– A Manipulação de Resultados anula Jogo das Eliminatórias da Copa do Mundo.

Deveria repercutir muito mais do que foi, pois é grave: em 12 de novembro de 2016 (há menos de 1 ano), jogaram África do Sul 2×1 Senegal, apitado pelo árbitro ganês Joseph Lamptey. Mas na partida, o árbitro assinalou um pênalti inexistente para os sul-africanos, em jogada que a bola bate nas pernas do zagueiro senegalês mas o juizão alega mão.

Diante de protestos de Senegal, a FIFA achou muito estranho o erro e investigou, descobrindo que o árbitro de Gana estava vendido! Sim, ele manipulou o resultado, foi banido do futebol e a partida anulada. Se jogará novamente em uma das datas-FIFA reservadas para amistosos entre Seleções.

Acontece que Cabo Verde e Burkina Faso estavam disputando a vaga com Senegal e a África do Sul, que são penúltimo e último colocados na chave. Dessa forma, as duas primeiras seleções africanas que “quase comemoravam” a classificação à Copa da Rússia 2018, devem adiar a festa, já que Senegal volta a ter chances (pois havia perdido da lanterninha seleção sul-africana por influência do árbitro).

Para tirar 10, a FIFA deveria esclarecer: quem “comprou o árbitro”, por quanto e o que aconteceu / acontecerá ao picareta.

O medo é: quantos erros de arbitragem suspeitos podem estar acontecendo mundo afora, em campeonatos sem tanta visibilidade?

Assista o vídeo do erro grosseiro (que foi proposital) em: https://www.youtube.com/watch?v=VPrjWrMhbSI

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– Aos árbitros que já trabalharam com Leão, uma entrevista imperdível!

Trabalhei na pior função que um oficial de arbitragem pode exercer em partidas com o treinador Emerson Leão: fui quarto-árbitro em jogos dele no Palmeiras, no Santos e no São Paulo. E eu era escalado nesses jogos pois conseguia manter um bom diálogo com ele, já que o então presidente da Comissão de Árbitros da FPF, o português José Evaristo Manuel, tinha PAVOR do Leão.

E por quê?

Porque Leão é muito inteligente com os detalhes, possibilidades e pressão exercidas sobre os dirigentes, adversários e os árbitros. É, talvez, o mais chato dos treinadores com quem trabalhei (“ganha longe” de Tite – que é ótimo no trato, está na dianteira folgada de Muricy e bem a frente de Luxemburgo. É seguido, logo atrás, por Felipão).

Comigo, particularmente, nunca tive atritos, embora conversávamos firme e educadamente em alto nível (em especial numa saia justa em que ele tentou colocar o árbitro de São Paulo x Marília com detalhes da Regra e consegui reverter, sem causar confusão).

Porém, é inegável a competência de Emerson Leão, embora de relacionamento difícil (a diferença sempre se via no vestiário). E no UOL, leio uma excepcional entrevista (longa, bem formulada e de prazerosa leitura) onde o treiandro conta muita coisa sobre carreira e o que pensa.

Compartilho, em: https://www.uol/esporte/especiais/entrevista—emerson-leao.htm

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– A vantagem aplicada no pênalti sofrido por Gabriel Jesus em Brasil 2×0 Equador

Apesar da Seleção Brasileira não ter brilhado como nas outras apresentações (e da vontade excessiva de Neymar em querer mostrar serviço e às vezes ser “fominha”), tudo deu certo para o Escrete Canarinho e até mesmo para a arbitragem!

Mario Díaz de Vivar, o árbitro paraguaio que coincidentemente apitou Brasil 2×2 Equador (pelo Sulamericano Sub 20, há 8 meses), não marcou a penalidade em Gabriel Jesus e na sequência do lance resultou em um gol.

Sorte ou acerto?

Contrariando um mito popular de que não existe vantagem em pênalti, ela existe sim! É que, por ser um lance dentro da área e muitas vezes a marcação do pênalti ser a vantagem verdadeira (pela possiblidade de se marcar um gol), muitos árbitros abrem mão da sequência da jogada e marcam o pênalti (nem sempre POSSE DE BOLA é vantagem, pois para times com bons cobradores de falta, em um lance fora da área a real vantagem pode ser a marcação da falta).

