– A burra expulsão de Roger Guedes

O Palmeiras é um dos times mais caros do Brasil. Investiu milhões de dólares, é o Campeão Brasileiro e um dos favoritos para a Taça Libertadores da América. Porém… custa gastar um pouco mais para ter um instrutor de arbitragem em seu corpo técnico?

Me impressiona que o jogador de futebol desconheça as regras do seu ofício que é o seu próprio ganha-pão. Em Novo Horizonte, na partida Novorizontino 1×3 Palmeiras, sabendo que já tinha cartão amarelo, Roger Guedes (após fazer um gol) foi comemorar junto à torcida pulando no alambrado “a lá Neto nos anos 90”. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira não havia observado e foi avisado pelo bandeira Emerson Augusto de Carvalho; na sequência, aplicou-lhe o segundo cartão amarelo e consequentemente o vermelho.

Após a partida, uma grita geral sobre a Expulsão. Ora, há quanto tempo isso existe? O jogador profissional não sabe?

A queixa é de que a Regra é rigorosa com tal situação (isso é uma outra história a se discutir). Mas sabedor que ela existe, por quê o jogador insiste em descumpri-la? O atleta cavou sua expulsão pelo ímpeto e ainda prejudicou sua equipe.

Veja o vídeo em: http://globoesporte.globo.com/sp/sorocaba/futebol/campeonato-paulista/jogo/02-04-2017/novorizontino-palmeiras/#video-id=5772260

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– A Expulsão de Fred foi justa?

Excelente decisão do árbitro Igor Júnio Bevenuto (já criticado neste espaço em atuações ruins) ao expulsar Fred (ATL) por agressão a Manoel (CRU), no clássico Mineiro.

Entenda: Fred sobre para tentar cabecear uma bola alçada à área após cobrança de falta e justifica que o braço está aberto para ganhar impulso. Não é isso, o árbitro (bem posicionado) vê a cotovelada desferida propositalmente (Fred atinge de propósito, não é movimento de impulsão) e imediatamente o expulsa. O atacante, sabedor que está errado, fica no chão para tentar ludibriar o juiz.

Parabéns pela prontidão na aplicação do cartão vermelho!

Veja o lance em: https://www.youtube.com/watch?v=_jeO-eubxJc

– Análise da Arbitragem de Paulista 0x1 Olímpia.

Apesar de um ou outro erro de interpretação de faltas, foi bem o árbitro Roberto Pinelli na derrota do Paulista frente ao Olímpia.

Apresentando as mesmas virtudes do jogo que já houvera apitado no Jayme Cintra contra o Nacional, mostrou uma atuação nada comprometedora, além de melhorar sua performance física. Somente deixou de dar um cartão amarelo a Ingro (PAU) aos 23m por falta temerária no zagueiro Brumati (OLI), além de não marcar uma clara falta do próprio Brumati em Douglas em um lado cego (embora, visível ao bandeira). Foi muito bem na aplicação da Lei da Vantagem.

Sobre os assistentes: Leandro Feitosa foi correto nas muitas marcações de impedimentos e Bruno Bunani esteve bem atento no jogo. Quem teve trabalho foi Gilberto Roque, o quarto árbitro, em ter que conter os excessos fedo treinador Júlio Sérgio.

A lamentar a imagem negativa do jogo: 6 torcedores do Olímpia em campo, sendo que eram 4 senhoras e 2 jovens. Para a segurança naquele tranquilo espaço, havia 6 PMs e 3 fiscais da FPF ali. Que prejuízo!!!

Público: 413 pessoas / Renda Bruta: R$ 5.430,00 / Renda Líquida: R$ 4.980,90 – 

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– Esperteza ou Moleza dos Jogadores nas Cobranças de Faltas Rápidas?

