– A injustiça ao negro Muntari

Passou “batido” por mim: a insensibilidade do árbitro italiano Minelli, em 30 de abril, na partida entre Pescara e Crotoni, quando o ganês Sulley Muntari (do Pescara), jogador de cor negra, reclamou que estava escutando ofensas racistas da torcida adversária. Questionando o juizão se ele não iria parar o jogo, recebeu a sugestão de que “deveria deixar para lá e não dar importância”. Insistindo, o jogador acabou levando Cartão Amarelo por reclamação.

Revoltado, resolveu abandonar o gramado e, por tal gesto, recebeu o 2o cartão amarelo e consequentemente o Vermelho.

Absurdo total! Disse o atleta:

“Ficaram gritando ofensas para mim desde o começo. No início, vi crianças em um pequeno grupo e fui até os pais para entregar minha camisa e dar o exemplo. Mas os gritos racistas continuaram com outro grupo em outra parte do estádio. Fui falar com eles, mas o árbitro me disse que eu tinha que deixar para lá. Foi então que eu me irritei. Por que ao invés de parar a partida eu é que tinha que deixar? Os torcedores são responsáveis, mas o árbitro deveria ter feito outra coisa. Tenho certeza que se parassem os jogos, esse tipo de coisa não voltaria a acontecer”.

Tudo isso é lamentável. Só existe uma raça: a humana!

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– O pênalti de 2 toques de Griezmann já aconteceu no Morumbi!

O 2o gol do Atlético Madrid no confronto decisivo da Semifinal da Champions League contra o Real Madrid, surgiu de um pênalti cobrado irregularmente: Griezmann escorregou na hora que chutou, a bola bateu no outro pé e foi para o gol. Seria tiro livre indireto para os merengues, mas passou despercebido pela arbitragem.

O curioso é: em Outubro de 2013, na partida entre São Paulo x Vitória pelo Brasileirão, o lateral esquerdo Juan cobrou do mesmo jeito.

Relembre, extraído do Blog “Pergunte ao Árbitro” de 06/10/13:

O PÊNALTI EM DOIS TOQUES DE SÃO PAULO X VITÓRIA

Responda rápido: é válido um gol de pênalti em dois toques?

Surpreenda-se com a resposta: sim (tocado de um jogador para outro)! Mas não como o de Juan na partida no Morumbi, válida pelo Brasileirão da série A (tocando “em si mesmo”).

Entenda: o tiro penal deve ser sempre cobrado por um jogador identificado (não vale um ameaçar cobrar e outro chutar, como em cobranças de falta ensaiadas) e sempre tocando-a para a frente (não necessariamente para o gol). Euller, o “filho do vento”, que começou a carreira no América-MG, se aprimorou nesse detalhe no final da carreira: nas cobranças de pênalti, um companheiro chutava a bola em diagonal, ele usava a sua velocidade, dominava-a e chutava para o gol. Estratégia arriscada, mas válida, em pênalti convertido por dois toques.

O que não pode é um mesmo jogador tocar seguidamente a bola, e isso vale para qualquer cobrança de tiro (Tiro Inicial e Tiro de Reinício de Jogo; Tiros Livres Direto e Indireto; Tiro de Meta e Tiro de Canto; e, claro, Tiro Penal).

Um jogador só poderá tocar na bola novamente após cobrar um tiro (qualquer que seja) depois de um toque de qualquer outro atleta (companheiro ou adversário). E tocar não significa que seja voluntário, pode ser um toque por domínio claro, leve resvalão ou desvio inesperado. Mas atenção: tocar na trave, na bandeira de escanteio ou em alguém da arbitragem não vale, pois são neutros.

Se um jogador cobrar um tiro livre (ou penal, como Juan) e a bola simplesmente relar nele antes do toque de outro adversário, é marcado um tiro livre indireto para a equipe adversária no local onde aconteceu o “bi-toque”. E um detalhe: se o segundo toque for na mão, é tiro direto.

Agora, pense: quantas vezes você viu tal lance em uma partida profissional? Situação realmente inusitada… Juan cometeu infração ao escorregar e a bola bater nele no chute, mas passou batido para o juizão e acabou prejudicando o time baiano.