Assim, o juizão não marcou o lance em que o zagueiro equatoriano vai no corpo de Gabriel Jesus após o cabeceio (não foi consequência da disputa de bola, foi falta mesmo e para cartão amarelo). Na sequência, a bola sobrou para Philippe Coutinho marcar o gol.

Resta saber: o árbitro fez uma perfeita leitura da jogada e assim aplicou a difícil e correta lei da vantagem em um lance de tiro penal, ou ele não viu nada e por sorte resultou em gol?

Se um lance desse ocorresse aos 48 minutos do segundo tempo no jogo Uruguai x Argentina e não resultasse em gol, o árbitro estaria no campo até agora cercado pelos atletas…

Veja o lance relatado abaixo:

– Sou mais o Coutinho do Santos FC do que o Coutinho do Liverpool, como árbitro e como torcedor!

Quem gosta de futebol conhece um dos craques históricos do futebol brasileiro: Coutinho, companheiro de Pelé no mítico time do Peixe dos anos 60.

Poucos sabem que ele foi técnico do time Sub 20 do Santos, no começo dos anos 2000. E eu me recordo de um jogo em que apitei no Parque São Jorge (o gramado da Fazendinha estava impecável), entre Corinthians 1×1 Santos, onde pude conhecer um pouco da sinceridade de Coutinho, o ex-jogador, ali como técnico.

Em um determinado lance da partida, o Paulo Almeida (que viraria capitão do time profissional comandado por Leão, com Robinho e Diego), deu uma entrada forte no adversário. Eu dei o Cartão Amarelo a ele, na dúvida se deveria dar Vermelho. E como o tempo de decisão de um árbitro de futebol é o mesmo de um piscar de olhos, vacilei e reconheço que errei. Ouvi, para a minha surpresa, Coutinho gritar para Paulo Almeida: “Moleque, cê tem que agradecer ao juiz, se você der outro pontapé eu tiro você do time. Futebol de time meu não tem pancada”.

Gravei essa frase na minha cabeça, pois o treinador foi sincero “até demais”! Não teve nenhuma complicação na partida, exceto esse lance que nem foi tão reclamado na hora. Posteriormente, vi Coutinho outras vezes em entrevistas recordando o time em que jogou, e sempre percebi certa mágoa com Pelé. Mas nunca sem deixar de ser autêntico, sincero ao extremo.

Escrevo isso por ver um outro Coutinho, o do Liverpool, que nessa fase da globalização e da comunicação on-line se tornou ídolo mundial. Bom jogador, isso é inegável. Mas sua atitude em dizer-se lesionado no time inglês (em meio as negociações com o Barcelona) e se apresentar perfeitamente saudável no treino da Seleção Brasileira, numa supostamente fantástica e rápida recuperação, contrastam com a sinceridade do Coutinho mais antigo (e talvez hoje menos famoso, mas certamente mais craque).

O Coutinho mais jovem pisou na bola. Ou o médico é milagreiro? Disse alguém sabiamente: “Ele deve ter ido no ‘Pai Vavá’ do maravilhoso filme Boleiros!”

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– VAR em ação!

Eu sou a favor da tecnologia para ajudar o futebol, mas com moderação e competência!

Muita gente na Europa anda reclamando do Vídeo Árbitro Assistente (VAR, sua sigla em inglês). Aqui no Brasil, ele só ficou na demagogia e nas promessas não cumpridas (não vamos repetir todas as outras postagens com as datas propostas).

Eis que recebo tal même emblemático e engraçado: abaixo, o motivo de tanta “cáca dos árbitros de vídeo! Vejam o que eles assistem durante os jogos:

Na Itália, houve até um vídeo bem divertido sobre ele. Assista aqui: https://mobile.twitter.com/popibonnici/status/901092392270405632/video/1

– Os polêmicos acréscimos de Bournemouth 1×2 Manchester City

Muita discussão na Premier Ligue, na partida entre Bournemouth 1 x 2 Manchester City. A partida estava empatada, o árbitro deu 5 minutos de acréscimos e, aos 52 minutos, Sterling deu a vitoria aos Citizens.

Mas pode jogar além dos acréscimos?

