi das Cruzes contra o Atlético na Rodada 07, apitará São José x Paulista na 6a feira.

Professor de Educação Física, 27 anos, bom porte atlético, rigoroso nos cartões e tecnicamente muito bom, é uma aposta da FPF que está frutificando em boas atuações. Trabalhou muito bem na A3 e está constantemente escalado na B.

Torço para uma grande arbitragem e um bom jogo!

– O VAR está dando certo ou não?

Na Copa do Mundo de Futebol, torneio que é vitrine para qualquer iniciativa por ser a maior competição do planeta, a utilização do árbitro de vídeo mostrou três coisas importantes até agora:

  1. A Tecnologia ajuda, mas não elimina a injustiça no futebol. O VAR é inevitável para o futuro.
  2. A Polêmica (tão necessária para alguns) continuará existindo no esporte, por conta das questões interpretativas.
  3. Há muito o que se aprimorar ainda.

Sempre defendi que toda forma eletrônica para a legitimação de resultados é válida. Entretanto, ao mesmo tempo sempre alertei de que nada adiantará tal aparato se não tivermos a capacitação de quem o usa: o elemento humano.

Digo tudo isso pois vimos o uruguaio Andrés Cunha usar com perfeição a ajuda eletrônica (solicitando a repetição de imagem ou sendo instigado a rever pela cabine) na partida entre França 2×1 Austrália. Ao mesmo tempo, vimos um verdadeiro “circo dos horrores” em Portugal 1×1 Irã, onde o paraguaio Enrique Cáceres e a equipe do árbitro de vídeo vulgarizaram a ideia.

Ao assistir essa última partida citada, questiono-me:

  1. Cáceres mostrou-se tão inseguro que precisou utilizar tantas vezes o VAR?
  2. O VAR, o AVAR e os demais integrantes quiseram aparecer mais do que deveriam, tentando “apitar o jogo” da central instalada em Moscou?
  3. A FIFA estaria forçando o uso do equipamento para “vender a ideia” de modernidade (por isso tantos pedidos de imagem televisiva)?

Tenho medo de que o mau uso do VAR faça com que a ideia seja detonada. Imagine tal arbitragem como a de ontem num Palmeiras x Corinthians ou em um Boca Jrs x River Plate? Impensável!

Se tivesse poder de sugestão, três medidas a serem aplicadas:

  1. Treinamento intensivo nos jogos de categorias de base;
  2. Som aberto às emissoras de TV e público para entender o que se discute a fim de maior clareza no entendimento da interpretação da arbitragem;
  3. Permissão de número limitado de “desafios” às equipes, sendo solicitados pelos capitães.

E você, o que está achando da iniciativa do árbitro de vídeo na Copa do Mundo Rússia 2018? 

Penso que o ideal era ter deixado a utilização de tudo isso para o Mundial do Catar 2022, a fim de mais aprimoramento do seu uso mundo afora.

Aliás, viram o marroquino se dirigindo à uma câmera, fazendo o gesto da tela de TV e xingando o VAR?

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