– A própria FPF está supervalorizando o VAR, em detrimento aos demais integrantes?

Sim, uma crítica à FPF sobre a divulgação das escalas de árbitros no Twitter: para quem é leigo, passa batido, mas para os árbitros o sentimento é bem claro:

– Na lista de jogos desse domingo, há pouco publicada, a Federação Paulista coloca em destaque o nome do Árbitro juntamente com o VAR. Mas e os bandeiras? E o quarto-árbitro? E os AVARs?

Da forma como exposto, subentende-se que o VAR está em pé de igualdade na importância di juiz principal e pode até iludir o torcedor de que o árbitro deve dividir sua autoridade com o árbitro de vídeo. E, acrescento, mostra a pequena importância dada aos árbitros assistentes e outros integrantes.

Preciosismo?

Talvez. Mas repito: ao leigo, está supervalorizada a função do VAR e desmerecida a dos demais.

Abaixo:

Cinco partidas da oitava rodada movimentam o Paulistão Sicredi neste domingo (25). Confira a arbitragem dos jogos. #Arbitragem #Paulistão #TorçaEmCasa #UseMáscara

– A árbitra assistente boicotada pelo Irã.

Dia 11, jogaram Tottenham x Manchester United. Os times ingleses são muito populares no Oriente Médio, e as TVs abertas de lá costumam transmitir suas partidas.

No Irã, o jogo passou pela TV Estatal, e a transmissão era cortada toda vez que a bandeirinha Sian Massey-Ellis era filmada. Um horror de geração de imagens.

Tal fato aconteceu igualmente no sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. A cada close mostrando o decote da modelo Fernanda Lima, a imagem era cortada.

As mulheres iranianas se notabilizaram nos últimos anos por reivindicar seus direitos. Até pouco tempo, eram proibidas de ir aos estádios de futebol pelo fato de serem… mulheres!

Para minha surpresa, ontem, 22/04, a ONU delegou ao Irã a escolha do dirigente que chefiará a Comissão dos Direitos da Mulher (em 2010, isso quase ocorreu, mas o país foi retirado da gestão do órgão antes da escolha).

Que mundo maluco e contraditório vivemos em pleno 2021, não?

Sian Massey-Ellis made her debut in a men's European club competition. Love  the appointment. Big moment and she can be a p… | Football referee,  Referee, Role models

– O Cartola que se acha “O Cara”, em Juventus 1×2 Taubaté.

Sabe aquele cartola que se acha o “tal”, que fala para seus pares que vai pressionar o juiz para o time dele ganhar, e que quando isso acontece (por funcionar ou simplesmente por coincidência) se gaba pois sua “valentia deu certo”?

Isso é muito comum no futebol brasileiro, e aconteceu ontem na A2 (de maneira hilária): vivendo a bolha sanitária, o Juventus não pode jogar na Moóca (por falta de refletores) e foi para Santos, jogar no Ulrico Mursa às 20h contra o Taubaté. Perdeu por 2×1, mas, para muitos, não pela superioridade do “Burro da Central”, mas pela “força das palavras” de um dirigente do adversário.

Vejam o relato em súmula do árbitro Alysson Matias, do que fez o diretor citado abaixo (quando a equipe dele perdia) e sua atitude quando o time virou o placar:

“Informo que aos 47 minutos de jogo, após a marcação de uma falta em favor do Clube Atlético Juventus, o senhor Carlos Magno Bueno dos Santos, membro da diretoria do Esporte Clube Taubaté, proferiu as seguintes palavras em tom alto e exaltado: ‘seu filho da puta, vai tomar no seu cú. Não foi falta porra nenhuma, vai tomar no cú, ladrão, filho da puta, você é fraco’. Informo ainda que, ao fim da partida, o mesmo veio próximo ao alambrado (zona vermelha) em direção ao vestiário da equipe da arbitragem proferindo as seguintes palavras: ‘só foi eu te xingar que você melhorou’“.

É esse o futebol profissional brasileiro… Pode?

Juventus x Taubaté: como assistir ao jogo da Copa Paulista AO VIVO

– Quem implodiu a Superliga da Europa: a pressão dos torcedores, a UEFA ou os próprios clubes?

Não tenhamos dúvida: a criação da Superliga formada por potências europeias da Inglaterra, Espanha e Itália, visava mais dinheiro aos clubes. Nunca foi um movimento para criação de um futebol elitista, nem de independência de UEFA ou FIFA, mas sim o desejo de chantagear as entidades organizadoras para maior remuneração aos clubes.

A ideia de uma “NBA dos times”, ou de um formato de MLS (mais fechado) era interessante por um lado, mas excludente por outro. Não havia santos nesta história (são todos empresas privadas, que buscam lucro), e, aparentemente, o propósito deu certo.