Poder, pode, desde que o árbitro avise. Aos 50 minutos, depois dos 5 avisados, o árbitro deve avisar os minutos a mais. Os cinco de acréscimos significam que o jogo deve ir dos 45’01” até os 50’00”. Além do que isso, se indique o “acréscimo dos acréscimos”.

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– A Procuradoria do STJD quer acabar com os Palavrões no Futebol!

Calma, o texto não é de hoje, mas sim de 25 de agosto de 2012. Há exatos 5 anos, o STJD discutia a “punição ou não” contra xingamentos diversos. A postagem da época, deste mesmo blog, aqui:

PALAVRÃO NÃO PODE MAIS?

Nesta quinta-feira, o Flamengo será julgado no STJD pelo fato da sua torcida chamar o jogador Loco Abreu de “viado”, na partida contra o Figueirense. A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva, que, segundo ele próprio, luta para “reverter a contracultura” do futebol.

A ideia do procurador é iniciar uma batalha contra ofensas em estádios, seja um xingamento contra o adversário ou um desabafo contra o árbitro, responsabilizando o time pelos seus torcedores.

Na partida entre Santos 1 X 3 Bahia, Paulo Henrique Ganso foi severamente hostilizado pelos torcedores do próprio time do Santos. O STJD iria atuar, como Maran Carneiro quer, denunciando a equipe santista?

Pior: no jogo Portuguesa 3 X 0 Palmeiras, os jogadores palmeirenses foram ofendidos pela sua revoltada torcida e ironizados pelo adversário. Indiciar-se-ão Lusa e Verdão?

Já a tarefa mais fácil será quanto aos árbitros: aproveita-se a animosidade cultural entre os torcedores e apitadores, e abre-se um processo contra os 20 clubes da série A. Ah, e não podemos nos esquecer dos da série B também.

No momento em que o STJD quer ser excessivamente politicamente correto, é inacreditável que passe pela cabeça de um procurador que existirão dias em que o torcedor dirá calmamente ao árbitro: “Professor, o senhor, na sua magnífica sapiência, se equivocou na não-marcação de um tiro penal a favor da nossa equipe. Tal falha se deve a má fama da sua genitora ou pela preferência sexual que julgo ser diferente da minha?”

O STJD está caprichando nesse ano. Ontem, por exemplo, mais um árbitro foi levado ao tribunal pelo fato do STJD discordar da cor do cartão. Curioso: a defesa do advogado do árbitro foi a de que o Cartão Amarelo aplicado por Marcelo de Lima Henrique na partida FLA X VAS (e contestado pelo STJD) teve “ação conjunta do sexteto de arbitragem”. Ou seja: os 6 árbitros em campo conversaram entre si e foram unânimes. É o conceito de cartão múltiplo criado no futebol. Argumento risível para indiciamento indevido (resultado: justa absolvição do árbitro).

E você: acredita que a manifestação do procurador Maran Carneiro da Silva em responsabilizar o clube contra ofensas das arquibancadas reduzirá o número de palavrões nos jogos?