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O lance do pênalti cobrado por Griezmann

– A polêmica da arbitragem do último FlaFlu do Cariocão 17.

Muita polêmica na final do Campeonato Carioca 2017, domingo passado.

No FlaFlu decisivo, Rever (FLA) vai cabecear a bola e faz a carga faltosa em Henrique (FLU). A “redonda” sobra na pequena área e Guerreiro finaliza para o gol.

E por quê o árbitro Wagner Magalhães (que fez um bom trabalho ao longo do Cariocão) não marcou?

Justamente porque estava exatamente de frente à jogada. Se estivesse de lado, teria visto o lance irregular. Ele ficou de um “lado cego” no seu posicionamento.

Também recaiu sobre o árbitro a suposta “comemoração” do gol. Claro, isso foi um flagrante retirado do contexto e que ilude o mais fanático: o juizão se comunica questionando o seu Árbitro Adicional Assistente (o AAA da linha de meta), a fim de saber se viu alguma irregularidade (e o AAA também erra, pois não viu a falta por estar preocupado com a área pequena).

Veja o lance questionado e a reação do árbitro em: https://www.youtube.com/watch?v=jAdV3IXEOcY

– O truculento Argel Fucks e sua inconsequente atitude: A briga no BAVI!

Viram a confusão ocorrida no Ba-Vi da semana passada?

Tudo aconteceu por conta do treinador Argel Fucks. Ele ficou provocando jogadores do Bahia (o canal Esporte Interativo flagrou), e depois o tumulto se iniciou.

Repare no vídeo que há um goleiro reserva do Vitória que bate em todo mundo. E na hora do “pega pra capar”, Argel foge para os vestiários.

Quando jogador, Argel batia muito com faltas violentas. Como treinador iniciante, trabalhei em jogos dele no Interior Paulista e me admirei com o desrespeito dele para com a arbitragem.

Técnico com estilo “machão” e olhos odiosos não cabe mais no futebol brasileiro…

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=MvdeDhgz98U

Ops: depois disso, Argel foi demitido.

– E a punição para os torcedores insensíveis do Criciúma?

Uma parcela pequena de torcedores do catarinense Criciúma, dias atrás, mostrou tremenda desumanidade e desrespeito à tragédia que envolveu dezenas de mortos com o vôo da LaMia e gritou contra o time da Chapecoense:

Ão, Ão, Ão, abastece o Avião”.

É claríssimo o deboche desses idiotas. E a orientação à arbitragem é: gritos racistas, homofóbicos, de natureza política e outros diversos que possam ser questionados devem ser relatados e a agremiação punida e/ou torcedores identificados. Só que o fato aconteceu há 2 semanas e até agora nada?

Ninguém identificado?

Lamentável…

Assista o vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=kReYMWGyZjg

– Futebol Esporte Show: contamos com a sua preciosa audiência!

E hoje tem Futebol Esporte ShowMarcel Capretz comanda e Rafael Porcari comenta.

Aqui, no SBT – Vtv e TvSorocaba

Tudo sobre o Futebol Nacional e Internacional, além dos times da região. 

Prestigie!

Campinas e Região: 12h15 ; Baixada Santista: 12h15 ; Sorocaba / Jundiaí e Região: 13h15.

– O Ridículo Pênalti de Deportes Iquique 2×1 Grêmio FPA

Um erro decisivo do árbitro argentino Germán Delfino, de importância inexpressiva no futebol internacional.

O time gaúcho vencia por 1×0, e eis que seu atleta Ramiro vai disputar uma bola com o adversário D’Ávila, dentro da área. O chileno tenta cabecear a bola, abaixando a cabeça ligeiramente, mas o brasileiro ergue a perna na lateral, em altura insuficiente para lhe levar perigo. Ramiro, corretamente, atinge a bola. Portanto, jogada limpa.

Entretanto, o árbitro entende que Ramiro chutou a cabeça de D’Ávila e marca pênalti. Não foi. E nem poderia ser “pé alto”! O chamado “lance de jogo perigoso” é quando você levanta excessivamente o pé e corre o risco de atingir com a sola seu oponente. Normalmente ocorre em lances frontais (pé no rosto). Na lateral, e com a cabeça baixa, não se pode marcar nada.