Os clubes da Inglaterra conseguiram mais dinheiro da UEFA e implodiram a Superliga (segundo o que os jornais retratam hoje). E aqui, é capitalismo puro como sempre feito na história: por exemplo, a reinvenção do Campeonato Inglês após o Relatório Taylor (atacando os Hooligans e criando novas responsabilidades, trazendo torcedores aos estádios), a criação da Premier League (aumentando o faturamento) e o superdimensionamento dos seus torneios em mercados como no Sudeste Asiático (explorando esse público ávido em gastar e investir) deixaram o futebol mais rico. E isso não quer dizer “mais honesto”: vide os mecenas suspeitos que investem nos times de lá: russos envolvidos em máfias, sheiks árabes, califas dos emirados, tailandeses suspeitos (vide que os termos estão realmente no plural), em diversas divisões.

É movimento por mais dinheiro, simplesmente. Negociações com “atitudes polêmicas”, supostamente divisionistas, mas que se rendem ao vil metal. Os protestos de torcedores, de patrocinadores e até de jogadores, tenhamos certeza, foram repercussões negativas calculadas por quem se aventura numa situação como essa.

Em tempo: Florentino Perez, aparentemente, se deu mal. Sem 6 times da Inglaterra, não há Superliga. E não lhe foi oferecido verba suplementar ao Real Madrid e demais, segundo se especula…

Por fim: o torneio nasceu e já morreu. Mas o objetivo final (o de ganhar mais dinheiro) foi obtido por metade dos postulantes. A outra (dos “não ingleses”), que se vire.

Ops, uma pergunta: se a FIFA e a UEFA colocassem em prática tais punições divulgadas na 2a feira, quem apitaria os jogos? Qual árbitro seria louco de desobedecer alguma dessas entidades?

– O pênalti da discórdia em Corinthians 2×0 Ituano. Qual foi o maior erro?

1- Raul Gustavo (SCCP) derrubou Gabriel Taliari (ITU)?

2- Jemerson tocou propositalmente a mão na bola?

3- Houve uma simulação do atleta do Ituano após tudo isso?

4- Antes disso, havia impedimento de alguém?

Edina Alves, a árbitra da partida, havia entendido que um “quase pé-alto do zagueiro corintiano” tinha atingido o atacante ituano e interpretou como lance temerário, marcando pênalti (de acordo com o áudio capitado na cabine do VAR, mostrado pela Sportv). Nada disso, nem toca o adversário para ser tiro livre direto, nem é “jogada perigosa” (como dito antigamente) para marcar tiro livre indireto dentro da área.

Nadine Bastos, comentarista da Rede Globo, entendeu ser mão de Jemerson e marcaria pênalti. Não foi isso também.

Flávio Rodrigues de Souza, o VAR, chamou a árbitra para analisar o lance que não era nenhum desses, mas uma simulação posterior. Errou também.

Depois de longos 8 minutos e o acerto na decisão final (de cancelar a marcação do pênalti), fica bem claro que: é inadmissível que a árbitra tenha “jogado para o VAR” a decisão de confirmar ou não a marcação, e que isso tenha levado mais de 5’30” até ir, ela própria, à cabine para rever o lance. E depois disso, quase 2’30” para ela decidir diante do monitor.

O VAR não é um subterfúgio para tirar a responsabilidade do árbitro. Nem uma ferramenta para se reapitar o jogo. Tampouco, enfim, um instrumento para transferir o poder de decisão do árbitro para o VAR. O árbitro é a autoridade máxima da partida, e ao invés de esperar mais de 5 minutos para ir à cabine, ele deve resolver logo e tomar a decisão. É questão de inteligência, de não perder a dinâmica do jogo e nem estragar o entretenimento.

Tudo isso fez o jogo começar num dia e terminar no outro: sem prorrogação ou disputa de pênaltis. Um jogo simples, comum, só isso…

O lance em: https://globoesporte.globo.com/futebol/video/var-revisa-lance-de-penalti-durante-oito-minutos-no-2o-tempo-de-corinthians-x-ituano-9446325.ghtml

Em tempo: não se credite o ocorrido ontem ao fato de ser uma árbitra. Infelizmente, machistas de plantão podem confundir as coisas…

– Leodan Gonzales: de herói esquecido a vilão muito lembrado, em Palmeiras x Defensor y Justicia?

O futebol é algo realmente passional. Digo isso pois assisti uma excelente arbitragem em River Plate 0x3 Palmeiras, onde o árbitro uruguaio Leodan Gonzales foi tecnicamente muito bem – e disciplinarmente não vacilou em expulsar Carrascal após atingir com força excessiva Gabriel Menino! Deu uma aula no apito lá na Argentina, pela semifinal da Libertadores da América.

Ontem, não assisti a Palmeiras 1×2 Defensor, mas leio inúmeras críticas ao mesmo árbitro outrora aplaudido, agora vaiado em Brasília.

Como explicar?

Não dá.

Da mesma forma, não se explica com tempo tão curto de trabalho, Abel ser ovacionado incontestavelmente após vencer a Libertadores da América e a Copa do Brasil, e criticado após ficar em 4o lugar no Mundial de Clubes. Herdou de Luxemburgo e do prof “Cebola” uma base e uma ideia de jogo.