Abaixo, extraído do Jornal “Extra” – RJ, link em: http://is.gd/mZR2Np

PROCURADOR QUER BANIR PALAVRÕES DO FUTEBOL

O politicamente correto invadiu os campos de futebol. Para a alegria das mães de árbitros e de jogadores que gostam de provocar as torcidas adversárias, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) quer limpar a boca dos torcedores que extravasam suas emoções de forma não tão polida. Só que quem pode pagar o pato por isso são os clubes. E o primeiro da lista é o Flamengo, que irá a julgamento nesta quinta-feira pelos gritos de “El Loco viado” de sua torcida no jogo contra o Figueirense, dia 8, em Florianópolis.
O Rubro-negro pode pagar não só o pato como também R$ 100 mil. Esse é o valor máximo da multa caso seja condenado no artigo 191, incisos I e III (deixar de cumprir uma obrigação legal ou de regulamento) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A obrigação, no caso, seria conter seus torcedores.
A denúncia foi feita pelo procurador Maran Carneiro da Silva (PR). Ele se baseou no artigo 67 do código disciplinar da Fifa, que responsabiliza o clube pela conduta de sua torcida, e no artigo 13-A do Estatuto do Torcedor, que define as condições de acesso e permanência dos torcedores em um estádio.
Grosso modo, o que a Procuradoria do STJD espera é o que nem mães e professoras conseguiram. Só que ao invés de dar palmadas, pretendem controlar a boca dos torcedores fazendo doer no bolso de seus clubes.
– Hoje já não há tantos casos como arremessos de objetos e ofensas. O torcedor já sabe que pode prejudicar o seu clube – disse o procurador-geral Paulo Schmidt, que considera normal a denúncia de Maran. – A partir do momento que há ofensa, como, por exemplo, no caso da faixa xingando a mãe do Ronaldinho Gaúcho (no jogo entre Atlético-MG e Grêmio), este é o caminho normal.
No entanto, para Marco Aurélio Assef, advogado do Flamengo, o caso de Loco não se enquadra nos citados por Schmidt. Ele pretende mostrar que a torcida foi provocada pelo jogador ao beijar o escudo do Botafogo, sob a camisa do Figueirense.
– O Loco Abreu incitou a torcida do Flamengo, que apenas reagiu – disse o advogado, que reclamou da denúncia do STJD. – Além de exagero, é casuísmo. Quando no time adversário você tem um jogador que se destaca mais que os outros, é comum a torcida xingá-lo. Então porque só o Flamengo? E porque só nessa partida?
Quem também irá a julgamento é Leo Moura. Expulso contra o Figueirense, ele pode pegar cinco jogos de gancho. Nesta quarta, será a vez de Adryan, que pela entrada em Auremir, do Vasco, pode pegar de quatro a 12 jogos.

‘Um estádio de futebol não é território imune às leis e à educação’
Maran Carneiro, procurador do STJD, no processo nº 22 de 23/08/12
“A Procuradoria de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, tomando por base a súmula elaborada pelo árbitro da partida realizada em 08/08/2012, (…), vem respeitosamente oferecer denúncia em desfavor de: (…) Clube de Regatas do Flamengo, em razão de sua torcida ter, a partir dos 44 minutos do segundo tempo, até o final da partida, entoado coro com a seguinte e repetida expressão: “El Loco viado”, assim o fazendo no intuito de nitidamente injuriar o atleta Washington Sebastian Abreu (…).
(…) Considerando-se que situações como a em tela são previsíveis, surge de crucial importância a penalização de clubes e federações justamente para que se logre impedir a perpetuação de tais condutas.
É mais do que chegado o tempo de a sociedade brasileira entender que um evento desportivo não pode ser justificativa para ofensas baixas e vis, da mesma forma que uma praça desportiva, seja uma cancha, ginásio ou um estádio de futebol, não é território imune de (sic) leis e de educação.
Muitos ainda acham que, por estarem no interior de um estádio de futebol, estão em lugar sem lei e que por isso podem, a seu bel-prazer, lançar ofensas, notadamente mediante o uso de palavrões.
É preciso reverter esta contracultura e isto começa com a punição daqueles que toleram e, por omissão, concordam com tais nefastas práticas”.

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– ESCLARECIMENTO: sobre o educado e respeitoso debate em mais de 140 caracteres com ex-árbitros.

Como a conversa foi pública, e recebi algumas mensagens via E-mail, Messenger e WhatsApp perguntando sobre uma determinada situação via Twitter, acho importante esclarece-la a fim de não precisar responder individualmente às pessoas que têm me questionado (afinal, a minha caixa de mensagens lotou com perguntas de quem possa estar interpretando mal, envolvendo outras pessoas).

Na manhã do dia 24 de agosto, fui citado num tuíte do ex-árbitro Guilherme Ceretta ao ex-árbitro da FIFA Sálvio Spinola Fagundes, atualmente comentarista dos canais ESPN. A questão se iniciou com essa pertinente postagem sobre a má escala de um bom árbitro carioca no jogo entre Cruzeiro x Grêmio, que definiria o adversário na final da Copa do Brasil com o vencedor de Flamengo x Botafogo (o que concordo plenamente com Sálvio – se temos 10 árbitros FIFA, por que justo um carioca?). Veja:

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Meu comentário foi a respeito da independência de quem pode criticar, já que muitos árbitros e ex-árbitros procuram afagos dos dirigentes atuais e se submetem à defesa dos cartolas do apito, inconteste. E reafirmo a minha concordância com o amigo Sálvio Spinola, discordando respeitosamente do também ex-colega Daniel Destro, pois isso não é, em meu parecer, “alimentar imaginário popular”, mas é sim colocar o dedo na ferida de um erro de escala. Para minha surpresa, fui citado por Ceretta. Abaixo, onde tento entender o motivo ao qual sou questionado:

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Ora, repito aqui: se fez por merecer, elogios. Se não foi bem, críticas respeitosas acusando o erro e a regra correta. Normal. E mais: quem disse que precisa ter apitado clássico para conhecer as Regras? Pelé, maior jogador de futebol de todos os tempos, nunca foi treinador de ponta. Tite, Felipão, Luxemburgo ou Parreira, só tiveram o devido reconhecimento como treinadores. Ou vai me dizer, por essa lógica, que comentarista esportivo nada entende? Na discordância respeitosa, abaixo:

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Na nova resposta, lembro que os homens mais corretos do entendimento das Regras do Futebol, assim como eu, não foram árbitros do quadro da FIFA. Alguém se recorda do grande professor e instrutor FIFA Gustavo Caetano Rogério apitando Flamengo x Vasco no Maracanã? Ou de Roberto Perassi, professor da Escola de Árbitros e também instrutor FIFA, quando encerrou a carreira num Palmeiras x Corinthians? Pois bem: nem sempre o “craque em campo” é o melhor professor, e vice-versa. Segue na ordem do twitter:

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Educadamente, mostrei a contradição. Se eu nunca apitei uma situação semelhante de semifinal de Copa do Brasil (assim como os citados Perassi e prof Gustavo, anos-luz à minha frente em estudos e conhecimento), e por tal motivo não poderia comentar arbitragem (segundo a lógica dita pelo colega), me causa espanto a defesa de Ceretta do Coronel Marcos Marinho, que nunca foi árbitro de futebol, mas que pode escalar os apitadores! Como explicar? O que o militar apitou? Abaixo:

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Enfim: ser educado com o trato das pessoas não é sinal de competência na área técnica. Sou muito cortês com todos, mas eu não posso dirigir uma ação de combate da Polícia Militar. A situação inversa se faz verdadeira também. Ademais, é notório que houve regressão na qualidade da arbitragem paulista. Continua:

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Penúltimo comentário dos tuítes: a minha discórdia vai pela questão técnica e da competência do cargo. Nada pessoal contra o Coronel Marinho e seu assessor da época de FPF, Arthur Alves Júnior (o Arthurzinho do Sindicato). Creio que são pessoas honestas, mas entendo que o cargo que exerceram/exercem trouxe/traz regressão à qualidade dos árbitros do estado de São Paulo, respingando na má atuação no Campeonato Brasileiro também. Nossa última mensagem:

Ultima

Claro que desejo credibilidade, e nesse ponto concordo com Ceretta mas faço uma correção: tem que acabar não com a política, mas com a politicagem!

Portanto, reitero: foi um bate-papo respeitoso, esclarecedor, que vez por outra pode ser um pouco confuso pela permissão de apenas 140 caracteres do Twitter. Aceito as opiniões do ex-árbitro Daniel Destro do Carmo, que por sinal é o tradutor do Livro de Regras para o português (parabéns pelo esforço), ao Guilherme Ceretta de Lima (que estava ou está nos EUA, é micro-empresário e não sei se ainda exerce o ofício de modelo) e ao Sálvio Spinola Fagundes Filho (este conhecido internacionalmente e que dispensa apresentações).

Tomamos rumos diferentes em nossas carreiras pós-arbitragem dentro de campo, e todos podemos ter discordância de opiniões, afinal é a democracia – desde que sejam educadas, sem animosidades e conflitos de relacionamento, mesmo que haja simpatia por determinado estilo literário ou caminho ideológico do mundo do futebol. O meu, certamente, é desprovido de vaidade, de aproximação de dirigentes ou bajulação de membros das entidades citadas (como também devo crer dos meus amigos citados na pública conversa). Aliás, se não fosse aberta, é claro que não faria esse necessário esclarecimento. Gosto e sou apaixonado pela prática e pelo estudo do futebol, seja na questão tática/prática/teórica, na sociologia do esporte como entretenimento/ciência/business e, evidentemente, na arbitragem e suas regras de futebol. Estamos sempre humildemente estudando e aprendendo, pois nunca seremos donos da razão – sejam nas searas do futebol (como colunista e comentarista em Rádio, TV e Jornal), nas minhas atividades comerciais (que nada têm a ver com o esporte) ou nas acadêmicas (que são de ciências gerenciais).