Foi há cinco anos, mas o assunto é atual. Vide abaixo:

Na quarta-feira (17), um lance inusitado na partida Porto (POR) X Arsenal (ING): Após um recuo de bola do time inglês ao seu goleiro, o árbitro sueco Martin Hansson (aquele mesmo de França X Irlanda, do gol de mão de Henry – que fase, hein juizão!) assinalou tiro livre indireto a favor dos portugueses. O esperto centroavante pegou a bola, colocou no chão e cobrou rapidamente, fazendo o gol. Naquele momento, o goleiro e a defesa do Arsenal estavam desarrumados e desatentos. O gol foi confirmado.

Veja o lance: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/portugues/0,,MUL1495243-9850,0.html

E a pergunta: pode?

Claro que pode, e aí uma curiosidade: Quem é que disse que precisa esperar a barreira? Onde está a barreira na regra? E o apito do árbitro, tem que esperar?

Vamos lá: o time que cobra a falta tem o direito de exigir as 10 jardas de distâncias (9,15m). Nada impede que ele abra mão desse direito. Se o fizer, e a bola atingir o defensor, segue o jogo. Afinal, o adversário não teve tempo de se posicionar a 9,15 metros. Não teve culpa. Não precisa esperar o apito.

Entretanto, se o adversário se posicionar em frente a bola, e impedir propositalmente a cobrança, ficando a menos de 9,15m, e a bola bater nele, repete-se a cobrança e aplica-se o cartão amarelo por não manter a distância regulamentar e/ou retardar o reinício de jogo.

Perceba que são situações diferentes: no primeiro lance, ele não teve tempo de se posicionar. No segundo lance, ele fez questão de não se posicionar.

Mas e quando o time que fez a falta “pede barreira“? Aí outro mito do futebol: o infrator não tem esse direito, ele tem o dever de dar a distância. O que acontece muitas vezes é que os batedores de falta exigem a distância de 9,15m, e as defesas se agrupam como “paredões”, “muralhas” ou, como conhecemos, “barreiras”. As barreiras não existem na regra; é que a própria regra não vê nada de ilegal no fato dos atletas se agruparem a 9,15m.

Outra curiosidade que você não costuma observar: se o atleta quer bater a falta rapidamente, e o adversário fica na sua frente, ele pode tirar grande proveito disso: a regra permite que ele “tabele’ com o adversário, ou seja, posso chutar nesse atleta que está me atrapalhando, a fim de recebê-la de volta e sair eu mesmo jogando! Quantas vezes você viu esse lance em campo? Dizem que Pelé fazia isso, mas com a bola rolando, não em lance de bola parada.

E quando vemos o gesto do árbitro mandando esperar o apito para cobrar a falta?

Normalmente ocorre pela exigência da equipe que cobrará a falta em querer a distância. O árbitro indica que irá contar a barreira, e por estar de costas e o jogo paralisado, precisa indicar aos atletas quando o jogo deve ser reiniciado (ou melhor, a falta cobrada). Alguns batedores de falta exigem a barreira, por ela ser um ponto de referência a eles. Usam e treinam com esse artifício. Vale lembrar que também o árbitro poderá desautorizar a cobrança caso tenha que tomar alguma providência (como o atendimento a um atleta que se lesiona gravemente, por exemplo). O atacante não precisa esperar nem para a aplicação de cartão amarelo a um adversário, caso deseje cobrar rapidamente a falta (o árbitro aplica o cartão na primeira paralisação seguinte).

Tal texto pertence as diretrizes da regra 5, no texto USO DO APITO: “O apito não é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre (…) O uso do apito é necessário para reiniciar o jogo mediante um tiro livre após determinar a distância correta de uma barreira“.

Mas o que a zaga deve fazer? Resposta simples: estar atenta! Ou se arrisca em tomar um cartão amarelo de árbitro que cumpra fielmente as regras do jogo, permanecendo em frente a bola e torcendo para que o adversário exija a barreira (se o adversário chutar, toma o amarelo e aí tem que esperar a barreira e o uso do apito mesmo, não pode mais cobrar rapidamente).