Agora, com um pouco mais de tempo, já se pode apontar algumas coisas (mas não apontá-lo como responsável pleno) pelas derrotas na Supercopa do Brasil para o Flamengo e da Recopa Sulamericana para o Defensor y Justicia. São trabalhos, ainda, em início, com um pouco mais de “seu dedo”.

– Ou já se pode cobrar um pouco mais sim? Em especial, ao temperamento pilhado em excesso à beira do campo contra a arbitragem?

O que você pensa sobre Abel até agora?

Palmeiras x Defensa y Justicia: veja escalações, desfalques e arbitragem | palmeiras | ge

– A arbitragem paulista fez feio na Copa do Brasil…

O trio de arbitragem da FPF (Vinícius Gonçalves Dias Araújo, Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Daniel Luís Marques) terá dores de cabeça nas próximas horas…

Árbitro e bandeiras são bons, e foram escalados pela CBF para a Copa do Brasil, no jogo entre América-MG x Ferroviário-CE. No tempo normal, 1×1. Nas penalidades, 3×2 para o Coelho. Entretanto… esse placar se deve ao entendimento de que esta cobrança de pênalti (foto abaixo) do Ferroviário não entrou.

Aqui, não dá para culpar o posicionamento do assistente ou a desatenção do árbitro. Erro crasso. Veja onde está o bandeira e o tanto que a bola entrou:

– 99 anos de brigas de Torcidas no Futebol.

Há exatos 99 anos, o brilhante escritor Lima Barreto (quem nunca leu a brilhante obra “Triste Fim de Policarpo Quaresma”?) escrevia sobre algo que persiste nos dias de hoje: a briga entre Torcedores de Futebol!

Incrível, parece atual, mas foi escrito em 1922! Extraído do acervo do Centro Cultura São Paulo, publicado na Revista “Careta”.

FOOT-BALL

Por Lima Barreto

Não é possível deixar de falar no tal esporte que dizem ser bretão.

Todo dia e toda a hora ele enche o noticiário dos jornais com notas de malefícios, e mais do que isto, de assassinatos.

Não é possível que as autoridades públicas não vejam semelhante cousa.

O Rio de Janeiro é uma cidade civilizada e não pode estar entregue a certa malta de desordeiros que se querem intitular sportmen.

Os apostadores de brigas de galos portam-se melhor. Entre eles, não há questões, nem rolos.

As apostas correm em paz e a polícia não tem que fazer com elas; entretanto, os tais footballers todos os domingos fazem rolos e barulhos e a polícia passa-lhe a mão pela cabeça.

Tudo tem um limite e o football não goza do privilégio de cousa inteligente.

bomba.jpg

– Os lances polêmicos da arbitragem de Ferroviária 2×1 Corinthians.

Dois lances muito discutidos na Arena Fonte Luminosa nesta 3a feira. Vamos a eles?

Aos 35m, Gol de Everton (AFE) anulado, após escanteio de Cajá: Xandão atrapalhou ou não Cássio (SCCP)?

O árbitro assistente 2 Evandro de Melo Lima viu vários atletas à frente da linha da bola (em impedimento passivo, sem influência no lance – exceto Xandão, duvidoso). Aqui você deve analisar: ao desviar da bola para não ter uma participação ativa (e sair do impedimento passivo para o ativo, caso tocasse nela), Xandão atrapalhou a defesa de Cássio?

1- Se você entende que sim, é impedimento ativo por ter ludibriado com um drible sem bola / atrapalhado a visão do goleiro.
2 – Se você entende que ele desviou da jogada para manifestar a não participação no lance e que não foi determinante para o gol sofrido de Cássio, então é gol legal e errou o árbitro (e essa segunda situação é a minha opinião, diferente do árbitro Thiago Luis Scarascati).

Aos 43m, Gol de Camacho (SCCP), após passe de Luan: a bola, no início da jogada, saiu totalmente pela linha lateral?

A imagem perpendicular é inconclusiva, pois pode provocar ilusão de ótica. Precisaria de uma imagem perfeita nas paralelas ou, melhor ainda, da tecnologia do chip na bola – igual a usada em alguns torneios onde quando se passa a meta, o árbitro recebe a confirmação do gol com um sinal sonoro e a vibração em seu relógio.

O detalhe é: o árbitro assistente 1 Fabrini Bevilaqua Costa estava mal posicionado, dentro da área técnica, por força da jogada. O treinador Pintado tem uma visão da saída ou não da bola melhor que a do bandeira! Reveja esse detalhe na imagem. Por isso, não dá para (nesse lance) “cravar” um erro de saída total ou não da bola.

Ao final do jogo, apesar desses lances bem discutíveis, vitória da Ferrinha sobre o Timão, não alterando os 3 pontos na tabela – mas talvez o saldo de gols se você considerar erros.

– Gol ou não?

E esse lance do vídeo abaixo? Gol de lateral?

A explicação a seguir:

Se o goleiro tocou na bola, é gol válido… Se não tocou, é tiro de meta!

Que lance, hein?