Esporte é amizade, é ética, é honestidade. Fair play. Que todos tenham a opinião sempre respeitada e nunca censurada. 

Atenciosamente,

Rafael Porcari
rafaelporcari@gmail.com
ProfessorRafaelPorcari.com
PergunteAoArbitro.Wordpress.com

MENSAGEM PARA REFLEXÃO
“O esporte deve servir para inspirar os valores éticos e cristãos”Papa João Paulo II

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– 5 fáceis dicas para avaliar o gol mal anulado em Chapecoense 0x1 Corinthians. Mão na bola ou bola na mão?

Quer entender melhor e didaticamente como se avalia o lance do gol anulado de Rodriguinho, já que houve mais uma interpretação equivocada de bola na mão / mão na bola, desta vez na Arena Condá? Então vamos ao lance:

Aos 30 minutos do 1o tempo, Jô avança no ataque, vai à linha de fundo e cruza para Rodriguinho. A bola bate no seu braço quando tenta o domínio, sobra a ele que faz o gol. O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior anula a jogada por “mão intencional na bola – infração da Regra 12”, restando saber se por decisão própria (o que não creio) ou levado a decidir pela ajuda do AAA2 (árbitro adicional) Fábio Filipus (que estava melhor posicionado e provavelmente o auxiliou).

Para saber se foi infração de mão deliberada na bola, questione (lembrando: NUNCA avalie tais lances como imprudência, pois não existe na Regra a avaliação de mão imprudente, somente intencional):

  1. – É a mão que vai intencionalmente em direção da bola ou a bola que vai acidentalmente na mão (e o conceito de mão é: mão / braço / antebraço)?;
  2. – Havia tempo hábil para tirar o braço e evitar o contato?;
  3. – A velocidade em que a bola chega é razoavelmente rápida?;
  4. – A distância da bola;
  5. – O movimento antinatural do atleta (ou seja: o atleta poderia evitar o contato, mas o movimenta antinaturalmente no esforço físico para que ela bata disfarçada e propositalmente, tirando proveito disso).

Assim, esqueça qualquer dito popular de que: “mas houve o domínio”, ou “ía em direção ao gol”, ou pior ainda: “mudou a trajetória da bola”. Tudo isso não existe, é como “lenda urbana de que tomar leite com manga faz mal e pode matar”. O que vale, acima de tudo, é: HOUVE INTENÇÃO DE COLOCAR A MÃO NA BOLA OU NÃO?

Tal pergunta resume as 5 dicas citadas acima (seja por jogadas de movimento explícito/disfarçado, natural/antinatural). Infelizmente, aqui no Brasil se criou a mania de interpretar equivocadamente, na qual chamamos ironicamente a Regra 12 de Regra 12B, a que transforma o lance em DodgeBall (ou se preferir: queimadachutou, bateu, é falta!).

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– Neymar, show, cavada e gols.

Vamos falar de PSG 6×2 Toulouse?

Não assisti aos lances polêmicos dos jogos do Campeonato Brasileiro neste domingo. Ouvi falar que não marcaram um pênalti para o Palmeiras e que os dois pênaltis na Ressacada foram corretos. Como não vi, não comentarei.

Assisti, sim, ao show de bola do PSG no Parque dos Príncipes. Nunca troquei futebol brasileiro por… francês! Mas como não ter curiosidade neste momento ímpar para o futebol de lá com o advento Neymar?

Um repertório amplo de jogadas e dribles pode ser visto. O lançamento “a la Gerson” para Cavani, a carretilha sobre o lateral marcador, o escanteio cobrado rapidamente e o último gol (passando por 6 adversários) com ajuda de falha de alguns adversários e talento para passar os outros.

Um detalhe: o lance da falta dentro da área não foi pênalti, Neymar cavou, mas isso não lhe tira o mérito. Mas se registre: errou o árbitro, o atacante se jogou ao sentir o contato do zagueiro.

Sem dúvida, o brasileiro deu outro patamar ao Campeonato Francês. Daqui a pouco, teremos até gente comentando em Padaria e chamando o torneio de “Francesão”. Ou não?

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