Parece severo, mas atende ao Espírito do Jogo, que juntamente com as Regras, norteiam o futebol: nunca beneficiar o infrator!

Assim, vale a pena os atacantes estarem espertos e estudarem a regra. Poderiam marcar mais gols.

Especificamente, no lance do Porto X Arsenal: um amigo me perguntou se vale o gol, já que o árbitro não teve tempo de levantar o braço para indicar tiro livre indireto. Vale sim! É que quando há tiro livre indireto e a bola é chutada direto ao gol, sem o braço do árbitro estar levantado, volta a cobrança (pois, teoricamente, o atleta não foi informado pelo árbitro que era em 2 lances). Se o braço estivesse levantado e a bola entrar no gol diretamente, tiro de meta. (Claro, como o lance foi dentro da área e a bola foi tocada, tudo bem).

Vale a lúcida colocação do atacante do time londrino, Fábregas: “Nós estávamos desatentos…

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– Análise Pré-Jogo da Arbitragem para Paulista x Olímpia

Roberto Pinelli, 41 anos, árbitro que vem atuando com bastante regularidade na série A3, que costuma ser técnica e disciplinarmente bom (embora eu já tenha feito críticas ao seu preparo físico) apitará Paulista x Olímpia pela Rodada 16.

Pinelli esteve no Jayme Cintra semanas atrás, quando apitou Paulista 1×2 Nacional. Naquela oportunidade o jogo não exigiu e ele foi bem, exceto a um lance capital: o gol irregular do adversário na solada no peito do goleiro Iago. Claro que o placar foi justo (apesar desse lance) pois o Paulista jogou mal, mas entendo ter sido um lance de infelicidade do juizão (vide em: http://wp.me/p55Mu0-1jI).

O bandeira 1 seria Leandro Matos Feitosa (o mesmo do gol em impedimento na partida São Paulo 4×1 Santo André, voltando a trabalhar depois de 1 mês). O bandeira 2 será Bruno Bunani Munhoz, que fará seu 7o jogo na A3 nessa temporada. Gilberto Roque da Silva Pereira será o 4o árbitro.

Desejo um grande jogo e uma boa arbitragem.

Acompanhe a transmissão de Paulista x Olímpia pela Rádio Difusora Jundiaiense AM 810, com o comando de Adilson Freddo. Narração de Marcelo Tadeu; comentários de Robinson Berró Machado e Heitor Freddo; análise da arbitragem com Rafael Porcari; reportagens de Luiz Antonio “Cobrinha” de Oliveira. Na técnica externa André Luís Lucas. Sábado, às 10h00 – mas a jornada esportiva começa a partir das 09h00 para você ter a melhor informação com o Time Forte do Esporte!

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– Rasgando o regulamento para São Paulo x Linense!

A quem a FPF quer enganar?

Reinaldo Carneiro Bastos disse à ESPN Brasil que não houve inversão de mando no jogo Linense x São Paulo (serão jogadas as duas partidas no Estádio do Morumbi). O mandatário alegou que fez consulta ao departamento jurídico, ouviu os clubes e aceitou o pedido feito pelo próprio presidente do Linense. Justificou ainda que:

Não é inversão de mando, o mando continua sendo do time do Linense. Só o campo que é o Morumbi“.

Foi convencido? Eu não!

Quantas partidas a Linense jogou como mandante no Morumbi? Claro que nenhuma. E não adianta dizer que não é inversão de mando, pois até o estádio é do adversário. Nem ao menos se tomou cuidado em escolher o Pacaembu ou a Arena Corinthians, por exemplo.

Imoral! Entendo que o Linense fez isso para aumentar suas receitas, mas esportivamente isso não é decente.

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– A Tecnologia muda o placar de França x Espanha!