Entenda algo mais: um pé alto que leve perigo e não atinja o adversário, é marcado tiro livre indireto. Se atingir (leve ou gravemente, não importa), é tiro livre direto (dentro da área, é pênalti). No deserto chileno, o que se viu foi uma jogada legal, sem qualquer falha do jogador gremista.

Assista em: https://www.youtube.com/watch?v=oQQ0_s6rptU

– A troca do cartão amarelo pelos 10 minutos fora!

Uma novidade na Inglaterra: a FA vai testar durante a temporada 2017/18, na 7a divisão, o não uso dos cartões amarelos para questões disciplinares. Ao invés da advertência para situações de indisciplina, o jogador ficará 10 minutos fora de campo (como no rugby). Para as outras situações passíveis de Amarelo, o cartão continuará a existir.

O que você acha dessa novidade? Gosta ou não da ideia?

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– Luiz Flávio, sua contusão e a sequência do jogo

Fiquei muito triste ao assistir a contusão do Luiz Flavio de Oliveira na partida entre Água Santa x Bragantino. Uma fratura no pé é algo dolorido e que tirará o juizão do começo do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Boa sorte ao amigo na recuperação! Mas apesar desse fato lamentável, surgiu uma questão sobre regras de jogo: e se no momento da contusão acontece um pênalti ou sai um gol? O que fazer?

Vamos lá: o árbitro, se escorregar, cair ou ficar impossibilitado de correr, ainda é a autoridade máxima da partida. Sendo assim, se ele puder ver a conclusão da jogada, confirmará ou não a legalidade do gol ou marcará o pênalti / falta / simulação (conforme for o lance). Se ele não puder ver (e estando consciente que o jogo continua) e a sequência da jogada, por exemplo, resultar em um gol, o bandeira mais próximo poderá dizer a ele se foi legal ou não.

Mas e se ele ficar desacordado? O que se faz?

Se o bandeira perceber, deverá entrar em campo e anunciar que a partida está paralisada a partir daquele instante. Imediatamente, nada mais vale (afastando o risco de uma falta dentro da área ou um gol, sem a ciência do árbitro).

O curioso é: uma partida não pode começar sem um dos membros do quarteto de arbitragem, mas pode terminar sem um deles.

Por exemplo: e se a contusão fosse no aquecimento? O quarto-árbitro entraria no jogo como substituto e alguém (como o observador, por exemplo) seria designado para fazer os serviços administrativos do 4o árbitro.

Mas e se fosse a falta de um bandeira e do árbitro, por exemplo, e não existisse um observador? Veja que curioso: o quarto-árbitro assume o jogo, o bandeira 1 fica em sua mesma função e o “novo” árbitro escolhe duas pessoas (podem até ser da arquibancada) para assumirem a posição de bandeira 2 e quarto-árbitro. Faz a entrevista com eles, dá o apito inicial e, caso os ache muito ruins na função, dispensa-os.

REFORÇANDO: Não se pode começar um jogo faltando integrante da equipe de arbitragem. Mas terminar, pode!

Assista ao lance em: https://glo.bo/2qvILcr

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– Maradona, Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo

Nosso blog fala sobre Arbitragem, mas com 4 gênios como esses, citados por outro quase da mesma grandeza, não tem como não publicar. Abaixo:

Fonte: Maradona, Pelé, Messi e Cristiano Ronaldo (https://blogdopaulinho.com.br/2017/04/30/maradona-pele-messi-e-cristiano-ronaldo/)

(trecho da coluna de TOSTÃO. na FOLHA)

No domingo passado, assisti, em Buenos Aires, pela televisão, à vitória do Barcelona sobre o Real, por 3 a 2.

No outro dia, os jornais portenhos exaltaram a espetacular atuação de Messi.

Um deles disse que, se Messi fizer o mesmo na final da Copa de 2018 e for campeão do mundo, a maioria dos argentinos vai reconhecer que ele é superior a Maradona, o que já acho há muito tempo, por ser mais completo.

Se isso acontecer, a discussão irá além.

Surgirão várias indagações, em todo o mundo, sobre quem seria melhor, Messi ou Pelé.

Eu não teria nenhuma dúvida.

Assim como Messi é mais completo que Maradona e Cristiano Ronaldo, Pelé era mais completo que Messi.