Em um jogo-teste para o uso do árbitro de vídeo, jogaram França x Espanha no Estádio Saint-Denis. Sem a ajuda da tecnologia, o placar seria 1×1. Mas com a ajuda do árbitro de vídeo (VAR), o juiz alemão Felix Zwayer deixou de cometer dois erros e o placar final foi de 0x2.

A França marcou com o atacante Griezmann. Felix Zwayer iria validar o gol mas recebeu a informação de que estava impedido. Ainda entre as comemorações, rapidamente anulou o gol. Seria 1×0 para o time da casa!

Mais tarde, a Espanha abriu o placar com David Silva. O que seria 1×1 senão fosse o VAR, estava sendo legitimado como 0x1. Só que aí surgiu outro lance polêmico, onde Deulefeu marcou o segundo gol para os espanhóis e o juiz estava anulando, até que novamente entrou o árbitro de vídeo em ação e avisou que o gol era válido. Portanto, voltou atrás e deu o gol, também rapidamente.

Placar final: França 0x2 Espanha. Sem o VAR, o juizão alemão teria determinado 1×1.

Tem dúvida ainda sobre a necessidade da tecnologia no futebol?

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– Que não se apoie Luís Fabiano!

Ok, concordo que foi péssima a arbitragem do árbitro Luiz Antonio Silva Santos, o folclórico “Índio” no importante Clássico dos Milhões disputado em Brasília. Tanto Vasco quanto Flamengo reclamaram dos erros do juiz.

O que me chama a atenção é o seguinte: muita gente contestou a expulsão do atacante vascaíno pois o árbitro leva a peitada e força o desequilíbrio para trás. A “corridinha de ré” não enganou ninguém, foi “simulação do árbitro”. Mas por isso deixará de expulsar o jogador?

É claro que não! Uma “peitadinha” ou uma “peitadona” não deixa de ser peitada e tem que receber o cartão vermelho. O relato dessa intensidade é que determinará uma pena menor ou maior.

Aliás, veterano como é, mais uma expulsão do “Fabuloso”… nem a idade o ensina?

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=xUKRhRMO_58

– O Bom Senso da Conmebol! Para esquecer a exigência da Regra…

Que ótima notícia: a decisão da Recopa Sulamericana entre Chapecoense x Atlético Nacional poderá ser realizada na Arena Condá (cuja lotação é de 22.000 torcedores). O regulamento prevê uma praça esportiva com ao menos 40.000 lugares.

O time de Chapecó pediu a compreensão da entidade a fim de demonstrar agradecimento pelas ações humanitárias promovidas pelo time de Medellin no trágico acidente da La Mia (esse jogo será em 04 de abril).

Muito bom que exista ainda sensibilidade à Confederação Sulamericana.

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– Análise Pré-Jogo para a Arbitragem de Marília x Paulista

Para o importante jogo da 15a rodada da Série A3, teremos uma arbitragem bem experiente: Eleandro Pedro da Silva, natural de Guararema-SP, 20 anos de carreira e 41 de idade, apitará Marília x Paulista.

Eleandro já ficou entre os “possíveis árbitros Ouro do Paulistão” nos anos 2005 – 2010, quando existia o ranking da arbitragem, mas não conseguiu ficar na elite.

Prima pela experiência na FPF e em jogos amadores, mas é irregular disciplinarmente (às vezes fica “só no amarelo”). Fisicamente, tem bom porte físico, embora seja hoje veterano. Se levar o jogo com muita seriedade do 1o ao último minuto, pode fazer uma ótima partida (só não pode relaxar, como já acontecera vez ou outra me seus jogos.

Márcio Dias dos Santos e Samuel Augusto Vieira Paião serão os seus assistentes. Rogério Gustavo Garcia será o quarto-árbitro.

Desejo ótima arbitragem e um grande jogo para as equipes!

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Sabe onde encontrei a foto desse ingresso? No site Mercado Livre! Está a venda esse “ingresso de colecionador” a R$ 1,99.